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29/07/2010 
QUASE Lá
Vitória por 2x0 coloca o Santos em vantagem na Copa do Brasil

Foi 2x0, mas poderia ter sido mais. E não só pelo pênalti perdido por Neymar, pois todo o Santos desperdiçou novamente muitos gol. Mas calma lá, não vou cornetar não. Ao contrário, o jogo de ontem foi digno de elogios!

Ainda não exatamente como o Santos do primeiro semestre, porém o time voltou a voar. Uma azeitada aqui, uma calibrada nas finalizações ali, e voltaremos a dar show, tenho certeza. Basta manter em campo a vontade demonstrada ontem.

E quando é para vencer, é! Digo isso porque o DJ teve sorte. A criticada substituição de Ganso por Marquinhos deu certo: ele acertou um golaço de falta. E quem disse que sorte também não conta no futebol?

Para mim, aliás, o grande responsável pela volta do Santos arrasador foi o próprio DJ, ao deixar de lado o temor da derrota e colocar em campo novamente um time ultraofensivo. Na minha opinião está mais que provado: é assim que o Santos realmente joga e, portanto, deve sempre jogar. Bola pra frente, Peixão!

Quarta que vem o Vitória precisa fazer 3x0 para levar a taça sem pênaltis. Se o Santos marcar gols, a coisa fica ainda pior, pois tentos fora de casa valem por dois! Ou seja, é só não subir no salto e trabalhar direitinho em Salvador para pôr de vez as mãos no título.

Enquanto isso, o trabalho é todo nosso, de controlar a ansiedade, não roer as unhas, não arrancar os cabelos. “Tava” bom se toda ansiedade fosse como esta! Chega logo, quarta-feira...



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Escrito por Olívia às 15h09.
23/07/2010 
DINHEIRO, DINHEIRO, DINHEIRO
A causa de todos os males do futebol atual

                 No ano retrasado tive o prazer de conhecer o senhor José Luiz Macia, vulgo Pepe, Canhão da Vila. Aquele lá, maior artilheiro do Santos – já que Pelé é de outro planeta, não conta.

                Um senhorzinho simpático, sorridente, simples, que na ocasião contou divertidamente as histórias da sua época de futebol. Como, por exemplo, quando ganhou um fusca através de uma vaquinha de torcedores, pois ia e voltava da Vila Belmiro para casa de ônibus, mesmo tarde da noite, depois de jogos estafantes, na própria Vila ou fora dela.

                Fiquei pensando nisso outro dia. O futebol é tão diferente hoje que, contra o fusca de Pepe, Neymar, aos 18 anos, tem um Volvo, carro luxuoso comprado com seu próprio dinheiro.

                Esta história não nos ensina só que um jogador hoje, por mais novo que seja, sendo estrela recebe o suficiente para comprar um carrão. Ela nos fala ainda do esforço pessoal de cada um e de como esse esforço, traduzido em amor pela camisa em mais ou menos intensidade, influencia na confiança e paixão do torcedor.

                Pepe ganhou um carro – um carro! – de torcedores apaixonados em reconhecimento ao seu empenho em defender a camisa alvinegra com louvor dentro de campo, mesmo que isso significasse estar pregado e ainda assim ter que esperar o ônibus e a viagem terminar para descansar.

                Neymar não precisou ganhar um carro, pôde comprar um, mas, se precisasse, quem daria um carro para ele em meio aos boatos de desejo de deixar a Vila Belmiro para ir ao exterior depois de apenas seis meses atuando com a camisa alvinegra regularmente?

                Estou falando de Pepe e Neymar, mas podia comparar qualquer outro craque do passado com as novas promessas de craque, do Santos ou não. Simplesmente porque o futebol não é mais o mesmo.

                Hoje as promessas ganham muito dinheiro desde cedo, pois, se não for assim, podem ser tiradas dos clubes muito precocemente. Alguns deles, quando lançados ao time profissional – caso dos Meninos da Vila –, tornam-se, além de ricos, famosos. E, ricos e famosos, quando os grandes times europeus vêm enfim sondá-los, anseiam por mais, esquecendo-se do clube que investiu neles e os projetou para aquela situação maravilhosa.

                Pois é, voltando à comparação Pepe/Neymar, Pepe, mesmo com toda a sua qualidade, não deixou a Vila Belmiro, Neymar pode deixá-la amanhã.

