Sônia Neves
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03/07/2009 
SANTOS
No peito, na alma e nas orelhas

Final de semana estive passeando em Belo Horizonte (gravação do DVD do meu ídolo Zeca Baleiro). Na volta para Sampa, pela Gol, no voo das 14h35 saindo de BH, quem está no corredor, quando entro no avião? Ele mesmo! Foi uma coincidência feliz (para mim e minhas amigas).

Chegando em Congonhas, fomos direto para o Clube da AABB na Zona Sul, onde Zeca faria mais um show. Quase uma overdose de Zeca. Por isso, fiquei devendo atenção e dedicação ao Peixe -  o que faço costumeiramente. Para compensar, aqui vão mais algumas fotos da visita ao Memorial, desta vez pelas lentes da minha amiga Meri, de Porto Alegre, fotógrafa das boas. É só conferir!

- o - o - o - o - o - 

Que nosso Santos tenha boa sorte no jogo deste sábado contra o Sport e afaste de vez a fase ruim e a desconfiança de todos.

Santos, "no peito, na alma, nos gritos, nas palmas" ... e nas orelhas. Meu brinco predileto! (bela foto da minha amiga Meri)

Eu, com o REI e meus brincos lindos!

Rosângela, eu e Rita.



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Escrito por Sônia Neves às 00h12.
20/06/2009 
MURICY RAMALHO
Dando sopa

O técnico Muricy Ramalho, demitido pelo São Paulo, está dando sopa no mercado.

Mas, de acordo com reportagem que li  no site UOL, "ele assegurou que vai ficar um tempo afastado da profissão que o consagrou... Não é legal sair agora e ir para outro lugar... Sei que as pessoas que trabalham comigo já receberam telefonemas para saber como está a minha situação..."

Tomara que um desses telefonemas tenha partido de Santos. Mancini, que já fez algumas boas partidas pelo Peixe, ultimamente vem deixando a torcida meio desconfiada.

Vai Santos, vai pra cima do Muricy! Esse papo de que é preciso dar um tempo é balela. É só ele receber uma boa proposta que esquece os planos de se afastar. Resta saber se nosso Alvinegro teria como bancar o salário deste técnico.



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Escrito por Sônia Neves às 21h06.
14/06/2009 
JOGO NO RIO
Os decaídos agradecem

Se um time está em último na tabela e vai jogar com o Peixe, pode esperar. Derrota na certa. É sempre assim! O Santos adora ajudar os decaídos e com o Botafogo não foi diferente. Eu não vi o jogo. Ouvi alguns trechos pelo rádio enquanto seguia em direção à casa de uma amiga para comer uma pizza com outras duas amigas que moram no Sul e estão a passeio em Sampa. Na verdade, quando o Botafogo fez o primeiro gol aos 36 e o segundo aos 41, quase final de jogo, o desânimo bateu forte. Desta vez o "carrasco" foi Fabão. Desliguei o rádio e fui ouvindo música (CD) até chegar ao destino - o bairro da Mooca - sentindo-me angustiada.

Em seis jogos o Peixe já tomou 11 gols. Caiu para quinto lugar na tabela e, se não vencer no próximo jogo na Vila contra o líder Galo, corre o risco de despencar feio. Com os mesmo 9 pontos o Flu segue na cola. Depois, com 8 pontos, Grêmio, Corinthians e Náutico. O Grêmio Barueri, na 15a. posição, tem 7 pontos. Portanto, se Mancini não tomar uma atitude e mexer com o brio dos atletas, corremos o risco de passar o mesmo sufoco do ano passado.

Mesmo sem jogo na Vila, matei a saudade que já sentia do Templo Sagrado. Minha amiga Rita, de Floripa, colorada fanática, mas que admira o Peixe, tinha vontade de conhecer a Vila Belmiro e o Memorial das Conquistas. Descemos a serra na sexta-feira, mas o mau tempo atrapalhou. Por causa da chuva eles suspenderam a visita monitorada e não pudemos entrar nos vestiários nem na beira do tapete verdinho. Meri, a amiga de Porto Alegre, é fotógrafa perfeita e fez fotos lindas do Memorial das Conquistas e deu um close no brinco santista que eu usava. Mas vamos ter que esperar um bocado para ver a obra. Meri só volta para Poá no fim deste mês. Prometo que posto no blog esse momento especial. Enquanto isso, seguem quatro fotos captadas pela minha máquina (legal mesmo é a última foto!). No meu perfil do orkut tem mais algumas.

