Rafael Rego
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16/06/2011 
QUASE Lá
Centésimo, centenário, campeão!

"Treme Peñarol, canta Pacaembú! Canta Pacaembú. Mesmo que não dê. Mas como você é lindo, Santos. Como você é lindo, Santos, meu amor!"

Eu tive um sonho. O sonho de um dia conquistar a América. Muitos tentaram. A história é repleta de desbravadores, pessoas que lutaram para libertar e dar ao Novo Mundo um espaço digno e destaque no cenário mundial. Muitos tentaram. 

Eu tive um sonho. O sonho de um dia ser o maior do mundo. Muitos tentaram. A história é repleta de líderes mundiais, inovadores e de muito brio. Ganharam a posição de destaque. Muitos tentaram.

Eu tive um sonho. O sonho de um dia ser glorioso. Muitos tentaram. A história é repleta de pessoas que alcançaram a glória, status e admiração. Muitos tentaram.  

Eu tive um sonho. O sonho de um dia ser referência. Muitos tentaram. A história é repleta de exemplos, pessoas que servem de parâmetro para muita gente. Muitos tentaram. 

Eu tive um sonho. O sonho de um dia reinventar. Muitos tentaram. A história é repleta de pessoas que fizeram algo novo, o mais do mesmo. Muitos tentaram.

Eu tive um sonho. O sonho de um dia ser amado. Muitos tentaram. A história é repleta de ídolos, seres que, sem muito fazer, foram e são adorados por muitos. Muitos tentaram.

Eu tive um sonho. E realizei tudo o que queria. Eu conquistei, sou o maior do mundo, sou glorioso, sou referência, reinventei e sou amado! Mas quero mais.

Quero fazer história, como sempre. Quero ser a história.

Sou Santos Futebol Clube. Chego ao meu centésimo jogo na Libertadores, próximo ao meu Centenário, pronto para ser Campeão. Eu sou Santos Futebol Clube.  



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Escrito por Rafael Rego às 08h12.
12/04/2011 
REPÚDIO
Contra o mau jornalismo

Nós, blogueiros e torcedores santistas, estamos,coletivamente,por meio deste texto postado de forma conjunta em nossos espaços virtuais de discussão, deixando claro o nosso repúdio e nojo com a maneira que está sendo tratada a possível saída do jogador Paulo Henrique.
 

Estamos enojados com a enxurrada de notícias que não se concretizam da saída do jogador para o Sport Clube Corinthians Paulista. Não pela possibilidade da transferência acontecer, e sim pelo grande número de “furos” noticiados de forma irresponsável.

 

Não temos a pretensão de ensinar alguém a fazer jornalismo. Temos a intenção sim, de pedir aos jornalistas ou não que trabalham no meio que sejam, minimamente, éticos e profissionais.

 

 

 

 

Quantas vezes as notícias de saída do jogador já foram desmentidas por procuradores do jogador, pelo assessor do jogador? Quantas vezes o jogador “esteve negociado com o Corinthians” e veio publicamente desmentir tal notícia? Quantas vezes, na saída de campo, os repórteres e outros profissionais deixam de abordar detalhes do jogo, para falar em transferência do atleta?

 

Não somos bobos. Todos sabemos que, assim como nós, jornalista veste camisa e torce para time A, B ou C. O que, na função de telespectadores e ouvintes, não nos interessa. O que nos interessa é a veracidade do que é noticiado e a forma que isso é tratada.

 

Estamos cansado de “tivemos a informação”, “uma fonte contou”, “um ex-diretor do clube disse”. Que informação? Que fonte? O jornalismo preza pela proteção da fonte, porém, preza também pela apuração dos fatos de forma correta. E seja na faculdade de jornalismo, seja na vida, vamos aprendendo que sempre é necessário ouvir os dois lados da situação.

 

Por que o “sim de Ganso” é destaque nos sites, capa de jornal, tema central de discussões de programas de rádio e TV e a resposta do presidente do clube vira canto de página e rodapé de programa? Resposta esta que é a mais importante, pois devemos lembrar aos nossos nobres jornalistas que, o jogador Paulo Henrique Ganso tem contrato vigente com o Santos até o ano de 2015 e que nessa relação profissional, o jogador só sai mediante pagamento da multa, conforme valores estipulados em contrato.

