Luiz R. Serrano
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29/07/2010 
COPA DO BRASIL
Alegria pela importante vitória e melhora do futebol do time e tristeza pela partida de Reynaldo Marino

Havia uma forte tensão e ansiedade, ontem, entre a nossa  torcida na Vila Belmiro.

O retrospecto recente do Santos deixava a torcida incomodada. Ninguém esperava as derrotas pós-Copa, o súbito desaparecimento do futebol que encantara no primeiro semestre.

Na vitória contra o São Paulo o time dera uma melhorada, mas nada convincente e dependemos de um gol contra.

Em seguida, o novo técnico da Seleção, Mano Menezes, ajudou a levantar a moral do time com a convocação do ataque santástico, Ganso, André, Neymar e Robinho

Nosso bom futebol voltaria no primeiro e crucial jogo contra o Vitória? Conseguiríamos construir um placar que nos desse tranqüilidade no segundo jogo, lá no Barradão, na casa deles?

Felizmente, o Santos jogou bem melhor,  lampejos do nosso futebol espetáculo apareceram e construímos um 2x0 que nos dá uma razoável garantia para o segundo jogo.

É certo que o Santos não fez todos os gols que poderia, construindo um placar mais elástico, mas mostrou que está voltando a jogar o velho e bom futebol do primeiro semestre.

A perda de gols e da possibilidade de por a mão na taça definitivamente ontem, deixou um certo sentimento de insatisfação na torcida, alimentada também pela perda do pênalti na cavadinha de Neymar.

O episódio da cavadinha mal sucedida sugou uma parte da alegria da torcida pela vitória. Inclusive a minha, confesso, pelo menos naquele momento.

A favor de Neymar, porém, não esqueçamos que ele jogou bem, fez o primeiro gol e sofreu o pênalti que desperdiçou. Esperemos que a perda seja pedagógica . Ele teve a oportunidade de fazer um gol decisivo para a conquista da Copa, mas aparentemente não estava consciente de que seus métodos de cobrança já são muito bem conhecidos pelo adversário. Entendo a defesa pública que o técnico e os colegas fizeram da cobrança, mas alguém precisa conversar com ele em particular sobre o evento.

Talvez essa insatisfação em relação à cavadinha seja conseqüência da insegurança que tomou conta da torcida depois das más performances pós-Copa e dos assédios dos clubes estrangeiros sobre nossos Meninos neste período  de janela para transferências para o exterior. Em outras circunstâncias, em um momento de vitórias, ela teria uma dimensão bem menor, quase nula.

O importante, no fim das contas, é que o Santos ganhou de 2x0,  melhorou seu futebol, e deu um passo importantíssimo para conquistar a inédita Copa do Brasil.

Que os Deuses do Futebol abençoem o nosso time no próximo dia 4 e façamos uma exibição maravilhosa, abrindo definitivamente as portas para disputar mais uma vez a Libertadores, da qual jamais deveríamos ter saído.

Vamos lá, SANTOS!!!!!!!!!!!!!!

SAUDADES DE REYNALDO MARINO

Pena que nosso companheiro Reynaldo Marino não pode assistir a vitória do Santos, ontem.

No começo da tarde, ele deixou-nos prematuramente, aos 72 anos de idade.

Foi eterno defensor da moralidade e da boa administração no clube, crítico dos balanços financeiros de diretorias, muitas vezes solitária e inutilmente.  Participou entusiasmadamente das atividades de Resgate, especialmente nas últimas eleições e tornou-se presidente da atual Comissão Fiscal do Conselho Deliberativo.  

Seu interesse maior sempre foi engrandecer o Santos e isso pautou seu amor pelo alvi-negro da Vila Belmiro.

Fica aqui o abraço à sua família e ao seu irmão Rubens, em nome da Associação Resgate Santista.



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Escrito por Luiz R. Serrano às 17h28.
27/07/2010 
GRANDE FINAL
Convocação na hora certa

A convocação dos 4 do Santos pela seleção é um ótimo estímulo para que eles brilhem contra o Vitória.

