Luiz R. Serrano
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24/08/2008 
VITÓRIA IMPORTANTÍSSIMA
O Santos me surpreendeu, equilibrado e consistente. E pode melhorar

Vitória importantíssima. Esperava um jogo mais difícil, mas sem Wagner e Ramirez ( não Martinez, como escrevi antes) o Cruzeiro perde muito, segundo Raul Plassman, comentarista do PFC da SportTV.. Realmente, os azuis nada apresentaram em campo.

 

Já o Santos me surpreendeu. Estava mais equilibrado, mais consistente, a defesa firme, o ataque algumas vezes insinuante, o que faltou foi um meio de campo criativo, para colocar os atacantes em situação de gol. A volta do Rodrigo Souto foi fundamental para dar equilíbrio ao meio. Foi dele o lançamento para Michael, que resultou no cruzamento e no gol do Kléber Pereira.

 

O Molina , que deveria dar mais criatividade ao meio campo, só fez uma jogada, mas decisiva, que resultou no segundo gol do Kléber Pereira. Nosso artilheiro continua a fazer seu papel com eficiência. Recebendo boas bolas, põe para dentro. Como a defesa estava firme.com Roberto Brum, Fabiano Eller e Domingos, saímos com a vitória. Eles não podem repetir algumas jogadas em que estavam em linha, sem ninguém na sobra, facilitando as coisas para o Cruzeiro. O Kléber, lateral, não fez falta nenhuma.

 

Para não dizerem que só falo mal, deixo aqui meus parabéns pela liberação do Rodrigo Souto, pelo menos para o Campeonato Brasileiro. Foi uma liberação importante, que pode ser decisiva para o equilíbrio do time daqui para a frente.

 

O fato do Cruzeiro sentir demais a falta de dois jogadores é sinal das limitações dos times que estão disputando o Brasileirão. O que nos dá chance de reagir e sair da zona do rebaixamento se jogarmos como hoje para melhor. Estamos, hoje, com um time médio que pode caminhar para ter conjunto. Repetindo esse tipo de performance dá até para ganhar do São Paulo, no próximo domingo, dentro do Morumbi, pois os bambis estão rateando.

 

Mas tudo depende de pelo menos mantermos o atual nível e crescermos um pouco. Estamos nas mãos do Márcio Fernandes e do Serginho Chulapa.

 

Pensamento positivo, muito pensamento positivo.

 

Vamos lá, SAAAAAAAAANNTTTOOOOOOOOOOOOSSSSSSSSS!!!!!!!!!!!!!!!!!



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Escrito por Luiz R. Serrano às 18h58.
21/08/2008 
PARA NÃO DIZEREM QUE SÓ FALO DE POLÍTICA
Tentei não falar, mas cai de novo nela

O Carlos postou um comentário sugerindo que eu aponte soluções para a péssima situação atual do clube e do time e não fique só criticando o MT e sua diretoria.

O problema, Carlos e santistas em geral, é que não há solução possível que não passe pela mudança das atitudes da diretoria. E ela não está aberta a diálogos, ajudas, alianças pontuais que apontem para uma saída desta situação horrorosa.

Também creio que a oposição sempre desdenhada não tem ânimo para caminhar nessa direção.

A turma do MT está agarrada ao poder e quer ficar nele até 2014, quando será realizada a Copa do Mundo, e o presidente está querendo trazer uma seleção para se hospedar no CT do Santos. Será uma oportunidade muito lucrativa para muita gente no clube e na cidade - e entenda-se lucrativa como o leitor quiser.

Eles só não estão querendo admitir de público que a situação que levou o Santos e sua diretoria a gozar do alto prestígo que os aproximou da CBF e de seu mestre Ricardo Teixeira está erodindo. Sem um time forte e competidor não há prestígio que se sustente.

Mas daí a pedir socorro a quem possa ajudar, de alguma forma... nem pensam nisso.

