Luiz R. Serrano
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28/06/2009 
AINDA DEPRIMIDO
O Santos continua instável. Era um jogo para ganhar. Já estamos em 10° na tabela.

Não me venham com a afirmação que empatar um clássico no campo do adversário é um bom resultado.

O Palmeiras estava fragilizado pela saída do Luxemburgo, era um bom jogo para encaçapar uma vitória.

Fizemos isso no Paulistinha com eles em melhor situação.

Nós pioramos de lá para cá e, o que é incompreensível, com o mesmo time, os mesmos jogadores.

No primeiro tempo, não entramos em campo.

No segundo melhoramos, fomos para a frente, mas faltou pôr a bola pra dentro mais vezes. Quando o Robson vira nosso atacante mais perigoso, os outros estão se omitindo.

O ataque melhorou, mas ainda não jogou no mesmo nível de dois meses atrás.

O Madson perdeu o fôlego, não faz mais aquelas puxadas de ataque que acabavam em cruzamentos fatais. O Neymar sucumbiu à alguma coisa. O Paulo Henrique não encontra com quem jogar.

Felizmente, o goleiro Douglas está mostrando qualidades. É a chance de dar uma geladeira mais do que merecida no Fábio Costa.

Pelo amor de Deus, ninguém pense em trazer Luxemburgo de volta. Não há dinheiro para isso e ele não é mais o mesmo tecnicamente.

Nosso problema não é de técnico,

É de qualidade de elenco, de falta de dinheiro, de energia.

Só teremos isso quando fizermos o que todos já sabem: tchau MT et caterva!

Estou sendo repetitivo?

Nelson Rodrigues dizia que o óbvio precisa sempre ser repetido.

 

 



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Escrito por Luiz R. Serrano às 21h59.
21/06/2009 
DA ALEGRIA À DEPRESSÃO
O Santos é um time instável, não tem defesa nem meio de campo e eu começo a duvidar do talento do Mancini

Foi um jogo em que fui da alegria à depressão.

 

O Santos é um time instável, não tem um esquema tático que dure 90 minutos e nossa defesa é fraca. Começo a duvidar da qualidade do técnico Vagner Mancini.

 

O primeiro tempo foi lindo. Atacamos, atacamos, dominamos a partida. Mesmo assim falhamos muito nas conclusões das jogadas. Mas tínhamos a posse de bola e jogávamos no campo do Atlético.

 

Até que apareceu o talento de Neymar, que colocou a bola no fundo da rede mesmo tendo um muro de jogadores à sua frente. Já merecia o gol naquela bola em que encobriu o goleiro e foi tirada por um zagueiro em cima da linha.

 

Fiquei pensando em como um time que ocupa a ponta da tabela, o Atlético Mineiro, poderia ser tão fraco em campo.

 

Parecia um jogo promissor e eu estava feliz com a imagem da Vila Belmiro pela TV. Os camarotes sob as sociais, o vidro em frente ao setor Visa, as cadeiras agora colocadas no retão e o fato dos alambrados atrás dos gols terem sido pintados de preto, pouco aparecendo, dão uma aparência muito moderna ao nosso estádio. Fiquei matutando se as cadeiras do retão, oferecidas a R$ 300,00 por ano, vão encher ou ficar à meia boca.

 

Aí veio o segundo tempo e começou a depressão. Sumiu aquele time que havia dominado e jogado bonito no primeiro tempo. O Atlético foi para cima e nossa defesa, PARA VARIAR, começou a falhar.

 

De pressão em pressão os mineiros fizeram o primeiro. No bate e rebate, o Tardelli estava sozinho, PARA VARIAR, e colocou a bola onde quis no gol.

 

Aí o time foi para frente para recuperar o prejuízo e aconteceu outra falha. No segundo gol deles, o atacante estava sozinho na entrada da área, sem ninguém a marcá-lo.

 

O Santos continuou a ir à  frente no desespero e começou o show da linha burra, que propiciou o terceiro gol aos adversários, . Só não foram feitos mais porque Douglas estava bem no gol.

