Otávio Cabral
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25/03/2009 
PELé X ROBINHO
Duelo de nossos maiores ídolos

Um caso rumoroso, polêmico e mal explicado envolve os dois maiores ídolos da história santista: Pelé e Robinho. Segundo notícias publicadas ontem, o Atleta do Século disse em um evento na semana passada que Robinho se envolveu com drogas. Robinho não gostou e ameaça levar o caso à Justiça caso Pelé não fala uma retratação formal.

A afirmação de Pelé, publicada em primeiro lugar no site da Jovem Pan e depois reproduzida pela imprensa, beira o inacreditável de tão leviana. Ele coloca no mesmo grupo Robinho, Ronaldo e Maradona como exemplo de jogadores que se envolveram com drogas. Que se saiba, o único que teve esse tipo de problemas foi o atual técnico da Argentina.

Chama atenção que Pelé não tenha se manifestado após a publicação da notícia. Como ainda não corrigiu a informação, ela ganha mais credibilidade. Pelé foi um gênio dentro dos campos, incomparável. Depois que pendurou as chuteiras não manteve o mesmo brilho, deu palpites em tudo e cometeu uma série de gafes. Mas nunca tinha feito nada tão sério, como essa acusação sem provas.

Robinho foi o melhor jogador que já vi em ação com a camisa do Santos. Mas, desde que foi paraa Europa, se envolveu em uma série de confusões que estancaram sua carreira. De candidato a maior jogador do mundo foi parar em um time medíocre do interior da Inglaterra. Mas, pelo que já foi publicado, nenhuma das confusões envolveu drogas.

Eis uma briga na qual os dois lados saem perdendo. Pelé por ter falado mais do que devia. Robinho por se envolver em uma nova polêmica, embora a princípio sem culpa, e por ter mais uma suspeita em seu currículo.

Hoje, Pelé se retratou. Disse que tudo não passou de um mal entendido e botou a culpa na imprensa, que é o jeito mais fácil de alguém tentar explicar as bobagens que disse.

Segue abaixo, em itálico, a matéria do site de O Estado de S.Paulo sobre o assunto:

RIO - O atacante Robinho pediu que Pelé faça uma retratação formal por ter insinuado na semana passada que o jogador do Manchester City e da seleção brasileira teria se envolvido com drogas, e ameaçou levar o caso à Justiça.

Em evento do setor de turismo em São Paulo na última quarta-feira, Pelé afirmou ao público que o número de jogadores de futebol envolvidos com drogas era pequeno, e acrescentou que Robinho e o atacante Ronaldo, do Corinthians, representavam alguns dos poucos casos do tipo.

"Se você vir o número de jogadores que temos em todo o mundo, é injusto falar de droga no futebol. É um ou dois casos", disse Pelé, em declarações reproduzidas pela rádio paulista Jovem Pan em seu site na Internet.

"O que aconteceu infelizmente com o Ronaldo, o Robinho, que teve esse problema, são um ou dois casos", acrescentou Pelé.

Robinho, de 25 anos e revelado pelo Santos assim como Pelé, respondeu por meio de uma nota em seu site oficial, publicada nesta terça-feira, afirmando estar "decepcionado com Pelé, que fora de campo não lembra o grande ídolo que foi".

"De acordo com representantes de Robinho, uma retratação formal do Pelé será pedida, caso ele tenha sido mal-interpretado na entrevista. E que caso ele não se manifeste, terá que responder na Justiça pelo comentário infeliz e infundado", acrescentou a nota.

No início deste ano, Robinho foi acusado por uma jovem inglesa de 18 anos de estupro numa casa noturna de Leeds, no norte da Inglaterra, e teve que prestar depoimento à polícia.

O jogador, que se tornou a contratação mais cara da história do futebol britânico ao trocar o Real Madrid pelo City por 45 milhões de dólares no ano passado, negou as acusações.

Ronaldo, de 32 anos, envolveu-se num incidente com três travestis no Rio de Janeiro no ano passado, enquanto se recuperava de uma cirurgia no joelho. De acordo com a polícia, um dos travestis acusou Ronaldo de pedir que ele comprasse drogas, o que foi negado pelo jogador.

