|
|
 |
11/03/2010 |
|
SANTOS 10X0 NAVIRAIENSE
Futebol nota DEZ!
Tem que parar de ser hipócrita. Era o Naviraiense? Mais o Santos fez a parte dele. Fez o que tinha que fazer, e com louvor. Tem muito o que falar sobre um time que ganha de 10. O Dorival fez o certo ao jogar pra frente. Essa formação com Arouca e Marquinhos como “volantes” serve para esses jogos na Vila. A gente tem mania de, quando o adversário cria chance de gol, só ver demérito no Santos. Tem times do outro lado que treinam e estudam o Santos - mais do que o Santos os estuda – e que tem alguma qualidade. A frase do Robinho dizendo que estava feliz pela postura do time, já que é nesse tipo de jogo que o time entra desligado e não contra um Palmeiras, resume bem que o Dorival tenta colocar seriedade na cabeça dessa molecada.
Críticas ao Dorival podem até existir. Mas é inquestionável que ele tenta ganhar os jogos sempre de muito. É só ver as substituições no jogo contra o Corinthians e a de ontem, ao tirar o zagueiro Edu Dracena para a entrada do Giovanni. Não deve ser fácil achar a medida do jogar sério sem virar bur(r)ocrático. E o Dorival está sendo responsável pela formação desses jogadores. Então, eu até entendo quando ele deixa os moleques chegarem ao limite da firula, para mostrar a eles na prática como o futebol funciona. Sem que eles se tornem jogadores comuns, chatos. E nisso mérito total para o Dorival. Ontem o time jogou sério. Neymar, Robinho, Ganso – no segundo tempo foi armar o time atrás da linha do meio campo -, Marquinhos, Madson, Zé Love do Amor, Pará, Arouca, todos jogaram muito. Velocidade, toque de bola, técnica, marcação, jogadas de efeito sempre em direção ao gol. Um show para a torcida do Santos que foi à Vila. Um show para a torcida do Naviraiense que foi até a Vila pra contar história aos filhos. Vários deles com camisa dividida – metade Santos, metade Naviraiense – e que foram aplaudir o futebol do Santos. Ontem foi legal. Dever cumprido com mérito. Placar saudosista, placar dos anos 60, futebol de um time que joga a moda antiga. Domingo tem o Palmeiras. Um jogo muito mais complicado, um clássico, contra um time em crise técnica. Eu não escalaria o time de ontem. Insisto que o Mancha precisa jogar. Não pela bola que ele joga, mas pela função que ele exerce. O legal é que no futebol chato e carrancudo, o Santos é um oásis de futebol feliz. NO TWITTER Este blogueiro também está no Twitter. Quem quiser ler outras bobagens que não são relacionadas só ao futebol, pode seguir: www.twitter.com/futblogdorenato.
Comente [3] -
Link para este post
Escrito por Renato Ribeiro às 12h55.
|
|
|
 |
08/03/2010 |
|
PORTUGUESA 1X1 SANTOS
O melhor jogo do ano
Antes do comentário sobre o jogo. BLUSH, BATOM, RÍMEL E FUTEBOL Hoje, 08 de março, é o Dia Internacional da Mulher. E para homenagear todas as mulheres, há cinco figuras que você, leitor dos blogues santistas, conhece - e se não conhece deve conhecer – que podem representar todas as outras mulheres do planeta. Parabéns para a Gisele, que escreve com tamanho brilhantismo que me faz ter uma admiração quase idolátrica pelos seus textos. Para a Neli que tem uma história de vida e uma paixão pelo Santos imensuráveis. Para a Olívia, santista que sabe mais de bola que muito marmanjo por aí. Para a Soninha, de tanta simpatia e de tanto conhecimento do Santos. E para a Diandra, antes a blogueira dos textos extremamente leves e gostosos. Hoje é o amor da minha vida, a mulher que divide a mesma paixão santástica, minha companheira de jogos, de discussão de futebol e com quem eu quero viver o resto da minha vida. A estas Mulheres – com M maiúsculo mesmo - que estão aqui deixando suas opiniões nesse meio extremamente machista, os meus parabéns. E tomara que seguindo o exemplo delas, mais e mais mulheres, falem – e bem - de futebol. E parabéns também para a Dona Luci, progenitora deste blogueiro, e que não sabe nada de futebol.
O JOGO
Mais do que um duelo tático, técnico, o jogo de ontem foi um duelo de filosofias de jogo. Disparado o melhor jogo do campeonato e disparado o melhor teste desse ano. E lá vai a minha primeira cornetada no trabalho do técnico Dorival Júnior em 2010.
Se é para o Wesley jogar na lateral direita, o primeiro volante tem que ser o Mancha, não o Brum. O Brum vai bem na lateral, quando o time precisa marcar, ter uma maior consistência defensiva por aquele setor. Ele fez bons jogos atuando no meio campo, logo no começo da temporada. Como segundo volante. Como primeiro volante, o histórico do Roberto Brum aqui na Vila Belmiro é tenebroso.
Entendo que todo o santista quer ver todos os bons de bola desse time jogando juntos. Mas Arouca e Wesley é dupla de volantes de vídeo-game.Talvez no meu PES eu até escale os dois. Mas alguém precisa carregar o piano, se postar na frente dessa defesa para fazer o serviço sujo. E considerações técnicas a parte, o cara desse elenco com alguma capacidade para fazer isso é o Mancha.
Aí vem a pergunta: então este blogueiro acha que o Dorival errou ao colocar o Marquinhos em campo no lugar do Brum? Achei. Eu não faria desse jeito, já que a sensação que tive na hora – comentar depois do jogo, é mole - é que o time ficaria muito mais exposto do que já estava. E de fato ficou. E com essa exposição, tenho que fazer menção a grande partida de dois jogadores que, por não ter o mesmo brilho das estrelas, podem passar despercebidos pelo torcedor santista: Arouca e Durval. O primeiro foi o único volante desse time durante grande parte do jogo. Marcou, desarmou, fez cobertura, antecipou e jogando de primeiro volante – o que claramente não é a dele – foi monstruoso. O segundo chegou quieto, sem alarde, mas vem fazendo partidas extremamente seguras. Ontem foi outra delas, onde o zagueiro não perdeu uma bola sequer. Seguraram a onda de um sistema defensivo com um Felipe que vai bem embaixo das traves, com um Edu Dracena meio desligado – falhou no lance do gol – e com um Pará muito esforçado defensivamente.