 

Eu pergunto: onde está o técnico nessa hora para reequilibrar o time em campo, para dosar o seu desespero? No nosso banco não estava.

 

Quem estava ali fez  bobagem ao tirar Neymar e Paulo Henrique ao mesmo tempo. Molina até poderia substituir o Paulo Henrique, mas o Neymar não deveria ter saído. Não estava jogando mal e num lance, como fizera no primeiro tempo, poderia fazer um gol. Mancini errou e eu estou começando a duvidar do seu talento. Ele não controla o time em campo e vai só substituindo peças para tentar mudar o andamento do jogo. É pouco, muito pouco.

 

No final, apareceu uma reação na base do sangue e suor. Léo, que não estava lá atrás na hora do terceiro gol, pôs a bola para dentro, depois de uma luta livre do Kléber Pereira contra o zagueiro.

 

Aí veio a lambança de sua senhoria, cujo nome nem lembro neste momento. Errou ao apitar o fim do jogo e quando a partida recomeçou por pressão santista, anulou um tento legítimo do Santos, alegando o clássico “perigo de gol”. É aquela falta que o juiz inventa para evitar gol do time atacante. Ele fez isso claramente para não dizerem que o resultado final teve sua interferência, que a sua lambança favoreceu o Santos.

 

FOMOS ROUBADOS.

 

Esse roubo, contudo, não atenua a péssima atuação do time no segundo tempo e as más substituições do técnico. As razões da derrota estiveram aí.

 

O Santos é limitado, os resultados no Paulistão, uma disputa com times fracos, criaram a falsa ilusão de que estaríamos bem para o brasileiro.

 

Temos ataque, embora neste as atuações de Kléber Pereira cada vez mais deixam a desejar. Mas não temos nem meio de campo, nem defesa, portanto, não temos um time.

 

Teremos? Quem acredita?

 

Já estamos em 10° lugar. Vitória, Barueri e Santo André estão à nossa frente na tabela.

  

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Escrito por Luiz R. Serrano às 21h31.
14/06/2009 
DESGOSTO
A defesa fez a sua parte, que tem sido tomar gols. O ataque não fez a sua, perdemos.

  

Pessoal, não dá gosto nem de comentar esse jogo.

 

O Santos repetiu uma de suas tradições recentes: reabilitar times que estão em baixa.

 

Ontem, mais uma vez, a defesa fez a sua parte, que tem sido tomar gols. O ataque não fez a sua, perdemos.

 

O primeiro gol saiu por onde? Pela lateral direita, o nosso buraco negro. Nem Pará resolveu.

 

O segundo, sem comentários. O Fabão só pode ter errado o tempo da bola. Ele que era um dos melhores em campo.

 

Nossos volantes não contiveram nada, nem alimentaram o ataque.

 

Pelo que fez no primeiro tempo, encurralando o Santos, o Botafogo mereceu a vitória. E o time deles estava praticamente jogando junto pela primeira vez.

 

Mesmo quando melhoramos não conseguimos ser superiores.

 

A idéia de usar a dupla Molina/Neymar, que parecia uma solução, não funcionou desta vez. Molina não existiu em campo e Neymar não teve com quem jogar.

 

Desta vez, Paulo Henrique, a quem sempre elogio, acompanhou a mediocridade geral.

 

O Madson teve a boa vontade de sempre, mas acho que a parada para se recuperar da lesão prejudicou seu fôlego.

 

E o Kléber Pereira, entrou em campo? Ou jogamos com 10?

 

Acho que a longa parada, de 10 dias, ao invés de ajudar prejudicou o time, tirou o ânimo, a força, até a vontade de jogar.

 

Me impressiona como falta garra a esse time, às vezes. Vão para campo para passear.

 

Gosto do Mancini e acho que ele faz o que pode com o elenco que tem na mão.

 

Vão dizer que estamos melhores do que no ano passado e que os outros grandes também estão claudicando. Não esqueçamos que estamos jogando só o Brasileirão, mais nenhuma competição.

