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O maior e melhor conteúdo sobre o Santos.

O MODELO DA MODA, OS PÉS NO CHÃO E OUTROS TEMAS

20/01/2012 14h26

O ano começa para um time que, em meio à festa do centenário, tenta manter o belo desempenho dos últimos dois anos e promove a reformulação do trabalho de base  

 

Finalmente, o ano começa para o Peixe. Os titulares voltam aos treinos e iniciam a preparação para as principais competições. Por enquanto, e a partir deste sábado, o campeonato paulista será levado pelo auxiliar técnico Tatá com o time reserva. Mesmo assim, podemos almejar o tri, que seria muito bem vindo neste ano do centenário. 

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A partir da nossa derrota em Tóquio, muito se falou sobre o modelo Barcelona, não só de jogar o futebol, mas também de trabalhar suas categorias de base. O que se afirma, e isso ainda ontem foi repetido no Rio pelo coordenador geral das escolas do clube catalão, Isaac Guerreiro, é que no Barça, dos garotos de 6 anos aos profissionais, adota-se o mesmo estilo, baseado em criatividade, ofensividade e posse de bola. 

Novidade, para mim, só o fato de esse princípio ser de fato seguido em algum lugar. Porque deveria ser obedecido em todos os clubes razoavelmente estruturados e seriamente dirigidos. Não foram poucas vezes que li nos fóruns de discussão do Santos idéias semelhantes. Eu também sou antigo defensor da integração do trabalho de base ao profissional, com uma orientação comum. 

Vale principalmente para o Santos, que sempre renasceu de seus momentos mais sombrios justamente lançando mão das revelações da base e de talentos encontrados por esse Brasil afora. Foi assim em meados da década de 1950, quando se juntaram na Vila rapazes como Zito, Ramiro, Formiga, Pagão e Pepe. Nos quinze anos seguintes, Pelé, Coutinho, Joel Camargo, Clodoaldo e Edu, entre muitos outros, fizeram a reposição do esquadrão mágico. E assim seguiu até Neymar. 

Agora, a direção santista anuncia a adoção dos novos conceitos. Para isso, o CT Meninos da Vila passa por reformas, outros profissionais estão sendo agregados ao grupo técnico e multiplicam-se as peneiras realizadas em parceria com prefeituras e escolinhas dos mais diversos pontos do país. É trabalho cujos resultados virão a médio prazo, mas que tem de começar já. 

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Enquanto isso, não podemos entrar no desespero que leva os co-irmãos (e também vitimou o Peixe em passado recente) a contratar sem critério. Em poucos meses, os “reforços” viram sucata, a euforia do torcedor transforma-se em revolta e a conta, cada vez maior, fica para o clube pagar. Correta está a direção do Santos em fazer operações cirúrgicas, pontuais, para reparar os setores mais carentes.

Mesmo as contratações sob medida, porém, embutem o risco do fracasso, como vimos no ano passado. Algumas aquisições definitivamente não deram certo e outras ainda não vingaram. Mas a cautela causa danos menores às finanças do clube e, o que é melhor, não bloqueia – pelo excesso de opções colocadas à disposição do treinador –, a subida e o aproveitamento da garotada da base. 

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Na última terça-feira, o Conselho Deliberativo autorizou o Comitê de Gestão (antiga diretoria executiva) a firmar acordo para pagamento das dívidas cobradas pelo ex-presidente e família. Decisões judiciais resultantes dessas ações, movidas pelos Teixeira desde 2010, já haviam colocado a Vila Belmiro sob risco de ir a leilão e ameaçavam bloquear as cotas de TV pagas pela Globo ao Santos.  

Nessas circunstâncias, não restou alternativa à diretoria a não ser buscar entendimento com Marcelo Teixeira. O acordo não foi bom nem ruim. Foi, simplesmente, a saída possível para uma situação que paralisaria o clube, se não fosse resolvida.