Impossível dimensionar o orgulho que sinto por ter nascido em Santos e amar tanto este time!

Meu ídolo dos bons tempos...

Dentro do Memorial - eu ainda não tinha visto: "chique no úrtimo"

 



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Escrito por Sônia Neves às 21h08.
05/06/2009 
EMPATE ENGASGADO
Mais um decepcionante 3 x 3

O resultado foi ruim... mas não tão ruim como no jogo contra o Goiás, quando vencíamos por 3 x 1 e deu bobeira no time - deixamos os esmeraldinos empatarem na Vila!

Neste jogo com o Santo André, o Peixe fez um gol e o oponente empatou. Fez 2 x 1 e eles vieram atrás. Fez o terceiro e eles empataram novamente, claro, com uma certa ajudinha da defesa. Decepcionante? É claro que foi, até porque a expectativa de um bom resultado era grande. Aos 46 do segundo tempo, Kléber Pereira manda uma bola na trave, mas não era para dar certo. A impressão que deu foi que o Santo André correria atrás do resultado, do jeito que fosse.

Apresentações mais consistentes. Isso é o que está faltando para o time. Falta também mais atenção, maior cadência, maior vontade. Nem sempre Molina entra bem. Nem sempre PH está inspirado. Por isso, ontem, a torcida pediu a entrada de Neymar. Fábio Costa vive entre o céu e o inferno. Luizinho é, quase sempre, uma temeridade. Mancini demorou para trocá-lo por Pará.

Empatar no início de temporada, enquanto muitos times ainda se dividem entre Copa do Brasil e Libertadores, definitivamente, é um péssimo negócio. Mas não vou "detonar" o Peixe. Falta mais cuidado, capricho e muita atenção na Zaga. O Peixe poderia ter aproveitado os 25 minutos finais, quando tinha um homem a mais em campo, mas não aproveitou.

Apesar da decepção, Santos, eu te amo mais do que o meu coração pode aguentar.

 



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Escrito por Sônia Neves às 09h29.
31/05/2009 
NA VILA
Aqui se faz, aqui se paga!

Time misto? Reserva? E daí? Ganhar deles é bom, seja do jeito que for. Na Vila, com a torcida gritando olé. O domingão bastante feliz.

Num jogo desses mandamos embora toda a tristeza. Não tem tempo ruim. Principalmente porque o Peixe está em terceiro na tabela. Vamos pra cima deles todos, Santos!

PH, desta vez, brilhou, foi oportunista e fez dois gols. Madson, como sempre, infernizando a defesa adversária - que hoje estava querendo quebrar quem via pela frente.Lulinha foi expulso para compensar a falta criminosa de seu companheiro em nosso " motorzinho".

Jogo na tv aberta não tem muito o que comentar. Todo mundo viu! Bom demais.

E, porque eu havia prometido, seguem algumas fotos do primeiro jogo do Campeonato Brasileiro. Santos e Goiás. O resultado foi ruim, mas as fotos deixam saudade...

 

p.s.: pra quem quiser, tem muito mais fotos desse jogo na minha págian do orkut.

 

 

 



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Escrito por Sônia Neves às 21h23.
30/05/2009 
ÍDOLO
Molina, o melhor da terceira rodada

Molina é escolhido o melhor da 3ª rodada; paulistas dominam eleição

Na página inicial do UOL deste sábado encontrei a notícia sobre o querido colombiano (UOL Esporte em São Paulo)
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A virada por 4 a 1 sobre o Fluminense em pleno estádio do Maracanã fez com que o meia Molina, do Santos, fosse escolhido pelos internautas do UOL Esporte como o melhor jogador da terceira rodada do Campeonato Brasileiro deste ano.

O feito do time santista impulsionou os times paulistas a dominar a eleição relativa aos jogos do último fim de semana. No total, sete jogadores das equipes do Estados foram eleitos: quatro do Santos, dois do Palmeiras e um do São Paulo.

Molina teve 20.557 votos dos internautas na disputa de destaque da terceira rodada. Éder Luís, do Atlético-MG, foi o segundo, com 10.096 votos, enquanto Josiel, do Flamengo, somou 7.063.

SANTOS VIRA E GOLEIA O FLUMINENSE
 
O curioso é que Molina perdeu a disputa por melhor meia da rodada. Ele ficou atrás do companheiro de time, Madson, que entrou no time ideal com 22.532 votos. Molina teve 15.237, deixando a armação da seleção da rodada só com santistas.

