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23/11/2011 |
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#FORçAADRIANO
Adriano: uma injustiça.
Em determinados momentos da minha existência nesse blog, inclusive no começo da Libertadores desse ano, foi xingado por vários santistas. Durante anos, eu e alguns poucos santistas, fomos vozes ecoantes ao clamar por uma oportunidade para o Adriano no time do Santos. Menino que não é pior que Roberto Brum, Rodrigo Souto e mais um monte de volantes pernas-de-pau que jogaram aí por muito tempo. Tenho evitado escrever. Ando sem saco, sem paciência, futebol é legal demais pra quem tem bom humor, e ultimamente o que menos acontece é bom humor com quem escreve sobre futebol. Mas hoje não dava para não escrever. E esse texto tem colaboração de muita gente, durante o dia. Do Caio Ruscillo, que lembrou que se não fosse Adilson Baptista, Adriano estaria emprestado a um São Caetano, um Santo André da vida. Achamos um mérito do Pardal. Do Luis Augusto Simon, que lá no seu blog pensou num lado da história que eu não tinha pensado (http://trivela.uol.com.br/blog/menon/adriano-x-messi-ou-o-fim-de-uma-bela-historia/ ). É triste. Primeiro porque Adriano é tão ou - me arrisco a dizer - mais menino da Vila que Ganso e Neymar. Foi criado no São Vicente, ali do lado, como um meia habilidoso enquanto jogou por lá. Chegou ao Santos numa época que prata da casa só resolvia se pedalasse, driblasse. Ralou, correu. E como ralou, correu, marcou. Valdívia que o dia. Continuou contestado por grande parte da torcida, no começo do ano era detestado, porque torcedor ainda não dá valor pra jogador que rala a bunda e corre atrás de adversário por 90 minutos. E veio a Libertadores, e o buraco defensivo da defesa do Santos. E Adriano correu por todos os jogadores, por todos os torcedores. Adriano deu o dobro de carrinhos, fez cobertura por três, correu atrás do melhor jogador adversário, sem falar uma única palavra fez o diabo para que o santista enfim parasse e pensasse "porra, foi só o Adriano entrar no time e a zaga melhorou. Parou até de tomar gol bobo". É triste pelo aspecto técnico. O Santos não tem outro volante com esse jeito de jogar, exatamente num lugar do campo - esse espaço entre os zagueiros e os meias - que o Messi vem buscar a bola pra deitar e rolar com Xavi e Iniesta. Não, Adriano não iria marcar os três. Ou iria, quem sabe? Ah, e me permitam pensar apenas no Barcelona. Não serei hipócrita em pensar na montagem do time tendo como base o Monterrey. Tem que respeitar, jogar sério, blá blá blá. Mas tem que olhar pro Barcelona, mesmo. O fato é que hoje, o Adriano é tão indispensável quanto Neymar, Ganso, Borges, Durval... E é triste como história, como narrativa, como o Simon citou. Esse jogo perde uma tremenda história. Fosse o futebol um esporte justo, o Adriano jogaria o mundial. Fosse o futebol um esporte mais ou menos justo, o Santos ganharia o título e no pódio, todos os jogadores usariam uma camisa do Adriano, numa forma de dizer "obrigado por silenciosamente correr por nós". Pena o futebol não ser um esporte justo. O Adriano que o diga.
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Escrito por Renato Ribeiro às 14h52.
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11/08/2011 |
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SANTOS 0X0 CORINTHIANS
Que jogo...
FEIO! Que jogo horroroso ontem, na Vila Belmiro. Certamente, Tite e Muricy sairam satisfeitos da Vila Belmiro. Certamente os jogadores do Santos saíram satisfeitos, já que, mesmo com todos os desfalques, arrumam um ponto contra um dos ponteiros. Certamente a defesa está satisfeita, pois não tomou gol pelo segundo jogo consecutivo. Certamente o time da marginal ficou feliz, afinal, voltou à liderança do campeonato. Ficou feliz por arrancar um ponto na Vila Belmiro. Os únicos insatisfeitos são torcedores, que viram uma pelada digna de casados x solteiros. Puta de um joguinho de comadre!
Só foi bom para desenvolver uma teoria que tenho há muito tempo.
Durante muito, muito tempo, quando se falava em treinador para o Santos surgiam nomes como Muricy, Carlos Bianchi e Felipão como opção. E eu sempre questionava se o santista iria aguentar ver, um desses treinadores, vencedores, vitoriosos, armarem o Santos com duas linhas de quatro extremamente defensivas, jogando na frente da própria área, marcando e jogando no erro do adversário. Porque foi assim, armando duas linhas de quatro e jogando no contra-ataque, mesmo em casa, que Bianchi virou o Mr. Libertadores. Foi fechando o time que Muricy Ramalho ganhou a Libertadores há menos de três meses. Ontem, Muricy Ramalho armou o Santos com duas linhas de quatro para explorar o erro do adversário e tirar a maior arma deles: o contra-ataque. Funcionou. Só que, como o time deles também não sai, o resultado foi esse jogo modorrento e burocrático. E todo o santista sabia que, ao contratar o Muricy o Santos estava contratando um treinador que, para arrumar a defesa, tornaria o time muito menos ofensivo do que aquele projetado pelo santista. E todo o santista sabia que o Muricy, antes de usar um jogador da base, sempre testas todas as opções impossíveis. E assim vai. Em vez de simplesmente trocar Ganso por Felipe Anderson, ele prefere mudar todo o esquema e o jeito do meio campo jogar, para montar a tal das duas linhas. Em vez de jogar com Tiago Alves, ele vai continuar insistindo em Diogo, Richelly. E reclamar que o Muricy faz isso é chover no molhado. Porque ele faz em todo o lugar.