A VERDADE SOBRE O NAUFRÁGIO

19/01/2012 06h54

A torcida itaquerense invade o Concordia: contaminação fatal 

Desde sábado, muito se tem escrito e falado sobre o naufrágio do navio italiano Costa Concordia. Na versão mais aceita, o navio aproximou-se demais de uma pequena ilha, colidiu com uma rocha e teve o casco rompido. Culpa do comandante, que teria cometido a manobra imprudente pensando em homenagear um tripulante nascido no local. Trata-se de uma inverdade e de uma injustiça.
 
Concórdia era o nome de um clube de Santos no início do século
passado. Foi em sua sede que se reuniu um grupo de jovens esportistas, há cem anos. Naquela mesma noite, no Atlântico Norte, o Titanic afundou. Não por mera coincidência.
 
Há dois anos, em nosso porto, uma turba invadiu este infeliz Concordia, versão italiana atual do trágico orgulho da indústria naval
britância. Era uma gente bárbara, em nada parecida com o grupo elegante de santistas que, em 14 de abril de 1912, iniciou a mais bonita história do futebol mundial.
 
O Concórdia de 1912 deu lugar ao Santos Futebol Clube.

O Concordia de 2012 preferiu o suicídio.


FELIZ CENTENÁRIO PARA TODOS OS SANTISTAS

23/12/2011 10h15

O blog entra em recesso e retorna em janeiro, confiante em que o campeão das Américas em 2011 conquistará o mundo em 2012  

 

 

Nosso time teve um ano maravilhoso em 2011. Foi o melhor do Brasil, tendo conquistado mais títulos que todos os rivais nacionais e, de quebra, voltou a ganhar a Libertadores, 48 anos depois do bi de 1962/63. Faltou o tri do Mundial de Clubes, mas a manutenção de Neymar no elenco nos faz acreditar que esse título também está muito próximo. 

Em 2012, comemoraremos o centenário de novo no topo do futebol. Ao contrário dos nossos adversários, não precisamos de mais glórias para abrilhantar a nossa festa. Já temos todas as conquistas e qualificações possíveis a um time internacional de primeira linha. Sabemos que o 14 de abril é data histórica no calendário mundial do futebol. 

De qualquer forma, queremos ver o Peixe se fortalecer ainda mais, para continuar no caminho das vitórias iniciado em 2010. E isso, junto com um Feliz Natal e um próspero Ano Novo, é o que o blogueiro deseja a todos os santistas em 2012.


UM JOGO ANORMAL, QUE NÃO DEIXOU NEM LIÇÕES

22/12/2011 14h11

Haveria o que extrair da final se tivesse ocorrido um confronto entre dois times, um enfrentando o outro. Não foi o que aconteceu em Yokohama  

 

Uma imagem possível: a troca de passes do Barcelona é como o movimento das mãos do hipnotizador. Parece nada querer, mas, quando o adversário se dá conta, já caiu em profunda letargia. É irresistível! 

Outra imagem: o Barcelona troca passes como a aranha tece a teia na qual enreda o time contrário, imobilizando-o e tornando-o presa fácil dos golpes mortais que aplica em seguida. Não dá para escapar.   

Vivemos esse pesadelo desde o início da decisão do mundial. Com menos de vinte minutos, o time e a torcida santista estavam atordoados. O incrível rolava diante dos nossos olhos. 

Menos pelo placar rapidamente construído. Muito mais pela forma como o time santista era subjugado. Nas manchas alvinegras que cobriam as arquibancadas, a festa deu lugar à apreensão. Até onde iria aquilo? 

Nenhum santista foi ao estado de Yokohama na noite do dia 18 ou ligou a televisão na manhã do domingo desavisado da possibilidade da derrota. A força do Barcelona é conhecida e o tri era encarado como façanha. 

