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14/03/2010 |
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PARALISAçãO MOMENTâNEA
Já já eu volto!
Caros amigos, Devido a problemas particulares que tive neste último mês, simplesmente não tive oportunidade nem vontade de atualizar o blog. Assim que a vida estiver em ordem e o coração em paz certamente publicarei outros posts, que inclusive já estavam em formatação final. A vontade de escrever sobre o Santos FC permanece, contudo neste momento a prioridade é a minha família. Grande abraço!
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Escrito por Newton Pereira às 17h12.
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11/02/2010 |
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NEYMAR NELES!
São-paulino se rende ao bom futebol de Neymar.
Quem não gosta de ver futebol bem jogado e times bem armados? E quando estes times bem armados presenteiam-nos com um digno espetáculo? E quando dignos espetáculos são recheados de quem entende do assunto: jogadores bons de bola? Pois bem, Neymar não vem agradando somente aos santistas, cada vez mais entusiasmados com seu futebol de craque. Vejam o que meu amigo são-paulino Helton Paris, 26, escreveu sobre nosso Neymar: Eu já havia decidido escrever um pequeno texto sobre o Neymar com a concordância desse grande blogueiro [nota do blogueiro: tenho 1,90m] antes mesmo do jogo entre o Santos e o meu amado tricolor paulista. Agora, logo após o jogo, essa vontade só fez aumentar, e por quê? Resposta simples e óbvia: a necessidade de registrar o fato histórico que estamos vivenciando. O futebol brasileiro revela bons jogadores a todo momento. Novas estrelas surgem das categorias de base aos montes e daí seguem seu caminho rumo ao velho continente (e agora também para o oriente) em pequenos, médios ou grandes clubes. Sem dúvida alguma, o Santos é o clube que apresenta ao mundo perolas únicas. Já teve Pelé (ninguém nunca mais verá algo ao menos parecido), Coutinho, Clodoaldo, Zito, Pepe, Edu, Giovanni, Diego, Robinho e agora Neymar. Robinho é daqueles jogadores que aparecem a cada 50 anos. De uma habilidade e um talento nato, fez com que ninguém acreditasse que o Santos pudesse revelar alguém com tamanho brilho novamente em tão pouco tempo. E não é que raio caiu outra vez na Vila? Surgiu Neymar, que religiosamente desde os 13 anos freqüenta uma escola de formação de craques. Treinado para ser melhor do mundo desde quando deu os primeiros passes, aos 16 anos já tinha a estréia solicitada por amantes do futebol arte. Como o tempo é mais sábio que os apaixonados pelo futebol e (principalmente) os jornalistas, agora mais maduro, mais forte e mais consciente, Neymar vem apresentando um futebol que faz brilhar e encher nossos olhos. Driblando leve e solto, e dono de passes geniais, vem se firmando e mostrando que não irá frustrar torcedores santistas e apaixonados pelo esporte. Será um dos melhores jogadores do mundo e em pouco tempo. A comparação com Robinho é inevitável e na opinião desse que vos escreve (e de tantos outros, até mesmo do Pepe) Neymar será “mais” que Robinho, e ele tem ao menos quatro grandes motivos para isso: Robinho surgiu num grande período de estiagem santista e inúmeras vezes viu seu nome ligado ao eterno Pelé (uma heresia, no mínimo) o que, se não representou um grande empecilho, ao menos pesou. Neymar é comparado a Robinho e, sem a sombra de Pelé, será melhor que seu antecessor; Aos 18 anos Robinho ainda era reserva da equipe de juniores do Santos, que jogava a Copa São Paulo sob a liderança do Diego. Neymar, aos 17, já era titular da equipe profissional e passou pelas seleções brasileiras de base com grande destaque; Robinho no campeonato brasileiro de 2002, brilhou com suas pedaladas e habilidade incríveis, mas não finalizava bem e tinha pouca objetividade. Era fisicamente fraco e fazia poucos gols. Neymar se posiciona muito melhor, bate muito melhor na bola e é mais forte, com habilidade e velocidade comparáveis. Além de tudo isso, chama o jogo para si, e resolve; Por fim, Robinho foi revelado com pouca preparação e sempre teve ao seu lado conselheiros duvidosos, fato que o levou a sair do Real Madrid para jogar em uma equipe com muito dinheiro e pouco futebol. Neymar não! Esse sentou nas primeiras filas da escola santista de craques e sabe muito bem que precisa melhorar. Mais alguns anos deitando e rolando no Brasil e a sua ida a Europa o fará melhor do mundo em um grande clube. Apesar do jeito moleque e irreverente de ser, demonstra mais consciência e maturidade que Robinho.