O jogo de ontem foi um típico duelo entre Tite x Muricy. Feio e retrancado. Tão feio que, normalmente, um jogo de 0x0 tem um monte de “e se...”. O jogo de ontem, teve só um “e se...”, que foi a chance que o Borges teve, defendida pelo goleiro dos caras. No mais, fica de positivo a partida do Elano. Foi o melhor jogador em campo, o único que tentou criar alguma coisa. As partidas de Henrique, Borges, Léo e Arouca foram bem aceitáveis. Fica de meio positivo o fato da defesa não ter sofrido gol. Meio positivo, porque, a defesa não foi exigida, graças a inércia do adversário. Fica de ruim a dificuldade do time criar sem Neymar. A cada dia fica mais claro o tamanho da dependência que esse Santos tem do talento de Neymar. A partida do Diogo também é algo para se esquecer. Ele até se esforça, mas tecnicamente não é nem sombra daquele jogador que apareceu na Portuguesa. Ibson, ainda não estreou.
Próxima pelada: Goiânia. Quem sabe o Ganso não volta “mordido” da seleção e veja que precisa jogar um pouco mais de bola para não ser banco do Fernandinho.
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Escrito por Renato Ribeiro às 09h38.
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08/08/2011 |
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SANTOS 1X0 CEARá
Três pontos mais do que necessários
O jogo foi tão chato, tão monótono, tão “xoxo” que não tem nem muito o que comentar. Foi um clássico “0x0 com gol”. Neymar fez muita falta. Sem ele, a criatividade do Santos se reduz a quase nada. O Santos continua mostrando desconcentração. Lances bobos perdidos na defesa, no meio campo, tomou um sufoco desnecessário no primeiro tempo, com o Osvaldo correndo pela esquerda em cima do estreante Leandro Silva. Leandro Silva. Saiu com 25 minutos do primeiro tempo. Não estava jogando bem, já tinha cartão amarelo e estava tomando um baile. Eu não gosto desse tipo de substituição, porque queima o jogador. Se é um cara experiente, com algum tempo de clube, isso já não desce tão bem. Para um moleque estreante, deve ter sido difícil. O que não pode é a torcida do Santos e os comentaristas já definirem que “ele não serve pra jogar no Santos”. Por várias vezes eu critiquei o Danilo, por aqui. Chamei de lateral 1.0, chamei de jogador sem sangue. E no final das contas, o Danilo hoje é imprescindível. Vamos ter calma com o Leandro, antes de definir que o menino não serve pra jogar no Santos. O que fica de positivo do jogo, foi a ida do Arouca para a lateral direita. Ontem, ele jogou mais que Pará e Leandro Silva juntos pelo lado direito. O gol sai numa chegada dele à linha de fundo. Enquanto o Danilo não voltar, pode ser uma alternativa. Como merece elogio a atuação do Elano ontem. Pelo que vinha jogado, ontem, ele foi muito bem. Se ainda não ajudou na composição do setor defensivo, ao menos colaborou e muito ofensivamente com o time. Ao contrário de Paulo Henrique, que novamente ficou devendo. Gostei também da estréia do Henrique. Discreto, eficiente, acho que vai arrumar um lugar no meio campo, ao lado do Adriano. Aliás, um meio campo de Adriano, Arouca e Henrique, não é nenhum absurdo não. E o Borges. Não recebeu nenhuma bola trabalhada, e mesmo assim fez gol. Ô contratação bacana essa.Quarta-feira o Santos começa a pagar os jogos atrasados, num clássico contra o time da marginal sem número. Sem Neymar, que fez uma falta desgraçada ontem. Sem Paulo Henrique. Não que ele venha fazendo tanta diferença assim. Mas, eu gostaria muito de ver o time que terminou a partida, com o Felipe Anderson em campo. Algo como: Rafael, Arouca, Dracena, Durval e Pará; Adriano, Henrique, Elano e Felipe Anderson; Diogo e Borges. O Santos tem um monte de jogadores que precisam desencantar: Elano, Ibson, Diogo. Quem sabe, num clássico, o Elano desencante – pelo que jogou ontem até merecia -. Ou algum desses resolvam jogar bola. Mais importante que a atuação, ontem, o importante era vencer. E o Santos, jogando feio, venceu. Os três pontos eram extremamente necessários, para tirar o time desse ciclo de empate, derrota, empate, derrota. Mas, sem o Neymar, será assim: o tal do “Muricybol” que o torcedor santista detesta.
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Escrito por Renato Ribeiro às 08h36.