 

Trocando em miúdos: de nada adianta o jogador se acertar com presidente de clube A ou B, se o clube não pagar a multa. Creio que não precisamos lembrar disso a alguns dos nobres jornalistas, pois eles detêm essa informação até com mais detalhes que nós.

 

O que nós, blogueiros torcedores do Santos EXIGIMOS é ética.

 

Exigimos que o jornalista, antes de escrever uma matéria, esqueça que ele tem no coração um time e lembre que ele tem nas mãos o poder de formar opiniões. Esqueçam se eles têm desavenças com essa gestão do Santos e simpatia pelo antigo presidente – e não reputamos a ele nenhuma culpa sobre os incidentes, que fique claro – e lembrem que são profissionais pagos para noticiar de forma correta e verdadeira. Isso nós como leitores, ouvintes e telespectadores EXIGIMOS de vocês e dos veículos que os contratam.

 

Pois lembrem-se vocês que, o torcedor, baseia-se na opinião escrita e falada por vocês para formar a opinião dele. E se, vocês jornalistas, distorcerem um fato, formam opiniões distorcidas, que não são condizentes com a verdade. Até quando vocês, na função de formadores de opinião, irão continuar gerando um clima de insatisfação e de desconfiança do torcedor com um atleta, com informações que não se confirmam?

 

Em um momento do país onde vemos a violência banalizada, inclusive no esporte, exigimos que haja a responsabilidade na publicação de uma notícia e na formação da opinião do torcedor.

 

Exatamente por entendermos esse momento nós, blogueiros, estamos pedindo a todos os torcedores santistas, para que não promovam qualquer tipo de protesto, retaliação ou cobrança excessiva ao jogador Paulo Henrique Ganso, mesmo que esteja havendo uma tremenda irresponsabilidade na divulgação de notícias informando a possível saída.

Pedimos para o torcedor santista que, enquanto o jogador vestir a camisa do Santos que ele seja tratado como profissional que é. Que receba os aplausos e as críticas quando merecer e não pelo que for imputado a ele. Já que ele, em nenhum veículo, disse até o momento que jogaria pelo Corinthians, pelo contrário.

 

Pedimos também ao torcedor santista que repudiem veículos que, sempre em vésperas de jogos decisivos, tem aparecido com notícias vinculadas a saída de jogadores. Desde o ano passado vivemos isso com o Neymar e agora de forma mais abrupta com o Paulo Henrique. Há veículos que tem tratado o assunto de forma séria, seja em rádios, seja em televisão aberta ou fechada, seja na internet. Procurem estes veículos, informem-se com outros torcedores santistas sobre quem está tratando o futebol de forma ética. Certamente, o torcedor chegará a conclusão e saberá distinguir os bons e maus profissionais.

 

Sabemos do tamanho do recalque que há de alguns profissionais de comunicação e veículos em ter que admitir que o Santos Futebol Clube é gigante e ultrapassou as fronteiras da cidade, do país. E vemos, no trabalho de alguns deles, que esse recalque vira distorção e mal jornalismo.

 

Respeitamos o direito e a opção profissional do atleta, caso ele deseje e decida sair do clube. Queremos apenas que ele continue cumprindo com suas responsabilidades enquanto atleta do Santos Futebol Clube e que, se desejar sair, que seja pela porta da frente.

 

O torcedor do Santos Futebol Clube não agirá de forma imbecil nem contra o jogador, nem contra os péssimos profissionais a quem nos referimos nesse texto. Somos diferentes.

 

“Uma mentira pode dar a volta ao mundo... enquanto a verdade ainda calça seus sapatos”. - Mark Twain.

 

 



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Escrito por Rafael Rego às 10h04.
27/01/2011 
CLICHê
As coisas que só o Santos faz por você

A zaga é fraca. Se eu fosse resumir o que eu vou escrever no restante deste post, apenas essa frase resumiria tudo o que foi visto no jogo desta quarta-feira, contra o São Caetano.

O jogo foi estranho. A primeira coisa que me surpreendeu foi que Keirrison estava afim de jogo. Apesar da movimentação (meio lerda, apenas trotando), ele fez sua melhor partida pelo Santos. O time não encantava como nos outros jogos. Maikon Leite, por sua vez, fez sua pior partida pelo Peixe depois de sua volta. Ele ficou sumido no jogo, principalmente no segundo tempo, que eu só percebi que ele estava em campo quando ele pegou uma bola no meio campo, tentou arrancar e foi facilmente desarmado.