                Não à toa, o atual time do Santos está como está: jogando nada. Diferente de Pepe, que se cansava jogando uma puta bola feliz da vida, porque amava – e ainda ama – seu clube –, e ainda assim esperava o ônibus para ter o grato descanso, esses meninos veem por muito menos um mundo de superstar se abrindo para eles, com todas as suas seduções e tentações. Difícil mesmo pensar na bola.

                Mais difícil é ser torcedor, ali, no meio desse fogo cruzado de empresários e clubes. Para a gente ficam os respingos e aquela sensação de mulher/marido traídos, sempre os últimos a saberem da traição e ainda assim os que sofrem mais. Pior é perceber que enquanto o poder da grana imperar, e não o da paixão e da gratidão por quem se mata numa fila pra comprar ingresso para ver o futebol desses supostos craques, seremos traídos cada vez mais pelas promessas de amor eterno.



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Escrito por Olívia às 12h42.
19/07/2010 
BATE-BOCA NO TWITTER
Estará o Santos superexposto?

Sabe aquele vídeo do menino dizendo “Não vou perdoar não, vou xingar muito no Twitter hoje”, sobre não ter conseguido entrar no show de uma dessas bandinhas de rock adolescente? Pois é, lembra o bate-boca entre torcedores, Neymar e Madson via microblog na noite de ontem, após a derrota para o Fluminense por 1x0 em plena Vila Belmiro. Coisas do mundo moderno.

Esse é um dos males da exposição em mídias sociais. Quem se expõe na internet deveria saber que não é apenas para quem ama incondicionalmente.

E claro que uma derrota para o Fluminense, logo após o revés no clássico contra a porcada, torna-se um prato cheio para ataques, mesmo que, analisando friamente, o Santos não tenha jogado mal. Só que entre o bom desempenho e o resultado final tem aquele detalhe decisivo: o gol, exatamente o pecado do Peixe, que atacou, atacou e não converteu.

E como é muito difícil analisar friamente uma partida logo após a derrota, o torcedor, de cabeça quente, ao ver o atleta online – especialmente às 2, 3 horas da manhã, quando deveria estar descansando – entende como seu direito cobrá-lo. Afinal, ele está ali, conectado, aberto ao mundo das conversas virtuais, de todo e qualquer conteúdo, de elogios a críticas. A questão é: esse atleta tem maturidade e jogo de cintura para lidar com estas últimas?

Na minha opinião, esse episódio traz à tona algo que de benéfico está virando ferida: a superexposição. Os ganhos – maior atração de patrocinadores, fãs etc – conseguirão superar o comportamento de superstars de alguns dos nossos jogadores?

A grande chance de sabermos se esse mal é passageiro ou merece medidas mais drásticas será mesmo a final da Copa do Brasil, A chance de os atletas provarem que são tudo isso mesmo que dizem por aí e fazerem as pazes com a torcida, que, sim, anda muito exigente. Provada a qualidade, a torcida se rende. Acreditem, queridos,ela  volta a Twittar coisas boas para vocês. Mas, por enquanto, que tal esquecer a internet e focar no que é realmente importante? Vai ser melhor para todos.



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Escrito por Olívia às 17h38.
16/07/2010 
INCERTEZA E ANSIEDADE
Qual será o Santos dos próximos meses?

Não vou falar sobre o jogo de ontem porque não assisti. Essa coisa de pay-per-view... acho um absurdo elitista. Mas isso não vem ao caso. Para ser sincera, o resultado não me surpreendeu. Coisa de feeling. Eu já esperava o Santos sem ritmo. Sem falar que Robinho não jogou, Ganso entrou no segundo tempo somente e ainda se recuperando de cirurgia, Neymar não foi bem e André está com a cabeça na Ucrânia. Sem desculpas, acho natural o adversário vencer nessas condições.

E não há porque nos desesperarmos. O Santos de ontem não é o Santos do resto do campeonato. André está de saída e Keirrison vem aí. Prefiro o André, mas entendo que vendê-lo foi um bom negócio para um clube endividado como o Santos. E confio na diretoria quando diz que a venda foi estratégica. Às vezes é preciso vender peças para repor outras. Feeling novamente: coisa boa vem por aí.

Robinho também deve sair, não por vontade própria e muito menos por falta de esforço do Santos que, enquanto ele esteve na Copa, deu um jeito de viabilizar seu pagamento até o fim deste ano. Mas... no meio do caminho há um Manchester City, há um Manchester City no meio do caminho. Os ingleses parecem estar rifando o Robinho. Já ouvi falar em Barcelona, Valencia, Shaktar, Milan... Deixa o cara aqui, poxa!