 

A continuar a atual toada, faremos um campeonato melhor do que 2008, mas nem o G4 estará garantido.

 

O problema maior todos sabemos onde está.



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Escrito por Luiz R. Serrano às 14h41.
05/06/2009 
DOIS PONTOS JOGADOS FORA!!!!!!!!!
Queremos defesa, queremos defesa, queremos defesa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Um ataque que faz três gols é competente (o gol do Fabão nasceu de um falta em Neymar).

 

Uma defesa que toma três gols é incompetente.

 

Nunca dois pontos tão fáceis foram jogados fora como ontem.

 

A jogada aérea não é sabidamente o forte do Santo André. E tomamos dois gols em jogada aérea?

 

Luizinho não dá mais. O nosso lado direito é uma baba para os adversários. Será que esse Wagner Diniz vai resolver? Dizem que foi bem no Vasco e mal no São Paulo. Qual deles desembarcará na Vila Belmiro?

 

Não adianta ter o melhor ataque se temos uma defesa peneira.

 

Time que toma muitos gols, faz mais e ganha só conheci um, Gilmar, Ismael, Mauro e Dalmo, Zito e Calvet, Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Lembram?

 

O de Robinho e Diego só fez isso duas vezes, uma delas contra o Bahia, 7x4.

 

Se Mancini quer um time ofensivo tem que equacionar a nossa defesa.

 

Mas, sem dinheiro, quem consegue? Na base da troca? Jogador que entra em troca ou é emprestado sem ônus certamente deixará a desejar.

 

Lembram dos tempos do Zé Roberto? O Santos investiu uma fortuna nele, mas MT não quis gastar mais um pouco para contratar um centro-avante que poria dentro do gol as jogadas criadas pelo Zé. Isso foi, mais uma vez, falta de visão. Ou falta de meios para arranjar dinheiro.

 

Se não melhorarmos nossa defesa agora, correremos o mesmo risco. Ficaremos com um time capenga, em que todo o esforço lá na frente será minado lá atrás.

 

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Escrito por Luiz R. Serrano às 11h00.
31/05/2009 
ESTAMOS EM TERCEIRO LUGAR NO BRASILEIRÃO
3X1 FOI POUCO, PODÍAMOS TER FORÇADO MAIS. MAS FOI UMA BELA VITÓRIA

Jogamos bem, dominamos o jogo, mas 3x1 contra os reservas do Corinthians foi pouco. Eles jogaram juntos pela primeira vez, mesmo assim dificultaram nossa chegada ao gol. Ainda temos deficiências na boca do gol. Chegamos à linha de fundo, penetramos pelo meio da área, mas na hora da finalização pecamos por imprecisão. O goleirinho do Corinthians jogou bem ou nossos atacantes não souberam tirar a bola dele?

 

Se resolvermos esse problema, ninguém nos segura. O time está equilibrado. Precisa deixar de fazer uma ou duas bobagens por jogo, que abrem chance para o adversário fazerem gols.

 

Houve uma enorme badalação em torno da entrada do Neymar no time, mas quem se firmou mesmo e é peça central da equipe foi Paulo Henrique. Hoje ele conseguiu transformar suas chegadas na área em gols. É o meu ídolo no time.

 

Nossas duas vitórias foram sobre times com problemas. O Fluminense estava moralmente abalado pela derrota contra o Corinthians e hoje pegamos os reservas deste Corinthians. Nos dois jogos quase não fomos ameaçados. Foram partidas boas para engrenar o time, mas é preciso ter consciência de que contra times fortes, bem montados, teremos que fazer mais gols ou não fazer bobagens na defesa.

 

Enfim, estamos em terceiro lugar, só a quatro pontos do líder Internacional.

 

Precisamos melhorar, mas estamos melhores do que o esperado.

 

Pra cima deles, Santos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 



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Escrito por Luiz R. Serrano às 21h12.
24/05/2009 
BELA VITÓRIA
Eu quero muitos 4x1 como esse. O jogo mostrou o potencial do Santos, desde que as coisas melhorem fora do campo

4 x 1 é resultado para comemorar muito. Dá confiança ao time para a continuidade do campeonato, principalmente para o próximo jogo contra o Corinthians, na Vila.