O primeiro gol do Santos surgiu de uma bela tabelinha entre Jonathan e Maikon Leite. O primeiro invadiu a área, foi tocado e sofreu o penalti, bem convertido por Elano. O estranho do lance foi o árbitro, que correu todo errado para marcar a penalidade, parecendo que ia marcar uma falta fora da área.

A partir daqui começa o “show de horrores da zaga do Santos”. Dracena parecia um gato voador, não alcançou nada, e deixou o jogador do São Caetano livre para dar a cabeçada. Um belo arremate, um tijolo para cima de Rafael.

A pressão do São Caetano e o domínio do Azulão para cima da defesa do Santos deu mais resultado minutos depois. Com uma falha de Edu Dracena (de novo ele), que parecia estar Forever Alone andando em direção “não sei de onde” fazendo “não sei o quê”, deixou Vandinho livre para marcar. Diga-se por sinal, deixar o Léo sozinho para disputar bola alta na área é brincadeira!

O time voltou animado para o segundo tempo. Foi logo no começo dele que os dois jogadores santistas que mais se destacaram apareceram e quase resolveram o jogo. Keirrison deu uma de atacante, se livrou da zaga e marcou “à la Romário”, de bico. Um belo gol.

Minutos depois, Elano, o cara que tá salvando no meio campo, acreditou na jogada, e depois de uma bobeada do zagueiro do São Caetano (que por sinal foi digno de um “Bola Murcha”, do Fantástico), marcou um belo gol, sem ângulo. O jogo do vira-vira, virou de novo e o Santos ficou com 3x2 no placar.

E foi então que a série “coisas que só o Santos faz por você” voltou.

Todo torcedor santista sabe que o Santos é campeão quando o assunto é ressuscitar mortos vivos. A história diz isso e ontem não foi diferente. Antes da partida, o Azulão estava há três jogos sem marcar gols, nenhuma vitória no campeonato (óbvio). O Peixe já havia ajudado tomando dois gols na mesma partida, mas pelo menos estava vencendo.

Foi então que a nossa querida zaga, que já havia sido mudada nos treinos durante a semana resolveu dar o ar da (des)graça. Em uma bola alçada na área, deixou o (lento) Durval sozinho com Vandinho, que por sua vez venceu o Tropeço da família Addams e marcou o gol de empate do São Caetano.

Era o esperado. Adilson Batista recuou o time quando ele mais precisava marcar gols, que foi logo após a virada em 3x2. Colocou três volantes de marcação, sem nenhum meia de ligação para munir os três atacantes, que tinham que se virar para buscar a bola. Enfim, foi um jogo esquisito, onde o Santos foi o Santos, “que voltou a ser o que não havia sido até agora” (by Caio Ribeiro).



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Escrito por Rafael Rego às 05h32.
24/01/2011 
SANTOS
O homem de confiança do chefe

Desacreditado anos atrás. Emprestado para o São Caetano no ano retrasado. Chamado de grosso e faltoso, sendo que na sua estreia ficou apenas 18 minutos em campo e foi expulso após tomar dois amarelos. Por muitas vezes, nem no banco ficou. Hoje, peça fundamental na equipe que atuou nos três jogos do Paulistão, não tomou nenhum amarelo, e substituindo bem o Monstro da camisa n.º 5 santista. Estou falando de Adriano Bispo dos Santos, o Adriano Pagode.

 

O volante de 23 anos vem das categorias de base do Santos. Com 84 jogos pelo time da Vila, essa é, sem dúvidas, a melhor fase dele com a camisa do Peixe. Peça fundamental no esquema de Adilson, Adriano está conseguindo manter o mesmo nível que o torcedor santista está acostumado a ver com Arouca.

 

E a disputa por uma vaga no meio campo não vai ser fácil para ele. Com as boas atuações de Rodrigo Possebom, a volta de Arouca, e a chegada de Charles, Adriano vai ter que suar muito se quiser se manter no time.

 

Mas tudo leva a crer que o volante que carrega no nome o seu time de coração tenha uma vantagem. Nos três jogos realizados neste ano, ele saiu de titular em todos e nunca foi substituído, deferentemente de seu maior rival da posição, Possebom, que só foi titular na primeira partida, contra o Linense.

 

Resta saber se essa fase boa que anda seguindo o Santos também siga com o volante de São Vicente.