Contudo, precisamos ser realistas e termos na manga num plano B. Tenho certeza de que a diretoria já pensou nisso, mas a demora na conclusão dessa novela traz ansiedade. Robinho sairá? Quem substituirá Robinho? Zé Roberto? Fica a incerteza.

As dúvidas que também pairam se referem às posições de goleiro, volante e laterais, estas últimas com carências latentes. Alguém aí consegue escalar o Santos dos próximos meses?

Mas calma lá que no meio desse caminho tem a final da Copa do Brasil e vamos com o time que temos hoje mesmo, claro que com Robinho em campo e Ganso mais recuperado. é o que tem pro dia 28, hora de buscar o único caneco brasileiro que não temos e conquistar a vaga expressa na Libertadores. E deixe para pensar no time que disputará a Libertas no ano que vem. Afinal, com um mercado da bola de concorrência tão agressiva e caixa em baixa, difícil apostar em quem fica por aqui.



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Escrito por Olívia às 16h56.
01/06/2010 
TARDE INFELIZ
Corrijamos os erros e avante Meninos da Vila!

Domingo foi meu aniversário de 29 anos. E que presente eu ganhei! Por isso mesmo não quis escrever ontem. Ainda estava com a cabeça cheia. Hoje as coisas já começam a se encaixar melhor, os pensamentos estão entrando nos eixos.

Minha primeira reação foi a mesma de todos: atirar contra o árbitro, contra as alterações ousadas do Dorival, contra as falhas do Felipe. Não deixariam de ser comentários válidos, porém no momento após jogo e mesmo no dia seguinte a cabeça quente não permitia enxergar direito.

O gol anulado mudaria a partida? Talvez, porém não se pode depender dos árbitros hoje no Brasil, muito menos quando no ano de seu centenário, o Curintia ainda não ganhou nada.

As alterações do Dorival foram ousadas? Sim, foram. É temerário tirar um zagueiro de ofício para colocar um meia, deixando apenas outro zagueiro em campo. Assim como é temerário tirar o Pará e deslocar o Wesley da meia para a lateral, além de colocar em campo mais um centroavante, o Marcel. E eu teria tirado o Marquinhos para colocar o Madson, não o Neymar. Enfim, opções ofensivas do Dorival que poderiam ter gerado gols para nós, mas os ofereceram à equipe adversária porque não conseguimos marcar o contra-ataque. Acontece.

E o Felipe? O goleiro até faz boas defesas, como no jogo contra o Grêmio, no Olímpico, mas talvez por insegurança ou falta de preparo, falha muito e não passa segurança nem para a zaga – fraca por i só –, nem para a torcida. Domingo, ele não salvou um.

Ok, tudo isso estaria muito bem colocado, mas não é o fim do mundo. Não é sinônimo de crise no Santos, como querem pintar. Jogamos um clássico ofensivamente e perdemos para um rival mordido, precisando vencer, com a maior parte da torcida contra.

Mas eu sei porque ficamos tão chateados. Já ouvi de algumas pessoas que santista é o torcedor mais chato que existe. Não discordo. Só conheço um ou outro santista que não seja fanático.

Proporcionalmente ao fanatismo vem o orgulho. Santista é bicho orgulhoso e foi isso que fez a derrota de domingo doer fundo.

O que eu quero dizer com isso é que por termos perdido de quem perdemos podemos ter dado uma proporção muito maior às coisas. Ouvi gente dizendo que Neymar e companhia quer derrubar o treinador, que esse time não é nada daquilo que falavam, entre outras coisas.

Calma. O Santos foi campeão Paulista e está na final da Copa do Brasil após derrubar times importantes. Ou seja, é muito sim. Sobre rebeldia etc, confio na nova diretoria e em seu bom-senso para resolver essas pendengas, se é que existem.

No mais, acho que temos sim que observar as falhas e corrigi-las, como o setor defensivo – incluindo aí pelo menos a contratação de um novo goleiro e de um volante. Afinal, errar é humano, mas persistir no erro é burrice.

Por fim, acredito que domingo não passou de uma tarde infeliz, em que resolveu brilhar a estrela dos gambás, o que não significa que se apagou a nossa. Agora é focar o pensamento em quarta e garantir os três pontos. Avante, Meninos da Vila!