Veio na hora certa, arriba Santos!  

Vamos lá Ganso, Neymar, André, Robinho!!!!!!!

 Vamos lá, Meninos da Vila!!!!!!!!!!

 

 

 



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Escrito por Luiz R. Serrano às 20h54.
25/07/2010 
DECISÃO DA COPA DO BRASIL
Chegou a hora de superar as adversidades e fazer história ganhando o título

Passamos sofregamente pelo time reserva do São Paulo.

 

Não foi uma bela atuação.

 

O time ainda não recuperou o poder ofensivo, aqueles ataques rápidos, envolventes e desconcertantes que envolvem o adversário e a bola acaba no fundo da rede para nossa alegria.

 

O melhor em campo, para variar, foi Ganso. Quando a bola passa por ele chega a um bom destino.

 

Mas o conjunto precisa se reorganizar, em busca da alegria e da criatividade do primeiro semestre.

 

Nosso elenco está diante de uma partida motivadora, nesta quarta-feira, ótima ocasião para superar as atuais deficiências e voltar a jogar como antes.

 

Afinal, estará sendo disputado um título que o Santos não tem e que abre as portas para a volta à Libertadores.

 

Um desses títulos que marca uma geração de jogadores.

 

Assim como a de Robinho e Diego que deram um campeonato de ponta para o Santos depois de 18 anos, o Brasileiro de 2002.

 

É hora de fazer história!

 

E todos nós torcedores confiamos que os jogadores do Santos escreverão mais um capítulo de glórias.

  

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Escrito por Luiz R. Serrano às 22h50.
22/07/2010 
PÉSSIMO RECOMEÇO CONTINUA
O time continua desastabilizado, só que hoje foi mais grave sem Durval e o craque Ganso

No meu comentário anterior já dei minha opinião sobre o que está acontecendo com o Santos (leia abaixo).

 

Hoje, a situação piorou porque não tínhamos dois titulares importantes em campo, Durval e o melhor jogador do time, Ganso.

 

O time entrou desentrosado, sem esquema tático nenhum.

 

A defesa estava uma peneira.

 

Os dois gols do Atlético foram lamentáveis. No primeiro deixaram o atacante sozinho, quem deveria tê-lo acompanhado ficou parado. No segundo, infelizmente, Rafael teve sua primeira falha grave, embora tenha ido bem no resto do jogo, tendo feito defesas importantes.

 

Nosso ataque deixou de funcionar.

 

Os seus dois principais jogadores estão sob pressão. Neymar às voltas com o puxa-puxa, agora com o Chelsea, joga sozinho, sem qualquer efetividade. Robinho, com futuro incerto, não fez nada em campo. Com sua experiência,  deveria ser um líder em campo, mas isso não é de sua natureza. Entrou em estado de ansiedade e não acertou nenhuma jogada.

 

Em reportagem no Estadão, Dorival Jr. admitiu a dificuldade em dirigir um time cheio de astros em período de janela de transferências aberta. E isso ficou claro nas três derrotas seguidas que sofremos.

 

Fico pensando comigo mesmo: será que Neymar e Wesley não percebem o que aconteceu com Robinho e Keirrison, que agora estão ao lado deles, pagando o preço por transferências precipitadas? Ou só importa o canto de sereia do negocista Wagner Ribeiro e do circuito de todos os que fazem dinheiro em cima do talento de jovens craques, inclusive familiares?

 

É preciso dar um jeito nisso e a responsabilidade de fazê-lo envolve toda a diretoria.

 

É hora de fazer um balanço interno, recolocar a coisas nos eixos e isso não depende, creio eu, só da diretoria técnica.

 

 

 

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Escrito por Luiz R. Serrano às 00h21.
18/07/2010 
PÉSSIMO RECOMEÇO DE BRASILEIRÃO
O time está desestabilizado e a diretoria precisa agir para recolocar as coisas no lugar

 

Recomeçamos pessimamente o Campeonato Brasileiro com as derrotas para o Palmeiras e para o Fluminense.Em função disso, caímos para o nono lugar no campeonato, posição incompatível com o time que foi o melhor do país no primeiro semestre, o revelador da nova safra dos Meninos da Vila.