Assim, daqui alguns anos poderei dizer aos meus filhos e netos: “Vi Neymar jogar” assim como meu pai me fala sobre Pelé e Zico. E domingo passado contra o São Paulo, Neymar (que será melhor que Robinho) demonstrou que além de ser gênio, tem personalidade, chamou o jogo e levou o Santos a uma vitória justa. Não sobrou no jogo como fez com Barueri e Santo André, mas fez um gol que demonstrou a maturidade que tem. Encarou de frente um goleiro experiente e o deixou sentado. Confiante, tem demonstrado que tem sangue e perfil de atleta vencedor. Se cinquenta milhões de reais tiraram Robinho do Santos, para Neymar não será suficiente. Parabéns Santos! Parabéns Neymar! E então amigos, poderia eu guardar este texto e não publicá-lo?
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Escrito por Newton Pereira às 23h16.
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09/02/2010 |
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CORAçãO ALVINEGRO
Obrigado meu pai
Hoje completa 16 anos do falecimento de meu pai. Newton Bittencourt Pereira, conhecido por Maninho, foi atleta amador do Santos no final da década de 40 até quase final da década de 50 jogando basquetebol pelos aspirantes. Em 1983, teve a oportunidade de ser conselheiro no biênio presidido por Ernesto Vieira. Hoje passei o dia lembrando o que escrever do meu pai e quantos momentos estivemos juntos por causa do Santos Futebol Clube. E foram muitos!! Os jogos no meio de semana na Vila Belmiro, quando saíamos a pé do Boqueirão e na volta parávamos no Restaurante Lobby, na Avenida Conselheiro Nébias, para comer uma fatia de pizza e comentar sobre o jogo. Depois acompanhávamos Peirão de Castro no VT na TV Gazeta até dormir no sofá. Também acompanhávamos juntos as narrações da Rádio Bandeirantes (nesta época começou minha paixão pelo rádio esportivo e a idolatria por Fiori Giglioti) e depois o "Show de Rádio", programa humorístico criado por Estevan Sangirardi. Lembrei-me da visita que fizemos a casa do Seo João, pai do meia-esquerda Pita, que trabalhou com meu pai por muito tempo na Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão. Lá pude conhecer um de meus ídolos. Em 1994, já no final de sua vida, confidenciou-me sonhar com Santa Terezinha, qual era devoto. Pois bem meu pai, aonde estiver que sua Santa Terezinha lhe proteja e, antes que a emoção tome conta e não me deixe mais escrever, vou também lhe fazer uma confidência: MUITO OBRIGADO POR ME FAZER TORCEDOR DO SANTOS FUTEBOL CLUBE! Observação: Embora não o tenha conhecido, seu neto também é santista... mais um na família com coração alvinegro de Vila Belmiro.
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Escrito por Newton Pereira às 23h40.
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07/02/2010 |
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ROBINHO é ROBINHO E PONTO FINAL.
Gol de letra.
Robinho e o gol de letra. Letra E qual seria? Seria a letra "D" de decisivo ou letra "M" de molecagem mais uma vez? Pode ser letra "C" de coração, pois sem coração não há envolvimento, entrega e desejo de vitória. Talvez letra "E" de emoção, pois a emoção do gol é como se fosse o reencontro de um velho amor, que lavou a alma dos santistas nos enchendo de orgulho. De toda forma acho que hoje foi dia de letra "H", de História do Santos Futebol Clube, marcada por uma vitória dos atletas santistas no primeiro encontro dos Príncipes da Vila. E buscando na música algo que pudesse completar este texto, é impossível não relembrar um velho sucesso de outro Rei (Roberto Carlos), de 1974: Eu cheguei em frente ao portão, meu cachorro me sorriu latindo Minhas malas coloquei no chão, eu voltei Tudo estava igual como era antes, quase nada se modificou Acho que só eu mesmo mudei, e voltei ... Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui, Aqui é o meu lugar Eu voltei pras coisas que eu deixei, eu voltei ... Fui abrindo a porta devagar, Mas deixei uma luz entrar primeiro Todo meu passado iluminei, e entrei ... Meu retrato ainda na parede, Meio amarelado pelo tempo Como a perguntar por onde andei e eu falei ... Onde andei não deu para ficar, porque aqui, Aqui é o meu lugar
Eu voltei pras coisas que eu deixei, eu voltei ....
Sem saber depois de tanto tempo se havia alguém a minha espera Passos indecisos caminhei e parei Quando vi que dois braços abertos, me abraçaram como antigamente Tanto quis dizer e não falei e chorei .... Eu voltei, agora pra ficar porque aqui, Aqui é o meu lugar
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Escrito por Newton Pereira às 20h59.