 Então meu caro Carlos, não há o que fazer, a não ser:

 1) Orar, com todas as nossas forças, para um milagre que evite que o time caia este ano;

2) Orar, com mais força, para, se não cair, tenhamos um time um pouquinho melhor no ano que vem, que também não caia;

3) Concorrer mais uma vez à eleição e torcer para que o eleitorado santista abra as portas para uma nova administração;

4) Uma solução mais drástica. embora legal e legítima, seria uma Assembléia de Associados colocar uma nova diretoria. Mas esta solução não resolveria o problema das más performances do time e poderia ajudá-lo a cair mais rápido.

Carlos, como você vê, sempre caio no assunto política. É inevitável.

Só nos resta orar, todos juntos, para o milagre acontecer !



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Escrito por Luiz R. Serrano às 19h18.
21/08/2008 
REBAIXAMENTO
Estou começando a achar que será inevitável

Por questões técnicas, não escrevi depois do jogo. Mas também não sabia o que escrever. Dividi o primeiro tempo com a disputa do bronze pelas Talita e Renata, no vôlei feminino, zapeando entre os dois jogos.

Nosso jogo foi horroroso. O Neto, o grotesco comentarista da Band, dizia que o Santos jogava melhor. Só na cabeça dele.

Nosso gol foi fortuito, uma falha infantil do zagueiro deles. Fazer o 1x0 foi uma tremenda sorte.

O gol deles foi em uma jogada mais normal, numa falha normal de nossa defesa, para variar.

Mas o que dizer de um time, melhor, de um clube, que põe em campo um jogador que acabou de chegar, como o Bida? É um retrato de nossa lamentável situação administrativa e esportiva, aliás em tudo, do caos, da desorganização, da falta de competência, etc, etc,etc...

Hoje, qualquer empresário que passa na porta com  um jogador consegue emplacá-lo a Vila. Agora vem esse Amayá.

Até ontem, pensava que podiamos reverter a situação.

Estou começando a achar que não.



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Escrito por Luiz R. Serrano às 12h49.
17/08/2008 
ALEGRIA E TRISTEZA
Pensei que íamos ganhar, mas o time desandou...e continuamos a perigo

O jogo começou sob a égide do azar, aquele azar que costuma aparecer em ambientes já contaminados pela incompetência e em estado de degeneração, como é o caso do Santos, atualmente. 

Refiro-me ao gol do Flamengo, um lance de azar inacreditável nosso, pois um chute desviar uma vez já é demais, duas vezes, então, é inacreditável. Foi azar, mas convenhamos, a defesa estava mal postada, toda deslocada para a direita e o jogador do Flamengo dominou a bola como quis. 

Refiro-me, também, à contusão do  Maikon Leite, que nos privou de nosso melhor atacante não só nesse jogo, mas por muito tempo, devido à gravidade da sua lesão. Boa sorte para ele na recuperação. 

Mas o Santos jogou bem no primeiro tempo, o que me deu novo ânimo. O Raul Plassman, comentarista do jogo no pay per view disse que o Flamengo teve maior domínio de bola. Eu vi outra coisa, vi o Santos atacando bastante, mas com dificuldade de concluir as jogadas.  

O Lima entrou bem e fez a tabela com o Kléber Pereira, que empatou. Chamou-me a atenção a efusiva comemoração dele e o fato de seu xará ter ido abraçá-lo e chamado os outros jogadores para comemorarem juntos. Pensei: o clima do time está melhorando, está se distensionando, o que aumenta o entrosamento. Será efeito da presença do Chulapa e de um técnico menos ansioso do que o Cuca? Eram bons sinais. 

Os sinais melhoraram com o segundo gol no segundo tempo. Kléber Pereira passou a imagem de que estava chorando de alegria e alívio. Aí veio a expulsão e ficamos no melhor dos mundos – ganhando, jogando bem e com um a mais. 

Pois não é que o omelete desandou? Não sei o que deu no Santos, mas o Flamengo que já crescia depois de tomar o segundo gol, cresceu mais após a expulsão. Ninguém de branco se entendia em campo. Até que num lance perigoso, em que estávamos sendo envolvidos na área, o Domingos lançou mão de seu talento e – pênalti. 

E aí, desculpem, o chavão, veio empate com gosto de derrota e não adianta chorar a bola do Carleto na trave, ela está lá para isso. Pois é, no meio do jogo eu fui acometido de otimismo de torcedor, que quer se iludir que a situação do time pode entrar nos eixos. Mas quando a gente analisa as atitudes da diretoria vê que o quadro é muito complicado.