Além da dupla, o time da Vila Belmiro contou também com outros dois jogadores entre os preferidos: o lateral-esquerdo Leo e o atacante Kléber Pereira. Entre os paulistas, o Palmeiras teve dois eleitos, o goleiro Marcos e o volante Souza, enquanto o zagueiro André Dias foi o representante do São Paulo no time ideal da rodada.

Veja abaixo a seleção da terceira rodada de acordo com os internautas:

Enquete/UOL
Time ideal: Marcos (Palmeiras); Jonathan (Cruzeiro), Danny Morais (Inter), André Dias (São Paulo) e Leo (Santos); Guiñazu (Inter), Souza (Palmeiras), Madson (Santos) e Molina (Santos); Kléber (Cruzeiro) e Kléber Pereira (Santos)


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Escrito por Sônia Neves às 11h45.
24/05/2009 
FLU E PEIXE
De virada (e com goleada) é muito mais gostoso

O Peixe deu um passeio no Maraca. O time, que começou diferente hoje, com Léo voltando da contusão, e com Molina entrando no primeiro tempo, (opção que os técnicos não gostavam de usar)  mostrou pra muita gente (inclusive para o técnico), que Molina é, sim, um bom jogador e tem que ser sempre aproveitado – mesmo que seja em uma das etapas. Com ele em campo, o time ganhou em emoção, raça, atitude e gols.

Sei que muitos torcedores não gostam do Molina. Mas, sobre o jogo de hoje, ninguém terá motivo para “descer a lenha" no colombiano, que empatando o jogo com seu gol de falta, deixou o time com moral e ainda deu o passe para Madson ficar de frente para Fernando Henrique. Aí o raçudo baixinho driblou o goleiro e mandou para o fundo da rede. Começava a espetacular virada. Achei bacana a forma como o site Uol noticiou a bela vitória: “o Fluminense não resistiu ao grande futebol apresentado por Molina e Madson, neste domingo, no Maracanã...”

Até Kléber Pereira, que parecia um armário no primeiro tempo, acabou fazendo os gols que nos deram essa vitória consistente, maravilhosa, deliciosa. Um resultado para alegrar a semana inteira e deixar o time cheio de vontade para enfrentar os gambás na Vila com sede de vingança.

Banda da Torcida Santista no Altas Horas

O Blog do Peixe Palhaço já havia informado sobre a apresentação no programa do Serginho Groismann.Segue o endereço.

http://www.youtube.com/watch?v=QMyqIaMQ1ew

 



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Escrito por Sônia Neves às 21h46.
17/05/2009 
SANTOS E GOIáS
Decepção: com o time; com Mancine...

Primeiro jogo pelo Brasileiro na Vila. Eu não queria perder por nada! Chamei meu irmão e fomos para a Vila. Eu estava super esperançosa. Apesar do retrospecto negativo, o atual time do Goiás não deveria meter medo.

Toda feliz, sai tirando fotos pela estrada. Em solo santista, a primeira foto tinha que ser a da estrutura metálica do Peixe. E foto do ônibus lindo do Peixe. E fotos, quando já estava no setor de sócios, com as cadeiras cativas ali colocadas. O clima estava bom. Os setores atrás dos gols lotadaços. O antigo setor onde ficavam os sócios, também lotado. O clima, a expectativa... tudo levava a crer que despacharíamos o verde goiano rapidinho. Os 2 x 0 logo de cara nos deixaram felizes. Mas, antes do final do primeiro tempo, o time vacilou e deixou o Goiás fazer 1. (Quando baixar as fotos, coloco aqui no blog).

No início do segundo tempo, com mais um gol de Rodrigo Souto, todos nós, no estádio, já esperávamos uma goleada - que não veio! O jogo foi seguindo e foi uma decepção atrás da outra. O Peixe ia pra cima e não conseguia finalizar. KP, na hora de passar a bola, só a entregava para o bandido. A torcida perdeu a paciência de vez quando KP atrapalhou aquele que seria o quarto gol. E Mancini resolveu acabar com o jogo. Primeiro tirou Kléber Pereira. Poderia ter colocado Molina e não o fez. Depois sacou Neymar e entregou o ouro pro bandido. Sem ter os dois principais jogadores para marcar eles se sentiram livres, leves e soltos. Fizeram o segundo gol e, quase no finzinho, empataram a partida. Nessa altura a torcida já havia perdido a paciência com o time e com o técnico. Eu e meu irmão nos levantamos e fomos para perto da saída, quando, por pouco, o Goiás quase virou jogo. Um desastre total. Nervos exaltados, torcida enraivecida. E, para deixar tudo ainda pior, a briga de Fábio Costa e Paulo Henrique.