Do meio pra frente, mais uma ressalva a fazer. Se o Wesley é lateral, ele tem que jogar aberto como lateral. Ontem, em diversos momentos, tanto ele, quanto o Pará, fechavam pelo lado do campo enquanto Robinho e Neymar se posicionavam como pontas à moda antiga. Essa passagem dos laterais parece ser um movimento treinado – talvez ressuscite a Paintcheta para falar algo sobre isso – , já que acontece diversas vezes no jogo. Como uma variação, pode até funcionar legal. Como regra, eu não gosto.
Voltando a outro aspecto da substituição do Dorival, com a entrada do Marquinhos.
O time deixou de jogar num 4-2-3-1, para ir jogar num 4-1-2-3 daqueles clássicos. Com dois tridentes: um no meio campo formado por Arouca, Marquinhos e Paulo Henrique, e outro ofensivo formado por Robinho e Neymar abertos e André como pivô. E esse time criou muito. Se expôs aos contra ataques da Portuguesa que teve chances e mais chances de matar o jogo. Mas, como esse time joga e cria.
Cria com o André, que é essencial para que esse time tenha produção ofensiva. Joga o tempo inteiro como pivô, e ontem quase marca um golaço no primeiro tempo. Com o Neymar, que mesmo apagado, obrigou o goleiro Fábio a fazer uma defesa dificílima, num chute de perna esquerda – e aí, eu lembrei do comentário do André Rizek, nas primeiras rodadas, falando de uma dificuldade que o Neymar em chutar de perna esquerda que só ele viu – e com o Ganso que parece ser sonolento, parece as vezes se desligar do jogo, mas que faz cada passe maravilhoso para os atacantes do Santos. Cria com o Robinho, que ainda não é brilhante, mas que já desequilibra.
E ainda tem o Marquinhos, que tem aproveitado as chances que tem feito este blogueiro – que achou que ele seria uma mistura de Lento Flávio e Tcheco – queimar a língua. Cria com as chegadas surpresas de Wesley e com o meu ídolo, este ano, Zé Eduardo, o Zé Love do amor, que tem uma estrela do tamanho do mundo, além de melhorar o time toda a vez que entra. Ontem decidiu um jogo encardido.
A Portuguesa valorizou demais o jogo e esse empate. O Santos continua deixando este blogueiro feliz, mesmo quando não ganha. Continua sendo legal ver esse time jogar. Mas, dá pra melhorar. E como dá. NO TWITTER Este blogueiro também está no Twitter. Quem quiser ler outras bobagens que não são relacionadas só ao futebol, pode seguir: www.twitter.com/futblogdorenato .
Comente [4] -
Link para este post
Escrito por Renato Ribeiro às 13h28.
|
|
|
 |
03/03/2010 |
|
SE VOCê é POLITICAMENTE CORRETO, NEM PERCA TEMPO
Futebol está chato pra caral**
Se você se assustou com o título, não perca seu tempo lendo o resto. Vem coisa pior por aí. Se você passou dali, reafirmo: futebol está chato pra caralho. O mundo de hoje é chato pra cacete. Como cheguei a essa “brilhante” conclusão? Vendo a repercussão do lance do Neymar e lendo uma notícia sobre a proibição de palavrões nos estádios da Paraíba (http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1513159-9825,00-PALAVROES+SAO+PROIBIDOS+NOS+ESTADIOS+DURANTE+O+CAMPEONATO+PARAIBANO.html) Sou cria dos anos 90. Vivi uma época que o Fantástico mostrava Alice in Chains e Stone Temple Pilots nos “Clipes do Fantástico”. Que a molecada ficava até tarde da noite assistindo “Cocktail” - procure por aí e entenderá o motivo – e acordava cedo para ver Flinstones, Thundercats. Num tempo em que a graça de ficar adolescente era ir na matinê de alguma balada black, ir num Granfinale, numa Lofty – substitua o nome da balada por qualquer uma de sua cidade -. Tempo que eu ia pra rua e tinha hora pra chegar em casa. Que se tirasse nota vermelha ficava de castigo. Que a criançada se reunia para jogar Atari, Banco Imobiliário, andar de skate. Tempo em que ia na banca de jornal com os amigos da escola para ler o “Notícias Populares” e ver as primeiras “Playboys” - óbvio, sem que meus pais soubessem – para ver a Luciana Vendramini pelada– quem nessa faixa etária não teve uma paixão platônica por ela não sabia o que era legal – e sem photoshop. Eu cresci bolando aula, fugindo da escola pra jogar bola na praia e no campinho, indo em todos os fliperamas e bares que tinham uma mesa de sinuca. Aprendi a jogar bocha, malha. Comi chocolate no supermercado, peguei chiclete, briguei – apanhei e bati – fui suspenso, assinei o livro negro. Eu tive uma infância feliz pra cacete. Sabia o que era certo e errado, e aprendi as consequências de fazer o certo e o errado agindo e sendo castigado e premiado quando fazia um ou outro. Tenho certeza que você deve fazer idéia onde eu quero chegar. Se você ainda não sabe, mais exemplos. Na minha infância, quando passava um jogo na tv era motivo de festa. Cresci ouvindo os jogos com Osmar Santos, Edson Callegares e José Silvério. Ia discutir futebol na rua baseado no que ouvia de Vitor Moran, Paulo Roberto Martins, Juarez Soares, Cláudio Carsughi, Gérson. E ficava feliz se tivesse o vídeo-tape do jogo na Bandeirantes. Era isso ou ir numa Vila Belmiro mal cuidada, feia, num gramado que parecia um mangue em dias de chuva. E quem ligava pra isso ao entrar na Vila? Era entrar ali e encontrar ali na grade que existia no lugar dos atuais camarotes um Dema, um Toninho Carlos, um Chulapa, um Pita e poder conversar com esses caras. Ver as bandeiras literalmente tremulando na Torcida Jovem, na Sangue Jovem, na Fogo