Durante o evento da última semana, Pelé também citou Diego Maradona, que teve sua carreira manchada pelo uso de drogas tanto nos clubes como na seleção argentina, com a qual sagrou-se campeão do mundo como capitão em 1986.

"O Maradona se meteu em drogas, é uma coisa séria, é um exemplo negativo. É um excelente jogador de futebol, jogava muito bem, e infelizmente aconteceu o que aconteceu com ele", afirmou o tricampeão do mundo sobre o atual treinador da seleção argentina.

Segundo Pelé, o meia do Milan e da seleção Kaká, e os ex-jogadores Franz Beckenbauer, da Alemanha, e Michel Platini, da França, "são jogadores que deram bom exemplo".

Beckenbauer, além de dirigente do Bayern de Munique, foi o principal responsável pela organização da Copa do Mundo de 2006 na Alemanha, enquanto Platini é o atual presidente da Uefa.

Agora, no texto abaixo, segue o desmentido de Pelé publicado hoje no globoesporte.com:

 Nos últimos dias, Pelé e Robinho se viram envolvidos em uma polêmica. Na semana passada, durante um evento na capital paulista, o Rei do Futebol, ao comentar sobre casos de envolvimento com drogas no futebol, citou os nomes de Robinho e Ronaldo, e acabou mal-interpretado.

“É injusto se falar de droga no futebol só por causa de um ou dois casos, como o que aconteceu com Ronaldo, com o Robinho que teve esse problema”, foi o que disse Pelé.

Agora, ele explica a situação:

- O Robinho é nosso filho e saiu do Santos com a nossa supervisão. O que aconteceu foi um mal-entendido e levaram a informação errada para ele. Eu sei como é quem precisa vender jornal - disse Pelé, no Guarujá, litoral de São Paulo.

Em seu site oficial, Robinho chegou a afirmar, através do seu porta-voz, que iria exigir explicações de Pelé e que poderia até processá-lo.

- Quando for assim, é preciso pedir a fita para ouvir o que realmente foi dito - completou Pelé.

Pelé participou do início da carreira de Robinho, quando o menino surgiu no Santos, com 15 anos, na época em que o Rei cuidava das categorias de base da Vila Belmiro.

 



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Escrito por Otávio Cabral às 13h32.
18/03/2009 
A OPINIãO DO MESTRE
Neymar, segundo Tostão

Tostão é quem melhor escreve sobre futebol no Brasil. Mais do que isso. Para mim, é quem mais entende de futebol no Brasil. Aprecia o futebol bem jogado, a técnica dos jogadores, os lances bonitos, os times bem armados. Desdenha dos superpoderes dos técnicos atuais e despreza as manobras de bastidores dos cartolas. O que vale para ele é o que acontece de bom dentro de campo. Daria um belo técnico da seleção brasileiro neste tempo de mesmice nos bancos.

Hoje, Tostão escreve mais uma coluna brilhante na Folha de S.Paulo. Agora o alvo é Neymar, nossa grande revelação. A opinião do mestre me dá mais certeza de que estamos diante de mais um gênio da Vila. Aí vai o texto:

 

TOSTÃO

Ser ou não ser craque


Para ser um craque, é preciso, além de muito talento, transpirar bastante pelo corpo e pela alma


