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23/07/2010 |
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RESPONSABILIDADE
A bola é tua, moleque
A contratação em definitivo do volante Arouca, anunciada pelo Santos Futebol Clube no início da tarde desta sexta-feira (23) me inspirou a escrever. O jogador acertou sua permanência na Vila Belmiro por mais quatro anos, com 90% de seu passe pertencendo ao clube e o restante ao atleta. Um excelente negócio feito pela diretoria do Peixe. Porém, os últimos resultados dentro de campo não foram os melhores para o Santos, que acumula três derrotas consecutivas. Além dos maus resultados, o clube vive uma fase em que alguns jogadores e o técnico estão com a relação estremecida. Os jovens reclamam da postura "ditatorial" de Dorival Júnior, enquanto o treinador tenta acalmar os ânimos das promessas deslumbradas com a fama.
Baladas, pagodes, jantares até altas horas nos restaurantes de Santos, principalmente os da Rua Tolentino Filgueiras, fazem parte da rotina "desgastante" dos Meninos. Não estou aqui para julgar o que cada um faz no momento em que não está a serviço do clube, mas nós mesmos que não dependemos de condicionamento físico para trabalhar, nos resguardamos e temos limites. Carros importados, festas à beira de piscina, com muitas "novinhas" e amigos, também são comuns na vida American Pie desses atletas. Imagino que para jovens com muito dinheiro no bolso, fãs-clubes em diversos locais, meninas doidinhas por eles, músicas em sua homenagem, aparições em programas de TV durante a semana, seja difícil segurar a empolgação. Eu, com minha pouca idade, me empolgo quando tenho um dinheiro a mais, imaginem eles que sempre têm esse dinheiro a mais?! Não sei o que acontece com eles. Não estou aqui para julgar ninguém, mas há falta de responsabilidade. Não dá pra viver na filosofia de sexo, carros, pagode e funk. Não dá pra ser Menino da Vila com a cabeça de Menino de Balada. Jogador do elenco atual do Santos já se perdeu nessa empolgação. Já o vi em Guarujá, por volta das 5 horas da manhã com uma garrafa de vodka e energéticos em cima do carro, bebendo e curtindo, dias antes de entrar em campo por uma partida oficial do Brasileirão. Isso foi no ano passado, mas será que eles não aprenderam?! Sei que este é só mais alerta para os futuros craques de seleção, mas não custa nada lembrar que o futuro deles já começou faz tempo.
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Escrito por Rafael Rego às 15h13.
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20/05/2010 |
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SANTOS X GRêMIO
Eu não estava lá
Textos e mais textos foram escritos sobre a vitória espetacular e incontestável do Santos sobre o Grêmio, na noite desta quarta-feira (19). Depois do jogo, quebrei a cabeça para escrever algo que expressasse o que eu estava sentindo no momento. Uma mistura de alegria, raiva, alívio. Vontade de gritar para o mundo que aquele time era o que eu torço desde criança, o time que eu amo. Já briguei com namorada por causa dele. Já deixei de ir à aula para vê-lo jogar. Já cheguei em casa cinco horas depois de um jogo acabar, pois estava comemorando mais uma vitória e debatendo com amigos sobre o esquema tático escolhido para a partida. Já fiz diversas loucuras para assistir você, Santos. Em 2003, um dia antes da final da Libertadores contra o Boca Junior no Morumbi, fui suspenso na escola. Eu tinha o ingresso para ir. Ia ficar de castigo, pois meu pai estava com muita raiva de mim. Fiz de tudo para ir e fui. Aquela foi a partida que eu senti e chorei por ser santista. Não pela derrota, mas pelo amor que senti que não ia acabar. Ficou mais forte. Na volta para casa, chorei. Quieto, no meu canto, para ninguém ver, mas com orgulho de um time, dono de um manto branco que nunca sai da minha mente. Ontem, durante o jogo do Grêmio, passou o filme que sempre passa na minha cabeça. Parece ritual, mas toda vez que o Santos entra em campo, um filme com momentos marcantes do time passa na minha mente. Não pude ir à Vila. Assisti em casa, como acho que muitos leitores do meu blog também assistiram. O time estava lá. O palco e os artistas, também. Eu, não. Uma pena, pois perdi a oportunidade de ver uma das partidas mais lindas do Santos na Vila. Mas isso não diminuirá meu amor por esse time. Só aumentou, se é que isso é possível. Como disse no começo do texto, não sabia e continuo não sabendo o que escrever da partida. Não queria fazer igual aos outros, falando da superioridade do Peixe. Tentei dizer o amor que sinto pelo Santos, por mais simples que tenha saído o post. Espero ter agradado.