O que espantou foi o desnível. Os espanhóis realizaram uma de suas mais espetaculares exibições, com direito a jornada acima da média da estrela Messi. Seu oponente trocou o papel de contendor pelo de admirador. 

Um time jogou, outro apreciou, e o placar foi benevolente com o perdedor. O predomínio catalão pintou com tintas modestas o placar final. O tamanho do nosso espanto e da nossa dor, entretanto, independeu dos números. 

Ele chegou ao insuportável por conta da submissão de nossos craques. Tínhamos todos os motivos para acreditar na comissão técnica e era grande a confiança que depositávamos em Neymar e nos seus companheiros.  

Por isso, passados estes dias de tristeza, concluo que a feitiçaria catalã se fez sentir bem antes do primeiro apito do árbitro. Desconfio que veio dos meses de massacre midiático em torno da superioridade do adversário.   

Técnico e jogadores, da boca pra fora, exercitaram o discurso de que não existe time imbatível. De que o Barcelona também perde, eventualmente. De que o antídoto para o jogo coletivo do rival estaria em agredi-lo. 

Na mente e na alma, contudo, treinador e grupo introjetaram o medo. De tanto falar em respeito, assimilaram o pavor. Quando entraram em campo, estavam derrotados. Não agrediram, não atacaram. Mal tocaram a bola. 

A diferença entre Barcelona e Santos não é aquela exposta pelo desenrolar do jogo de domingo passado. O que ocorreu foi: o Santos não compareceu e o Barcelona jogou contra ninguém. Simples assim. 

É possível que em 10 confrontos o atual Barcelona vença 10 vezes. Dificilmente se verá, porém, outra partida igual. Na maioria, haverá futebol dos dois lados do campo, e o jogo da bola será imprevisível como deve ser. 

É o que suponho, conformado com a inutilidade de remar contra a corrente e de contestar a superioridade de Messi e Barcelona. E tendo de aceitar que o Santos não é páreo para equipes secundárias da Europa.  

A turma do “eu já sabia!” e do “eu não disse?” deita e rola. Por enquanto, o que nos resta é ouvir calados, já que Muricy e grupo nos sonegaram argumentos em contrário.  

Os que nunca chegarão lá estão na maior felicidade. Como não têm glórias próprias, comemoram a derrota alheia. Usam o que não lhes pertence para, afinal, sentir algum prazer.  

Um jornalista dos mais deslumbrados com o futebol europeu diz hoje que o Barcelona de Messi bateu o Santos de Neymar e atingiu o Santos de Pelé. O tempo virá desfazer os excessos e conter os absurdos.


NÓS JÁ SABEMOS. A ELES CABERÁ SE SURPREENDER

17/12/2011 01h10

Para a mídia, nacional e estrangeira, o jogo é perda de tempo. Ela já entregou a taça ao Barcelona. Os pobres não sabem que estão lidando com o Santos.

 

 

Tóquio, 17 de dezembro de 2011 – Em 1963, na conquista do bi mundial, descobrimos que tínhamos mais do que Calvet, Zito e Pelé, craques que não disputaram os jogos em torno do feriadão da República, no Rio, por estarem machucados. Percebemos que tínhamos Haroldo, Ismael e Almir (substitutos do trio lesionado) e vimos que, na necessidade, Dalmo, Lima, Mengálvio e Pepe podiam virar protagonistas.  

Naqueles dias nervosos, dizia-se que o Santos alquebrado não seria páreo para o grande Milan de Dino Sani e Amarildo, vencedor sem sustos do jogo disputado na Itália. Alguns chegavam a ver decadência no time que maravilhava o mundo desde os últimos anos da década de 1950. Como hoje fazem em relação ao confronto deste fim de semana em Yokohama contra o Barcelona, toda a imprensa nos dava como antecipadamente derrotados. 