Paulo Henrique, o Ganso, sempre tão elogiado e enaltecido, teve participação no primeiro gol, mas nada produziu de efetivo. Na hora da substituição, Mancini deveria tê-lo tirado do time e ter deixado Kléber Pereira ou Neymar. Dos três, Ganso foi o mais improdutivo. Luizinho e F.Eller também foram mal. Maikon Leite entrou e nada acrescentou à partida. Sobre a ira de uma parte da torcida com Madson, quanta injustiça! O baixinho é o único que se mata pelo time. Qual o mal em ser fã do Ronaldo? Só porque ele joga naquele time?

Tudo levava a crer que voltaríamos para casa felizes com a performance da equipe, além dos importantíssimos três pontos. Mas Mancini e todos os incompetentes (da diretoria ao elenco) frustraram a torcida. Decepcionante! KP, ao ser substituído, saiu sob vaias, assim como toda a equipe, ao fim do jogo. 

Abaixo, reproduzo o texto que Cosme Rímoli postou em seu blog sobre mais uma briga de Fábio Costa, o poderoso!

"Chegou a hora de Vagner Mancini cumprir a sua promessa.Ele havia avisado Fábio Costa que não toleraria nenhuma briga do goleiro.

Não com alguém do elenco santista. Já são vários os casos de desentendimentos do jogador. Muitos deles não se tornaram públicos quando ele e Fabiano Eller se esmurraram no início do ano.Hoje, depois de o Santos estar vencendo por 3 a 1, cedeu o empate em 3 a 3 para o Goiás.

A decepção na Vila Belmiro já era grande.Mas o ingrediente que estragou de vez a receita foram as ofensas de Fábio Costa ao meia Paulo Henrique.Apesar de jovem, Paulo Henrique não se intimidou e devolveu os palavrões.

Ficou claro que os dois poderiam transformar, mais uma vez, o vestiário santista em octagono de vale tudo.Como aconteceu com Fabiano Eller, Fábio Costa desceu para os vestiários correndo.Era mais do que provável que estaria esperando o meia para brigar.

Conhecendo o modus operandi do goleiro, os demais jogadores seguraram Paulo Henrique no gramado.Evitaram, por enquanto, o confronto.

Mas caberá a Vagner Mancini tomar uma providência.Assumir o que prometeu.E acabar com a valentia sem propósito de Fábio Costa."

Eu acompanho as notícias do Peixe pelo Santista Roxo e pelos blogs. Estou preocupada com a situação santista. Teria Mancini poder para mudar algumas atitudes na Vila? Fábio Costa e Kléber Pereira fazem o que querem. Quem poderá "baixar a bola" deles?



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Escrito por Sônia Neves às 21h57.
16/05/2009 
SANTOS E GOIáS
Pedreira

Amanhã receberemos na Vila o Goiás, time que adora nos pregar peças e obtém resultados surpreendentes em seu estádio e até mesmo no Templo Sagrado.

Ninguém esquece os dois últimos resultados em que o Peixe  tomou 4 gols deste adversário que se tornou uma pedra em nosso sapato. Na Vila, 0 x 4, no dia 22 de junho de 2008. No Serra Dourada , no dia 20 de setembro de 2008, Goiás 4 x 1 Santos.

Fui ao Wikipédia saber mais sobre o Goiás e lá encontrei, nas “curiosidades”, mais um resultado com quatro gols do Goiás.  Era uma outra época. Época  “quase de ouro”:  foi numa partida, válida pelo campeonato de 1973, disputada em 6 de fevereiro de 1974.

“Esse campeonato ficou marcado para os esmeraldinos goianos com um jogo memorável contra  o Santos no Pacaembu. O Peixe, com  Pelé e Cia. em campo, ganhava do Goiás por 4x1, quando nos últimos 15 minutos o Goiás, comandado por Paghetti, em uma partida inspiradíssima em que marcou 3 (três) gols, arrancou um glorioso empate, ficando a partida em 4x4. Quando o Santos vencia por larga vantagem, o seu técnico, numa clara demonstração de menosprezo ao Verdão Goiano, subsituiu Pelé. O Rei conta que estava saindo do chuveiro quando o jogo acabou e seus companheiros entraram cabisbaixos no vestiário dando a notícia do empate. Pelé diz que na hora não acreditou e pensou que fosse uma gozação de seus companheiros.”