 

O Palmeiras achou dois gols, o primeiro num chute muito feliz e o segundo um infeliz desvio de nossa zaga. O time jogou com vontade, talvez com os jogadores querendo mostrar serviço para Felipão. Mas não é lá essas coisas, pois tomou uma tunda do Avaí neste domingo, o que torna a nossa derrota para eles mais grave. É totalmente inaceitável a desculpa de que o time do Santos estava sem ritmo por ser o primeiro jogo depois das férias. Também foi o primeiro jogo para o Palmeiras. Nosso ataque não conseguia penetrar na defesa palmeirense em nenhum momento e sem o Robinho ficou muito fragilizado. Neymar não existiu em campo e Ganso quando entrou deu outra dinâmica no segundo tempo, mas tarde demais.

 

Neste domingo, contra o Fluminense, o Santos jogou melhor e dominou o jogo, mas o gol não saia. Faltava a finalização ali dentro da área. Robinho se mexeu bem, Ganso também, o time em geral mostrou serviço, menos Neymar que esteve abaixo de sua capacidade. Marcel carimbou a trave em um belíssimo chute de fora da área e Zé Love errou por milímetros. O nervosismo foi aumentando, fomos para cima, abrimos a defesa e tomamos um gol no contra-ataque.

 

O fato é que no Campeonato Brasileiro estamos e estaremos enfrentando times de melhor nível do que no primeiro semestre. No Paulista, até os nossos grandes adversários de São Paulo estavam com outras preocupações e do único que não estava, o Palmeiras, perdemos. Na Copa do Brasil os adversários eram fracos até uma certa fase. Quando, nas semi-finais e finais,  passamos a enfrentar times com interesse forte nas disputas – Santo André e Grêmio – nossas dificuldades aumentaram bastante. Passamos por eles, mas sem o futebol livre, leve e solto das primeiras fases. Tivemos enormes dificuldades, mas, graças as vantagens acumuladas ao longo das competições fomos Campeões Paulistas e chegamos à final da Copa do Brasil.

 

De agora em diante, tudo será mais difícil, à técnica de nossos Meninos será preciso somar raça, disposição e vontade de ganhar. Saudamos a parada durante a Copa do Mundo como um período que serviria para o elenco relaxar do estresse das disputas do Paulista e da Copa do Brasil. Esperávamos que o time voltasse a toda, energizado, usando os atuais jogos do Brasileirão para  se afiar para a disputa do título da Copa do Brasil.

 

O que vimos foi exatamente o contrário, preocupante.

 

Precisamos estar nos trinques para garantir uma goleada na Vila contra o Vitoria no dia 28 próximo, para irmos para Salvador com meio caminho andado. O Vitória tem mostrado força neste Brasileirão, empatando com o Grêmio lá no Olímpico e derrotando o São Paulo em casa. Virão para a Vila com a faca nos dentes, como “guerreiros” como se autodenominam. Com o futebol que está jogando, o Santos conseguirá construir o placar que precisa?

 

Na verdade, a parada para a Copa coincidiu com a abertura da janela de transferências. E essa abertura criou uma enorme pressão sobre jogadores chaves do time e sobre seus dirigentes. André não resistiu a um aceno da longínqua Ucrânia para fazer o seu pé de meia. Wesley está às voltas com oferta do futebol alemão e parece estar tentado a aproveitá-la, mas o Santos acha pouco o dinheiro. Ganso, aparentemente, está passando incólume, apesar de alguns movimentos de um time francês, que nem lembro qual é. O futuro imediato de Robinho ainda está indefinido.