Lemos nestes dias nos jornais e ouvimos no rádio e na TV que os espanhóis são imbatíveis. Que não há como marcar Messi ou interromper a posse de bola do time catalão. Que seremos figurantes na final. Em 1962, só os santistas e, faça-se justiça, a torcida carioca (Maracanã lotado com mais de 150 mil pagantes e as bandeiras dos clubes locais) acreditavam no Peixe.  

O público continuou acreditando na volta do intervalo, quando a chuva desabou sem piedade sobre a Cidade Maravilhosa e o Santos perdia por 2 a 0. Foi essa força e mais a determinação de um grupo vencedor que decretaram a virada e levaram ao terceiro jogo, dois dias depois.  

Aí, a situação se inverteu: o Santos voltou a ser o grande Santos e aos milaneses restou apelar para a violência e tentar tumultuar a disputa. No campo e e na bola, estavam batidos. Confirmava-se que éramos os maiores, e seguimos sendo os melhores do mundo até o fim da década. 

O meia Lima, que fez o terceiro gol do Peixe no jogo da virada, com uma bomba quase do meio do campo, lembra que a soberba dos milaneses era muito parecida com a dos espanhóis de hoje. "Eles chegaram cheios de si. Tinham até festa preparada no vestiário", dizia o curinga esta manhã, no saguão do Keio Plaza Hotel.  

O Peixe 2011 tem Neymar, Ganso, Borges, Arouca, o garoto Rafael, Léo e Danilo. Diferente de 48 anos atrás, nossos destaques carecem do reconhecimento internacional. Para nós, são craques indiscutíveis, condição que a mídia coloca em dúvida. Esquecem-se os analistas que essa turma nunca perdeu uma decisão. Conquistou quatro títulos importantes em dois anos. Deve ser tratada com o respeito que se dá ao adversário. 

A verdade é que santistas e barceloneses nunca se enfrentaram com os times atuais. Daí tornar-se impossível comparar as equipes. Então, que os críticos vejam apenas as virtudes do adversário e ignorem suas fraquezas. Que não percebam a diferença que Neymar e Ganso (em jornada feliz) podem fazer. Esqueçam que o confronto inédito tem tudo para surpreender. 

Por isso, que sigam apostando no previsível e na unanimidade burra. Todos, a começar pelos arrogantes espanhóis, poderão ter uma bela surpresa. Que eventualmente virá de um lance mágico de Neymar – impensável para Messi e companhia –, ou do disparo letal de Borges. De uma arrancada de Danilo ou de uma prestidigitação do Ganso. 

O mais formidável, porém, é que a nossa vitória poderá vir de forma improvável, pelos pés de um de nossos coadjuvantes (muito melhores que os deles), e sob os aplausos de um público (desta vez predominantemente japonês, em lugar do carioca) extasiado com arte do nosso futebol superior.  

Soltem o toro! Nesta arena, os toureiros estão de branco.


ENFIM A ESTRÉIA. COM 4 MIL SANTISTAS NO ESTÁDIO

13/12/2011 18h10

A maior parte da torcida vai de Tóquio para Toyota em viagem de dez horas de ônibus, ida e volta. Mas vale à pena para ver Neymar e companhia  

 

O imponente Keio Plaza Hotel, no centro do bairro Shinjuku, é o ponto de encontro da torcida santista em Tóquio. Além dos mil torcedores que ocupam grande parte de seus 1.400 apartamentos, é para lá que convergem os demais grupos e os turistas avulsos. 

Eles são atraídos pelo centro de hospitalidade instalado pela operadora oficial do clube, a Santos FC Tour no saguão principal. Ali, painéis bilingues*, português/inglês, destacam alguns ídolos, as principais conquistas e mostram a cidade de Santos como o porto que recebeu os primeiros imigrantes japoneses, no início do século passado. 

Dentro de instantes, cerca de 22 ônibus (além da Santos Tour também as operadoras Moinho Tour, parceira da Resgate Santista, e da Mediolanum levaram santistas para Tóquio) deixarão o hotel em direção a Nagoya e Toyota, para o primeiro jogo do Peixe.  