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Escrito por Rafael Rego às 15h44.
28/10/2010 
PERSEGUIçãO
A Magia do "Não"

Dizer “não” está cada vez mais na moda. Desde criança, essa palavrinha que expressa negatividade nos persegue e atormenta nossas vidas.

O bebê, quando aprende a dizer “não” se torna em um pequeno monstrinho, capaz de destruir vários planos. Mais para frente, quando você entra na adolescência, o efeito do “não” pode ser cada vez mais drástico: o “não” de uma garota pode mudar sua vida.

Entrando na fase adulta os “nãos” ficam preocupantes quando você procura um emprego e não é selecionado. (Ah, a fase do “não” de uma garota se estende até essa fase da vida, também).

Agora, nós, santistas, estamos vivendo mais um “não” em nossas vidas. A recusa de Abel Braga para treinar a equipe do Peixe caiu como uma bomba para mim, e creio que para muitos dos leitores deste humilde blog, também. Ele era o cara ideal para a Liberta, pois tem experiência na competição e pode trabalhar muito bem com os garotos que estão no clube, além de ter faro para boas contratações.

Não temos um técnico BOM disponível o mercado. Isso é um fato que deve ser ressaltado.

Paulo Autuori é um técnico com um currículo respeitável, mas, ao meu ver, é fraco. Adilson Batista, rejeitado do Corinthians, também deixa muito a desejar. Manter Martelotte é muito arriscado para uma disputa de Libertadores. Às vezes fico pensando se trazer o Dorival Junior de novo seria assinar um atestado de burrice, apesar dele ser um cara muito bom.

Tudo leva a crer que teremos notícias sobre este assunto nos próximos dias, quem sabe horas.

Lembro que no início deste ano eu escrevi um post com medo do nosso futuro, e foi tudo ao contrário. Ganhamos dois títulos e tivemos um primeiro semestre sensacional. Espero que este novo post também tenha o mesmo efeito.




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Escrito por Rafael Rego às 06h59.
18/10/2010 
BRASILEIRãO
Ainda dá!

O clássico que o Santos perdeu neste domingo serviu para abrirmos os nossos olhos em relação ao nosso sistema defensivo. É o terceiro jogo contra um rival neste ano que perdemos tomando quatro gols. 4 x 3 para o Palmeiras , 4 x 2 para o Corinthians, e 4 x 3 para o São Paulo.

Parece que os últimos três jogos sem tomar gols fizeram com que nossa defesa pensasse que fosse a melhor do BR10. Relaxou e tomou um gol no finzinho do jogo, podendo ter jogado a chance de conquistar o título do Brasileiro deste ano no lixo. Seria uma chance de encostar ainda mais nos lideres na próxima rodada, já que Corinthians tem um clássico contra o Palmeiras e o Cruzeiro pega o Atlético-MG, ambos jogos difíceis, sem favoritos.

O esquema de Martelotte no jogo de domingo (17) foi de quem queria vencer. Colocamos em campo o melhor que tínhamos a disposição. Aliás, começamos bem. Com três minutos de jogo abrimos o placar, o que me empolgou e fez pensar em vitória em pleno Morumbi.

Os gols do São Paulo foram um banho de água fria para mim. Já nas bastasse a virada no jogo, minha namorada (são paulina) me encheu o saco. Zoação pouca foi bobagem.

Tudo bem que o time teve raça para buscar o empate. O gol de Neymar veio com o alívio de que um ponto conquistado fora de casa seria um grande passo para encostar no Cruzeiro.

Mas ela não ajudou....A DEFESA

Não vou ficar me lamentando, dizendo que ela falhou EM TODOS OS GOLS QUE TOMAMOS ONTEM, mas que ela literalmente fudeu o Santos, fudeu.

Deixar o Maranhão – lateral de 1,70m- marcar o Ricardo Oliveira – atacante goleador de 1,83 m- é uma burrice. Cadê o nosso capitão Edu Dracena marcando o Ricardo? Só tinha ele para marcar naquele time do São Paulo. Deixei o cara cabecear, sem ao menos saltar, quase na pequena área é inadmissível.

Agora já está feito. Temos que ganhar do Prudente, na Vila, para nos manter vivo na competição. Ainda há tempo para buscar o título.



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Escrito por Rafael Rego às 12h31.
03/08/2010 
RESPONSABILIDADE
Pequeno causador de grandes confusões

Não vou usar de meias palavras para falar sobre o caso da twitcam, que tanto deu o que falar e até agora, depois de tudo explicado pelos próprios jogadores, serve de combustível de audiência para a mídia. 