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04/08/2011 |
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VASCO 2X0 SANTOS
Os “galáticos” da Vila Belmiro
Aproveitando a onda dessa ligação entre Real Madrid e Santos, em virtude de proposta pelo Neymar, texto de jornalista e tal, parece que a coisa está se expandindo e o Santos, dos três últimos jogos, toma como exemplo o time merengue e implanta na Vila Belmiro o time galático. Não, não é por constelação de craques não. É porque, nesses três jogos, não teve um jogador para segurar a onda na marcação evitando que zagueiros joguem de cara pro vento. Ontem, o Santos tomou um baile do do Vasco. O primeiro tempo do Santos foi tão ruim, tão ruim, que até a luz decidiu se mandar. Eu, que escrevi e falei a semana inteira no twitter sobre o tal do Diego Souza, posso imitar o personagem de “Carangos e Motocas”, que ficava “eu te disse, eu te disse”. O Diego Souza, de novo, jogou pra cacete contra o Santos. E só jogou porque o meio campo do Santos é frouxo. (NOTA: Recebi no twitter ontem, várias mensagens propondo a troca de Ganso por Diego Souza. Lembremos que na Vila sempre existiu a “Lei de Vagner” que obrigava atletas a só jogarem muito contra o Santos. A Lei foi revisada e substituída pela “Lei de Keirisson” que tem o seguinte termo: “Jogador que joga muito CONTRA o Santos, não joga nada NO Santos”. Portanto, a troca é furada, rapaziada) A grande crítica àquele time dos “galáticos” era justamente a falta de um volante pra segurar a onda. Naquele momento, a saída de Makelele, um volante de ofício, marcador, arrebentou com o time que, mesmo tendo Zidane, Beckham, Raul, Figo, Ronaldo e o cacete a quatro, não conseguia ganhar nada. Se não deu certo com um time que tinha Zidane e Ronaldo, não vai dar certo num time que tem Ganso, Ibson e Elano. O santista vai tacar a culpa na defesa. Mas é impossível para qualquer zagueiro do mundo, marcar atacante que vem, em velocidade, de frente. Ele sempre vai estar em vantagem pela habilidade, pela velocidade, e pelo fato de não estar correndo de costas ou de lado. E não precisa ser um grande atacante não, o Éder Luis e qualquer outro atacante mais ou menos jogando nessa baba vai fazer estrago. Nisso, a culpa é o treinador. Fica cada dia mais claro que não dá pra jogar sem um volante de ofício. Se o volante de ofício está machucado, precisa botar um reserva com as mesmas características. Se não tem no elenco principal, puxa da base. Pombas, a categoria de base serve pra que? Será que não tem nenhum primeiro volante melhor que o Possebon na categoria de base do Santos, ao menos pra ficar no banco? Aliás, eu queria muito saber se aquela meia dúzia que comentava no blog que eu era louco por achar o Adriano indispensável nesse time, desde o segundo semestre do ano passado, está pensando nesse momento.
O meio campo do Santos hoje é Adriano e mais três. Vou além. O meio campo do Santos será Adriano, Henrique e mais dois. E se hoje pudessem ser dois diferentes de Elano, Ibson e Ganso também tá valendo. Os dois primeiros não são produtivos no ataque e na defesa são os reis do “cerca frango”. Estão marcando os adversários com o olho. O último, passa 88 minutos do jogo inerte. Ah, mas ele vai meter duas bolas e acertar... Vai?É claro que o Dracena é um zagueiro pouco nada confiável. É claro que o Léo é uma avenida. É claro que o Pará é o Pará – e ontem foi o jogador mais lúcido do time, pasmem! - e é claro que o Durval não consegue jogar sozinho. É evidente que o Rafael tem falhado demais – todo o jogo agora? -. Mas jogar a culpa só na defesa, sem lembrar que essa mesma defesa ganhou a Libertadores porque tinha um meio campo com Adriano, Danilo e Alan Patrick que corriam – e muito – pra compensar a preguiça do Elano é bobagem. E temos que lembrar que Adriano e Danilo correram e muito pra marcar por Elano e Ganso. Sem meio campo marcador, não dá, Muricy.Aliás, minha crítica ao Muricy vai se estender mais um pouco. Ele até pode acreditar nesse meio campo. Tudo bem que ele precisa dar rodagem pra ver se isso vai dar certo ou dar errado. Mas isso não quer dizer que esse meio campo tem que jogar, todos os jogos, durante os 90 minutos quando estiver mal em campo. Elano, tem se mantido em campo, não jogando nada. Ibson, nos três jogos, não jogou lhufas – e na contratação eu ainda disse que EU não gastaria tanta grana nele – e o Ganso, bem... Banco de reservas tá aí para ser usado também. Sabe qual é a grande impressão que me dá? Que os jogadores estão cagando e andando pro campeonato. Eu tenho cansado de elogiar o Neymar, é craque, gênio, fera. Tem demonstrado um respeito absurdo pelo Santos. Mas, o cartão amarelo que ele levou ontem – só pra constar, o terceiro, que o suspende do jogo de sábado – é emblemático. O árbitro marca um impedimento e ele dá um bico na bola. Durante a falta de energia, Muricy conversou por 2, 3 minutos com o time e o resto do tempo, os caras ficaram ali, inertes, mortos, como se não estivessem perdendo de 2x0.Tá legal, acontecer ter uma ressaca da Libertadores. Eu tive, fiquei mais de um mês sem postar nada no blog, fiquei mais de mês cochilando nos jogos do Santos. Mas eu sou torcedor, não recebo salário.Eu, sinceramente, imaginei que essa ressaca fosse acontecer e que fosse nos custar o título. Só que isso tá durando demais. Tamanha é a desconcentração desses jogadores durante o jogo. Só que esse elenco precisa perceber que, enquanto eles estão correndo na ponta do pé, pensando em como foi legal ganhar a Libertadores, os adversários entram em campo doidos pra meter um carimbo na faixa. E o time do Santos ontem foi tão inerte, que o Borges não recebeu uma bola em condição de finalizar e mesmo depois da entrada do Alan Kardec, o time não teve força pra abafar nem na base do chutão. Vá lá a defesa não funcionar, mas nem o ataque?!Continuo a não acreditar em nenhuma possibilidade de rebaixamento ou nada do gênero. Mas, não custa acordar. E não custa trocar essa tiriça filha da mãe por alguma seriedade e comprometimento. Ganharam a Libertadores, ganharam o ano, beleza. Até a página dois. Esse negócio de crédito, de achar que vai ficar com moral o ano todo, pra alguns, acaba rápido. Não dá pra fazer esse papelão dos três últimos jogos. Não dá.
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Escrito por Renato Ribeiro às 07h49.