São aproximadamente 5 horas de viagem em cada sentido, Chegaremos a Toyota no fim da tarde e estaremos de novo no hotel no meio da madrugada desta quinta-feira, dia 14. Será cansativo, principalmente para os vários grupos que chegaram ontem a Tóquio, mas o sacrifício é insignificante para quem veio de tão longe apoiar o time. 

O presidente Luis Alvaro, que também se hospedou no Keio até esta manhã, viaja de trem para Nagoya. Ontem à noite ele esteve no centro de hospitalidade e causou furor. Todos queriam tirar fotos com o mais vitorioso presidente do clube nos últimos anos. Há grande empolgação da torcida.

Acredita-se que pelo menos 4 mil torcedores apoiarão o time esta noite em Toyota, contra o campeão japonês, no jogo semifinal que está programado para começar às 8h30 da manhã desta quarta-feira aí no Brasil.

* Os painéis, na verdade eram trilingues. Tinha a versão japonesa, também.


COM O SANTOS, ONDE ELE ESTIVER

09/12/2011 07h07

O blogueiro acredita no Peixe, mas tem dúvidas sobre a própria capacidade de usar a tecnologia para postar notícias e fotos do Japão  

 

 

Bem pra lá dos sessentinha, não tenho mais o pique e o fôlego dos tempos em que, foca de todo, acompanhei profissionalmente o Santos de Pelé nas viagens ao exterior. Naquela época, mal entrado nos vinte, cobria o time da Vila pelo jornal A Tribuna de Santos e olhava o mundo do futebol de cima para baixo. O Peixe era o maior e eu fazia parte da troupe. 

Onde quer que chegasse, o garoto do Marapé era notícia quase tanto quanto os craques do time – e como tinha craques naquele time! Dava entrevista para rádio e TV, era procurado pelos repórteres dos principais diários locais e, não poucas vezes, distribuia autógrafos na passagem entre a multidão que se acotovelava diante dos hotéis.  

Eram bons tempos para quem gostava de futebol e torcia pelo Santos. Melhor ainda para mim, que, escalado pelo jornal, ganhava para fazer o que mais gostava. Conheci países, assisti a jogos memoráveis e convivi com alguns dos maiores artistas do jogo da bola, de Carlos Alberto Torres a Edu, passando por Ramos Delgado, Djalma Dias, Joel Camargo, Clodoaldo, Lima, Abel, Manoel Maria, Coutinho, Pita. E o Rei, naturalmente. 

 

"Naquela época... olhava o mundo do futebol de cima para baixo. 

O Peixe era o maior e eu fazia parte da troupe."

 

 

Como dizia, não tenho mais a disposição da juventude. Levo, porém, um entusiasmo muito grande pelo nosso time atual. Os onze titulares são jogadores para qualquer equipe do mundo, inclusive aquela tido como rival imbatível. Mas há algo que nos distingue e que nos faz capazes de, mais uma vez, trazer os holofotes da mídia internacional para este canto do universo: não há em parte alguma dupla igual a Ganso e Neymar. 

Com eles em campo, coadjuvados por Borges, Elano, Arouca, Henrique, Danilo, Durval, Dracena e Rafael, Muricy saberá armar o time vencedor, que nos levará ao tricampeonato. Só não sei é se terei a habilidade necessária para fazer dentro deste blog a cobertura da movimentação da nossa torcida em Tóquio e dos jogos em Toyota e Yokohama. Vou tentar!

 

Há mais de 40 anos, quando internet e telefonia celular nem sonho eram, de uma forma ou de outra eu fazia a informação chegar ao leitor. Hoje, com iPhone, skype e notebook, tenho os recursos da instantaneidade. Posso mostrar de imediato o que estiver acontecendo. Mas não sei se abrirei os canais certos e acionarei os comandos corretos. 