O presidente dá entrevistas, como uma reproduzida no Santista Roxo nesta semana, que fala de um time que, provavelmente, joga na Lua, pois o Santos não é. E continua insistindo que tem jogadores para vender, o que nunca acontece, só os desvaloriza e tira sua moral em campo, As decisões são as mais contraditórias possíveis, Fabão ia ser vendido está no banco, Roberto Brum estava fora dos planos e hoje jogou, até que bem. A diretoria do Santos parece aqueles busca-pés que saem em disparada, trocando de rumo a toda hora – e nenhum deles é o certo.  

E tudo fica mais preocupante quando a diretoria resolve dar satisfações à torcida. Chama os conselheiros, os sócios mais representattivos? Não, chama as organizadas, que não têm poder, nem recursos para ajudar o clube, a não ser torcendo nas arquibancadas, o que não ajuda a contratar bons jogadores, nem a trazer dinheiro para dentro da Vila. Na verdade, a diretoria só queria acalmar quem tem poder de gritar e provocar quebra-quebras, como ocorreu depois da derrota contra o Atlético Mineiro. E só isso que os incomoda.



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Escrito por Luiz R. Serrano às 20h15.
10/08/2008 
DERROTA ANUNCIADA
E a situação vai piorando...

Derrota esperada. Os prognósticos já apontavam para isso.

O time esteve horrível, sem qualquer esquema tático, completamente sem meio de campo. Ali havia um buraco, portanto não havia como o ataque funcionar.

Ninguém jogou nada.

Tudo continua como antes, só que com um técnico menos experiente, então me corrijo, tudo continua pior do que antes.

Até o Ipatinga ganha! O Santos não.

La nave vá. Ao fundo.

Tirante isso, espero que os pais tenham tido um dia feliz. Abraços e felicidades para todos. E digam a seus filhos que o pesadelo é passageiro.

Sonhar não custa nada e devemos ajudá-los a sonhar.



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Escrito por Luiz R. Serrano às 21h59.
07/08/2008 
HORA DE AGIR
Porque não convocar uma Assembléia Geral dos Associados do clube? Com a palavra, conselheiros e sócios

Sofro de dupla personalidade como blogueiro do Santista Roxo. Sou analista e torcedor. Como analista, enxergo o que acontece, deduzo, tiro conclusões e dou meus palpites. Valho-me para isso dos meus experientes 61 anos de vida, que completarei no próximo dia 19 de agosto. Como torcedor, vibro com as alegrias que o Santos nos oferece, com as possibilidades de vitórias, títulos, glórias, que já vivi muitas nesses 61 anos. Assisti o Santos ser campeão paulista em 1955, com o time-base Manga, Hélvio, Ivan, Ramiro, Formiga e Zito, Alfredinho, Álvaro, Del Vecchio, Vasconcelos e Tite.

 

Por isso, alterno textos frios, analíticos, perfunctórios, cheios de previsões com textos com manifestações de alegria, vivas, felicidade, quando o time nos proporciona vitórias. Infelizmente, desde que comecei a escrever aqui tenho sido mais analista do que torcedor. Isso significa que, nesse período, o Santos teve mais crises do que vitórias. E, infelizmente, também, a maioria das minhas críticas têm se revelado corretas, apontam para um Santos em decadência. Como eu gostaria de ter errado...

 

Quando o Cuca chegou, escrevi que não gostei de suas primeiras manifestações. Ele disse que tinha reencontrado muitas pessoas de seu tempo de jogador, o próprio MT, o médico Carlos Braga, o motorista de ônibus. Foi a sinalização de que ele seria engolido pelo ambiente e não se imporia a ele, o mínimo que um técnico tem que fazer quando vai para um clube em desmanche administrativo, técnico, moral. E foi engolido mesmo, protagonizando esta triste temporada à frente de nosso time. A culpa maior nem é dele, todos sabemos que é da estrutura de poder (estrutura ou desestrutura?) do clube.