Diz o ditado que “futebol é uma caixinha de surpresas” – e está provado, principalmente nesse empate na Vila, no longínquo ano de 1974, quando Pelé ainda jogava. Estamos em 2009 e a situação santista melhorou em relação ao ano passado. O empate no primeiro jogo contra o Grêmio mostrou que o time está animado e disposto a fazer bonito nesta temporada. Resta saber se Kléber Pereira vai entrar em campo para ajudar o time ou merecerá a reserva por tempo indeterminado.



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Escrito por Sônia Neves às 13h35.
13/05/2009 
TEXTO DE ZECA BALEIRO NA ISTO É
Última Palavra

Tomo a liberdade de transcrever o texto de Zeca Baleiro, na Revista Isto É, do dia 24 de abril

Futebol Vip

O estádio de futebol no Brasil sempre foi, a meu ver, um espaço utópico do convívio social e racial. Pobres e ricos, brancos e pretos, todos ali no mesmo território, ainda que apartados por setores e preços de ingressos desiguais. Não deixa de ser um milagre haver um espaço no mundo de hoje, tão estratificado como é, em que, mesmo resguardada uma certa distância, pessoas de "castas" tão diferentes convivam (devo estar sendo romântico demais, paciência!).

A desmedida e crescente violência das torcidas organizadas ajudou a apartar um pouco mais as classes e os torcedores e a espantar o cidadão comum, amante do futebol, com suas famílias, dos estádios. E o sonho de convívio pacífico que o futebol nos faz alimentar (os românticos pelo menos) foi ficando mais distante. Não culpo quem teme ir aos jogos de seu time, pois esse temor, sabemos, não é infundado. Nem quem queira setores privilegiados. Na última vez em que fui para a arquibancada, junto a um grupo de amigos, presenciei uma briga a metros de onde estava com meus filhos. E, é bom que se diga, uma briga entre torcedores do mesmo time, o meu. Lamentável!

Quando eu ia menino aos jogos do meu querido "Bode Gregório", o glorioso Maranhão Atlético Clube, no estádio Nhozinho Santos, me encantava ver as torcidas misturadas, sem divisão de rivais. Óbvio que vez ou outra o pau comia, mas nada que chegasse ao extremo das brigas de facções que hoje imperam em dias de jogos, especialmente em São Paulo, e que não raro culminam em morte. Numa cidade tropical como São Luís, a separação mais curiosa que havia era entre as arquibancadas, pitorescamente divididas em "arquibancada sol" e "arquibancada sombra".

Por conta disso, a primeira vez em que pisei num estádio paulista, levei um susto danado ao ver as torcidas separadas e sob vigília cerrada da polícia e uma animosidade que eu jamais havia presenciado no ambiente de um estádio de futebol. Também já presenciei belas cenas, como da vez em que vi, no Parque Antártica, uma família torcendo em harmonia - pai e filha vestidos com o verde do Palmeiras, mãe e filho santistas, devidamente uniformizados, lado a lado, vibrando apaixonadamente com os gols de seus times.

Este meu relato deve-se à notícia que li recentemente sobre alguns clubes que começam a construir áreas vips nos estádios, incluindo aí a mítica Vila Belmiro, do meu amado Santos Futebol Clube, onde há um projeto, já em andamento, que fará a geral dar lugar ao oásis dos vips. Sou capaz de entender as razões de se fazer uma área com conforto e segurança para um tipo específico de público, mais exigente e menos afeito a celebrações populares.

No entanto, lamento, não só a hierarquização, mas um apartheid cada vez maior forjado entre as classes num dos últimos redutos de convivência social no Brasil (shoppings não contam), algo talvez comparável apenas aos parques paulistanos, ao calçadão de Copacabana e às praias (se bem que até algumas praias hoje são setorizadas).

É a infame "cultura vip" adentrando espaços onde de certa forma sempre esteve - só que de modo mais tímido e menos ostensivo -, fazendo aumentar assim a distância entre os "diferentes". Distância essa que tornará o mundo cada vez mais partido. E menos bonito. Tudo para satisfazer a sanha dos que se julgam "diferenciados". Triste mundo.

Zeca Baleiro é cantor é compositor

 

 

 



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Escrito por Sônia Neves às 23h06.
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