Que Alguém nos ajude! A mim e ao Peixe!


FANÁTICOS FONSECAS

06/12/2011 06h41

Seu Fonseca no centro de São Paulo, em 1936, com a gravata alvinegra

Seu Fonseca foi homem de pouco estudo e muita sabedoria. Nasceu em Santos em abril de 1911 e, de certa forma, antecipou o Santos FC, que seria fundado um ano depois. Por isso, na grande família que constituiu com a bela Dolores (maio de 1919, e muita lenha pra queimar), não houve lugar para times menores. Só para o maior de todos.

Assim, os 12 filhos, os 21 netos e os incontáveis bisnetos que já vieram e ainda virão são todos santistas. Na foto, o pioneiro Fonseca comemora no centro de São Paulo o título paulista de 1935, exibindo a belíssima gravata alvinegra com o distintivo do Peixe, confeccionada na alfaiataria do avô dele, em Santos. Seu Fonseca foi um sábio.



Dolores, aos 92, orgulhosa torcedora do Peixe e madrinha da Fanáticos

Agora, Seu Fonseca dá origem à torcida uniformizada "Fanáticos Fonsecas", que vai estrear no Japão, torcendo pelo tri mundial do Santos. Lá, seremos apenas cinco - Nélson, Márcio, Thiago, Lúcia e eu -, mas junto estarão pulsando muitos outros corações Fonsecas e santistas, no mundo todo. 

 

 

 


O TRI SERÁ A CEREJA. MAS O BOLO JÁ ESTÁ UMA DELÍCIA

05/12/2011 06h48

Passada a eleição, com a vitória incontestável de Luis Álvaro e Odílio, este blogueiro viaja confiante para o Japão. Acredita no tri, e até já aceitou apostas, mas acha mais importantes os sucessos obtidos em 2010/2011 

 

Começo a escrever domingo à noite, quando essa gente infeliz ainda passa berrando aqui perto de casa. A Avenida Paulista está a algumas quadras e imagino que é para lá que eles se dirigem. De vez em quando, rojões comemoram a vitória efêmera. É a festa possível deles. Tenho preocupações mais importantes.

Há, ainda, algo a fazer para a viagem. O grosso está resolvido. O pacote comprado faz tempo inclui passagens, hospedagem e traslados, e o passaporte já recebeu o visto japonês. Os ingressos para os dois jogos estão na mão. Falta comprar alguma moeda local, habilitar o cartão de crédito e resolver como usar o iPhone durante a viagem sem ir à falência.

Pretendo alimentar o blog com notícias da torcida santista e, quando der, também do time. É que ficaremos em Tóquio e a delegação santista estará perto dos locais dos jogos (Nagoya e Yokohama). 

Estou no grupo que viaja pela Turkish Airlines, com escala de dois dias em Istambul, na ida e na volta. São cerca de 60 santistas. Comigo vão dois irmãos, um sobrinho e a namorada. Organizamos, então, de brincadeira, a torcida uniformizada (camiseta e boné) “Fanáticos Fonsecas”, que estréia no mundial. A maior parte da numerosa da família, é claro, torcerá daqui.  

Antes de entrar no avião, porém, a semana inclui uma ida a Santos, para a sessão de posse do novo Conselho Deliberativo, marcada para o dia 8, quinta-feira. Ali, com a escolha dos dirigentes da mesa, a administração santista para o triênio começará a ganhar forma, sob as diretrizes do novo Estatuto Social.  

A idéia é montar no Conselho uma estrutura forte, com comissões técnica e politicamente bem servidas de material humano, respaldada pelos 87% dos votos obtidos no último sábado, para lutar ombro a ombro com Laor e companheiros. Porque a luta, amigos, continua.  

