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 Marcos Fonseca
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Marcos Fonseca 

Sou santista (preciso dizer mais?)

Sou Marcos Fonseca, o Marcão, safra 1947, abençoado por Deus com dupla santisticidade. Nasci no Campo Grande, cresci no Marapé e, mesmo sendo levado de corpo para lugares distantes das nossas praias, o coração nunca saiu de perto da Vila Belmiro. Sou Peixe porque não existe traço genético mais forte da união do bom e velho Fonseca com a bela e sábia Dolores, meus pais. E olha que se pode dizer dos dez filhos do casal que um é o focinho do outro.

Para sobreviver, escolhi ser jornalista. Primeiro nas redações, e comecei com o pé direito. Cobrindo o Santos de Pelé para A Tribuna. Depois, São Paulo e Rio, em outras editorias: Estadão, Jornal da República e Rede Globo. Há 20 anos, pulei o muro e passei para o lado da comunicação empresarial e institucional.

Trabalho na Attachée de Presse, que faz tudo o que é eticamente permitido para se viabilizar como negócio, mas também cumpre a sua responsabilidade social: edita a revista Cult, dedicada à literatura e à filosofia, que nos dá grandes alegrias e um razoável prejuízo mensal. Eu apareço no expediente como diretor, mas a responsável pelo prestígio da publicação é a Daysi, minha mulher.

Casei duas vezes e tenho duas filhas lindas. A mais velha, do segundo casamento, recebi pronta. Mesmo assim, deu para amoldá-la a meu gosto. A Fernanda, que era são-paulina, virou santista em 2002, quando o Peixe iniciava o brasileirão com medo de ser rebaixado. Naquele 15 de dezembro, estava ao meu lado na arquibancada do Morumbi. Mas não era só ela.

Do outro lado, a mais nova também vibrava com Robinho. A Mariana, outro fruto da geração Raí (fator que tenta minimizar, alegando que a razão principal é ter nascido na cidade de São Paulo), resiste, embora seja sócia do Peixe. Tenho fé, porém, de que cedo ou tarde será tocada pela razão.

Enfim, esse sou eu. Bengala, fumante, uns 20 quilos acima do peso, tenista esforçado, zagueiro persistente em bissextas peladas de fim de semana, membro-fundador do AV – Alçapão Virtual, sócio número 37.180 do Peixe. Meu jogo inesquecível é o 4 a 2 contra o Milan, de 1963, seguido de perto pelo 5 a 2 de 1995 no Fluminense e pelo 3 a 2, vocês sabem contra quem, em 2002.

Admirador do Pelé, torço o nariz para as trapalhadas do Edson, mas meu grande ídolo, mesmo, é o Zito. Na galeria, porém, cabem muitos: Antoninho, Lula, Coutinho, Pagão, Ramiro, Calvet, Gilmar, Pepe, Clodoaldo, Edu, Joel Camargo, Cejas, Rodolfo Rodrigues, Dema, Pita, Giovanni, Leo, Diego, Robinho e todos os craques que já foram, estão aí ou virão para o Peixe.


Ídolo do Santos:
Zito, o capitão que ensinou o futebol brasileiro a ganhar

Jogo mais emocionante:
A virada contra o Milan no Maracanã, em 1963

Gol inesquecível:
Elano, na conquista do título brasileiro de 2002

Recado aos rivais:
O Santos, como Pelé, é eterno

Se fosse um jogador, qual seria?
Como me falta talento, queria jogar com a raça do Léo


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