Eterno. Poder ficar na grade xingando o bandeirinha ou atrás dos bancos de reservas reclamando do técnico ou sacaneando o reserva rival. E se o Santos perdia, eu já ia pra rua preparado pra ser sacaneado por corintiano, palmeirense, são paulino, vascaíno, flamenguista. E se não ia pra rua, a molecada ia sacanear na porta de casa. Era tempo que se no jogo de rua um corintiano fazia um gol no time do palmeirense, ele imitava o porco. Que se fizesse no flamenguista tinha a encenação do urubu morrendo, se era no santista alguém ia lá e pescava o peixe, no corintiano tapava-se o nariz em alusão ao gambá. Tudo isso sacaneando ou sendo sacaneado aguentando por acreditar que no próximo jogo viria a forra, a hora de descontar. E quando ganhava, a gozação era na mesma moeda. Eu via jogadores como Renato Gaúcho, Viola, Djalminha, Guga, Valber, caras de personalidade que provocavam na bola e que se tomassem um drible queriam devolver no drible. E o cara que não tinha condição de achar na bola, dava a pancada se conseguisse achar. Caso contrário, tomava o drible e ia embora. Não tinha resposta robotizada, não tinha coletiva - entrevista era no vestiário - ,não tinha uma semana de choradeira com arbitragem, não tinha STJD – o Camilo podia descer o sarrafo e eu ficar feliz por acertar um chinelo no Ronaldo, o goleiro do Corinthians -. Não tinha essa viadagem de reclamar por jogar quarta e domingo, de jogador não poder driblar, de jogador tomar cartão amarelo por comemorar gol mandando a torcida rival ficar quieta discutia-se o jogo, e não se o cara ia pra noite antes do jogo, ou a opção sexual do cara, quem tinha patrocínio maior. A discussão tinha conteúdo, treinador era só parte do time, dirigente só era entrevistado quando o time vendia jogador e todo mundo – invariavelmente – sabia ganhar e perder. Fosse esse lance do Neymar no começo dos anos 90, o Chicão ia devolver no outro jogo com uma porrada ou um drible, não ia reclamar de falta de profissionalismo, de falta de respeito. Provavelmente a imprensa sequer repetiria a jogada 35 vezes, estariam é indo no Neto e perguntando pra ele em qual jogador do Santos ele daria um chapéu. Imagino no jogo seguinte, o Viola, fazendo um gol no Santos e comemorando com um chapéu. E eu, se estivesse na Vila, voltaria pra casa descalço por jogar o meu par de chinelos nele. E depois de tanto dar chapéu na molecada corintiana na rua, eles comemorariam todo o gol colocando um boné ou chapéu na cabeça. E eu estaria esperando o outro jogo, aguardando o Neymar meter outro drible, o Santos ganhar o jogo e a pelada da rua virar lugar para eu me tirar o meu sarro. E assim, quase todo mundo se respeitava. Era assim que o futebol divertia dentro e fora do campo. Não era politicamente correto? Não era profissional? Não tinha 1000 câmeras, chip na bola, recurso eletrônico, informação em tempo real, era high definition? Dane-se. Pelo menos as coisas eram verdadeiras: a gostosa da propaganda da cerveja não era censurada, a gostosa da Playboy não apagava as celulites no photoshop, a provocação inteligente tentava ser respondida com outra mais inteligente e o futebol era diversão para o torcedor e para quem sabia jogar. Graças a Deus, na pelada de sábado eu ainda posso falar palavrão e sacanear o corintiano por causa do chapéu. Daqui a pouco, do jeito que esse mundo hipocritamente correto anda, vão me tirar esse direito. E viva a intolerância e a hipocrisia. NO TWITTER Este blogueiro também está no Twitter. Quem quiser ler outras bobagens que não são relacionadas só ao futebol, pode seguir: www.twitter.com/futblogdorenato.
Comente [16] -
Link para este post
Escrito por Renato Ribeiro às 17h04.
|
|
|
 |
28/02/2010 |
|
SANTOS 2X1 CORINTHIANS
Era pra ter goleado...
Falaram que esse era outro teste. Foi teste para a minha paciência. Hoje era para ter goleado o Corinthians. Jogasse o time de forma séria, não tirasse o pé, não tivesse “dó” de golear, o Santos teria saído da Vila Belmiro com um placar elástico. Porque exceção feita ao lance do Dentinho do primeiro tempo, numa bela defesa do Felipe após uma bicicleta do corintiano, só o Santos jogou.
Uma defesa extremamente segura. Durval e Dracena fazem a melhor e mais segura dupla de zaga do Santos desde Alex e André Luis. Dois jogadores de bom posicionamento, que jogam simples, tentando o tempo inteiro as antecipações. Completando essa boa defesa, Roberto Brum e Pará, os quebra-galho das laterais, novamente fizeram partidas bem aceitáveis, guardando posição e marcando uma ou outra tentativa corintiana.
Em um meio-campo sem um volante pegador, Arouca e Wesley compensaram a menor capacidade de marcação com muita disposição. Wesley continua um leão em campo, é o motorzinho do time, corre barbaridade e está em todos os lugares do campo. Assim como Arouca que com boa capacidade de marcação, ainda tem fôlego para aparecer no campo de ataque e servir como opção para Marquinhos e Ganso. Ganso que foi discreto e Marquinhos que continua queimando a minha língua a cada jogo. Compõe bem na hora de ajudar os volantes, sabe cadenciar o jogo, segura o ímpeto dessa molecada em atacar o tempo todo. Fez uma boa partida, arrumou o pênalti – e foi pênalti -, deu o passe para o primeiro gol. Ajudou o Santos a jogar com um meio campo onde todo mundo ajudou a marcar e todo mundo jogou.