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Escrito por Rafael Rego às 16h21.
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20/05/2010 |
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TEXTO DO LEITOR
Imortal não. Eterno
Por Mauro McFly O que se viu ontem na Vila Belmiro, não foi apenas uma vitória e uma classificação suada. Mas, sim, a reposta de Dorival Júnior e sua turma de colegiais para aqueles que insistem em procurar demérito onde só há talento. E um talento que vem de berço. Talento que é a tradição deste clube que incomoda e resiste a tudo e a todos. Confesso, que depois do gol do Robinho, o segundo, se é que se pode chamar aquilo apenas de gol, eu chorei. Desabei como criança e como há muito tempo não desabava de emoção pelo meu Santos. Mais que um título e uma vitória importante, a razão por minha reação se deve a certeza de ter tomado a decisão certa quando tinha meus cinco ou seis anos de idade, mesmo sob a pressão de uma época magra e oprimida pelas façanhas internacionais do São Paulo de Telê Santana. O gol de Robinho, assim como o do Ganso, e também do incansável Wesley, selaram a boca dos que falaram demais, agravaram as dores localizadas nos cotovelos dos rivais e, de uma vez por todas, eternizou o solo sagrado de Vila Belmiro. Olha, se existem coisas que nos motivam a continuar nessa batalha pela sobrevivência em um mundo cada vez mais cruel e injusto, a que aconteceu ontem em Santos foi uma delas. Pois os milhões de santistas espalhados por ele, assim como eu, desabaram de felicidade. Já os adversários, foram obrigados a se curvar a perfeição dos Meninos da Vila, no ofício de jogar futebol. Não só nós, mas todos, hoje, têm a certeza de que o estádio Urbano Caldeira e seu time de artistas são especiais. Um lugar abençoado pelos deuses do futebol e que se tornou ao longo de sua história um pára-raios de raríssimos talentos. Não tenho dúvida de que esse time, em pouco tempo, não resistirá aos assédios vindos do velho mundo. Mas, ao mesmo tempo, o que me conforta é que assim como Pelé, Giovanni, Robinho, Ganso e Neymar, sei que em um futuro breve, outros garotos franzinos brotarão desse gramado iluminado passando o pé sobre a bola e dando sequência a esse divino legado. Em Santos se planta amor a camisa, no Santos se colhe a magia do futebol. Lembrete: Você, leitor, que queira que seu texto também seja publicado no blog, entre em contato pelo e-mail rafael.rc90@gmail.com
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Escrito por Rafael Rego às 15h20.
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04/05/2010 |
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98 ANOS
A/C da torcida atleticana
Não sei o que me deu a cabeça para dar um retweet na bendita mensagem do Milton Neves. Estava eu, no meu trabalho, e surgiu a twitada do grande comunicador (http://twitter.com/milton_neves/status/13379597427 ). Eu, como não tinha visto o vídeo e não dava pra ver aqui, mandei a mensagem para que depois pudesse ver. Como não cabia o nome do rapaz que mandou a original, apaguei e mandei só como @milton_neves. (http://twitter.com/milton_neves/status/13380220987 ) Mas não imaginava tamanha repercussão. O grande problema foi que o Milton Neves deu uma nova retuitada, mas dessa vez com meu nome. A torcida atleticana se voltou contra mim. No inicio foi engraçado, mas depois alguns se exaltaram. Eles argumentam que os jogadores do Santos faltaram com respeito ao Clube Atlético Mineiro. Ao meu ver, ou sou surdo ou besta, pois em momento algum eu ouvi o nome do Galo. As palavras dos Meninos da Vila foram direcionadas ao Vanderlei Luxemburgo. Por que a massa atleticana se doeu tanto? Já são as senhorinhas do "profexô"? O futebol anda tão chato ultimamente que, quando um time mostra confiança, é visto como insulto. A única coisa que o Peixe tem de fazer é mostrar essa superioridade que eles dizem ter jogando bola.
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Escrito por Rafael Rego às 17h49.
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01/05/2010 |
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FINAL
Cambistas, cambistas e mais cambistas
Hoje, quando fui pra faculdade, encontrei um amigo que também vai para o jogo. Conversa vai conversa vem, surgiu o assunto da forma que íamos ver a final. Eis que ele me diz q vai com a caravana dos conselheiros, oferecida oficialmente no site do clube. Até então, normal.
Mas, chegada a hora de ele comentar como foi feita a transação, ele me diz o papo que aconteceu na sala em que ele foi acertar a ida ao Pacaembú, dentro da Vila.