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03/08/2011 |
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PELé NO MUNDIAL
“Heresia”
O título é entre aspas mesmo, vocês vão entender o porque. Correm as notícias que o Santos quer inscrever Deus no Mundial. E tá todo mundo achando ótima a ideia de ter Deus no banco para, no final do jogo, entrar em campo, correr dois, três minutos, ser aplaudido e, se Deus quiser e quem sabe, erguer a taça do mundial.E aí eu vou ter o meu parágrafo “Mauro Elias”.Vocês estão achando legal isso mesmo? Vocês querem deixar Pelé, o Deus, no banco do Ganso, do Elano, do Ibson e seja lá de quem mais for? SEUS HEREGES! HEREGES! Momento Mauro Elias encerrado... Vou falar sério.
“Só” deixar o criolo no banco para que ele entre no fim do jogo, eu acho pouco. Eu já acho uma heresia Deus estar no banco de um desses pobres mortais. Deus, certamente em sua infinita humildade, não ligará, pois ele sabe que pra essa molecada, estar no vestiário com Deus seria maravilhoso.
O Santos deve – e parece que vai – aproveitar muito bem a presença de Pelé no Japão. Acho sim que deve integrá-lo ao grupo, tentar sim convencê-lo a ir com os jogadores, que ele esteja no vestiário ou estando ao lado do Muricy. Aliás, não só ele, quanto mais jogadores daquela geração de ouro – Pepe, Carlos Alberto, Mengálvio, Coutinho – puderem ir para que sejam homenageados e – mais – reconhecidos pelo mundo, melhor.Mas, pelo amor de Deus, não deixem o criolo sentado oitenta e nove minutos no banco, com o risco – bate na madeira – dele não entrar porque o Barcelona está ganhando. Se quiserem colocá-lo em campo, o tragam do vestiário, das tribunas, façam ele descer de helicóptero, de espacionave ou de qualquer forma. Mas, se a ideia é ter o Pelé em campo, mesmo que por alguns minutos, que isso seja mais especial do que, simplesmente, tirá-lo do banco de reservas para entrar no jogo. Concordam? Discordam? Outras ideias?
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Escrito por Renato Ribeiro às 12h18.
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01/08/2011 |
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ATLéTICO/PR 3X2 SANTOS
Derrota “normal”.
Durante a semana fui uma das vozes que não contava com nenhum ponto na Arena da Baixada. Não por time, por esquema, por nada disso. Pelo simples fato do Atlético, lá, ser um time que sempre complica a vida do Santos. Talvez por isso, não esteja revoltado com a derrota como grande parte dos santistas. Pode jogar o melhor Santos da história contra o pior Atlético, que lá, vamos ter dor de cabeça. É uma daquelas asas negras. Como é o Palmeiras, o Goiás lá, o Grêmio no Olímpico.Assim como, em Curitiba, o Santos sempre arruma um bom resultado jogando contra o Coritiba ou em Porto Alegre contra o Inter. Saber disso, me faz ver o jogo com outro prisma. Óbvio que eu torço. Mas não me irrito com o resultado, a não ser que ele seja ridículo e humilhante.E ontem não foi.
O Santos está sofrendo de um mal que todo o time que “ganha o ano” no primeiro semestre sofre. A dificuldade em manter o foco no campeonato seguinte. Uma semana depois. São pouquíssimos times que chegam numa final de Libertadores ou que ganham uma Copa do Brasil que continuam engrenados no campeonato. O Vasco até agora tem sido exceção da regra, como foi o Cruzeiro de 2003. Mas, a grande maioria – inclusive o Santos do ano passado – tira o pé do acelerador, naturalmente relaxa e demora pra engrenar de novo e pegar ritmo de competição.É o que vem acontecendo com o Santos. Que até tem um problema tático grave: a falta de um volante cão de guarda.
Ontem, novamente se viu um Santos com a dupla de zaga exposta, no primeiro tempo, pela falta desse jogador que protege o sistema defensivo. Na Libertadores era assim, até entrar o Adriano – que ainda é criticado por uma meia dúzia -. Não tínhamos outro jogador no elenco com essa característica, por isso o Henrique foi contratado. Só que nesse momento, os dois estão machucados, e a defesa do Santos joga de cara pro vento, já que o Arouca não é um primeiro volante.Arouca, que chegou a ser quase um meia ofensivo do Santos, tem sido o responsável por desarmar. Só que ele se manda para o ataque, como é e sempre foi sua característica. Com Elano e Ibson marcando pouco, a zaga fica completamente sobrecarregada. Inclua-se aí, Dracena jogar como joga no decorrer do ano, Léo que voltou a não marcar ninguém e Pará que é o Pará. Até o Rafael que vinha num ritmo bom, voltou a dar uns sustos nas saídas de gol, voltou a falhar. Sobra tudo na conta do Durval, que joga muito mas não pode jogar por três.