Neymar perdeu o pênalti. Tá. Aí vai lá, mata uma bola espetacular e faz um gol com grau de dificuldade altíssimo. E André, continua sendo essencial para esse time. Fazendo um pivô, deixando seus golzinhos – hoje, numa bonita finalização que o centroavante do ano passado provavelmente mandaria para fora da Vila Belmiro – e sendo importante taticamente no trabalho como pivô.
Dorival escalou certo. Substituiu certo, colocando o time pra frente quando o Corinthians ficou com dois jogadores a menos – o tal de Roberto Carlos é santista mesmo, que partida pavorosa –, posicionou bem o time. Ele não tem culpa que os jogadores, depois do 2x0 os jogadores tiraram o pé e começaram a querer passar o pé em cima da bola, dar chapéu ao invés de marcar gol. E tem razão quando diz que esse time tem muita coisa a corrigir, e começa por levar o jogo a sério. Bragantino, Naviraiense, Corinthians provaram que se achar que o jogo está ganho antes, ou no meio do segundo tempo, vai tomar sufoco – e um sufoco desnecessário – como nos três jogos citados.
Fiquei feliz pelos três pontos. Satisfeito pela personalidade do Neymar – e o chapéu no Chicão, foi o cartão amarelo mais divertido que eu vi um jogador levar nos últimos meses -, pela personalidade do André, pela segurança da zaga. O time continua mais líder do que nunca. Porém, como disse no título do post, era uma chance única de ter goleado. Se é o Santos que fica com nove jogadores, no meio do segundo tempo, na casa do adversário, teria tomado uma senhora goleada.
Comente [8] -
Link para este post
Escrito por Renato Ribeiro às 20h00.
|
|
|
 |
26/02/2010 |
|
NAVIRAIENSE 0X1 SANTOS
Bom para “baixar a bola”
Achei ótimo o Naviraiense ter complicado o jogo de quarta. Em que pese o campo ruim, a má partida do Santos e a boa partida da equipe sul-matogrossense é que obrigam o Santos a jogar a partida de volta. Mais do que falar do jogo, quero falar de um conceito. Você, leitor, lembra de algum time campeão com dois zagueiros, que não tinha um volante “brucutu”? Paulo Almeida, Maldonado e Fabinho na Vila. Dinho e Pintado no São Paulo. No Coriinthians bi-brasileiro Rincón fazia esse serviço. No Palmeiras era César Sampaio. E por mais que os dois soubessem jogar, eram volantes que se plantavam frente aos zagueiros. Se formos para o futebol internacional temos exemplos de Gattuso, Makelele. O badalado Barcelona, futebol mais bonito do mundo tem em Sérgio Busquets ou no Keita, um volante fixo. Em Campo Grande ficou provado pra mim que Wesley e Arouca é uma ótima dupla de volantes, pra usar no vídeo-game. Todo o balanço defensivo do Santos é feito pelo criticado Mancha, que alterna entre as funções de volante e de terceiro zagueiro, dando liberdade para os laterais se mandarem, para que o Wesley apareça como elemento surpresa. Claro que se depender do santista, o time terá Arouca, Wesley, Madson, Giovanni, Ganso, Robinho, Neymar e André. Sabe o Dorival, melhor que nós, que esse time só pode jogar com a bola no pé se conseguir recuperá-la. Para isso, um Mancha é fundamental. E a ausência dele domingo será um problema, já que no elenco não há mais nenhum primeiro volante de ofício. Ainda sobre quarta, foi bom pra que esse time veja que não vai ganhar quando quiser. Robinho, Neymar, Ganso apagados no jogo. André, Wesley e Léo abaixo da média. Maranhão ainda inseguro. Salvaram-se Felipe, Durval e Dracena. Foi bom também para que os titulares vejam que, no banco, tem jogador que pode entrar e até ganhar a vaga de titular. Zé Eduardo, o ídolo Zé Love do amor, é um deles. Invariavelmente entra bem e torna-se uma sombra bem interessante. Madson jogou sua segunda partida boa e Marquinhos é um jogador que não deve ser descartado. É um cara importante para cadenciar o ímpeto dessa molecada. Junte tudo isso à boa partida do Naviraiense, deu jogo de volta. Robinho, até agora é dúvida pra domingo. Não será surpresa, pra mim, se o Dorival optar por um terceiro zagueiro, caso ele não jogue. Se ele jogar, teremos um problema tático difícil de resolver. Porque fica claro que para o circo se apresentar, é preciso que antes, alguém arme a lona... Sobre o Kia Não gosto de falar de coisas que não tenho certeza. Por isso, aqui no blog, não especulo sobre contratações, por exemplo, só falo quando o Santos anuncia o jogador oficialmente. É uma linha de conduta. Fui perguntado sobre essa notícia do Kia, pelo Hilário. Antes de qualquer coisa, é legal deixar claro que a diretoria do Santos, de forma oficial, desmentiu a notícia. Mas, eu comparo a situação da seguinte forma. Quando você vai fazer compras numa dessas grandes redes de supermercados, você pergunta se o Pão de Açúcar ou o Carrefour está em situação legal recolhendo todos os impostos? Quando você decide fazer as suas compras do mês, você as faz em um mercado pela regularidade dele junto ao fisco ou pela oportunidade de economia que ele vai te proporcionar? Agora, traçando um paralelo. Se você tem R$ 1 bilhão pra comprar cotas de sociedade de um dos mercados, você escolheria o que tivesse mais impostos atrasados, ônus trabalhistas e uma imagem ruim com os consumidores? Duvido. Onde eu quero chegar? No meio do futebol, dizem – vejam bem, DIZEM – que o Kia Joorabichian ainda tem negócios no Brasil em sociedade com o empresário Giuliano Bertolucci. O clube ir até a gôndola e trazer jogadores ligados a esses senhores, em definitivo ou por empréstimo com preço de passe fixado não me causa estranheza. É ir no supermercado e trazer o produto. A partir do momento que houver qualquer tipo de parceria, co-gestão com essas pessoas, aí sim eu acho que o histórico vale. Fosse assim, teríamos que mandar embora e nem contratar jogadores do sangue-suga Wagner Dinheiro. O que seria o ideal, porém, sabemos que isso é impossível com a atual legislação do futebol brasileiro. NO TWITTER Este blogueiro também está no Twitter. Quem quiser ler outras bobagens que não são relacionadas só ao futebol, pode seguir: www.twitter.com/futblogdorenato

Comente [6] -
Link para este post
Escrito por Renato Ribeiro às 11h16.