Madson, Zé Eduardo e Felipe erraram, sim. Como diz a famosa frase de um filme nacional de muito sucesso: "eles foram moleques". Passaram do limite da molecagem, foram para o da retardadice.

Há tempos que diversos jogadores do Santos vêm se queimando. Semana passada eu vi dois dos envolvidos na confusão das câmeras bebendo cerveja em um barzinho de Guarujá, chegando a ultrapassar o limite do álcool. Um deles, o menor de todos, chamado pelo grupo de pagode que animava a noite, dançou "na boquinha da garrafa". Será que é pedir demais que se comportem o mínimo?! 

No mesmo local, além desses dois envolvidos na confusão, outro jogador, este um craque, tomava seu guaraná do lado de fora do estabelecimento, apenas conversando com dois colegas. Sem causar muito alarde, sem aparecer, com seu boné na cabeça. Atitude correta para quem é jogador de Seleção Brasileira. 

Conversando com colegas do jogador bagunceiro, descubro que ele não quer mais permanecer na Vila Belmiro, e que tem desejo de partir para algum time dos Emirados Árabes, somente para fazer dinheiro.

Agora, basta a diretoria se tocar e perceber que de jogadores que não se comprometem com a filosofia de trabalho e nem com o Santos Futebol Clube não merecem o respeito e nem ficar na instituição.

 

 

 

 



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Escrito por Rafael Rego às 13h40.
23/07/2010 
RESPONSABILIDADE
A bola é tua, moleque

A contratação em definitivo do volante Arouca, anunciada pelo Santos Futebol Clube no início da tarde desta sexta-feira (23) me inspirou a escrever. O jogador acertou sua permanência na Vila Belmiro por mais quatro anos, com 90% de seu passe pertencendo ao clube e o restante ao atleta. Um excelente negócio feito pela diretoria do Peixe. 


Porém, os últimos resultados dentro de campo não foram os melhores para o Santos, que acumula três derrotas consecutivas. Além dos maus resultados, o clube vive uma fase em que alguns jogadores e o técnico estão com a relação estremecida. Os jovens reclamam da postura "ditatorial" de Dorival Júnior, enquanto o treinador tenta acalmar os ânimos das promessas deslumbradas com a fama.

Baladas, pagodes, jantares até altas horas nos restaurantes de Santos, principalmente os da Rua Tolentino Filgueiras, fazem parte da rotina "desgastante" dos Meninos. 

Não estou aqui para julgar o que cada um faz no momento em que não está a serviço do clube, mas nós mesmos que não dependemos de condicionamento físico para trabalhar, nos resguardamos e temos limites. 

Carros importados, festas à beira de piscina, com muitas "novinhas" e amigos, também são comuns na vida American Pie desses atletas.

Imagino que para jovens com muito dinheiro no bolso, fãs-clubes em diversos locais, meninas doidinhas por eles, músicas em sua homenagem, aparições em programas de TV durante a semana, seja difícil segurar a empolgação.

Eu, com minha pouca idade, me empolgo quando tenho um dinheiro a mais, imaginem eles que sempre têm esse dinheiro a mais?!

Não sei o que acontece com eles. Não estou aqui para julgar ninguém, mas há falta de responsabilidade.

Não dá pra viver na filosofia de sexo, carros, pagode e funk.

Não dá pra ser Menino da Vila com a cabeça de Menino de Balada.

Jogador do elenco atual do Santos já se perdeu nessa empolgação. Já o vi em Guarujá, por volta das 5 horas da manhã com uma garrafa de vodka e energéticos em cima do carro, bebendo e curtindo, dias antes de entrar em campo por uma partida oficial do Brasileirão. Isso foi no ano passado, mas será que eles não aprenderam?!

Sei que este é só mais alerta para os futuros craques de seleção, mas não custa nada lembrar que o futuro deles já começou faz tempo. 

 



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Escrito por Rafael Rego às 15h13.
20/05/2010 
SANTOS X GRêMIO
Eu não estava lá

Textos e mais textos foram escritos sobre a vitória espetacular e incontestável do Santos sobre o Grêmio, na noite desta quarta-feira (19).

Depois do jogo, quebrei a cabeça para escrever algo que expressasse o que eu estava sentindo no momento.