Na série dos problemas que a gente achou que estavam resolvidos, pode colocar que o time, novamente, voltou a ser dependente de Neymar. Porque Ibson ainda não está entrosado, porque Elano é uma nulidade ajudando a marcar, ajudando a criar. Porque o camisa 10 anda em campo. É Neymar que cria tudo, para que uma bola ou outra sobre pro Borges marcar. E várias vezes durante o ano falou-se em “Neymardependência”. E ela voltou. Mas eu me pergunto: qual time do mundo não seria dependente de Neymar? Quase todos. O problema é quando os “coadjuvantes” não ajudam. E no Santos, do meio pra frente, só Borges tem dado uma força.O gramado estava um pasto, o time tomou o gol no finalzinho do jogo, o juiz era ruim pra todo mundo e o Santos perdeu para o Atlético Paranaense, na Arena, tomando gol do Marcinho “mentira”. Aliás, eu estava estranhando o Marcinho não fazer nada contra o Santos, até então. Mesmo com aquela perna curta, toda a vez que pega o Santos, o filho da mãe joga bem. O Beto Jamaica Vesgo – Clayton – que o diga, quando ele ainda era jogador do São Caetano e tirou o Santos numa semifinal de Paulista. Enfim, tem uma penca de santistas putos. Um monte de gente que vê o título brasileiro escapar entre os dedos. Um monte de gente reclamando do Muricy, do posicionamento do time, do que não tem jogado, do fato dele não mexer no time – como se ele tivesse, ontem, grandes opções -. Entendo todas essas críticas, mas não concordo. Não acho que tudo seja culpa do relaxamento, mas esse relaxamento é inevitável e faz o jogador não render 100%. Os caras mal tiveram tempo de desligar a chave da Libertadores e já estão no campeonato brasileiro, com obrigação de ganhar... Acho que, quando o Danilo voltar, quando Adriano e Henrique tiverem à disposição do treinador, o time voltará a ser seguro defensivamente. Tenho certeza absoluta que o meio campo do Santos começará ou com Adriano ou com Henrique. Que Ibson e Elano brigarão por uma vaga, já que a outra será de Arouca. E que Ganso será esse jogador irregular até o final do ano. Não é a toa que falou-se no nome do Cleiton Xavier, já que é muita responsabilidade para um menino, como o Felipe Anderson, botar o camisa 10 da seleção no banco. Até acertar, é “Neymar contra a rapa” no ataque. E Durval contra a rapa na defesa. Por isso o Muricy falou tanto em reforços, para ter opções de troca enquanto essa “ressaca” continuar. Ontem, ele não tinha muito o que fazer. Ia tirar o Elano ou o Ibson pra colocar o Possebon? Ia meter um terceiro zagueiro para expor mais ainda o meio campo do Santos? Eu não teria feito nada disso. Quarta o jogo é contra o Vasco da Gama, em São Januário. Outro jogo onde, historicamente, o Santos dá um azar desgraçado. No time do Vasco está o tal de Diego Souza, que adora acertar um jogo bom contra o Santos. Na boa? Se trouxer um empate de lá, eu já acho um lucro enorme. Eu fico com a certeza de que esse time vai se acertar. Não cogito sequer na possibilidade de falar em rebaixamento. Assim como acho que, para o Mundial, os jogadores irão com outro espírito. Aquele da Libertadores, sem essa zona de conforto do “dever cumprido”.
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Escrito por Renato Ribeiro às 09h25.
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27/07/2011 |
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SANTOS 4X5 FLAMENGO
O melhor jogo de futebol do ano.
Há muitas maneiras de se ver e de se comentar esse jogo. Se você gosta de futebol e do Santos, foi um jogaço.Se você, santista, gosta de ganhar, você certamente está vendo todos os defeitos do mundo no time.Vou tentar expor os dois lados da moeda, mesmo sendo adepto da primeira opção. Evidente que eu gosto de ser campeão, de ganhar jogo. Mas eu gosto de futebol pra caramba. Foi um senhor jogo de futebol na Vila. Dois times saindo pra jogar. O meio campo do Santos, em determinados momentos, mostrou um nível de jogo maravilhoso. Toque de bola que em determinados momentos faz imaginar que um time brasileiro dessa qualidade, se conseguisse jogar três, quatro anos juntos, sem que o time seja desmontado, seria tão bom quanto um Barcelona.Borges, enfim, recebeu bola e fez gol. Neymar fez partida de craque, um golaço. Depois desse gol, todo mundo deveria sair da Vila e pagar ingresso de novo. O Santos fez 3x0 com pinta de show. E o Flamengo fez 3x3 porque tem um monte de bons jogadores. Aliás, esse é o típico jogo pra calar a boca de torcedor adversário que desdenha desse Léo Moura e do Thiago Neves, por só terem jogado bem no RJ – e os dois são bons jogadores -, que diz que o Ronalducho Gainho é enganação e tal – o cara é um craque -.E aí vem pro segundo tempo, o Santos faz o quarto gol, o tal de Ronaldinho faz um gol de falta que é genial – ele já tinha feito um no Barcelona igualzinho e, na TV, o Rafael manda a barreira pular – e faz um quinto gol que também é de um grau de dificuldade absurda. O jogo acabou 5x4 pro Flamengo. Poderia ter acabado 8x7 pro Santos, 6x6. Eu me diverti assistindo o jogo. Vi o tal de Ronaldinho Gaúcho ter lampejos de Ronaldinho Gaúcho. Vi o Neymar ser o Neymar. Como se o Ronaldinho passasse o bastão para o Neymar dizendo “vai lá moleque, vai ser o melhor do mundo”. Agora, o outro prisma da coisa... Adriano não jogou. E é engraçado que, foi só o Adriano não jogar e a defesa do Santos voltou a dar calafrios no torcedor. Pará foi o Pará de sempre, Dracena foi o Dracena de sempre, Léo marcou mal como marca vez ou outra. Só que, sem um volante de marcação, isso tudo é muito potencializado e aí o time acaba ficando mais exposto do que o normal.E o Rafael, com todos os créditos