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Escrito por Olívia às 18h52.
27/05/2010 
MENINOS DA VILA
Alô, Santos. De olho nos aborrecentes!

Joguinho preguiçoso o de ontem. Não dá nem vontade escrever sobre.

O Santos jogou mal - ponto.

Também li sobre a marra do Neymar. Aqui sim temos um ponto. A birra foi com a punição da semana passada, após ele, Madson, André e Ganso chegarem atrasados à concentração? Ou com o afastamento do Madson, reincidente nesse tipo de comportamento?

Pouco importa. Devido aos altos salários e ao estrelato precoce, muitas vezes esquecemos que certos jogadores não passam de adolescentes. E, como tais, passam por uma transformação comportamental que os torna uns chatos, donos da verdade e do mundo.

Eu já fui assim um dia. Dependendo da sua idade, você também foi. Quem ainda não foi, será. Ô fase chata.

Não que isso deva aliviar alguma coisa ou significar uma passada de mão na cabeça e tudo bem. Ao contrário! Requer um acompanhamento ainda mais próximo para uma formação de caráter que coincida com a formação do bom profissional. Essa é a hora!

E acho sim que não é só função dos pais. Acho que o clube, onde o indivíduo passa a maior parte do seu tempo, tem grande importância. Isso passa pelas punições disciplinares, mas deve também se estender para o incentivo ao estudo e à formação da consciência de cidadão.

Ok, talvez seja utopia no esquema atual dos clubes. Contudo, com jogadores despontando cada vez mais cedo, e, portanto, sendo tentados pelas ciladas do dinheiro cada vez mais precocemente, é hora de se pensar nisso sim.

Espero que o Santos pense. Para que Neymar e companhia entendam que podem ser muito maiores do que são. E para que não se tornem um Ronaldinho Gaúcho da vida. Mesmo com dinheiro, é assim que eles querem terminar? Tomara que não.



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Escrito por Olívia às 11h08.
20/05/2010 
UM CALA BOCA SANTáSTICO
Santos responde falatório do Grêmio com 3x1

Sabe aquele ditado que diz "em boca fechada não entra mosca"? Pois é, cai como uma luva para o Grêmio.

Silas e torcida falaram demais depois da vitória da quarta passada, como se o Santos estive morto e não restassem 90 minutos.

O técnico gremista disse não temer jogar na Vila Belmiro, que o Grêmio é imortal, que o Santos sabia então com quem estava lidando. Radialistas gaúchos disseram que o Santos iria dançar o "elimination" e torcedores fizeram um vídeo dizendo que os Meninos da Vila não jogavam futebol de verdade, e sim o Grêmio.

Pagaram a língua na noite de ontem, com uma resposta em forma de sacode: 3x1, todos golaços de craque.

Vamos a um resumão do jogo:

Em uma Vila Belmiro lotada e em festa, o Santos entrou em sintonia oposta: desligado e sonolento, fazendo um primeiro tempo muito ruim. Ganso estava dormindo, Robinho errava passes etc. Não à toa, foram para o vestirário com um 0x0 angustiante, ao menos para a torcida.

Não sei o que Dorival conversou com os garotos no intervalo, mas deu certo, pois o segundo tempo foi outra coisa. E a porteira foi aberta por Ganso, com um golaço de fora da área. 1x0 Santos!

O Santos adiantou a marcação e empurrou o Grêmio para o seu campo, levando pressão ao adversário. É isso o que eu sempre me esgoelo para o Santos fazer: marcar em cima. Um time ofensivo como o do Peixe, de defesa exposta, não pode se dar ao luxo de deixar os adversários se aproximarem da área. Ontem marcou direitinho.

E logo veio o segundo gol, de Robinho, que encobriu o goleiro sem dó.

Só que então, mais uma vez, o Santos deu aquela amolecida, no que parece um mal crônico dos Meninos da Vila, algo que Dorival ainda não conseguiu resolver. A adrenalina parece que baixa, sei lá. Resultado: Felipe rebate bola de cobrança de falta e o Grêmio empurra para o gol. 2x1.

Nessas horas passa um filme pela cabeça. A gente acaba se perguntando: " de novo?" Só que o jogo de ontem era muito importante para repetir as falhas. Era momento de ressaltar as qualidades.