COMENTARISTA esportivo não deveria ser ansioso, apressado, chamar uma promessa de craque, ser amigo de atletas, técnicos e dirigentes, entrar para a turma do oba-oba nem ser um refém da indústria do entretenimento, que quase só pensa em promover o espetáculo, aumentar a audiência e vender mais anúncios.
Por outro lado, comentarista não deveria, em situações especiais, ter medo de se encantar por um jogador no início da carreira.
Domingo foi um dia especial. Vi a primeira partida de Neymar, 17 anos, como titular do Santos. Fiquei empolgado, como fiquei quando vi pela primeira vez Zico, Ronaldo, Ronaldinho, Romário e outros. Já Kaká foi me encantando aos poucos.
Ao narrar o primeiro gol de Neymar como titular do Santos, contra o Mogi Mirim, Milton Leite, ótimo narrador do Sportv, disse que pode ter sido um gol histórico.
Para muitos, foi um exagero. Milton Leite, como eu, deve ter tido a sensação, não pelo gol, mas pela presença de Neymar em campo, de estar diante de um futuro fora de série, e não apenas de um excelente jogador.
O comentarista afirmou que Neymar não deveria tentar fazer de cada jogada um lance bonito. Não acho que ele quis fazer firulas nem ser diferente. Ele é diferente. Seus toques na bola são belos, eficientes e naturais. Ele não pode nem deve jogar como os outros. Acredito até que deu muitos passes para os lados, quando poderia tentar jogadas individuais.
Para ser um craque, o que ainda está longe de ser, Neymar, além de adquirir mais confiança e saber também seus limites, terá de aumentar sua massa muscular, aprender e aprimorar os fundamentos técnicos, ser ambicioso, no sentido de desejar ser sempre melhor, e ser um guerreiro.
Ser guerreiro não significa trombar nem guerrear com os adversários. Ser guerreiro é não se esconder do jogo, crescer nas adversidades e transpirar bastante pelo corpo e pela alma.
Vão começar as discussões se Neymar é um segundo atacante ou um meia ofensivo. Isso é irrelevante. Mais importante é o técnico definir se, quando o time perder a bola, ele vai recuar e participar da linha de marcação do meio-de-campo ou se vai ficar mais à frente e mais perto do gol.
Pelo pouco que vi (e não foi quase nada), Neymar deve se destacar mais pela criação de jogadas e pelos passes do que pelo número de gols. Para ser craque, terá de fazer bem as duas coisas, seja atacante ou meia.
Todos conhecemos histórias de grandes promessas que não se tornaram craques. Uma das razões apontadas para isso é o deslumbramento desses jovens pelos elogios e pela fama. Não acho que isso seja o mais importante. O principal motivo são os nossos erros de avaliação. Confundimos talento com habilidade e com técnica. O talento é a síntese, a união da criatividade, da habilidade, da técnica e das qualidades físicas e emocionais.
Vivemos em uma época de pressa, de exageros, do que parece, mas não é. Antes de jogar, Neymar já era uma estrela. Um grande exagero.
A expectativa é tanta que, se ele não for, no mínimo, igual a Robinho, será uma decepção. Tomara que ele drible tudo isso.



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Escrito por Otávio Cabral às 08h41.
13/03/2009 
SANTOS 1 X 1 PAULISTA
Dúvidas

Por que jogar com três zagueiros em casa contra um time que só quer se defender?

Por que dois volantes na frente desses três zagueiros?

Se é para presionar o adversário, não é melhor colocar meias e atacantes do que atacar com zagueiros e volantes?

Por que contratamos tão mal para as laterais? Luizinho é horrível, Triguinho é ainda pior, Pará nem lateral é e o Léo voltou totalmente fora de forma.

Por que escalar dois meias canhotos para jogar pelo lado direito? Molina a Madson vêm ocupando o mesmo espaço do campo.

Por que não temos um reserva para o Kléber Pereira?

Por que Neymar não é titular?

Será que o Mancini vai conseguir fazer esse time jogar bola?

Até quando o Marcelo Teixeira vai continuar na presidência?

 



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Escrito por Otávio Cabral às 15h35.
10/03/2009 
AS MEIAS CINZAS
Iguais aos gambás, jamais

Muito trabalho, quase um mês sem postar nada. Mas agora estou de volta, tentando manter uma periodicidade mais constante no blog.

Volto em uma fase bem melhor. Vagner Mancini deu uma cara de time ao Santos. Não é um esquadrão, não dá espetáculo, mas é um time que dá gosto de torcer. Corre o tempo todo, marca em cima, demonstra vontade de ganhar até o último minuto. E ainda tem o Neymar, que dá uma esperança de tempos melhores, de voltarmos a ter um ídolo. Espero que essa fase dure o ano todo, que não seja fogo de palha.