do mundo, falhou no primeiro gol.Sem o Adriano, o Ronaldinho jogou como quis, solto. Assim como Thiago Neves, Leonardo Moura. Arouca saindo pro jogo, Ibson marcando não tão bem – vou relevar, por ser estréia -, Elano não é um primor de marcação e aí o time do Flamengo, que sabe jogar, com espaço joga mais.Ganso, apagado, apagado...Faltou seriedade ao time. Concordo. Perdemos o jogo porque, depois dos 3x0, o time tirou o pé achando que o jogo estava morto. Mas perdemos o jogo também, porque pegamos um Ronaldinho Gaúcho em dia de Ronaldinho. E aí, tem que falar do pênalti do Elano, que acaba se tornando o lance decisivo do jogo. Afinal, o Santos em vez de ir para o intervalo ganhando por 4x2, foi empatando em 3x3.Eu tenho criticado o Elano pra cacete. Porque, pro meu gosto, ele tem corrido de menos. E eu só exijo do Elano o esforço. Que ele corra em campo, ajude a marcar e que seja um jogador taticamente inteligente como sempre foi. Hoje ele tenta meter a cavadinha e erra. Elano ao menos assumiu que só perdeu o pênalti porque quis fazer alguma coisa que ele não sabe. Quis inventar e perdeu o pênalti. Teve que ver o Felipe bater lelê – ou fazer embaixadinha, como dizem em alguns lugares do Brasil – na cara dele – aliás, quem bate lelê com o joelho é menina -. Teve uma reação horrorosa dentro do campo, ao xingar o torcedor quando este o xingava na hora do pênalti. Teve uma reação louvável na entrevista ao assumir a merda. E pronto, pra mim o lance do pênalti do Elano acaba aí.Acho que o Elano tem que ir pro banco, para que jogue o Adriano. Para que o Santos fique equilibrado. Espero mais do Ibson, espero que o Henrique arrume um lugar nesse time, espero sinceramente que o Léo da fase final da Libertadores jogue... Tivesse o Santos tomado cinco gols de Bill, Nilson Pirulito, Marcelinho Carioca eu ficaria puto. Tomou três do Ronalducho Gainho, um do Thiago Neves e outro do Deivid – perdeu um gol incrível -. Do outro lado tinha um time bom. O pênalti do Elano e a derrota não vão tirar meu humor.Foi um jogão, que eu queria ter visto na Vila e não na minha casa.Tem coisa a acertar, claro. Mas, nesse momento, eu prefiro ver o Santos perdendo um jogo desses de 5x4, num jogo espetacular como esse.É a hora boa pra testar, pra perder, pra dar errado. Assim, vai dar certo no Japão.Mas pode ter certeza, santista. Hoje, pelo que o Santos jogou, você saiu tão vitorioso quanto o vencedor do jogo.
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Escrito por Renato Ribeiro às 23h00.
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02/07/2011 |
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PóS RESSACA?
Santos e América...
O título é sugestivo para que eu volte a atualizar esse blog. Mais de um mês entre a semifinal contra o Cerro Porteño e a data de hoje, o título não poderia ser mais adequado. Adequado porque, eu ainda estou anestesiado. Ainda não dá pra assistir futebol, ainda não dá pra falar em campeonato brasileiro, em Barcelona. Tudo o que eu vejo sobre futebol, me remete ao dia 22 de junho de 2011. Futebolisticamente esse certamente será o dia mais feliz da minha vida. Todo o santista tem a sua experiência pessoal sobre os dias anteriores e posteriores a 22 de junho de 2011. Li algumas, ouvi algumas, vi algumas. Ainda não tinha escrito sobre a minha. Certamente, será o ingresso guardado com maior carinho. Certamente, eu nunca em minha vida estive tão tenso e nervoso para um jogo de futebol. Será indiscutivelmente o dia que eu mais terei curtido o futebol na minha vida. É memorável e indescritível. Aquele dia, eu vi santistas de todos os lugares do Brasil – e de todos os lugares mesmo! - viverem o ápice do amor pelo Santos, da paixão por um clube de futebol, da expectativa por um título. Um título que, em determinado momento do ano, pareceu tão, tão, tão distante... Viver o que eu e todos nós santistas vivemos nessa data, é único. O Santos pode ganhar mais cinquenta Libertadores, essa vai ser especial.Especial pela festa antes e depois do jogo... Especial porque a nossa geração pode dizer que viu os nossos próprios gênios. E já me chamaram de maluco quando eu disse isso, mas nós, santistas que não vimos a geração de ouro atuar, com este título, coroamos a nossa geração de ouro. Porque melhor do que ler, ouvir, ver a história – e que história -, nada é mais gratificante do que escrever a história. E sim, santista, eu, você, todos nós escrevemos essa história com este grupo de jogadores. Grupo de jogadores que mereceu demais essa conquista. Foi um título justo. Justíssimo.Prêmio para um Rafael, que em toda a Libertadores pegou muito. É sim o Gilmar do Santos Neves, o Rodolfo Rodrigues dessa geração. Para Danilo, o nosso pé de coelho, um jogador pra lá de decisivo. Começou a arrancada para o título com um gol espírita, no jogo contra o Cerro no Paraguai. Decretou o título com um gol lindo. Na lateral, no meio campo, é o coringa Lima dessa geração.Prêmio para Jonathan, que mesmo atuando 10, 15 jogos com a camisa do Santos, tornou-se o maior lateral direito que EU VI jogar com a camisa do Santos.Para Durval, o melhor zagueiro em atividade no futebol brasileiro e que fez uma Libertadores fantástica. Prêmio para Dracena, que falhando, tropeçando, em todas as decisões que jogou no Santos fez partidas boas. Ambos entram para história, depois de sofrerem tantas críticas. Quem levantou a taça foi o Dracena, mas ouso dizer que ambos são o Mauro Ramos de Oliveira dessa geração.Prêmio enorme para o pequenino Léo. O maior lateral esquerdo da história do Santos nessa e em todas as gerações. Não foi a toa que ele levou a Libertadores