 

A vitória foi merecida, pois jogamos mais que o Fluminense na maior parte do tempo e depois as expulsões facilitaram a nossa vida.

 

Apesar disso, tivemos falhas preocupantes.

 

A jogada do gol do Fluminense começou, mais uma vez, pela nossa lateral direita. Mais uma vez o Luizinho não estava lá quando o lateral do Fluminense chegou para cruzar a bola. O resto foi consequência.(Nos comentários, o Luiz Fernando Paes me corrige, mostrando que o Luizinho foi cobrir o meio da área, pois o Domingos fora ultrapassado e portanto não teve culpa).

 

Nosso ataque continua com problemas para penetrar na defesa adversária e quando consegue chegar na linha de fundo pelas pontas nossos atacantes sempre chegam atrasados para aproveitar o cruzamento. Hoje isso aconteceu com o Kléber Pereira e com o Paulo Henrique. Perdem-se boas oportunidades nessas falhas.

 

Saúde-se a decisão de Mancini de começar o jogo com Molina, que está subindo de produção, jogando melhor do que nunca. Foi sensato colocar o Neymar no banco, pois ninguém pode ser escalado só pelo nome e se não está jogando bem. Quando o garoto entrou já com o placar a nosso favor e o Flu com menos um soube aproveitar bem os espaços.

 

A vitória dá confiança também ao treinador que poderia começar a ser pressionado se não saíssemos com um resultado positivo.

 

Agora vou cornetar.

 

O jogo de hoje mostrou o potencial do Santos neste campeonato. Com bons reforços, na lateral direita, um volante melhor que o Brum e uma zaga mais confiável do que a atual poderemos ir muito longe neste campeonato. Até ganhar o título.

 

O clube tem capacidade financeira para fazer essas contratações? Eis a questão.

 

Uma coisa que precisa melhorar é o ambiente do clube. No capítulo negociações, a que está envolvendo o Fabiano Eller só gera desgaste. Não é bom para o elenco que se diga publicamente que é conveniente que o jogador saia porque está ganhando muito. Gera instabilidade. Os outros também se sentem inseguros, ameaçados. Falta capacidade de gerenciamento no Santos.

 

Outro fato lamentável foi a saída do Filé. Pior, ainda, a razão que o levou a sair, a versão, espertamente difundida, de que ele faz operações espirituais nos atletas que recupera. Não preciso, aqui, repetir as qualidades profissionais do Filé. Perder um profissional desse quilate por boataria invejosa, típica de cidade provinciana, é um indicador de como as coisas acontecem na administração do Santos.

 

Alguém certamente comentará que não tem sentido fazer os comentários acima depois de uma vitória por 4x1. Dirá que eu estou “urubuzando” o clube. Eu me alegro, e muito, com vitórias assim, mas não perco a perspectiva para o futuro.

 

O Santos só conseguirá ter resultados tão bons a longo prazo se tiver uma direção competente, profissional. Se o time formar um grupo unido. Sempre que um time é campeão comenta-se que uma das causas foi a união do grupo, o que não parece existir no momento.

 

O que eu quero são muitos 4x1 e não uma vitória dessas só de vez em quando.

 

Que venha o Corinthians!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



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Escrito por Luiz R. Serrano às 19h39.
17/05/2009 
DESÂNIMO
O resultado foi péssimo, não há perspectivas de melhora e parece que o elenco está desunido

Sai da Vila muito desanimado.

 

Não só pelo resultado do jogo, mas por não sentir no ambiente nenhum indício de que a equipe será fortalecida para este Campeonato Brasileiro, para almejarmos pelo menos a classificação para a Libertadores. A postura lá pelos espaços por onde circula o poder alvi-negro é sempre de resignação...

 

No meu post em relação do jogo do Grêmio, cujo resultado chamei de “empate medíocre’, fui chamado de corneteiro por um comentarista, pessimista, etc...Depois do jogo de hoje reafirmo meu pessimismo.