|
|
|
 |
22/02/2010 |
|
E DO OUTRO LADO
Tudo o que você sempre quis saber sobre o Naviraiense
E só tinha o Google para perguntar. “E do outro lado” mais do que especial para a estréia do Santos na Copa do Brasil. Com (quase) tudo o que você precisa saber sobre o nosso adversário. Com a ajuda do Bruno, do Gian e do Filipe, vão informações preciosas e curiosas direto de Naviraí, no Mato Grosso do Sul. Porque aqui no Futeblog é assim: opinião e informação com respeito. Naviraí http://www.navirai.ms.gov.br/conheca-navirai A cidade de Naviraí está localizada no sul do estado de Mato Grosso do Sul, na micro-região de Iguatemi de nº 368. A área total do município é de 3.163.Km2, que equivale a 14,47% da micro região de Iguatemi e 1,09% do total do estado. Posição geográfica do município é: ao norte, o Município de Jatei, ao sul Itaquiraí e Iguatemi a leste o estado do Paraná e a oeste Juti. Naviraí possui um clima tropical de altitude, com precipitação pluviométrica média anual de 64,7 mm, caracterizado pelo verão chuvoso e inverno seco. A temperatura média das máximas é de 28 grau Cº a média está em torno de 22 Cº e a média das mínimas é de 12 grau Cº. KM distância de Naviraí - Campo Grande: 355 km - Dourados: 131 km - São Paulo: 960 km - Cascavel: 283 km - Curitiba 810 km População (IBGE/2008) - Habitantes - 44.828 - Densidade - 13,6 hab./km² - Fundação - 11 de novembro de 1963 - Gentílico – naviraiense - Prefeito(a) - Zelmo de Brida (PMDB) Naviraiense (por Bruno e Gian)
Fundado em 2005, tem como mascote o Jacaré. Subiu para a serie A do Estadual em 2007, como campeão da serie B. Em 2008 fez uma campanha mediana na serie A.
Em 2009 montou um bom time e ganhou o Estadual, classificando-se para a Copa do Brasil 2010 e para a Série D do Campeonato Brasileiro de 2009. Na Série D foi eliminado na primeira fase, enfrentando o Chapecoense - vice-campeão catarinense -, o Londrina - time tradicional do Paraná - e o Ypiranga - eliminado nas semi-finais do Estadual gaúcho em 2009 pelo Internacional.
Esse ano não tivemos muitas atuações da equipe ainda. Uma vitória num amistoso em casa por 2x1 contra o Galo de Maringá, e a estreia no estadual quando o time jogou o suficiente pra vencer o Mundo Novo, com destaque para a belíssima atuação do Cristiano que marcou 2 gols. Então não temos muita noção de como o time está.
O jogador mais conhecido é o Alex Cruz, que já jogou no Flamengo e recentemente se transferiu para o Guarani. Ele já jogou no Naviraiense. Na campanha do título, os dois atacantes foram os grandes destaques: Cristiano e Campanario. Cristiano foi o artilheiro do campeonato.
O jogo será em Campo Grande, o que eu – Gian - achei muito bom para o Naviraiense e péssimo para a cidade. Bom para o clube porque com a renda do jogo dá para manter os salários pagos em dia por toda a temporada. Péssimo para cidade porque perde um evento deste porte. O time só esta ai graças a torcida e o jogo não pode ser em Naviraí porque o estádio Viritão não tem a capacidade exigida pela CBF. Talvez tenha algum esquema para ir pra Campo Grande, em Ivinhema teve ano passado. O futebol do MS anda em baixa. O time mais tradicional do Estado, conhecido em todo o Brasil – Operário - está na segunda divisão do Estadual. A capital não tem times bons. O interior manda no estado desde 2006 ganhando as séries A e B do Estadual. Não temos nenhum jogador conhecido nacionalmente em time do estado, por falta de grana, são jogadores conhecidos só no Estado e alguns nem no estado. No interior não existe uma pessoa que torça apenas para o time local. Todos gostam do time da cidade, mas tem um segundo time - normalmente de SP -. Na Capital, ainda existem aqueles que torcem somente para o Operário ou para o Comercial, mas é cada dia mais difícil achar essas pessoas. E quase todos os times do estado são bancados pelo comércio local e pelas Prefeituras. Só tem um time empresa no estado que é o Sete de Setembro, de Dourados
O torcedor mais otimista espera um segundo jogo, mas é difícil. Entretanto, o time jogou pouco, os jogadores são desconhecidos, então, não sabemos a força desse time ainda.
E DO OUTRO LADO NO TWITTER Este blogueiro também está no Twitter. Quem quiser ler outras bobagens que não são relacionadas só ao futebol, pode seguir: www.twitter.com/futblogdorenato.