 

Acabei de ler que vão trazer o Chulapa, um boleiro para cuidar dos boleiros. Lembro-me quando ele treinava o time na época em que o gramado da Vila era um lamaçal. Em um jogo em que chovia muito, a área do adversário era uma mistura de água, lama e um pouquinho de grama. O Santos perdia e Chulapa gritava para os jogadores: Põe a bola na área, Põe a bola na área! Uma instrução típica de jogo de várzea, em que no bate e rebate a bola pode entrar no gol. Esse é o técnico que deve nos comandar.Será? Seria bom que esburacassem o campo novamente para os esquemas de Chulapa funcionarem bem – que tristeza....(A informação da manhã desta sexta-feira, é que Márcio Fernandes deve ser o técnico e Chulapa seu auxiliar).

 

Mas tristeza maior é ver o clube se afundando, sem que haja a menor reação não só no Conselho, mas também na cidade. A Santos de hoje não é mesma em que nasci e vivi e me criei até os  20 anos. Era altaneira, combativa, politicamente organizada, à direita e à esquerda, rica, criativa, terra da caridade e da liberdade. Isso tudo se refletia na Vila Belmiro, na história da construção do clube, que se afirmou em São Paulo, no Brasil, nas Américas e no Mundo, apresentando o melhor futebol que este planeta já assistiu. O futebol tamborim, o verdadeiro futebol brasileiro.

 

Hoje, a cidade não é sombra do que foi e o clube retoma sua caminhada para a pequenez, depois de um átimo de retomada de glórias e vitórias, que durou mesmo um átimo e se apagou. Não, não se apagou. Foi apagado pelos que quiseram esquentar seus egos, talvez seus bolsos, iluminar carreiras que não tem vocação para o brilho – e acabaram incensando a mediocridade, o oportunismo, o compadrio pernicioso, as parcerias contra o clube. Deu no que deu. A vergonha, a humilhação, a tristeza de todos os que amam o Santos Futebol Clube.

 

Como estarão hoje a alma e o coração de todos os que ajudam a manter o atual esquema de poder do Santos? Como estarão hoje a alma e o coração dos conselheiros do clube que fecham os olhos ao que acontece no comando do clube e aplaudem o inaplaudível? Estarão tranqüilos em suas casas no Embaré, no Morro de Santa Terezinha, na Aparecida, no Gonzaga, na Vila Rica, na Ponta da Praia, em São Vicente? O que estarão dizendo para seus familiares, filhos, netos, sobrinhos? Para suas crianças, que querem se orgulhar de torcer para o Santos e só vivem derrotas, derrotas, derrotas? E o que é pior, derrotas anunciadas, por todos os que enxergam, que querem enxergar.

Dizem os estatutos do clube que “a Assembléia Geral, quando instalada, será o órgão máximo do clube, e o Conselho Deliberativo seu órgão soberano, de acordo com as competências de cada um desses órgãos, os quais são supremos em suas decisões”.  Cabe aos seus senhores conselheiros, portanto, a supremacia de tomar decisões, na ausência da Assembléia Geral. Não só cabe. É um dever. Um dever imperativo diante da degringolada do clube. Se não se julgarem com força suficiente porque não se convoca uma Assembléia Geral Extraordinária de todos os associados para que esta soberana, imponha novas diretrizes à direção do clube, enquanto a próxima eleição não chega? Não é difícil.

Diz o estatuto sobre a convocação de Assembléias :”Caso o Presidente do Conselho Deliberativo do clube não convoque as Assembléias Gerais referidas no caput deste artigo e no artigo 44, poderá a Mesa do Conselho Deliberativo, a Presidência ou 1/5 (um quinto), no mínimo, de associados com mais de 3 (três) anos de inscrição no quadro associativo solicitar sua convocação através de pedido escrito endereçado ao Presidente do Conselho Deliberativo, e este deverá obrigatoriamente convocar a Assembléia Geral no prazo máximo de 5 (cinco) dias do recebimento da solicitação, sob pena de descumprimento deste Estatuto”.