 

A torcida na Vila pensou que, depois dos 2x0 obtidos nos primeiros dez minutos, o time ia partir para a goleada. Até ali, tudo bem. Mas aí o time parou e tomou o primeiro. No começo do segundo tempo fez o terceiro e poderia ter feitos uns dois mais. Mas aí  tomou o segundo e o terceiro.

 

Esse jogo foi diferente dos anteriores. Perdemos gols, mas fizemos três, o que não é pouco, até o Kléber Pereira deixou sua marca. O problema foi termos tomado três. Hoje, claramente, a culpa pelo empate foi de nossa defesa.

 

Eu dispensaria ela todinha, Luizinho (o segundo gol nasceu pelo seu setor, onde ele não estava), Fabão, Fabiano Eller, Roberto Brum. O problema é quem pôr no lugar. Manteria o PH (ótima participação em dois dos nossos gols), Madson, Neymar, Rodrigo Souto, Pará. Kléber Pereira tomaria um chá de banco para se esforçar mais.

 

Estava curtindo esse mau humor ao ligar o laptop para escrever estas mal traçadas e deparei-me no Alçapão Virtual com informações que dão conta sobre insatisfação de jogadores com o Mancini, que estariam criando um clima ruim no elenco.  

 

Houve, inclusive, uma briga entre o Fábio Costa e o PH no meio ou no fim do jogo, que exigiu a interferência de outros jogadores.  

 

A pior coisa que pode acontecer no momento é o enfraquecimento do Mancini. Ele tem que ter apoio da diretoria para renovar o time, em torno das revelações da base, somadas a alguns jogadores mais experientes. Mas a diretoria terá pulso e dinheiro para bancar isso?

 

Outra coisa que me preocupou hoje é o que chamarei de “esfriamento do alçapão” da Vila. Hoje, metade das arquibancadas superiores do outro lado das sociais já estava com as novas cadeiras para os sócios que vão comprar ingressos antecipadamente. Uma metade vazia. Ou seja, aquele setor ficou vazio, ao contrário do que costumava ocorrer anteriormente, com a presença do povão. Com o jogo em andamento permitiram que os torcedores que estavam atrás do gol contrário ao Placar subissem e ocupassem as arquibancadas.

 

Minha dúvida: será que aquele setor atrairá público no novo formato? O torcedor santista tem condições de pagar um carnê antecipadamente, na casa dos R$ 300,00? Ou será que aquele trecho ficará, nos jogos, tão vazio como habitualmente fica o da Visa, por ser muito caro?

 

Um diretor do Santos comentou com um amigo meu que a idéia da direção do clube é afastar os “bagunceiros” da Vila, fazê-la freqüentada por famílias, por um público melhor. A idéia, aparentemente simpática, embute também o perigo de colocar na Vila uma torcida muito fria, que enfraqueça o clima de alçapão que tanta pressão joga sobre os adversários.

 

Pouco público já costuma ir à Vila, se ela ainda deixar de ser alçapão, estaremos entregando ouro aos bandidos.

 

Não sou contra educação nos estádios, nem políticas de elevação de arrecadação, mas é preciso pensar em todas as conseqüências quando se promovem mudanças.

MEU MAIS VIOLENTO PROTESTO CONTRA ESSES TORCEDORES QUE VAIARAM O MADSON SÓ PORQUE ELE GANHOU UMA CAMISA DO RONALDO. NÃO PRECISAMOS DE TORCEDORES ASSIM. PRECISAMOS DE MUITOS JOGADORES QUE DEFENDAM A CAMISA DO SANTOS COM O ENTUSIASMO QUE O MADSON O FAZ.

 



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Escrito por Luiz R. Serrano às 22h20.
11/05/2009 
EMPATE IRRITANTE
O jogo foi o mesmo de sempre, perdemos gols e tomamos um em falha gritante. Me preocupa a continuidade.

Entramos no Brasileirão jogando como sempre. Perdendo gols e tendo falhas na defesa. Poderíamos ter vencido, mas a combinação dos dois fatores acima só nos permitiu o empate.