Comente [17] -
Link para este post
Escrito por Renato Ribeiro às 22h23.
|
|
|
 |
21/02/2010 |
|
SANTOS X MIRASSOL
Minuto a minuto
Com Marquinhos e Madson, Brum na lateral, vamos lá jogar contra o Mirachuva... No time deles olho no lateral direito Bosco e no meia Éder Menos de 1 minuto já teve chaleira, tabela e zagueiro intimando o André 05" Se o Madson é inteligente e vira no André 08" Mancha, você não é craque. 11" Marquinhos perdeu chance em boa jogada do Madson. Mirassol responde. Até agora, jogo enrolado. Madson e Robinho bem abertos 16" Linda matada do Robinho, passe do Madson, finalização linda do André e defesaça do Renê. O André é diferente, muito diferente. Santos pressionando, e chutando de fora da área. Wesley bem. E o Mirassol tenta intimidar na porrada, vide o tal do Douglas E o juiz doido pra perder o controle do jogo. O Mirassol bate mais que o Pintado. 26" GOL! UH TERERÊ! Wesley, voltou do Atlético e aprendeu a chutar. 30" O Mirassol vai sair pro jogo. O Marquinhos precisa aparecer mais. 35" E o jogo ficou morno. Falta besta do Brum 37" Gol dos caras, numa falta besta demais. O Santos tirou o pé, e a bola castiga 40" O Paim já tinha amarelo e pro Mancha tem cartão. Acho que ele está fora Mancha fora do clássico. Dor de cabeça a vista Síntese do primeiro tempo: enquanto o Santos apertou e chutou de fora jogou bem. Quando tirou o pé, o Mirassol parou de bater e até jogou. Marquinhos, uma nulidade. Defesa até que segura e o gramado atrapalha o Santos. Miraissol deveria estar com um a menos, mas o juiz acomodou. Maranhão no lugar do Marquinhos. Wesley e Madson na ligação? O melhor zagueiro dos caras é o tal de poça. E foi "la mano de Dios", de Deusval... A melhor jogada do Santos sai quando o André consegue fazer o pivô. O problema é que a bola não chega. Tá barato pro Mirassol ainda ter 11 em campo. GOL! UH TERERÊ! Madson. Fez a jogada, bateu a falta e merecia o gol. É um bom reserva. 16" Boa jogada do Wesley e boa defesa do Felipe. Outra falta besta. O caminho é lá pela direita. 22" Agora quem chuta de fora é o Mirassol. Estão deixando o tal de Pablo Escobar jogar e sem trocadiho, o cara é matador. Como corre o Wesley. Tá na hora do Zé Love do amor... Maykon Leite no lugar do Robinho, num momento que só dá Mirassol. 30" Quando o Madson acha que é o Neymar é uma droga. Vem Zé Love do amor! 37" Germano não! Alteração chama gol. 40" Boa partida do Madson, aberto pelos lados como nos melhores momentos do ano passado. Pará vai bem. Acabou, 2x1 justo. Pelo estado do gramado o jogo foi bom. Felipe bem, zaga segura, Pará e Maranhão marcando bem. Não gostei dos volantes. Mancha e Brum dando muito espaço. Wesley melhor em campo, Madson prova que só funciona aberto, boa partida de Robinho e do André.
Legal também pela volta do Maykon Leite e pela estréia do Maranhão. Domingo tem um teste legal pra essa molecada. E amanhã, tem texto sobre o Naviraiense, próximo jogo pela Copa do Brasil...
Comente [11] -
Link para este post
Escrito por Renato Ribeiro às 17h59.
|
|
|
 |
19/02/2010 |
|
SANTOS 6X3 BRAGANTINO
André + 10)
Vou tentar nessa postagem traçar um paralelo das duas últimas vitórias: a suada contra o Rio Claro e a fácil contra o Bragantino.
Todo mundo fala de Neymar, de Robinho, do Paulo Henrique. Até o Wesley tem sido elogiado. Os holofotes da mídia em geral, e até dos santistas, tem sido pouco apontados para um jogador que é fundamental no bom funcionamento desse ataque do Santos: André. Eu cravo seco que hoje, a escalação do Santos, tem que começar pelo André. O time hoje é, na minha modesta opinião André e mais dez. O primeiro tempo do Santos contra o Rio Claro demonstrou a dificuldade que Neymar, Robinho e Ganso tem de jogar sem uma referência na área. É só comparar com o jogo de ontem. Mesmo com um início estranho, atabalhoado, quando a bola começa a chegar nos pés do camisa 9, o time do Santos cria, joga. Assim como era com o Alberto em 2002, que encheu Diego e Robinho de passes trabalhando como pivô. Diferente do que acontecia ano passado com o centroavante com proposta das arábias, que não conseguia parar uma bola no ataque, não conseguia trabalhar como pivô, que cansava de perder gols, que não conseguia pegar um rebote do goleiro e que estava sempre impedido ou tentando cavar um penalti. Quietinho, trabalhando sem alarde, mesmo com toda a desconfiança do Dorival Júnior que bradou aos quatro cantos que precisava de um centroavante, sugerindo nomes como Marcel, Souza, Abreu e por aí vai, André tem jogado bem. E muito bem. É o vice-artilheiro do time no Paulista, faz o time jogar trabalhando o tempo inteiro como pivô. O centroavante do Santos está aí, Dorival. Estava desde o ano passado, mas era preterido pelo “ex-trategista”. E se a torcida do Santos tiver paciência em esperar esse garoto se desenvolver, temos centroavante para alguns anos. Paciência que a torcida não teve com o Wesley que hoje vai fazendo 99% da Vila Belmiro queimar a língua. (aliás, bela charge do Cheeco no blog dele: www.blogsantista.com.br/cheeco) Seja como volante, seja como lateral, é outro que tem sido essencial para que esse time jogue. É só comparar o volume de jogo do time no domingo com o volume de jogo que o time teve ontem. É só comparar a saída de bola com o Germano e a saída de bola com Wesley. Contra o Rio Claro, era um terror ver a bola passando pelos pés de Rodrigo Mancha e Germano e só havia algum alívio quando a bola chegava, normalmente com chutões do Durval, no trio ofensivo. Ontem, era nítido que o cara que desafoga esse time é o Wesley. Não, Wesley está longe de ser um craque. Mas hoje ele é indispensável. A cornetagem da torcida teve motivo. Acho que na primeira passagem a insistência do Leão queimou o moleque. O treinador, até estava certo quando botava o moleque pra correr pelo morto do Mol(e)ina. Mas o Wesley jamais poderia ter a fama de intocável que teve com o Leão, por mais importante que fosse - já naquela época – que ele corresse por dois ou três jogadores. Dos 15 do segundo tempo para frente, eu não gostei. O Santos tirou o pé e parece ter ficado com pena de golear. Tivesse mantido o ritmo e não abdicado do jogo, o Santos teria enfiado 8, 9 gols no Bragantino. Não fez, tomou 3 gols, e demonstrou que temos duas posições extremamente carentes nesse time: falta um primeiro volante e opções nas laterais. Não que o Rodrigo Mancha seja ruim. Ele, jogando quase como um terceiro zagueiro, também não pode ser sacado do time exatamente por não termos opções para esse setor do campo. Não acho também que o Pará seja a porcaria que a maioria da torcida do Santos diz. Em 2008, na minha modesta opinião, ele foi o nosso melhor meia, jogando como terceiro homem no meio campo. Tem quebrado o galho nas duas laterais e ontem fez outra partida razoável. Mas, nesse momento ter opções para esses setores é mais importante do que ter um centroavante de área, até porque, Pará está improvisado e o reserva para ser primeiro volante parece ser o Roberto Brum – que nem primeiro volante é. Nos outros 60 primeiros minutos, partida irretocável. Uma zaga segura com “Deusval” e Edu Dracena. Durval que chegou com desconfiança do torcedor, vindo do rebaixado Sport, compõe uma dupla de zaga muito segura. Jogou muito domingo e ontem, de novo, jogou bem. Mancha fazendo o serviço sujo. Brum, discreto improvisado na lateral. Não entendi ainda porque raios o Dorival Junior temeu tanto o tal de Esquerdinha. Do trio de ouro da Vila, Ganso foi o mais apagado, Neymar é diferente mesmo quando não faz gol e Robinho vai adquirindo ritmo, tentando entrar em um time que já estava montado. Mas o neguinho é diferente e fez um gol de encher os olhos ontem.