Vou deixar os comentários sobre técnicos e jogadores de lado para me ater a outro ponto da vitória sobre o Oeste: as meias cinzas. Achei muito estranho ver o Santos em campo com as meias iguais às do Botafogo. Mais estranho ainda foi a ausência de comentários na imprensa e nos blogs sobre a mudança de uniforme. Até pensei que pudesse ter sido algo improvisado, feito de última hora para resolver alguma emergência. Até que leio a explicação hoje no blog do jornalista Paulo Vinícius Coelho, o PVC, da ESPN Brasil. Segue em itálico o texto do PVC:

"O curioso caso da meia cinza do Santos

O Botafogo pensa em voltar a usar sua tradicional meia cinza. Enquanto isso, o Santos estreou a meia nesse tom na partida contra o Oeste. Superstição pura.

Um levantamento feito pelo Conselho Deliberativo do clube dá conta que o Santos perdeu todas as vezes que atuou com peças do uniforme iguais às do Corinthians. O detalhe já serviu para vestir a camisa listrada toda vez que precisa usar calção preto. Isso está certinho.

Mas o Corinthians não usa meias pretas, a não ser quando muda peça do uniforme para se diferenciar do adversário. A meia do Corinthians é branca. Preta, só eventualmente. As do Santos, com o uniforme listrado, são cinzas a partir de agora. Ordem do Conselho Deliberativo, com o aval do presidente Marcelo Teixeira".

Aqui sou eu de volta. Gostei da iniciativa. É superstição pura, eu sei. A supertição é parte inegável do futebol. A maioria vai considerar uma bobagem. Mas sou favorável a inovações nos uniformes dos times. Aprovo terceira camisa preta, uniforme azul, calção quadriculado, calção estrelado. Qualquer mudança mexe com a torcida, é um atrativo para o time arrecadar mais com a venda de uniformes. Mais do que isso, vale mudar de meia para jamais ficarmos iguais aos gambás. Se bem que ficamos iguais ao Botafogo...

 

 



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Escrito por Otávio Cabral às 19h28.
13/02/2009 
MAC 1 X 0 SANTOS
Camisas desonradas

Nossa, que jogo horroroso. Nunca vi um time errar tanto passe, jogar com tanto desinteresse. Era só chuveirinho para a área em busca do Kléber Pereira. E tudo errado. No primeiro tempo, Madson foi o exemplo da ruindade do time. Errou tudo que tentou. Ele tenta muito e erra muito. Como corre demais, agrada a torcida, demonstra raça. Mas não tem bola. Continuo achando que essa correria prejudica o time. Ainda mais esse time desorganizado do Santos.

Quando o  Madson errou o quinto escanteio seguido, usando a camisa 10, desanimei. Veio à minha cabeça aquela idéia que sempre aparece de aposentar a camisa 10. Sempre fui contra. Acho que o time tem que jogar com as camisas de 1 a 11. Acho ridículo jogador com a 50, com a 80, com a 99, com a 24. Mas hoje não aguentei. O Madson não pode usar a 10. O Lucio Flávio não pode usar a 10. O Molina não pode usar a 10. O Robson não pode usar a 10. Aquela camisa tem história. Pelé, Giovanni, Diego. São só alguns que a honraram. Esses caras não podem continuar a macular essa camisa.

Aí comecei a reparar os outros jogadores que davam vexame em campo. E vi que, por esse critério, todas as camisas deveriam ser aposentadas. Fábio Costa não pode tomar seus frangos com a 1 de Rodolfo Rodrigues. Kléber Pereira não pode perder tantos gols com a 9 de Serginho Chulapa. Roni não pode ser tão lento com a 7 do Robinho. Germano não pode bater tanto com a 11 de Pepe. O Leo é o único que pode ficar com a camisa. Mas o Leo de 2002 e 2004, aquele sim merece a 3. O Leo de ontem não. Ele não jogou nada.

Então vamos deixar as camisas como estão, não dá para trocar todas. Os jogadores, pelo jeito, também não podem ser trocados. O elenco é esse mesmo. Que tal trocar pelo menos o técnico? Quem sabe o time não começa a jogar um pouco ao olhar para o banco e não ser contaminado pela moleza do Márcio Fernandes.