 

Quem está no epicentro do jogo de puxa-puxa é Neymar, sendo que Wagner Ribeiro é o autor do samba enredo da transferência. Diz que o desconhecido West Ham da Inglaterra teria um projeto para comprar Neymar e depois repassá-lo para um grande clube. Como o Santos fechou a porta, inventou um sistema de DVDs para fazer as performances de Neymar repercutirem na Europa para ele se qualificar como candidato a melhor jogador do mundo. Parece que esse Wagner Ribeiro não aprendeu nada com o que aconteceu com Robinho em sua apressada ida para a Europa, gerenciada por ele. Como pode achar que alguém ainda acredita em suas maluquices? Espero que o pai de Neymar não caia nessa esparrela.

 

Todo esse agito e pressão influencia no ânimo e no equilíbrio do time. E, provavelmente, o ambiente de entusiasmo, descoberta, companheirismo talvez não seja o mesmo, o que afeta o rendimento dentro de campo. Rádios divulgaram uma suposta briga entre Wesley e Robinho e já se especula se o volante não está forçando a sua saída. Keirrisson chegou para substituir André, o que foi uma bela tacada da diretoria, mas certamente isso incomodará Marcel, que está tendo chance de mostrar o seu futebol, tendo entrado bem contra o Palmeiras e o Fluminense.

 

Enfim, é preciso que a diretoria, incluído o presidente Luís Álvaro, aja para superar este momento preocupante, injetando equilíbrio, harmonia, ânimo e eficiência ao time, conscientizando os jogadores que daqui para a frente tudo será mais difícil e duramente disputado. É normal que um time vitorioso passe por momentos como esse, faz parte do futebol, principalmente se reúne tantos craques, egos, sujeitos a pressões e interesses de todo o tipo.

 

Mãos à obra, diretoria.



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Escrito por Luiz R. Serrano às 23h06.
15/06/2010 
ESTRATÉGIA
A venda de André tem que ser analisada dentro dos objetivos de reforçar financeiramente o clube e manter um time competititvo

A negociação de André com o Dínamo de Kiev precisa ser analisada levando em conta que a diretoria do Santos trabalha com dois objetivos: reestruturar financeiramente o clube e, simultâneamente, manter um time forte, competitivo, que dispute títulos, como vem ocorrendo este ano, no qual já ganhamos o Paulistão e chegamos às finais da Copa do Brasil.  

A administração de qualquer entidade, seja um governo, seja um clube de futebol, deve seguir um plano estratégico, que se manifesta no dia a dia por intermédio de opções táticas, sempre orientadas pelo objetivo maior. A história mostra que oposições ganham eleições quando a situação das entidades nas quais elas se realizam é muito ruim, péssima, insustentável. Foi isso o que ocorreu no Santos.  

A gestão anterior deixou um quadro financeiro insustentável, que exige providências e atitudes diárias para manter o clube funcionando. E assim tem sido feito.  O Santos, hoje, já é um time que se pagaria não fossem as dívidas deixadas pela administração anterior. Seu orçamento para 2010 prevê receita de R$ 70 milhões e gastos de R$ 70 milhões. O problema está no serviço da dívida, que precisa ser honrado e desequilibra esse quadro. 

A entrada de recursos de investidores para ajudar a equilibrar essa equação já está encaminhada com o funcionamento, a partir do  próximo dia 12 de julho, da Terceira Estrela Ltda, empresa que aportará inicialmente R$ 15 milhões ao clube, resolvendo problemas de caixa de curto prazo e abrindo caminho para  soluções de longo prazo. 

Paralelamente, a direção do Santos está empenhada em reforçar o time como um todo, de olho nas competições do segundo semestre, especialmente o Brasileirão. Um dos desafios é balancear a qualidade do onze que vai a campo, equilibrando a qualidade da defesa e do meio de campo com a do ataque.

Nesse jogo, é também preciso levar em conta a inquietude de jovens jogadores diante das possibilidades que o futuro lhes abre via uma transferência milionária, somadas às altas expectativas de elevação de status de vida alimentadas por seus familiares e, principalmente, agentes e investidores. André estava no meio de um turbilhão desse tipo.  