Não é uma boa idéia senhores conselheiros? É uma medida que pode até ser tomada pelos associados não só pelos conselheiros. Que tal encará-la para discutirmos profundamente os problemas do Santos e acharmos meios de superá-los? Eis uma boa tarefa para os conselheiros e associados. Não podemos faltar à história do Santos FC. Omitir-se é condenar à destruição o clube que já teve o maior time de futebol de todos os tempos.



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Escrito por Luiz R. Serrano às 20h14.
06/08/2008 
MT PEDE PRA SAIR!
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Escrito por Luiz R. Serrano às 23h47.
05/08/2008 
CHANCE DE OURO OU FRIA?
Paulo Henrique está indo para a fogueira. Cuca não pode deixar esse diamante se queimar

Por tudo o que a gente ouve e lê, o ambiente no Santos está terrível.

Jogador com salário sendo rebaixado, o que dá desânimo nele e nos outros que temem serem atingidos por medida igual. É claro que o Fabão ganha demais, mas não deveria ter sido contratado pela fortuna que foi. Agora vem esse remendo pós desastre.

O Kléber estaria jogando só para não ter o passe desvalorizado. Com que vontade alguém entra em campo assim? Faz tempo que estão tripudiando sobre o Kléber. Desde o final do ano passado, o MT dizia que bastaria vendê-lo para cobrir parte do rombo financeiro. Discurso que desvaloriza o jogador e um pouco mais a cada dia que não aparece nenhum interessado.

Esse Cuevas, mal chegou já terá rebaixa de salário. Não sei se merece isso, mas também foi mal contratado. Será que é verdade o que o Lance insinua? Que muita gente morde pedaços desses salários e por isso são tão altos? Não é impossível, tendo em vista o loteamento do Santos entre empresários e diretores.

É um ambiente de desagregação, em que ninguém está satisfeito e a cada derrota a coisa degringola ainda mais.

Pois bem, no meio dessa geléia resolvem subir o Paulo Henrique para o profissional novamente e, ao que tudo indica, escalá-lo no jogo desta quarta.

Vão jogar o menino na fogueira, mais uma vez. Estou muito preocupado.

 Paulo Henrique é um diamante para ser lapidado. Tem um ritmo todo especial, semelhante ao seu padrinho, nosso saudoso G10. É clássico, dá belas enfiadas de bola para os atacantes, aperece inesperadamente na área. Agrega qualidade ao time.

Mas não demonstrou, nas duas vezes em que jogou com o Leão, ter mobilidade para ir e vir, marcar, desarmar, talvez porque essa não seja a dele. Me parece ser mais aquele meia armador das antigas, que faz  o que quer com  a bola.

Entrando nesta quarta, num time despesperado, Paulo Henrique está indo para o sacrifício. Conseguirá impor o seu jogo, terá personalidade para praticar o seu futebol? Já terá recursos para jogar um futebol clássico num jogo corrido e pegado? Tomara que sim. 

Ele e o Maykon Leite podem ser as novas estrelas do Santos, as luzes nesse time cinzento que só perde.

Mas é preciso orientá-los. Maykon Leite, por exemplo, precisa ser orientado a cruzar a bola na área, não só a chutar. Não é com o Kléber Pereira reclamando que ele vai aprender isso. É com o técnico observando e ensinando.

Cuca tem uma enorme responsabilidade nesta quarta com o Paulo Henrique e com o Maykon Leite. Deve estimulá-los a jogar o melhor que sabem e podem.

Espero que faça isso.



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Escrito por Luiz R. Serrano às 20h02.
03/08/2008 
VERGONHA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Estou quase dizendo: pede pra sair Cuca !

Eu nem sei o que dizer, depois dessa decepção contra o Coritiba.

 

Foi uma derrota inacreditável, que jogou fora todo o otimismo construído nas duas últimas partidas.

 

Um time desarticulado, sem esquema tático, sem saber controlar a bola, errando passes atrás de passes, nervoso, ansioso, sem defesa, sem meio de campo, sem ataque.

 

Preciso dizer mais?

 

Eu pergunto: onde estava o técnico? Onde esteve o técnico durante a semana?

 

Bastou sair o Fabiano Eller para a defesa, que jogou tão bem contra o Internacional, desmoronar?

 

Jogamos com três zagueiros, mas totalmente abertos desde o primeiro tempo. Onde estava o técnico que não viu isso?