 



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Escrito por Otávio Cabral às 01h12.
09/02/2009 
PALMEIRAS 4 X 1 SANTOS
Quatro motivos para a derrota

1. Presidente horrível

Marcelo Teixeira perdeu o trem da história. Fez muito pelo Santos, em sua gestão o time saiu da fila interminável. Graças à sorte (ou competência) de ter revelado a geração de Robinho e Diego, reformou a Vila, ampliou o CT, reforçou o patrimônio do time. Mas não respeitou a democracia, a alternânancia de poder, e se manteve eternamente no cargo por meio de um golpe estatutário. O mundo vive em um época de plena democracia, as ditaduras estão fora de questão, tanto na política como no esporte. Países e times que não respeitam a alternância de poder caem em desgraça. Vide Cuba, Venezuela, Corinthians e Palmeiras. MT é um dos últimos ditadores do futebol brasileiro. Junto com ele, restam apenas dirigentes retrógrados como Ricardo Teixeira e Carlos Arhur Nuzman. Dualib e Mustafá tiveram que levar seus times à segunda divisão para largar o osso. É isso que ele quer para o Santos? Chega. A sua insistência em manter o Márcio Fernandes no cargo é a gota d´água. Fernandes é o pára-raios do presidente. Um técnico fraco para ser cobrado e criticado, enquanto o presidente e sua gestão medíocre são deixados de lado.

 

2. Técnico horrível

Márcio Fernandes não é técnico para o Santos. Pode ter ido bem o ano passado ao evitar o rebaixamento, mas isso já ficou no passado, é muito pouco para o currículo de quem quer dirigir um time da dimensão do Santos. Márcio Fernandes escala mal, mexe mal, não tem noção tática nem pulso sobre o elenco. Ontem, o time entrou em campo derrotado, levou um baile e não apresentou poder de reação. À beira do campo, ao invés de dar instruções objetivas, apela para Deus. Você é o técnico, meu caro, não Deus. Ele tem preocupações mais prementes, problemas mais sérios no mundo. Suas entrevistas também são medíocres. Não dá mais, Márcio Fernandes. Pede para sair e tente arrumar outro emprego enquanto é tempo. E não volte ao sub-20, por favor, porque o Narciso está dando conta do recado por lá.

 

3. Goleiro horrível

Perdi a paciência com o Fábio Costa. É um goleiro de muita técnica, um líder do time, mas é irregular demais, comete muitas falhas. Neste campeonato ele está numa fase terrível. Frango contra o Mirassol, frango contra o Noroeste e agora três falhas ontem. A saída no primeiro gol dispensa comentários. O pênalti, apesar de questionável, foi fruto de uma imprudência do goleiro. Se ele não desse aquele carrinho criminoso, o juiz não teria como marcar o pênalti. No terceiro gol, rebateu para a frente, no pé do atacante rival. E a culpa nunca é dele, é impressionante. É a bola, a chuva, o sol, o uniforme, o juiz. Chega, Fábio Costa. Por sua causa já perdemos uma Libertadores, já deixamos de ganhar muitos jogos. Vai treinar um pouco mais e pare de arrumar desculpas. Pior que no banco tem o Douglas. Que situação...

 

4. Time horrível

Não vou analisar o time tecnicamente no jogo de ontem, pois acompanhei só os melhores momentos. Quero destacar apenas a vontade em todo o campeonato, não apenas contra o Palmeiras. Ou melhor, a falta de vontade. O time anda em campo, toma gol como se nada tivesse acontecido. A lentidão do meio-campo é impressionante. A falta de jogadas pela lateral é inaceitável. O time é previsível, o adversário já sabe o que vai acontecer. Como no esquecível ano passado, estamos totalmente dependente do Kléber Pereira. O time que já era ruim foi mal reforçado. E agora, como sair dessa enrascada? Será que a culpa é do técnico? Mas quem será um técnico livre no mercado capaz de mudar essa situação? A coisa está feia.

 

Um gol para o presidente.

Um gol para o técnico.

Um gol para o goleiro.

E um gol para a apatia do time.

4 a 1. E o Palmeiras nem precisou fazer muita força.

 



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Escrito por Otávio Cabral às 15h49.
06/02/2009 
SANTOS 2 X 0 S.CAETANO
A maldição do Botafogo

O time continua jogando mal, mesmo assim conseguiu vencer o São Caetano. Márcio Fernandes dessa vez mexeu bem no time, teve coragem de tirar uma "estrela" e colocar o Robson, promessa que pode crescer se for bem lançado. A ajudá-lo, tem o nome mágico, do melhor jogador do Santos depois da era Pelé. Que Robinho o proteja.