A venda de André explica-se por todos esses fatores relatados acima e também pelo fato de que o Santos se capitaliza para adquirir em definitivo o passe de Arouca, atleta fundamental para o equilíbrio do time em campo. Mais: fica em aberto a possibilidade de André ser substituído por atacante de grande qualidade, também. Essa perspectiva clarifica o teor da frase do Diretor de Futebol do Santos, Pedro Luiz Nunes Conceição, ao explicar a transação: “Hoje o torcedor vai ficar chateado, como nós também estamos, de perder um grande atleta. Mas em breve a torcida vai entender a contrapartida desta negociação", prometeu. 

Sim, porque por mais que saibamos que os jogadores não ficam mais longos períodos nos clubes, nós torcedores nos afeiçoamos a eles, especialmente quando ajudam nosso time a conquistar títulos e seu futebol encanta nossos olhos. Por isso, ficamos tristes com a partida do André.  Mas é preciso entender que ele se vai - por interesse próprio, é bom que se repita – em nome do fortalecimento da equipe e com a direção visando criar as condições financeiras para manter as duas grandes estrelas do esquadrão santista, Paulo Henrique Ganso e Neymar, estes sim de difícil substituição, quase impossível, arriscaria eu. 

Não há desmanche à vista, não há traição a promessas eleitorais. Há apenas a necessária a aplicação de soluções para manter o Santos no alto nível em que está navegando neste 2010. 

Quanto às críticas, a maioria delas é de santistas apaixonados que manifestam sua preocupação sincera com os destinos do time, aos quais eu dirijo estas explicações.

 

Claro, há as críticas dos pertinazes adversários da atual administração, mas estes jamais se convencerão dos méritos das diretrizes da equipe comandada pelo presidente Luís Álvaro. A estes dedico a célebre frase do saudoso colunista carioca Ibrahim Sued: os cães ladram e a caravana passa.   

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Escrito por Luiz R. Serrano às 00h38.
30/05/2010 
NÃO VAMOS PERDER A PERSPECTIVA
Calma gente, nós só perdemos um jogo, só isso. Já somos campeões paulistas e estamos na final da Copa do Brasil. A parada da Copa será o momento para retomar o fôlego

Me espantou o teor e a intensidade  das críticas ao nosso Santos e ao técnico pela derrota contra o time da Marginal nos grupos de discussão a que tenha acesso. Parece que o Santos perdeu um campeonato, que temos um time de araque, um técnico incompetente e uma diretoria omissa – que estamos caindo pelas tabelas. 

O que é isso, minha gente? Já esqueceram que fomos campeões paulistas e estamos na final da Copa do Brasil? Já esqueceram que somos o melhor time do Brasil, no momento, aquele de quem todos querem ganhar? Do alto dos 55 anos que assisto futebol, de quem viu o grande time do Santos de Pelé do começo ao fim, digo o óbvio, no qual muita gente parece não acreditar: nenhum time é imbatível e tampouco uma máquina infalível de conquistar vitórias. Grandes times também perdem. 

Ninguém gosta de perder para o Corinthians, muito menos eu. Mas esse jogo precisa ser colocado em perspectiva, precisa ser analisado levando em conta toda a campanha feita até aqui, tudo que ela envolveu, os bons e excelentes momentos, a badalação em torno dos meninos, a falta de recursos frente à péssima situação financeira do clube, etc, etc... Montar um time forte e recolocar o clube em pé não é tarefa de um dia, nem de meses, é uma longa construção, que está sendo enfrentada arduamente. Mesmo assim, em 4 meses e meio já fomos campeões e estamos em outra final. Comparem com o time da Marginal, que gastou milhões, contratou celebridades, apostou tudo no Centenário e este ano nada ganhou... 