E o ídolo Zé Love, esse sim o verdadeiro artilheiro do amor, deixou mais um ontem. Já começo a campanha para que a diretoria renove o contrato do Zé Love de forma vitalícia! Fica Zé Love! Quatro comentários extra-jogo: Como é chato o tal de André Rizek. Já não bastava a matéria na Placar chamando a administração do Marcelo Teixeira de “Administração Européia”, lá por meados de 2004. Colocar ele e o Milton Leite para transmitir um jogo do Santos é testar a paciência do torcedor santista; Parabéns a galera da Santos TV. Trabalho de primeira qualidade no Youtube; Obrigado CBF por mais uma vez, ferrar o Santos; E o Palmeiras, hein? Encontrou a mulher no sofá com o amante e... Trocou o sofá! Domingo, é jogo encardido contra o time do Mirassol, num calor absurdo... E semana que vem, aguardem. Tem torcedor do Naviraiense/MS, falando sobre o confronto pela Copa do Brasil. Um “E do outro lado” pra lá de diferente e bacana.
Comente [9] -
Link para este post
Escrito por Renato Ribeiro às 15h58.
|
|
|
 |
09/02/2010 |
|
SãO PAULO 1X2 SANTOS
Letras de alegria
Não tem mesmo como não ficar feliz ao ver esse time do Santos jogando. Ontem, mesmo num sol “saárico” em Barueri, depois de um jogo com campo pesado na quinta-feira em Santo André, sem tempo hábil pra recuperação, a molecada santista passou no teste. Sim, pois o que era dito é que o time precisava ser testado contra um adversário mais forte. Com todo o respeito ao São Paulo, pela bola que (não) jogou, o teste fica para depois. Eu não vou fazer resumo do jogo. Acho que todo mundo viu os gols, os lances. Na contra-mão da maioria dos santistas, acho que todo o time precisa de um Mancha e de um Marquinhos. Ainda mais o nosso, que é um time leve, que prima por atacar. Já falei isso, e domingo, os dois tiveram partidas discretas. Só que o Mancha, preso à frente da área como se fora um zagueiro, dá ao Dorival Júnior a possibilidade de “inventar” um Wesley na lateral direita e de jogar com o Léo na esquerda. Dois jogadores que não são um primor de marcação. A quem sugira Brum ou Wesley jogando ao lado do Arouca. Alguém lembra do terror que era jogar sem um primeiro volante de ofício? Ou o terror que era Roberto Brum como primeiro volante? Mancha hoje é um mal necessário nesse time do Santos. E para tirá-lo do time, só com um jogador com característica de ficar ali, preso, a frente dos zagueiros do Santos. Assim como o Marquinhos. De novo, ele jogou bem. Não aparece pra torcida, mas vem marcar no meio campo, sua a camisa e quando a bola chega no pé dele, ele consegue dar um pouco de cadência ao time, segurando o impeto de atacar dessa molecada. E assim foi, os dois sem aparecerem fizeram uma partida ao meu ver bem aceitável. Como fez Wesley, quebrando o galho na lateral direita. Marcou o que conseguiu e teve pulmão para já no final do jogo chegar a linha de fundo e levantar a cabeça antes de cruzar uma bola na área. Levantar a cabeça antes de cruzar uma bola é raro, principalmente para um lateral direito do Santos. Ele foi muito ajudado pela partida defensiva que o Santos fez. Edu Dracena e principalmente o Durval jogaram muito. Antecipação, posicionamento trouxeram ao torcedor santista uma segurança que ele não via desde os tempos de Alex e André Luís – muito mais pelo Alex que pelo André Luís. Some-se aí a boa partida defensiva do Léo, que pela idade ainda precisa de uma sombra, de um bom reserva, mas que mostra que ainda joga muita bola. E aí, tem que falar de quem sobrou em campo. Algum santista aí ainda tem dúvida que a “troca” entre Rodrigo Souto e Arouca foi benéfica para o Santos? A partida do Arouca é para o presidente se coçar e pagar logo o valor estipulado para ficar em definitivo com o jogador. Paulo Henrique, o Ganso, abriu uma franquia de canetas. Foi uma distribuição farta não só de bolas para os jogadores santistas, mas de bolas no meio das pernas de são paulinos. Só precisa não se empolgar com a boa fase, mas é difícil. No mais, armou, passou, chutou, desarmou e participou do jogo. E quando o Ganso participa do jogo, fica difícil segurar a molecada. (Fica essa ressalva da empolgação por um lance em que, ele coloca a bola no meio das pernas do Jean e na hora de dar o passe vira o rosto. Errou o passe.). Como André, que pode não ter o brilho de Neymar, Ganso, Robinho. Mas que foi importante no trabalho como pivô, sempre prendendo um zagueiro do São Paulo com ele. E aí, não tem como não falar do talento. De um Neymar que não teve o brilho individual dos últimos jogos. Mas que foi de uma falta de respeito que o futebol adora. Confesso que na hora do pênalti, tive medo. Achava que o Marquinhos deveria bater. Por ser mais experiente, por ter quilometragem, pelo fato de ver no gol adversário o Rogério, um cara rodado experiente. Mas a molecagem do Neymar mostra que esse moleque está em outro patamar. Técnico e de personalidade.