"Perguntei ao cara que estava acertando a viagem se tinha ingresso, apenas pra puxar assunto. Aí, então, para minha surpresa, ele me diz que tem "apenas" pra amarela e pra verde, por R$120 reais. E ainda completou que faltavam poucos ingressos", disse o jovem a mim. Registra-se o fato que os ingressos para tais setores,vendidos oficialmente na bilheteria, eram de apenas R$70 e, como os conselheiros são sócios, é de apenas R$35 a meia entrada.
Chega a ser vegonhoso que a diretoria deixe acontecer algo desse porte. Um conselheiro vendendo um ingresso num preço maior pelo q o estipulado, sendo q ele não pode vender.
Cambistas dentro da Vila?! Vergonha. E ai, LAOR, como ficamos?!
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Escrito por Rafael Rego às 04h32.
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30/04/2010 |
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FALA Aí, SANTISTA
Daqui um mês, todos aplaudirão
Por Mauro McFly Nunca se falou tanto no Santos. Em pleno ano do centenário corintiano, só se fala em Santos. Seja na tevê aberta ou fechada, novos recordes de audiência são alcançados com jogos do Santos. E a invasão santista na telinha é tão grande, que não me espantaria em ver um dia desses a Palmirinha entrevistando os meninos, com o Neymar demonstrando como se aplica o tempero no Miojo. Pois é, digamos que a badalação sobre a nova geração de Meninos da Vila pode ser comparada ao nascimento da única herdeira da Xuxa, na década de 90. Hoje, se as peripécias do Neymar fazem até o intransponível William Bonner deixar escapar uma leve empolgação com a pauta santista, os problemas com gases da pequena Sasha deixavam o Nelson Rubens em completo estado de êxtase. “A invasão santista na mídia prova que a melhor ação de marketing esportivo é bola na rede”. O Santos de 2010 beira a perfeição com atuações empolgantes, jogos disputados e limpos contra times de respeito, passeios contra equipes impotentes e, principalmente, com o resgate da arte e da magia que fez o futebol brasileiro ser conhecido no mundo todo. Mas, como não poderia deixar de ser, as intrigas da oposição jamais deixarão de existir. E se tratando de Santos Futebol Clube, aquele time da praia e viúva do Pelé, põe intriga nisso. Corintianos, são paulinos, palmeirenses e, até lusitanos, querem morrer quando esse time de fora da capital toma o cenário nacional com autoridade e a produção, cada vez mais constante, de jogadores fora de série. No futebol, os adeptos do esporte com as mãos, pontapés e capacete, se unem e formam verdadeiros grupos de extermínio contra os recursos do jogo baseados em talento, comparando a arte do drible a desrespeito/menosprezo. Com ou sem repressão, a verdade é que a molecada deita e rola. São chapéus, canetas, toques de calcanhar, e sempre no esquema tático vertical em direção ao gol, implementado pelo dedicado técnico Dorival Júnior. Enquanto os outros times fazem um esforço tremendo para praticar um futebol razoável, o Santos vence pela quantia mínima mesmo quando não joga bem. Bastam quinze, dos noventa minutos, para que o Peixe, sem o menor esforço, resolva a partida a seu favor (vide os primeiros jogos do mata-mata contra São Paulo e Sto André). E por falar em esforço, todo o empenho da oposição em denegrir a arte do futebol santista, será em vão. Pois daqui um mês e meio, na África do Sul, todos cairão em contradição. Os mesmos corintianos, são paulinos e palmeirenses que pregam ética e respeito a cada passada de pé sobre a bola, aplaudirão calorosamente cada pedalada do Robinho pra cima das defesas dos adversários. E quem sabe, se o Dunga deixar, os chapéus do Neymar e as canetas do Ganso também. twitter: @mauromcfly Ps.:Quem quiser ter um texto publicado no blog, entre em contato pelo twitter @rafael_rego ou envie um e-mail para rafael.rc90@gmail.com
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Escrito por Rafael Rego às 16h06.
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26/04/2010 |
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FINAL I
Santos tem todos os santos, inclusive o André
Pode parecer copia da manchete do Lance!, mas não é. Pensei nesse título ontem, durante o jogo, quando o atacante santista marcou o primeiro gol. Aliás, jogador esse que, na minha opinião não deveria ter começado no banco. Ele é o ponto de referência do ataque santista, dando liberdade para o Robinho e o Neymar jogarem pelas pontas. Quando o centroavante não joga, um dos outros dois têm de ficar postados no ataque, atrapalhando a articulação, um dos pontos fortes do Santos desta temporada.