E como em qualidade não tem pra ninguém, Wesley, num momento inspirado, recebeu passe de Marcel - pelo menos isso ele fez de bom -, deu uma meia lua em um, adiantou o passo para tirar o goleiro e chutou meio sem ângulo para fazer o terceiro. Santos 3x1. Golaço, aço, aço.

A partir daí, o Grêmio estava morto e enterrado. E só não ficou mais morto porque Marcel conseguiu perder um gol feito, muito feito: debaixo da trave e sem goleiro. É... o Dorival foi muito bem nesse jogo, mas, como eu eu estava no estádio, onde não há comentaristas ou narradores, não entendi bem porque ele tirou o André. Tudo bem, esqueçamos...

Ele armou bem o time com o Rodriguinho, que até que foi bem. O rapaz não tem jogado com frequência e, ainda assim, mesmo não sendo um Arouca, ao menos não comprometeu. Fez o que se esperava dele e pronto. Nada de jogadas mirabolantes, dribles no meio de campo. Em jogo importante, o feijão com arroz também vale, e muito!

O único ponto negativo da noite foi o juiz. Juizinho ruim! Apitou muito para um lado, pouco para o outro. Deixou os zagueiros do Grêmio descerem a botina. Posso jurar que, postada de frente pro gol no primeiro tempo, vi um pênalti. Expulsou Dracena injustamente, na minha opinião, e ainda deixou o Jonas dar um tapa no Madson. Dois vermelhos para o Grêmio saíram barato, barato.

Mas nem isso apagou a magia da noite de ontem, quando os Meninos da Vila calaram a boca do Grêmio, desentalando da minha garganta - muito obrigada! - a desclassificação na Libertadores 2007. Fica a lição para Silas e gremistas: quem tem boca até vai a Roma, mas só se não passar pela Vila Belmiro antes.



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Escrito por Olívia às 10h09.
13/05/2010 
PORRA, DORIVAL!
Deixa o Santos jogar

Dorival, você não me conhece, mas mesmo assim às vezes converso contigo, assim, pela televisão mesmo ou da arquibancada.

Na maioria das vezes te elogio, só que de uns tempos pra cá tenho te xingado, também.

Dorival, querido, não é pecado nenhum ganhar um Paulista jogando pra frente. Assim como não é pecado nenhum golear o Grêmio em pleno Olímpico.

Ô, Dorival, por que a covardia?

Ontem mesmo, ganhando o jogo, com o adversário sob controle, por que você substituiu o Marquinhos pelo Mancha?

Eu sei que o Marquinhos estava cansado, mas porque não o Madson? Por que você teve medo? E medo do quê?

Dorival, este time não sabe jogar retrancado. A maior defesa do Santos é o ataque. Quando você vai aprender isso?

Meu marido é testemunha: quando vi o Mancha na lateral do campo, pronto para entrar, eu disse: “Não, Dorival, tá fazendo cagada.” Dito e feito.

Ainda bati na madeira, pedi para estar errada, mas não. Dito e feito.

O fraco volante conseguiu em duas falhas pessoais dar dois gols ao Grêmio.

Você ainda tentou corrigir o erro, tirando o volante. Só que colocou outro no lugar. E por que colocar o Maranhão?

Não que eu seja especialista no assunto. Não sou. Você sabe mais, é claro. Mesmo assim, até eu consegui cantar a bola de que, recuando o time, você chamava o Grêmio pra cima. Esquecendo-se, acho, de que a defesa do Santos, quando exposta, não é aquela maravilha. E olha que ontem o Felipe pegou tudo, hein!

Olha, Dorival, eu não quero a sua cabeça não. Mas quero que você reflita. Reflita e seja mais corajoso. Você tem uma máquina nas mãos. Uma máquina de fazer gols. Deixe-a, então, fazer o que sabe. Às vezes é melhor entregar-se ao destino que tentar mudar o curso das coisas. PORRA, DORIVAL, DEIXA O SANTOS JOGAR!



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Escrito por Olívia às 11h58.
12/05/2010 
SANTOS E SELEçãO
O jogo difícil desta noite e comentários sobre a escalação de Dunga

Hoje tem Santos e Grêmio, que delícia! É hora de aproveitar o excelente momento e ir à forra contra este adversário entalado na garganta, especialmente pela eliminação na Libertadores de 2007, quando tínhamos Zé Roberto em campo.

Sem Neymar, não creio em surpresas: Dorival escala Marquinhos.