pra casa, literalmente.Prêmio para Adriano, o carrapato. Aquele que a torcida do Santos criticou, bateu, que foi defendido por uma minoria. Correu, marcou, brigou, lutou, deu carrinho por todos nós santistas. Aquele que respondeu todas as críticas com suor. Aquele que foi incansável para mostrar “sim, eu posso jogar no Santos”. E o tamanho desse título para o Arouca? Moeda de troca, no começo do ano passado, hoje, campeão da Libertadores da América e com uma visibilidade do tamanho da asneira que disse aquele outro volante que jogou no Santos, como era o nome dele mesmo? Arouca também correu por nós. Obrigado, Dalmo, obrigado Clodoaldo dessa geração.Prêmio para Elano, que não precisava ser fantástico. Precisava ser o que foi, principalmente no jogo decisivo: tático, líder. O futebol deu a ele a chance de fazer justiça, já que não teve a chance de mudar nada em 2003. Ele não perdeu essa chance. A trancos e barrancos, não o chamaria de Pepe dessa geração, não fosse o título...Como também não perdeu a chance Zé Eduardo. Que cansou de perder gols e que não cansou de lutar. Que cansou de matar bola de canela e não cansou de correr. Que cansou o torcedor com sua fase ruim, mas não cansou de tentar. Que não vai ser nunca o Mengálvio ou o Dorval ou o Coutinho dessa geração. Mas que vai ter 40% de Demétrius, 40% de Neizinho, 15% de Roberto Cearense, 4% de Juary e 1% de Chulapa dessa geração. Assim como Pará, Alex Sandro, Bruno Rodrigo, Bruno Aguiar, Keirisson – pasmem, Keirisson -, Maikon Leite, todos eles entram para a história. Escreveram a própria história no Santos. Escreveram, alguns com garranchos, a história do Santos. Como Paulo Henrique Ganso. Que não teve o nome dele escrito nesse blog durante meses. Que afastou o torcedor santista em determinado momento dessa Libertadores. Mas que o trouxe de volta fazendo o que sabe: jogando bola. E como foi decisivo, contra o América na Vila. Como foi decisivo contra o Cerro, ainda na fase de grupos, lá no Paraguai. E como foi decisivo no Pacaembu. Foi o “10”. Foi o cara que botou a bola debaixo do braço e que disse, sem proferir uma palavra ao Pacaembu e ao Peñarol: “o jogo flui no ritmo que EU quiser”.E assim foi feito. Ganso vai ser o que há de melhor entre os camisas 10 da história do Santos, dessa e de todas as gerações.Assim como Muricy, que vai ficar eternizado como o Lula dessa geração. O cara que chegou, trabalhou, corrigiu, consertou, e botou na cabeça desses garotos que “bastava trabalhar”. E que foi recompensado com um título que, para ele, é tão importante quanto é para nós. Que foi recompensado ao ser conduzido por Deus, em um gramado vazio, como se tivesse sido combinado, para que tivesse o seu valor devidamente reconhecido. Uma atitude que só Deus teria. Descer do seu mais alto trono e levar um competente mortal, para ser reconhecido por seu trabalho e por sua competência. Pelé? Deus? Lembrei de Neymar! Neymar, é o Pelé dessa conquista. É o Pelé dessa geração. O menino que conduziu o Santos ao título. O menino que, em várias ocasiões, jogou sozinho, tentou sozinho, driblou sozinho. Botou nas costas uma responsabilidade de resolver um caso de amor de 40 anos entre um clube e uma taça. Que representa o que de melhor o Santos teve na história: o futebol bonito. Neymar, como o Santos, é único no mundo. É o talento na acepção da palavra. Graças a Neymar, graças ao Santos, Pelé chorou. Graças a Neymar, Pelé pôde dizer a esta e a outras gerações que “vocês podem não ser Deus, mas vocês também podem ganhar o que eu ganhei”. Eu vi Deus se emocionar como um mortal torcedor. Eu vi Deus pular, eu vi Deus falar palavrão, eu vi Deus torcer, e vi a felicidade de Deus em nos entregar a Taça Libertadores. Eu vi, eu participei disso. Eu chorei junto, eu torci junto. Nós choramos juntos, nós torcemos juntos. Nós estivemos tão perto de Deus nesse momento, que nos sentimos no céu. E creio que estivemos lá mesmo. Desculpe o torcedor santista que já fala em Figueirense, América/MG, em contratações, que fala em campeonato brasileiro, que fala em Barcelona, mas, eu ainda estou sob efeitos de um título histórico. Ainda estou sob efeito de ter escrito a história. Ainda estou sob efeito de ter visto a torcida do Santos, a cidade de Santos comemorarem como nunca um título. Ainda estou sob efeitos de acordar naquela quinta-feira, dia 23, e de ver que não só eu, mas uma cidade inteira, uma torcida inteira, estava com a melhor ressaca da vida. Ainda estou sob efeito de ver essa criançada, com 8, 10, 12 anos de idade, comemorando Libertadores, Brasileiro, Copa do Brasil, Paulista. De ver essa molecada poder falar em Ganso, Neymar, Rafael, Arouca e deixar os amiguinhos de escola quietos em uma discussão de futebol. Mal sabem eles o que nós, crias dos anos 90, passamos. Mal sabem eles que nós fazíamos Ranielli ser Raí, Djalminha. Que nós comemorávamos e ficávamos felizes ao ganhar um clássico. Mal sabem o quanto nós, crias dos anos 90, ficamos com os dentes desgastados de tanto roer o osso. Que bom que foi assim. Eles, com os dentes intactos e ilesos, comendo o filé. E nós, com os dentes desgastados, com cicatrizes de batalhas imensas, também comendo o filé. Desculpem, mas toda a vez que se fala em América, eu ainda volto ao dia 22 de junho de 2011, e lembro que nós resolvemos um caso de amor com essa tal de América para, de novo, sermos os senhores dela.
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Escrito por Renato Ribeiro às 08h55.
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01/06/2011 |
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SANTOS 3X3 CERRO
Finalistas...