Tudo bem que ganhamos o jogo, mas não podemos tomar sufoco. Alertei no ultimo post que o Santo André era uma equipe for e fez por merecer o posto de finalista da competição. Porém, o melhor time do Brasil não pode se deixar passar 45 minutos pressionado por uma equipe de segunda divisão.
O primeiro tempo foi completamente do Santo André, dominando os espaços no meio de campo, não deixando o Peixe jogar. Em um lance de ataque do Santos, a equipe andreense estava com sete jogadores obstruindo a entrada da área. Os únicos lances de perigo do Santos foram chutes do Wesley, que surgia fazendo uma função parecida com a de Elias, no Corinthians, vindo de trás e aparecendo como elemento surpresa no ataque.
Após o intervalo, o Santos voltou a ser Santos. E com a ajuda de um santo, o Santo André. Não, não estou falando que nosso adversário nos favoreceu fazendo gols contra, mas, sim, o veloz atacante santista. Buscando a bola no meio campo e partindo como um foguete para o ataque, o jogador deu uma nova cara para o jogo.
Em sua primeira bola, pegou um voleio e quase marcou. Na outra chance, foi letal. Fez de cabeça o gol que ascendeu a esperança santista de novo.
O Santo André, não o jogador, mas o adversário sucumbiu. Podem ter começado fulminante, mas cairam diante a preparação física e o elenco do Santos. Teve um jogador expulso e se perdeu em campo.
Wesley, o cara que foi chutado do Santos anteriormente, voltou em 2010 dando a volta por cima. Como no primeiro tempo, ele voltou a apoiar o ataque como elemento surpresa e fez dois gols. Ali estava o ponto fraco do Santo André. O lado esquerdo da defesa, que ficou sem Carlinhos (sim, aquele que era do Santos) para esta partida, foi pouco explorado durante a partida e, quando teve ações por ali, foram aproveitadas.
Três a um para o Santos. Meu pensamento, e aposto que o de milhões de santistas pelo Brasil, era que viria uma goleada. Pena que não veio, numa jogada de sorte, o Ramalhão diminuiu o placar.
Fim de jogo.
Fim de uma tortura. Hoje, estou sem voz. Mas, domingo estarei no Pacaembú. Torcendo por mais uma goleada, um jogo o Santos seja o Santos por 90 minutos.
Porém, antes disso, vamos para cima do “Proxexô” e dar um famoso sacode nele. Pra aprender com quantos filés de borboleta se faz um time!
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Escrito por Rafael Rego às 17h05.
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23/04/2010 |
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FINAL
Muita calma nessa hora
Ingressos esgotados, time formado e animado, e uma torcida em êxtase. Um cenário perfeito para um time que deseja ser campeão. E é isso que vemos no Santos, que parte para mais uma decisão em sua história, neste domingo, diante o Santo André, pelo Paulistão 2010. Com muito mérito, fizemos uma campanha digna de entrar para a história do futebol brasileiro, como uma das melhores equipes já formadas em terras tupiniquins.
Loucos e invejosos dizem por aí que este time não ganhou nada e, se o título não vier, não irá coroar uma trajetória brilhante.
Não concordo. Como a Holanda de 1974, guardadas as devidas proporções, o atual elenco do Santos renovou o modo de jogar no país do futebol, que há muito estava habituado com um estilo pragmático e sem graça. A Laranja Mecânica não ganhou o título mundial naquele ano, mas marcou a história, sendo mais lembrada que a campeã, Alemanha.
Não estou dizendo que seremos campeões, pois temos a nossa frente a segunda melhor equipe do campeonato, que foi capaz de desbancar grandes como Corinthians e Palmeiras, além de outras equipes do interior muito bem formadas e com boa estrutura. Outro fator que temos que ressaltar na campanha andreense é o fato de eles terem sido rebaixados no Campeonato Brasileiro do ano passado e conseguir um avanço e estímulo para se recuperar em 2010.
Estamos vivendo um ano fantástico. Não entrando com o salto alto, mesmo sabendo que somos o melhor time do país, seremos campeões facilmente. Pés no chão e “muita calma nessa hora”.
Pois, no Brasil, e quem sabe no mundo, agora quem dá a bola é o Santos!
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Escrito por Rafael Rego às 14h11.
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15/04/2010 |
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SANTOS 8 X 1 GUARANI
Brilha muito, Santos
"No dia do aniversário do Santos, até o adversário deu presente."Pode parecer loucura, mas é a pura verdade. Vocês viram o golaço que o Guarani marcou? Com certeza foi para presentear o Santos e seus torcedores que, acostumados a ver gols (na maioria bonitos), não poderiam fazer apenas um “gol de honra”. Tinha que ser “O Gol” de honra.