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03/02/2010 |
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REFLEXãO
Palavras de Sérgio Guedes em 2008 fazem sentido no Santos de 2010.
Tarde chuvosa na Vila Belmiro. Mês de abril de 2008, mais precisamente dia 06. Em campo Santos e Ponte Preta empataram em dois gols num jogo que já não valia muita coisa para os santistas, pois na semana anterior um empate com o Rio Claro fora de casa praticamente tirara a chance do time de Émerson Leão ir às semi-finais do Paulistão. Sérgio Guedes, então treinador da Ponte Preta e um dos grandes goleiros que eu vi jogar com a camisa alvinegra, explicava aos repórteres os motivos pelos quais seu time tinha acabado de conquistar uma vaga nas finais do Estadual. Deixando a emoção transparecer e com a torcida da Macaca gritando seu nome das arquibancadas, o treinador foi muito feliz em suas declarações que, no mínimo, merecem uma boa reflexão. Perguntado se era seu projeto chegar às finais do Estadual declarou: “É o projeto do clube que se planejou para voltar a crescer, para virar um hábito dentro do clube: conquistar, chegar... Você aumenta muito suas possibilidades [de ganhar campeonatos] quando repete as possibilidades [vitórias]. A Ponte Preta fez isso num tempo não tão distante. A gente veio para construir ou reconstruir isso dentro do clube, com uma equipe sólida, que respeita um contrato e que traduz tudo aquilo que a gente entende como importante para o futebol em ação. Eu acho que o futebol precisa partir para este lado, deixar o mercantilismo de lado e jogar de uma forma mais apaixonada, como a torcida joga de fora para dentro.” Em seguida um repórter da Sport TV pergunta o que ele sentia em relação ao carinho que vinha das arquibancadas. Eis a resposta: “É uma história que eu tenho dentro do clube e a torcida pedia, quando nós assumimos, é que eles queriam voltar a sentir orgulho do time, que ao olhar da arquibancada para o campo ter a resposta com postura e atitude. Eu acho que o sentimento, para quem jogou tanto tempo quanto eu joguei, é importante resgatar e reconstruir. E isso vem com o tempo, isso não vem da noite para o dia. É isso que a gente vislumbra dentro do clube que eu já vi sobrar porque nasci lá.” E ao final lamentou: “... a identidade é uma coisa que eu lamento muito no futebol, que há muito tempo foi perdida... o clube merece muito mais de nós por aquilo que representa, pela oportunidade que nos dá de trabalhar e a gente tem que responder pela maneira que a gente acha mais coerente, mais justa ou a mais simples possível, que é a maneira que a gente foi quando jogava: simplicidade, vontade de ganhar e postura. E prá isso é preciso envolvimento, porque às vezes a gente pára no meio do caminho e acha que é normal, é natural...” As palavras do Sérgio Guedes em 2008 soam muito bem nestes tempos de início de trabalho do presidente santista Luis Álvaro e sua equipe. Envolvimento, paixão, respeito, atitude, simplicidade e humildade são exemplos de pré-requisitos básicos de um trabalho vencedor e minha percepção é que já podemos enxergar algumas destas qualidades. Independentemente das conquistas (eu não quero dizer que não é bom ganhar, ok?), acredito que primeiramente o torcedor santista deseja ver no profissional do Santos FC o comprometimento com o trabalho que está em desenvolvimento, respeito com o clube que representa e atitude dentro e fora das quatro linhas. Fomos muito maltratados nestes últimos anos por atletas que nitidamente não tinham comprometimento nenhum com o clube, com uma equipe de um futebol burocrático e sem vida. Embora entenda que o Mercantilismo já criou raízes no futebol e as negociações dos grande craques sejam inevitáveis, acredito que ainda há espaço para o sentimento e do amor ao clube. Talvez seja um sonhador, quem sabe? A ousadia da diretoria santista em trazer Robinho tem estas duas linhas caminhando em paralelo, pois como o próprio Luis Álvaro citou é preciso vender o espetáculo e não o artista, além de acordar a relação adormecida, mas de maneira nenhuma perdida, da paixão entre Santos FC e seus torcedores por um de seus expoentes. Como é bom ver a mídia veicular a cobertura televisiva como foi feito na apresentação do Robinho, não é verdade? Acho que estamos num processo de resgate do orgulho de sermos santistas. Minha percepção é que o ambiente é muito diferente dos anos anteriores. Razão e paixão convivem pacificamente e de forma construtiva. E tenho prá mim que os acontecimentos dos últimos dias são só uma pequena amostra das coisas boas que estão por vir. Até mais!
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Escrito por Newton Pereira às 02h25.
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