 

E o tal do Douglas? Foi culpado em dois gols. No primeiro, deixou um canto enorme para o atacante cobrar a falta. A bola entrou exatamente onde eu antecipei que ela ia entrar. Não foi falha da barreira, como o tal do Cuca se queixou. Foi do goleiro. E o terceiro gol que ele tomou. Saiu para cortar a bola e não encontru nada...

 

O Kleber acabou de dizer na entrevista no vestiário que rendeu mal no jogo. Já tinha pedido desculpas na saída do campo. Esteve horroroso, ainda bem que pediu desculpas.

 

E o seu Xará? A única coisa que ele fez em campo foi o passe para o Maikon Leite fazer o gol. Fora isso, mal tocou na bola e, quando toca, passa mal, sempre.

 

Do resto nem vou falar. Só do Maikon Leite, que faz diferença. O gol foi resultado de sua insistência, persistência. Se salvou.

 

Mas volto ao Cuca. Esse técnico me irrita. Não tem personalidade, não se impõe ao time, tem muito nhém, nhém, nhém. Não comanda.

 

Estou quase dizendo, pede pra sair Cuca.

 

Só os comentaristas cariocas continuam acreditando nele.

 

Perder para o Coritiba na Vila é inadmissível.

 

Uma vergonha !

 

 


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Escrito por Luiz R. Serrano às 20h44.
31/07/2008 
VITÓRIA IMPORTANTÍSSIMA
Na bandeira com os torcedores, as duas estrelas douradas faiscavam dizendo que a sorte vai mudar

Foi uma vitória importantíssima, não só porque nos tirou da zona do rebaixamento, mas porque foi conquistada fora de casa, no campo do Inter, onde uma derrota seria normal, e a defesa teve uma jornada impecável.

 

Pois é, a performance de cada setor da equipe foi completamente diferente das tradicionais. Como já disse, a defesa esteve ótima, com o Eller jogando um bolão e dando segurança à retaguarda. Domingos e Marcelo também foram bem.

 

Em compensação, nosso meio campo esteve muito fraco e, como consequência disso, o ataque quase não apareceu. Jogadas tramadas só duas: aquela em que o Kléber Pereira chutou na rede para o lado de fora – quando poderia ter centrado para o seu Xará que entrava sozinho pelo meio da área; e a em que o Eller recebeu um belíssimo passe do Kléber e cabeceou fraco para fora.

 

O nosso gol nasceu de uma falha gritante de um zagueiro gaúcho somada ao oportunismo do Maikon Leite. Parabéns para ele. Mas ele precisa aprender a passar a bola, pois insistiu em chutar – e o fez mal – em jogadas em que tinha companheiros bem colocados.

 

Agora, espantoso foi o número de passes errados ou curtos, que deixavam a bola nos pés dos adversários. Foi irritante.

 

Não podemos esquecer que, no primeiro tempo, o bandeirinha foi o melhor zagueiro do Inter, marcando dois impedimentos inexistentes de nosso ataque, jogadas em que nossos atacantes saiam sozinhos na cara do Clemer.

 

De todo modo, um dado importante foi o time ter seguido um esquema tático, pensado anteriormente, o que indica que pode estar finalmente, se entrosando.

 

Devemos levar em conta, também, que o Inter estava desfalcado de seus dois goleadores, Alex e Nilmar, o que facilitou nossa vida.

 

Mas, o que importa é a vitória, comemorada pelos jogadores junto à pequena, mas vibrante torcida que foi ao estádio do Inter. Vai nos dar um grande impulso.

 

A bandeira do Santos, agitada por um torcedor e uma torcedora entusiasmada, saltitante e alegríssima brilhou na noite mais do que lua cheia. Suas duas estrelas douradas faiscavam dizendo que a sorte começou a mudar.

 

O próximo jogo, contra o Coritiba (não contra o Paraná, como eu havia escrito antes),  na Vila, tem tudo para nos dar mais três pontos.

 

Vaaaamos lááááá Saaaaaaaannnnnnnnnnntttttoooooooooosssssssss!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



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Escrito por Luiz R. Serrano às 00h57.
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