A noite anunciava que seria espetacular. O céu estralado brindava cintilante o brilho que o Santos trajava com seus uniformes brancos, como corpos celestes, aqui na Terra. Mas não eram somente as camisas santistas que brilhavam com sua luz própria, aquela que nunca se apagará. Quem as vestia também tinham um brilho. Onze estrelas, onze luzes, onze corpos que encantam com a beleza de um futebol digno dos grandes astros. A primeira estrela, a Neymar Supernova, anunciou, parando para os flash que tentavam ter uma luz maior que a dele, o início de uma chuva de meteoros. Gol. Após buscar novas formas de aparecer, a Supernova conseguiu, mais uma vez, cintilar. Fez o segundo, colocando no canto de um buraco negro que insistia em receber os pedregulhos enviados do espaço santista. O Robinho Sol, a estrela principal, capitã de todas as outras, não hesitou em deixar sua marca. Num movimento contrário ao dos planetas, dando passos para trás, partiu parao ataque e participou da bela chuva. O terceiro, no mesmo canto que a Supernova havia jogado o meteoroide anterior. Epsilon Arouca, como um dos guardiões da galáxia santista, foi para o ataque. Tocou para Neymar Supernova fazer o quarto, num buraco negro completamente aberto. Gigante Ganso, a estrela mestre do espaço, não brilhou marcando com meteoros, mas brilhou muito, chutando uma estrela cadente que, caprichosamente, não quis entrar no buraco negro. Bugre, o intruso na galáxia santista, perdeu completamente o brilho que tinha anos luz atrás, lá pelas bandas de 1978. O ritmo intenso continuou na segunda etapa. Supernova queria brilhar ainda mais. Entrou feito um cometa na área e foi derrubado. Coube a Marcel, uma nova estrela do céu santista, marcar o quinto. Sol, em um dos seus dias mais quentes do ano, fez mais um. De cabeça, com raios de lava quente, cobrou churrasco do chefe, Dorival Kentaurus Junior. Os dois próximos meteoros completaram a chuva. Ao todo, oito balaços entraram no buraco negro bugrino. E mais uma vez, como anos luz atrás, o Santos brilhou, com seus uniformes brancos como o brilho das estrelas, preparando mais um chuva de meteoros para seus astrônomos torcedores mais um espetáculo natural.
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Escrito por Rafael Rego às 15h19.
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14/04/2010 |
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98 ANOS
Eu até poderia humilhar, mas...
Não vou usar aquela frase de praxe que há 98 anos um gigante afundava no mar (o Titanic), e outro gigante surgia (o Santos Futebol Clube). Apesar de ser uma comparação interessante, já está desgastada. Poderia falar por inúmeras linhas da importância do Santos FC para mim e para o mundo. Falar que em 98 anos, fizemos 1500 gols a mais que nosso rival com 100 anos. Poderia dizer também que somos bi campeões da Taça Libertadores, sendo que os que se julgam os maiores do Brasil não possuem um título sequer. Se quisesse, humilharia os demais adversários dizendo que o maior jogador de todos os tempos é Santos FC. O Rei do Futebol vestiu a nossa camisa e teve o n.º “10” imortalizado, tornando símbolo de maestria em todo mundo. Também citaria que, apesar de sermos um time de fora da capital, somos o maior vencedor de campeonatos nacionais do país. Caso quisesse degradar a imagem de alguém, eu diria que meu time parou uma guerra para ser visto jogar. Diria que tivemos um esquadrão que, até hoje, é um dos melhores do mundo. Também falaria que os raios caíram várias vezes no mesmo lugar, com gerações jogadores cada vez mais sensacionais. Se quisesse falar do presente, eu poderia dizer que meu time resgatou um futebol arte, que há tempos não era visto no Brasil. Outro fato que também poderia usar como argumento para humilhar adversários, era colocar nos meus textos que nunca saímos da 1ª divisão de nenhum campeonato nesses 98 anos. Fato que não é de se vangloriar, já que é obrigação de time grande se manter na elite de qualquer campeonato. Mas não, não vou dizer nada disso e nem mais nada que os outros possam ficar com raiva de mim. Jamais eu faria algo de tão baixo calão. Vou dizer que te amo, Santos Futebol Clube. Gritar para o mundo, mostrar para todos, que é motivo do meu riso, minhas lágrimas e emoção. Parabéns pelos 98 anos de glórias, história e de um bom futebol jogado. Tenho orgulho de nascer Santos. Ser Santos. Viver Santos. E, com certeza, morrer Santos. Obs.: A imagem abaixo é do sempre surpreendente Mauro McFly.
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Escrito por Rafael Rego às 15h21.
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