Santistaiada, no embalo do jogo... Estamos na final da Libertadores. Pra quem viu esse time na mão do Adilson, ver o Santos na final da Libertadores era algo impensado. Chegamos. Na mão do Muricy. E olha que o Santos jogou só um tempo no Paraguai. E mesmo assim, fez um primeiro tempo que, apesar dos três gols, foi bem distante do que esse time já jogou. A defesa perdida na bola aérea, como nos tempos do Adilson. O meio campo bem posicionado defensivamente, mas sem criar e um ataque que funcionou. Pois é, o ataque funcionou. Funcionou com Zé Love, melhor jogador do time no primeiro tempo. Correu e se esforçou como sempre e marcou como não vinha marcando. Impossível melhor momento para que o Zé Love tirasse a zica que o perseguia. O ataque também funcionou porque o Santos tem, nesse momento, o melhor jogador em atividade do mundo. Neymar. Foi derrubado no lance do primeiro gol, foi esforçado no segundo gol e foi craque e decisivo no terceiro gol. E foi o que funcionou plenamente no time, no primeiro tempo. Porque no segundo tempo, nem isso. Prova que o Santos foi é tão superior ao Cerro que nem precisou entrar no segundo tempo pra se classificar. Desde a saída do Jonathan – pelo amor de Deus, esse cara tem que jogar a final com meia perna – o lado direito defensivo do Santos foi um terror. Alex Sandro, que fez um primeiro tempo até razoável, fez um segundo tempo tenebroso, sem marcar ninguém. Salvou-se Durval. E salvou-se Dracena. Sim, salvou-se, pois ele fora será um tremendo reforço. O meio campo não marcou, não armou. Adriano, correu perdido, Danilo sumido, Arouca fez um segundo tempo abaixo da média e Elano, que meteu uma bola primorosa no gol do Zé Love, não conseguiram jogar e também não conseguiram marcar. Vale a ressalva para um jogador: RAFAEL. Outra baita partida desse menino. Melhorou muito nas saídas de gol e debaixo das traves continua sendo um goleiraço. Nego vai me chamar de corneta porque vi um monte de falhas no time e tal... Eu até entendo que o Santos “não volte” para o segundo tempo. Mas não admito. Tomou um sufoco pra lá de desnecessário, com direito a bola na trave no último minuto – em pensar que tudo começou graças a uma bola na trave naquele jogo contra o Santo André, no Pacaembu -, mas se classificou. E sim, daqui há quinze dias, vai jogar, de novo, a final da Libertadores. Vamos jogar A FINAL DA LIBERTADORES. E esses quinze dias serão importantíssimos. Pra recuperar o Jonathan. Para dar ritmo de jogo ao Bruno Aguiar, que provavelmente seja o substituto do Edu Dracena. Para recuperar o Léo. Para, quem sabe, colocar o “10” pra jogar, pois, hoje ele fez falta para cadenciar o jogo no meio campo. Melhor do que isso, o santista terá uma quarta-feira para recuperar o coração. Tô me lixando pra quem venha do lado de lá. Que venha ou Velez ou Peñarol. Mas é o momento do torcedor santista curtir esse momento. Santista, nós, de novo, somos finalistas de uma Libertadores da América. E isso é legal pra caramba. Curta, santista. Faltam dois jogos para ganharmos a Libertadores da América.
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Escrito por Renato Ribeiro às 22h21.
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01/06/2011 |
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SANTOS X CERRO
Divirtam-se...
Ninguém precisa dizer que Neymar é talentoso, abusado. Ninguém precisa lembrar que Neymar nos remete aos tempos que o futebol era só diversão. O Santos do ano passado fez isso com os torcedores santistas e com os torcedores de todo o Brasil. Era futebol, na mais pura essência, na mais pura arte. Era o risco, era a irresponsabilidade. Era o Santos. O time desse ano não demonstra o mesmo futebol. E daí? Neymar, aquele moleque chamado de monstro pelo atual treinador do Bahia, hoje, me fez lembrar um futebol que eu já tinha esquecido que existia... 
Fosse um "profissional", estaria reclamando do barulho, da bagunça. E o moleque se divertindo. E os moleques se divertindo. Dançaram, tiraram onda. Tiraram o maior barato. Estão achando o máximo o clima de Libertadores. Libertadores? Pressão? Tá tudo legal pra caramba! Os meninos estão jogando bola, os meninos estão se divertindo. E daí que eles vão tomar porrada o jogo todo? E daí que o juiz vai deixar rolar o anti-jogo em vez de valorizar o espetáculo? E daí que tem um monte de paraguaio torcendo contra? E daí que tem a pelancuda da Lar... Quem é mesmo aquela paraguaia siliconada, pelancuda e feia pra diabo? Então, ela tá torcendo contra também. Os meninos só querem se divertir. Os meninos só querem brincar de bola. A mais pura essência do que é jogar bola. A gente só pode torcer pra que isso dê certo. Vão lá, meninos. Divirtam-se. Divirtam-nos. A gente até quer ganhar, a gente sabe que pode ganhar. Mas a gente não quer ganhar feio. Nós, santistas, somos diferentes, somos abençoados pelo que há de mais santo entre os Deuses do futebol. É por isso que o raio cai um monte de vezes na Vila. Isso é o Santos e foi pra isso que ele veio ao mundo: salvar o futebol. Toda a vez que o futebol bonito é dado como morto, é da Vila Belmiro que surge o renascimento. Então vão lá, meninos... Façam o futebol ganhar. Nós ganhamos com isso. Mais do que ninguém, vocês merecem, e os Deuses da bola, aqueles que jogaram de 1 a 11 com a camisa do Santos, mais um tal de Mané que jogava com a camisa do Botafogo, hão de ver que vocês só querem jogar bola. E haverão de premiá-los. Vão lá, meninos, veteranos, craques, grossos... Sejam só meninos correndo atrás da bola que Deus Pelé os abençoará... E que todos os nossos santos craques da Vila digam amém...
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Escrito por Renato Ribeiro às 16h46.
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