E Robinho... Em cinco jogadas: um passe errado, uma pedalada e um passe para o lado, uma tabela com Neymar defendida pelo goleiro são paulino, uma chute que passou muito perto da trave e um gol. De letra. Letra do craque iluminado. Do cara que decide. Não é a toa que hoje, no Globo Esporte, meninos com a camisa do São Paulo pedindo autógrafo para o Robinho. E perguntados do porque, a simplicidade da resposta elucida bem o que é ver o Robinho em campo: “porque ele é o Robinho, oras”. Ele é o Robinho. E, a dizer, Zé Love é o meu ídolo nessa temporada. Craque! Gênio! Entrou e iniciou a jogada que terminou na letra de Robinho. E vai bem o Dorival. Botando o time pra frente, jogando como o santista gosta de ver o Santos jogar... O Santos, quando aposta nas pratas da casa, quando aposta em ser ofensivo, é abençoado pelos Deuses da Bola. Não é a toa que o Santos é o clube com mais gols no planeta, não é a toa que estamos na terceira geração de meninos da Vila, isso está no DNA santista, como bem diz o mestre Odir Cunha. É assim vamos. Se vai ganhar, eu não sei. Mas que está legal ver jogo do Santos, está.
Comente [5] -
Link para este post
Escrito por Renato Ribeiro às 23h09.
|
|
|
 |
05/02/2010 |
|
SANTOS 2X1 SANTO ANDRé
Fenômeno é o raio cair três vezes no mesmo lugar
Para resumir o talento, o que foi aquele gol do Neymar ontem, eu não vou escrever tudo de novo. Coloco de novo um texto de março de 2009. Sim, você já leu isso, já viu a charge. Mas, assim como o gol do Neymar, talvez seja legal ver isso de novo. Obrigado Neymar. Obrigado Santos. E vem mais...Vem muito mais. http://www.blogsantista.com.br/renato/post.php?id=64 Sei que não temos um jogador pronto, um gênio formado na Vila Belmiro. Mas não há como negar, Neymar é diferente. Tão diferente, que o mundo o olha diferente.
É sim apenas um garoto, é sim um jogador que ainda não está totalmente formado, é sim um moleque que ainda brinca de jogar bola e que talvez não tenha noção ainda do que é ser profissional.
Ainda é um garoto que é acompanhado de perto por um pai que, em entrevista a ESPN Brasil na quarta-feira, antes do jogo contra o Rio Branco, mostrou tamanha lucidez em conduzir a carreira do filho, em livrá-lo dos perigos que o futebol tem, em mostrar o caminho que este garoto deve trilhar para não ser mais um João Fumaça da vida. Um pai que, tenta especializar-se em Educação Física, para acompanhar o garoto de forma mais profissional. E se o mundo pode ter fé em Ronaldo, ao acreditar que ele voltará a ser o fenômeno, mesmo com todos os percalços de sua vida, mesmo com todos os seus erros pessoais, porque o santista não elevar Neymar a este patamar? O moleque é diferente jogando bola. O moleque é ousado, é surpreendente, é resolutivo. É um pedaço de um futebol que o Brasil não via desde Robinho. O futebol da pelada de rua, o futebol do moleque que ainda bota uma bermuda e que quer jogar na praia com os amigos, do moleque que ainda vai a pé pra casa após os jogos. Toda a vez que ele pega a bola é um minuto de romantismo num futebol chato, mesquinho, ranzinza. É um minuto de Mané no futebol dos Joões. E a beleza do driblador respondendo as pancadas com mais dribles. É a beleza do segurar o jogo driblando, não prendendo a bola numa bandeira de escanteio. É a tabela com o zagueiro adversário, esse sim, lance que merecia ser comemorado com um soco no ar. É o bico na bola, bico que Serginho tanto usou para fazer gols com a camisa do alvinegro. É o cara que entorta todo mundo, dribla, passa, finaliza... Sim, admito que esteja exagerando, sendo ufanista, comparando-o com o improvável. Não, eu não estava. Mas o Santos é time tão abençoado, que o garoto só está com a camisa do Santos, por sentir saudade dos amigos da escola. Caso contrário, seria Neymar em Madrid. Intervenção divina! Se o mundo pode olhar o Neymar diferente, pode temer o furuto não serei eu, santista, que pedirei calma. Escrevo tudo isso antes de domingo, antes do primeiro teste de fogo para Neymar. É injusto não escrever isso preocupado com o resultado. Neymar não será Robinho, não será Mané, não sumirá como o Fumaça. E independente de sua atuação domingo, ele não será. Ele é o Neymar. Craque, ele é muito craque Ronaldo é um fenômeno. Mas não há fenômeno maior do que formar criar seus fenômenos no quintal de casa. Fenômeno é o raio cair três vezes no mesmo lugar. Santista agradeça aos céus cada vez que um ver um raio. Ele pode cair pela quarta vez na Vila Belmiro. 
NO TWITTER Este blogueiro também está no Twitter. Quem quiser ler outras bobagens que não são relacionadas só ao futebol, pode seguir: www.twitter.com/futblogdorenato.
Comente [5] -
Link para este post
Escrito por Renato Ribeiro às 13h49.
|
|
|
|