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Meu nome é Luiz Roberto Serrano. Se pudesse ter escolhido, seria Luiz Roberto Pinto de Oliveira Serrano, que seria mais justo com minha ascendência. Nasci em Santos em 1947, vivo em São Paulo desde 1967, lá se vão 40 anos. Sou um daqueles milhares de santistas que se exilaram em São Paulo ou em outras plagas porque a cidade não oferecia o que eu precisava. No caso, um curso de Engenharia. Acabei entrando na Escola Politécnica da USP, mas por incompatibilidade de gênios com a Engenharia, re-optei pelo Jornalismo e como quando fiz isso já era obrigatório ter diploma, graduei-me pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Fui editor na Gazeta Mercantil, IstoÉ, Exame, Veja, assessor de imprensa de Ulysses Guimarães e Fernando Henrique Cardoso, diretor da Agência Brasil em Brasília. Presidi o Sindicato Nacional das Empresas de Comunicação Social e a Comissão de Ética da Associação Brasileira das Agências de Comunicação. Estou licenciado de minha empresa, a Agência de Comunicação Serrano&Associados e desde o começo de 2010 exerço função executiva na Diretoria de Projetos Especiais do jornal Valor Econômico. Não escolhi torcer para o Santos. O ramo Pinto de Oliveira da minha família ajudou a criar o Santos. Meu avô, Ricardo, pai de Maria Ismenia, minha mãe, foi lateral-esquerdo do Santos na primeira década da história do time. Seu irmão, Agnello Cícero de Oliveira, foi presidente três vezes e em sua primeira gestão foi comprada a Vila Belmiro. Meu tio-avô, Arnaldo Silveira, irmão de minha avó Ismenia, marcou o primeiro gol oficial do Santos. Os Patuscas, Sizino, primeiro presidente do clube, e Araken, craque do ataque dos 100 gols em 1927, eram primos deles. Entenderam porque não escolhi? Agora, a prática de torcedor santista devo-a a meu pai, Juan Manuel Serrano, o argentino mais brasileiro que já existiu, sócio-atleta do Velez Sarsfield e torcedor do River Plate em sua juventude, tragado por uma avassaladora paixão pelo Santos, assim que pôs os pés na terra. A ele devo o acesso às arquibancadas e o incomensurável privilégio de ter acompanhado o Santos de Pelé por estádios de todo o Estado de São Paulo. O primeiro time que vi: Manga, Hélvio e Ivan, Ramiro, Formiga e Zito, Alfredinho, Álvaro, Del Vecchio, Vasconcelos e Tite, base da equipe campeã de 1955. O maior: Gilmar, Ismael, Mauro e Dalmo, Zito e Calvet, Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. O que me deixou com gosto de quero mais: Fábio Costa, Maurinho, Alex, André Luís, Léo, Renato e Elano, Robert, Diego, Alberto, Robinho. É isso. Ídolo do Santos: Com Pelé como hors concours, Pepe pelo amor à camisa. Jogo mais emocionante: Santos 5 x Fluminense 2. Gol inesquecível: O primeiro de Pepe na virada Santos 4 X Milan 2. Recado aos rivais: Historicamente, quem dá bola é o Santos. Se fosse um jogador, qual seria? Quando criança, Vasconcelos. |
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