É evidente que o Santos entrou em campo fora do seu melhor estado emocional. O sucesso do nosso time colocou os jogadores, especialmente os meninos, sob forte pressão. Do nada, eles subitamente se viram diante de decisões e venceram todas elas. Isso desgasta. Do nada, eles se viram badalados, às voltas com o grito das ruas a favor de sua convocação por Dunga e não foram. Isso decepciona, principalmente se se é jovem.  Nesse meio tempo, houve o episódio do atraso dos meninos e a decisão correta de Dorival Jr. e da diretoria de puni-los. Eu leio muita gente dizendo que a punição foi exagerada, etc,etc. Autoridade é autoridade e precisa ser mantida. A aplicação do famoso “jeitinho brasileiro”, passar a mão na cabeça dos meninos,  só minaria a disciplina dentro do clube. Sabem quando isso aconteceria na Europa? Nunca.  

É óbvio que os meninos sentiram. O jogo do Guarani mostrou isso. O time estava desencontrado, desmotivado, “homenageando o Madson nos gols”. Estou convencido que Dorival Jr. reconvocou Madson para o banco contra o Corinthians como parte do processo de superar essa crise. Tudo o que relatei acima intefere no equilíbrio do time, influencia o seu estado emocional, o seu rendimento.  

O jogo contra o Corinthians tinha um certo ar de decisão, embora não tenha decidido nada. O Corinthians veio para um tipo de jogo da vida. Depois da desclassificação na Libertadores para eles era fundamental ganhar do Santos, derrotar os meninos. Era uma questão de afirmação. Para nós, o jogo se deu no momento errado, não tinha o mesmo valor e nosso time ainda carregava o contrapeso do desgaste emocional.  

Perdemos o jogo em dois momentos decisivos. No maldito gol a um minuto e meio, a maldita mania do Santos de entrar no jogo desligado, que se repete sem fim. Ali demos a oportunidade para o Corinthians jogar atrás, nos proporcionando o chamado domínio estéril. O outro foi de não nos posicionarmos para a reação imediata do Corinthians ao nosso gol de empate. Qualquer um sabe que num momento desses o time da marginal vai pra cima. Menos os jogadores do Santos. 

Aqui vou ser repetitivo. O Santos tem um ataque arrasador, capaz de fazer dois gols em uma defesa bem armada como a do Corinthians hoje. Mas tem uma defesa que parece manteiga mole. A faca corta com a maior facilidade.  Esse é o nosso grande problema, que precisa ser enfrentado agora na parada do campeonato. Nossa defesa precisa ter mais qualidade, estar à altura do ataque. O atual desequilíbrio não atrapalha contra times de segunda linha, mas é perigosíssimo contra os grandes adversários. Será preciso investir, assim como recompor o equilíbrio emocional da equipe. O descanso da Copa do Mundo será o momento de reconstruir o fôlego do time para o segundo semestre.  

Não estamos fora do campeonato. Longe disso. Os 3 pontos obtidos em vitórias jogam o time tabela acima com grande rapidez. Só tivemos uma derrota, está certo que contra um time do qual não gostamos de perder, o que não justifica as linhas e mais linhas de torcedores dizendo que a coisa está mal, que os jogadores estão contra o técnico, que o técnico perdeu o comando do time, que substitui mal, etc, etc, etc. Nada justifica tamanha ansiedade. Deixe-se isso para a imprensa que gosta de desestabilizar o Santos. 

Quanto aos corinthianos que vão me azucrinar nesta segunda-feira, já tenho a resposta pronta: o Santos não disputa partidas, disputa títulos. E no final do Brasileirão estaremos lá!

 



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Escrito por Luiz R. Serrano às 22h02.
20/05/2010 
ALÉM DA IMAGINAÇÃO
Estamos quase lá, depois de 5 meses brilhantes. Agora, é aproveitar a pausa para melhorar o time e o clube e manter a concentração para ganhar do Vitória

Com um vibrante segundo tempo no jogo de quarta-feira,  o Santos encerrou suas atividades em campo neste primeiro semestre.

 Só voltaremos em 28 de julho para disputar a final da Copa do Brasil. Já conquistamos um feito histórico, ao chegarmos pela primeira vez à final do torneio, que vale acima de tudo por jogar o campeão diretamente na Libertadores  do ano seguinte.