Já se passaram cinco jogos, não dá mais para culpar a falta de ritmo e o desentrosamento pelo mau futebol. Estamos entre os quatro primeiros, mas poderíamos estar em uma posição melhor se os reforços jogassem o esperado. Lúcio Flávio é a principal decepção. Na estréia, cheguei a elogiar seu futebol. Mas ele é lento, dispersivo, abusa dos toques de lado e se esconde quando o jogo fica difícil. Lúcio Flávio tem técnica, seu futebol pode crescer, mas não mostrou ainda um pingo de raça ou de empenho. Molina e Robson jogam mais do que o Lúcio Flávio.

O Triguinho não serve nem para o banco, pelo que mostrou nos quatro jogos que entrou. Aliás, há uma maldição do Botafogo contra o Santos. Desde aquele título roubado de 1995, o alvinegro carioca só nos atrapalha. No ano passado, nos mandou o Cuca, um dos piores técnicos da história do Santos. Agora, chegaram à Vila o Lúcio Flávio e o Triguinho, que ainda não jogaram nada. Chega. Vamos parar de trazer botafoguenses para a Vila. Eles só atrapalham.

Luizinho é fraco, não tem futebol para ser reserva. Agora que ele se machucou e o Pará foi expulso, o time ficou numa enrascada. Márcio vai ter que improvisar. Ou escalar o Fabiano, que, pelo site oficial, continua no elenco. Medo... Os dois zagueiros contratados, Paulo Henrique e Astorga, são tão ruins que o técnico teve que escalar o Fabão em dois jogos. Imagine como deve ser o futebol de alguém pior que o Fabão. Germano ainda não mostrou nada, além de brigar com o Leo. Bolaños ainda não teve chance de ser avaliado.

Madson me deixa em dúvida. Ele se mata em campo, tem muita raça, dá bons passes, como o do segundo gol de ontem. Mas, às vezes, acho que seu excesso de velocidade e de movimentação acabam por confundir o time. É um bom jogador, mas é muito afoito. Precisa ser melhor trabalhado taticamente. É um bom jogador para compor o elenco, mas não sei se tem que ser titular absoluto. Queria ver como ele se sai entrando no segundo tempo, para explorar o contra-ataque e o adversário cansado com sua velocidade. Já o Roni foi pelo caminho inverso. Começou mal, lento, perdendo muitos gols. Nos últimos dois jogos melhorou. Ontem foi um dos melhores, com boa movimentação, uma bola na trave e o passe para o primeiro gol. Se continuar assim, vai cavar uma vaga de titular.

O grande destaque de ontem entre os reforços foi o Leo. Que bela re-estréia. Tinha dúvida se sua contratação valia a pena. Pelo que jogou ontem, foi a melhor contratação. É o mesmo Leo incansável, ousado, marcando bem e partindo sempre para cima do adversário. O Guerreiro está de volta. Para conduzir esse time, que tem muito para crescer.

 



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Escrito por Otávio Cabral às 17h39.
30/01/2009 
SANTOS 1 X 1 MIRASSOL
Lembranças de 2008

Time sem raça, andando em campo e torcendo para o jogo acabar. Kléber Pereira perdendo gols feitos. Fábio Costa tomando um frango num momento decisivo do jogo e culpando os outos. No caso, a bola que faz muita curva. Fabão batendo cabeça na zaga e virando de costas na hora do chute do adversário. Márcio Fernandes mexendo mal e fechando o time para segurar o resultado. O Santos do empate com o Mirassol lembrou muito o esquecível time do ano passado.

Ainda estamos no começo do campeonato, o preparo físico não é o ideal e ainda há jogadores para estrear. Mas, depois de um bom primeiro jogo, o Santos das partidas contra o Noroeste e o Mirassol foi preocupante. Lento, sem jogadas pelas laterais, abusando das ligações diretas da defesa para o ataque e dando muito espaço para os adversários. O time parece dependente das arrancadas do Madson, das bolas paradas do Lucio Flávio, dos gols do Kléber Pereira e de gols fortuitos, como o do Roni. Estamos bem na tabela, com sete pontos. Mas é pouco.