Tenho lido muitas críticas sobre esse jogador, algumas bastante ásperas. Exageradas também, a meu ver. É fato que ele é um jogador lento e que não é bom marcador, mas compõe bem o meio de campo na armação, tem boa visão de jogo e sabe carregar a bola.

Quem por vezes erra no momento de substituí-lo é o Dorival, mas isso não é culpa do próprio Marquinhos, né?

Vamos torcer para uma partida perfeita, de preferência com vitória. O importante é fazer gol fora de casa, porque aí até derrota por um gol de diferença não é mau resultado.

Temos que jogar para frente, sempre! Minha aposta: Grêmio 2 x 3 Santos.

Sobre Dunga

Engraçada a comoção que a escalação da seleção brasileira causou. Como se, além da não convocação de Adriano, houvesse alguma grande surpresa nela. Alguém acreditava mesmo que o Dunga ia levar o Neymar? O Ganso podia até ser, mas a coerência do Dunga fazia mais duividar que acreditar.

Sim, coerência. Ontem o cara foi coerente com tudo o que pregou o tempo todo à frente da seleção. Adriano, por exemplo. Não é um jogador comprometido, está sempre envolvido em confusão, está gordo... Foi uma surpresa não tão surpreendente assim não convocá-lo. E, na boa, apesar de achá-lo melhor que Grafite, faz sentido ele não ir mesmo.

Os demais jogadores foram convocados na base da confiança e experiência junto a Dunga. Pode desagradar, mas é coerente.

NÃO GOSTO DO ESTILO DO DUNGA. Na seleção de hoje joga-se um futebol feio, prático. Porém, foi exatamente isso que o tornou intocável à frente do Brasil.

Contra números não há argumentos: Dunga venceu todas as competições que disputou com a seleção principal. Venceu a Argentina, nosso mais tradicional rival, inclusive na casa deles. Venceu Portugal, Itália.

Que ele é um técnico vitorioso, apesar de contestado, é inegável. Acho, portanto, exagerada a reação de muitos brasileiros.

"O Brasil não passa da primeira fase...", "Vou torcer para tal país...".

Sinceramente? Besteira das grandes.

Você torce para um time ou para seus jogadores? A mesma lógica vale para a seleção.

Eu, como torço para a seleção brasileira, quero mais que os pernas-de-pau convocados façam um bom trabalho e tragam o caneco para cá. Afinal, não vai ser gostoso gritar hexacampeão? Vai, ah se vai.

E, como santista, torço para o Robinho, mesmo sabendo que depois dessa ele nos deixa, logo em agosto.

Nesse sentido, amando o Santos muito mais que a seleção, agradeço a Dunga por não ter levado Ganso e Neymar. Isso ia valorizá-los demais e talvez tirá-los de nós mais cedo.

Eles são jovens, terão ainda muitas copas pela frente. Vai seleção, vai Peixão! O futebol em 2010 há de nos trazer só alegrias.



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Escrito por Olívia às 12h11.
06/05/2010 
SANTOS PAPA O GALO
Eu já sabia!

Toda a minha ansiedade pelo jogo de ontem se desvaneceu quando vi a escalação do time. Não que eu tenha ficado exatamente calma, mas tive certeza de que o Santos se classificaria. E não deu outra, né? Assamos o galo com três gols!

Para mim, a formação de ontem é a perfeita para o Peixe. André à frente, atraindo marcadores, com Wesley no meio campo com o maravilhoso Ganso e Robinho e Neymar quebrando tudo.

Se um time tem uma vocação para a ofensividade, sua melhor defesa é o ataque. Ponto para o Dorival, que ontem percebeu que não dá para inventar com essa máquina que ele tem nas mãos. Mais ponto ainda para a marcação adiantada, tentando interceptar o adversário dentro de seu próprio campo. Tirando uma ou outra bola e o gol, o Patético pouco assustou.

Alguns dirão que Neymar estava impedido quando recebeu o passe que gerou o primeiro gol. Justo. A conta fechou certa, então, porque o segundo gol do Patético em Minas também saiu de jogador em impedimento.

Nossa, como dá gosto de ver este Santos jogar. Que passes, que tabelas, que pinturas de gols. Não à toa está todo mundo rendido – mídia, adversários, torcedores de outros clubes.

Agora sim dá para apostar que devolveremos ao Grêmio, nosso adversário na próxima rodada, a desclassificação doída de 2007. E se der pra ser com show... Dá-lhe Cirque Du Soleil!



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Escrito por Olívia às 17h21.
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