 

Enquanto não formos mais efetivos na presença na área dos adversários e nas finalizações continuaremos nessa mesma toada.

 

Preocupa-me a falta de brilho de nosso Neymar. Menino ou não, ele está jogando abaixo das expectativas há várias partidas. Fico com a impressão de que ele foi promovido a titular antes do tempo. Creio que é o caso de colocá-lo no banco e fazê-lo entrar no time aos poucos.

 

O caso do Kléber Pereira já  é patalógico, vai além de qualquer explicação racional. As oportunidades de gol que perdeu ontem (duas, que me lembre) são injustificáveis. A primeira, quando ele entrou sozinho, cara a cara com o goleiro, foi infantil. Bastava um toque por cima do goleiro para pôr a bola para dentro. Chutou fora.

 

Quanto ao gol que tomamos, a nossa lateral direita estava despovoada. Enxerguei o lance antes do lateral deles receber a bola. Estava entrando sozinho, do jeito que queria. Luizinho chegou atrasado e foi driblado facilmente.

 

Diante desse desastre, o empate acabou sendo um bom resultado.

 

Continuaremos desse jeito?

 

Não há sinais de contratações de peso ou que agreguem qualidade ao time. Parece que não há dinheiro e tenta-se trocar seis por meia dúzia.

 

O Santos está se caracterizando mais como um time formador de jogadores para serem vendidos do que para formar um time forte. A matéria de capa da Veja desta semana me deixou com essa impressão. Três jogadores do Santos são apontados como futuras minas de ouro, o Neymar, o Chera e mais um cujo nome esqueço no momento e a revista não está a meu alcance. Nenhum outro clube tem 3 jogadores citados.

 

Desse jeito, vamos repetir a história dos meninos da Vila de 2002. Ganhamos uns títulos, o clube encheu as burras, o MT alardeava que os cofres estavam cheios, o dinheiro foi sumindo, sumindo, sumindo e estamos de novo cheios de dívidas e sem caixa para formar uma equipe forte.

 

Enquanto isso, Corinthians faz grandes jogadas de marketing, com Ronaldo, o Flamengo segue o exemplo com Adriano, e nós?

 

Tentamos trocar Lúcio Flavio por Obina...

 

É desanimador.

 



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Escrito por Luiz R. Serrano às 16h50.
03/05/2009 
PENSANDO NO BRASILEIRO
Manter Mancini e contratar bem - o problema é que contratação depende da diretoria

Vamos começar a pensar no Brasileirão. 

O fundamental é que Vagner Mancini seja mantido, dando continuidade ao seu trabalho, que tirou o Santos de uma situação desesperadora e o levou a conquistar o vice-campeonato.

 

Um segundo passo é contratar jogadores mais eficientes para a zaga, para as duas laterais e volantes eficientes que saibam sair com a bola. Na frente já temos bastante gente, Paulo Henrique, Neymar, Madson, Maikon Leite e Kléber Pereira. Seria bom ter um outro centro-avante pesado, também para se revezar com Kléber Pereira. Parece que há gente boa vinda da base, também.

 

São dispensáveis, Lúcio Flávio que está de malas prontas para o Grêmio, Roni, Robson, entre os que me lembro. Talvez Bolaños, que não teve sequer condições de dizer a que veio.

 

Vocês devem achar estranho que me dê ao trabalho de dizer que Mancini precisa ser mantido. Pois digo essa obviedade porque não confio na direção do Santos e muito menos nos conselheiros que rondam a Vila Belmiro, que podem cornetar pelo afastamento do nosso técnico e MT embarcar nessa só para achar um bode expiatório para a nossa desclassificação da Copa do Brasil e para o vice-campeonato paulista. Da direção do Santos pode-se esperar qualquer coisa.

 

Pois bem, mantido Mancini é certeza de que ele fará um bom trabalho.