Uma mistura de alegria, raiva, alívio. Vontade de gritar para o mundo que aquele time era o que eu torço desde criança, o time que eu amo.

Já briguei com namorada por causa dele.

Já deixei de ir à aula para vê-lo jogar.

Já cheguei em casa cinco horas depois de um jogo acabar, pois estava comemorando mais uma vitória e debatendo com amigos sobre o esquema tático escolhido para a partida.

Já fiz diversas loucuras para assistir você, Santos.

Em 2003, um dia antes da final da Libertadores contra o Boca Junior no Morumbi, fui suspenso na escola.

Eu tinha o ingresso para ir.

Ia ficar de castigo, pois meu pai estava com muita raiva de mim.

Fiz de tudo para ir e fui.

Aquela foi a partida que eu senti e chorei por ser santista.

Não pela derrota, mas pelo amor que senti que não ia acabar.

Ficou mais forte.

Na volta para casa, chorei.

Quieto, no meu canto, para ninguém ver, mas com orgulho de um time, dono de um manto branco que nunca sai da minha mente.

Ontem, durante o jogo do Grêmio, passou o filme que sempre passa na minha cabeça.

Parece ritual, mas toda vez que o Santos entra em campo, um filme com momentos marcantes do time passa na minha mente.

Não pude ir à Vila. Assisti em casa, como acho que muitos leitores do meu blog também assistiram.

O time estava lá.

O palco e os artistas, também.

Eu, não.

Uma pena, pois perdi a oportunidade de ver uma das partidas mais lindas do Santos na Vila.

Mas isso não diminuirá meu amor por esse time. Só aumentou, se é que isso é possível.

Como disse no começo do texto, não sabia e continuo não sabendo o que escrever da partida.

Não queria fazer igual aos outros, falando da superioridade do Peixe.

Tentei dizer o amor que sinto pelo Santos, por mais simples que tenha saído o post.

Espero ter agradado. 



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Escrito por Rafael Rego às 16h21.
20/05/2010 
TEXTO DO LEITOR
Imortal não. Eterno

Por Mauro McFly 

O que se viu ontem na Vila Belmiro, não foi apenas uma vitória e uma classificação suada. Mas, sim, a reposta de Dorival Júnior e sua turma de colegiais para aqueles que insistem em procurar demérito onde só há talento. E um talento que vem de berço. Talento que é a tradição deste clube que incomoda e resiste a tudo e a todos.

Confesso, que depois do gol do Robinho, o segundo, se é que se pode chamar aquilo apenas de gol, eu chorei. Desabei como criança e como há muito tempo não desabava de emoção pelo meu Santos.

Mais que um título e uma vitória importante, a razão por minha reação se deve a certeza de ter tomado a decisão certa quando tinha meus cinco ou seis anos de idade, mesmo sob a pressão de uma época magra e oprimida pelas façanhas internacionais do São Paulo de Telê Santana. 

O gol de Robinho, assim como o do Ganso, e também do incansável Wesley, selaram a boca dos que falaram demais, agravaram as dores localizadas nos cotovelos dos rivais e, de uma vez por todas, eternizou o solo sagrado de Vila Belmiro.

Olha, se existem coisas que nos motivam a continuar nessa batalha pela sobrevivência em um mundo cada vez mais cruel e injusto, a que aconteceu ontem em Santos foi uma delas. Pois os milhões de santistas espalhados por ele, assim como eu, desabaram de felicidade. Já os adversários, foram obrigados a se curvar a perfeição dos Meninos da Vila, no ofício de jogar futebol. 

Não só nós, mas todos, hoje, têm a certeza de que o estádio Urbano Caldeira e seu time de artistas são especiais. Um lugar abençoado pelos deuses do futebol e que se tornou ao longo de sua história um pára-raios de raríssimos talentos.

Não tenho dúvida de que esse time, em pouco tempo, não resistirá aos assédios vindos do velho mundo. Mas, ao mesmo tempo, o que me conforta é que assim como Pelé, Giovanni, Robinho, Ganso e Neymar, sei que em um futuro breve, outros garotos franzinos brotarão desse gramado iluminado passando o pé sobre a bola e dando sequência a esse divino legado. 

Em Santos se planta amor a camisa, no Santos se colhe a magia do futebol.

 

Lembrete: Você, leitor, que queira que seu texto também seja publicado no blog, entre em contato pelo e-mail rafael.rc90@gmail.com 



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Escrito por Rafael Rego às 15h20.
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