Estamos quase lá.

Precisamos enfrentar o Vitória com a mesma seriedade e concentração com que jogamos contra o Grêmio. Será necessário fazer um ótimo e elástico resultado no primeiro jogo na Vila para garantir o título em Salvador. Estamos quase lá, mas ainda não ganhamos o título. Toda seriedade será pouca. Remember as finais do Paulistão contra o Santo André.

Chegamos ao fim das atividades oficiais do primeiro semestre com resultados muito acima das expectativas desenhadas desde o começo do ano. Campeões paulistas, na semi-final da Copa do Brasil e um time que encanta o mundo, jogando o fino da bola. 

Quem imaginaria isso, em dezembro do ano passado, quando a administração de Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro começou? Nem o mais otimista dos santistas. 

O fato é que o ambiente de seriedade, competência, bons propósitos  instalado no clube a partir de dezembro fez desabrochar o talento dos meninos da Vila, de uma forma nunca antes vista.

Sua arte, amparada pelos demais jogadores, e por uma boa Comissão Técnica, possibilitou ao time superar as suas eventuais carências – sim, há carências. A volta de Robinho, possibilitada pelo seu desejo de se aprimorar no Brasil para ir à Copa do Mundo e a competência da equipe que montou o esquema financeiro para amparar o retorno, foi outro fator importante, em termos de marketing e de motivação da equipe.

Felizmente, do meu ponto de vista, vêm aí mais dois jogos pelo Brasileirão e um período de recesso, que traz algumas vantagens.

A primeira é que tira a pressão de mais uma final dos meninos e do time todo, dando-lhes a oportunidade de relaxar.

Dá oportunidade, também, para que Dorival Jr. organize o time, discuta erros, deficiências, corrija, treine esquemas e táticas.

Além disso, dá tempo para que a direção estude a possibilidade e contrate novos jogadores para reforçar a equipe, especialmente na defesa e no meio de campo para que reentremos no Campeonato Brasileiro com um time mais equilibrado.

Paralelamente, deverá ser apresentado um esquema financeiro de captação de investimentos para irrigar o clube de recursos, cujos detalhes serão divulgados em breve.

O Santos, como já disse, chegou muito além do esperado, agora é tempo de organiza mais as estruturas do clube para ganharmos ainda mais fôlego para o resto da temporada.



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Escrito por Luiz R. Serrano às 22h13.
13/05/2010 
MANCHA NO OLíMPICO
Muita calma nessa hora. Vamos lotar a Vila e empurrar o time!

Pessoal, muita calma nesta hora.

 

A classificação está ao alcance, como aconteceu contra o Atlético Mineiro.

 

Basta 1x0, 2x1, 3x2 e 4x3 ainda vai para os pênaltis.

 

Nós, torcida, teremos papel fundamental mais uma vez, fazendo da Vila o velho alçapão.

 

Vamos lá empurrar o nosso Santos!

 

Quanto ao jogo de hoje, entramos com o Espírito dos Oito do Pacaembu, disputando cada bola, marcando em cima e aproveitando nosso talento para fazer os 2x0.

 

Era previsível que o Grêmio viria para cima no segundo tempo.

 

Estávamos resistindo bem, até Dorival Jr. por o Mancha em campo. Quando isso aconteceu, lembrei do Marcos Fonseca que estava lá no Olímpico e deve ter xingado o técnico. Ele odeia o Mancha e o que aconteceu mostra que tem toda a razão.

 

Mancha tropeçou em duas bolas e provocou o desastre. A torcida espera e, eu apoio, que ele tenha encerrado sua carreira no Santos.

 

Mas Dorival Jr. tem culpa pela escolha que fez. A torcida está dizendo que ele ainda tem a embocadura de técnico de time pequeno que resolve se defender para segurar resultado quando a natureza do Santos é atacar. Já o criticavam por isso nos jogos contra o Santo André.

 

Quanto a Dorival é preciso calma, olhar o conjunto da obra. Não é hora de mexer no técnico como muitos estão sugerindo. Se tivéssemos uma defesa mais forte seu trabalho seria facilitado, mas ainda não temos e precisamos chegar lá.