 

O problema começa no fato de que é preciso contratar e isso é da alçada da diretoria. Terão competência e dinheiro? Não. Terão parceiros? O último que o Santos arranjou, o tal do Sondas, deu em nada. Vide o episódio do Bolaños. Parece que o homem simplesmente deixou de pagar as parcelas do passe do jogador. Ou seja, por aí também não dá para se esperar muita coisa.

 

Nós temos um time com potencial, montado meio por acaso. Do jeito que está demonstrou força para atravessar o Paulistinha depois da chegada do Mancini. Mas o Brasileiro é mais pesado, os times são de outro nível. Será preciso ter mais técnica, esquema tático, aplicação,  raça e elenco, uns 20 titulares, digamos assim.

 

Resumindo: temos um bom técnico e um time razoável, com vários bons jogadores e precisamos de reforços. Vamos ver o que acontece.

 

Quanto à final do Paulista, tiramos a mão da taça na Vila Belmiro. Jogamos bem lá e no Pacaembu. Mas lá fomos muito condescendentes na defesa, dando espaço para o Ronaldo. Aí já viu, né? Se até aquele veterano atacante do CSA fez o seu golzinho contra nós, porque o Ronaldo não faria? Fazer três de diferença aqui no Pacaembu era missão impossível, pois habitualmente perdemos muito gols. Não fossem os descuidos na Vila, a história poderia ser outra.

 

Terminamos o Paulistinha muito acima das expectativas, o que não me consola porque queria ser campeão, até porque, diante da recuperação final, tínhamos condições para ser.



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Escrito por Luiz R. Serrano às 19h51.
26/04/2009 
DERROTA PARA O FENÔMENO
O SANTOS JOGOU COMO SEMPRE, PERDEU GOLS E ERROU ALGUMAS VEZES NA DEFESA. SÓ QUE DO OUTRO LADO ESTAVA O RONALDO

O que aconteceu nesta tarde de domingo, na Vila, foi muito claro.

 

O Santos jogou como nos últimos jogos, dominou a partida.

 

Como nos últimos jogos, criou muitas oportunidades de gol e perdeu todas, menos uma em que o Felipe nos ajudou em vez de atrapalhar.

 

Como nos últimos jogos, o Santos falhou algumas vezes na defesa.

 

Só que, desta vez, do outro lado estava o Ronaldo.

 

O que fez toda a diferença.

 

O Corinthians se armou muito bem na defesa, amarrando todos os nossos ataques. Mas mesmo assim conseguimos chegar várias vezes, mas sempre falhando na bola final, ou obstaculizados pelo Felipe, outro que fez diferença.

 

O inesperado gol de cobertura do Ronaldo nos matou, esvaziando nossa tentativa de pelo menos chegar ao empate, o que, àquela altura do jogo, seria um bom resultado. Estávamos à beira de fazer isso, até porque o time deles não é tão bom assim, Sua qualidade é ser bem armado e ter Ronaldo.

 

Nosso pretenso diferencial, Neymar, não fez diferença. Paulo Henrique brigou, armou bons passes, mas a marcação estava muito forte. Madson correu como sempre, mas não foi tão objetivo. Kléber Pereira conseguiu estar impedido sempre, mais do que o normal.

 

Nossa torcida ficou fria a maior parte do jogo, não ajudou o time, Será que o preço  elitizou a torcida presente, afastando a massa mais combativa? Foram anunciadas 17,2 mil pessoas na Vila. A preços menores chegaria a quase 20 mil, com um público mais quente.

 

Precisamos vencer por uma diferença de 3 gols no Pacaembu, o que nos faz lembrar os 5x2 contra o Fluminense.

 

Mas o Corinthians não é o Fluminense e naquele jogo o Pacaembu era nosso. Agora não.

 

Vamos apostar nos milagres do futebol.

 

Eu apostava em uma vitória de uns 2x0 hoje, mas...

 

PS: Só vou escrever em profundidade sobre o que o Santos tem que mudar em seu time e em sua estrutura depois do jogo do próximo domingo. Agora não é o momento. Até lá vou ser só torcedor. 

  

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Escrito por Luiz R. Serrano às 20h58.
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