E ontem o Márcio Fernandes mereceu o castigo que levou aos 48 do segundo tempo. A covardia tem que ser castigada. Quem quer segurar um magro 1 a 0 na Vila contra o Mirassol merece empatar. Tirar um atacante, mesmo que seja o Roni, para colocar um volante, ainda mais sendo o Germano, não se justifica. Espero que a estréia do Bolaños e do Leo ocorra logo para dar mais opções ao time e mais prazer à torcida. O jogo de ontem foi duro de assistir. Como os de 2008.

 



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Escrito por Otávio Cabral às 00h57.
26/01/2009 
NOROESTE 1 X 2 SANTOS
Triguinho e Roni, as decepções

Mais uma vitória, mais três pontos. Um bom começo de campeonato, melhor do que o esperado. Principalmente com uma vitória fora de casa, de virada, fato que não acontecia há muito tempo. O time tem potencial para crescer. A entrada do Molina e do Tiago Luís no segundo tempo foi uma boa sacada do Márcio Fernandes, que demonstrou que o elenco tem boas opções e que ele é um técnico com potencial para evoluir ao longo do campeonato.

Mesmo com apenas dois jogos na temporada, já dá para dizer que alguns jogadores surpreenderam e outros decepcionaram. Entre os que renderaram mais do que eu esperava estão o Luizinho, lateral que apóia bem e marca em cima, o Mádson, com sua velocidade e agressividade, e o Lúcio Flávio, que, apesar de dormir em alguns momentos, melhorou a qualidade do passe no meio de campo.

Por outro lado, há dois jogadores que me decepcionaram muito. A maior decepção é o Triguinho. Não marca, não apóia, nunca está no lugar onde acontece a jogada. Esperava bem mais de seu futebol. O outro é o Roni. Nos três jogos, ainda não fez uma jogada de perigo. Não sei se é porque está fora de forma, mas me parece ser um jogador fraco, que vai esquentar o banco em toda a temporada. Ao lado do Triguinho.

 



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Escrito por Otávio Cabral às 17h48.
23/01/2009 
SANTOS 2 X 0 GUARÁ
Madson, o Taz da Vila

Depois de um ano medonho, o Santos deu um alento para a torcida na primeira partida oficial de 2009. O primeiro tempo da vitória sobre o Guaratinguetá foi animador. Ainda é cedo para comemorar, mas parece que temos um time. Mais do que um time, temos um elenco com opções, com um banco forte. E ainda temos Fabiano Eller, Bolaños e Leo para estrear. A expectativa é boa.

Notei duas grandes diferenças em relação ao time de 2008. Primeiro, a técnica. O time atual tem mais opções, não depende tanto das enfiadas de bola no desespero para o Kléber Pereira. Lúcio Flávio deu um toque de classe ao meio de campo, temos jogadas pela lateral, ultrapassagem, toque de bola para esperar o adversário dar espaço. Parece um time bem treinado.

A outra diferença é a raça, a vontade. O time marca desde o campo de ataque, não dá espaço, vai atrás até de bolas perdidas. O símbolo dessa raça foi o Madson. O baixinho não desiste, está em todos os cantos do campo. Como me disse o Arnaldo: Baixinho, correndo desse jeito e com aquela cara feia, lembra o Taz. Madson, o Diabo da Tazmânia da Vila Belmiro!

Mesmo em uma vitória fácil, alguns jogadores destoaram. Domingos foi mais atrapalhado do que de costume. Com o Adaílton jogando bem e a volta do Eller, deve ir para o banco. Triguinho foi muito mal, ainda bem que temos o Léo. E o Roni está totalmente fora de forma, deve dar a vaga para o Bolaños. Por outro lado, o Luizinho foi a surpresa positiva. Fez uma boa partida e mostrou saber cruzar, o que é um artigo raro nos últimos laterais que passaram pela Vila. Ainda precisamos de outro lateral, mas se ele mantiver o nível pode ser titular.

Vaos ver no domingo, contra o Noroeste, se podemos ter mesmo esperança em 2009 ou se voltaremos a sofrer como em 2008.

 

 

 



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Escrito por Otávio Cabral às 20h46.
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