 

Dorival pediu para a torcida lotar a Vila. Não precisava. Eu peço que ele cuide de armar o time corretamente para garantir a classificação. Esse deve ser o seu trabalho.

 

Quanto a lotar a Vila, nós lotaremos por iniciativa nossa mesmo. Não precisamos que ninguém nos peça.

 

O que queremos é um Santos encurralando o Grêmio e nos dando alegria.

 

Claro, não poderia terminar sem ressaltar, mais uma vez, a brilhante partida do Ganso e o oportunismo do André. Quanto ao Robinho, peça que entre em campo tão inspirado quanto no momento em que marcou seu terceiro gol hoje.

 

Pra cima deles, Santos!!!!!!!!!!!

 

PS: palmas para o Felipe também, bela atuação.



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Escrito por Luiz R. Serrano às 00h57.
08/05/2010 
COPA BRASIL
Vamos para o Olímpico com o espírito dos Oito do Pacaembu

Poderíamos esperar qualquer resultado desse jogo no Engenhão, já que estávamos sem seis titulares.

 

Mas, na verdade, jogamos fora uma vitória. O tal do Botafogo, campeão carioca, é um time fraco. Começamos bem e conseguimos a façanha de tomar mais um gol besta no primeiro ataque do adversário. E mais um no minuto final do primeiro tempo. Já virou uma odiosa rotina. Nossa defesa nos entrega e nosso goleiro adora sair errado nos escanteios.

 

O terceiro gol, do Zé Eduardo, foi uma surpresa, jogada fora logo depois, pela incapacidade do time de trocar bolas com segurança. Quando perdemos a bola ali no meio campo do nosso lado esquerdo, depois de tocar para lá e para cá sem conseguir sair tive um péssimo pressentimento, que se transformou no terceiro gol deles logo em seguida.

 

Enfim, o caminho do Brasileirão é longo e, provavelmente, ainda faremos mais um jogo sem titulares. Pelo menos, não perdemos.

 

O que nos importa, na verdade, é o jogo da próxima quarta-feira, lá em Porto Alegre, pela Copa do Brasil, nosso grande objetivo no curto prazo, como todos sabemos.

 

Voltando um pouco atrás, os jogos contra o Santo André e o Atlético Mineiro foram os primeiros em que enfrentamos adversários focados, de fato, nas competições que disputavam. Até as finais do Paulistão, pegamos times pequenos e os grandes estavam focados em outros certames, mesmo o São Paulo nas semi-finais. Na Copa do Brasil, antes do Atlético nenhum adversário era para ser levado a sério.

 

Com altos e baixos, acertos e erros, alegrias e sofrimentos, estes muito além do que deviam, especialmente no segundo jogo da final do Paulistão, passamos vitoriosamente por esses testes.

 

Tão brilhante como os gols marcados, as reações nos jogos, foi a batalha épica dos Oito do Pacaembu. Mais do que brilhante foi um rito de passagem, do time do futebol alegre, criativo para uma equipe madura, capaz de se doar em campo com sangue, suor e lágrimas para garantir um título. Sob o comando, claro, do fantástico Paulo Henrique Ganso. Batalha épica que foi confirmada com os 3x1, na Vila, sobre um perdido Atlético Mineiro, comandado por um magoadinho e derrotado Luxemburgo.

 

A experiência nesses jogos nos preparou para as grandes batalhas contra o Grêmio, especialmente para o jogo lá em Porto Alegre. Com o time atual, combinando criatividade, velocidade e o espírito dos Oito de Pacaembu temos todas as condições de obter um bom resultado nos pampas e liquidar a fatura na Vila Belmiro. Paulo Henrique, Robinho, Arouca, Edu Dracena, Pará, Leo descansaram neste sábado e têm condições de voar no Olímpico. E vão voar.

 

Força Santos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



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Escrito por Luiz R. Serrano às 22h20.
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