Na verdade, está apenas começando, num cenário de graves desafios, como a perigosa ordem que vai se estabelecendo no futebol brasileiro, na confluência dos interesses da CBF, da TV e de uns poucos clubes em detrimento de outros. A barra vai pesar, mas fica a certeza de que o Santos nunca esteve tão bem preparado para enfrentá-la, por tudo o que foi feito na Vila nos últimos dois anos. 

Logo após reassumir o Conselho, porém, quero apenas torcer pra valer e festejar ensandecidamente a vitória que virá para abrir as comemorações do centenário do maior e mais espetacular time de futebol que o mundo já viu em todos os tempos. É justo que seja assim!


VAMOS ELEGER QUEM SEGUROU NEYMAR E NOS DEVOLVEU PELÉ

02/12/2011 06h48

Fazer o Santos continuar avançando e consolidar a posição do Peixe no topo do futebol mundial é tarefa para gente competente e apaixonada. É tarefa para Luis Álvaro, Odílio e os candidatos da Chapa 2 “Crescendo 100 parar”   

 

Não temos o direito de brincar com o futuro do Santos. Os próximos anos serão decisivos para consolidar as conquistas do biênio que se encerra e não permitem qualquer vacilo. Temos de escolher entre continuar avançando e aumentando a distância que já nos separa dos nossos rivais – em termos técnicos, com esse time maravilhoso, e em termos de gestão, com a brilhante equipe comandada por Luis Álvaro –, ou retroceder. 

Na verdade, não há meio termo. Ou damos aval completo para que a atual diretoria prossiga implementando as mudanças que forjarão o time classe internacional, sem concorrência no futebol nacional, ou abrimos espaço para as forças do atraso. Esse pessoal, que agora se apresenta ao associado arrotando as melhores intenções, nada mais é do que o grupo que nos fez marcar passo durante dez anos e que jogou no lixo uma geração de talentos, Diego e Robinho à frente, por absoluta incompetência. 

O alazão bonito da história passou encilhado, pronto para ser montado, mas eles não viram. Preferiram pegar o bonde que tinha o “professor” por motorneiro e o dono do supermercado como cobrador. Felizmente, os associados perceberam a tempo o “rumo” que o Peixe tomava e resolveram acreditar que “o Santos podia mais”. Acertaram na mosca. Hoje, temos um clube respeitado, bem administrado, com projeto e sólidas perspectivas. O Santos que Luis Álvaro e Odílio têm de continuar conduzindo. 

Imaginem por apenas alguns instantes (para que isso não vire tortura) se nos episódios recentes envolvendo os garotos Ganso e Neymar o Santos não fosse defendido por pessoas com a força moral e o poder intelectual de Laor e Odílio Rodrigues, com o respaldo dos empreendedores e executivos do Grupo Guia! Teríamos sido passados para trás sem qualquer contemplação, porque do outro lado estavam, nas situações mais favoráveis, profissionais muito bem preparados. E, no vale-tudo do submundo do futebol, gente sem escrúpulos, cujo dicionário não registra a palavra ética.  

Daqui para a frente, tudo será ainda mais difícil. Não só porque há, na cúpula do futebol brasileiro, uma evidente associação no sentido de favorecer determinados clubes de massa (veja-se a invasão de representantes do Corinthians na CBF), o que vai exigir da direção do Peixe firme vigilância em defesa dos nossos interesses, mas igualmente porque mais complicado do que chegar ao topo (como chegamos) é manter-se lá. 

Além disso, nossa vocação está voltada para desafios globais. Nosso cenário é o universo. É nesse âmbito que temos de nos colocar como protagonistas, surfando o tsunami do crescente prestígio internacional do País. Hoje, o Santos tem condições de falar de igual para igual com o primeiro mundo do futebol, porque sua direção está preparada para conduzir o diálogo. Ou alguém aqui acredita que isso possa ser feito por gente preocupada com os trocados obtidos na venda de pipoca fria na Vila Belmiro e em desviar material esportivo do CT? Felizmente, alcançamos outro nível. 

O que quero dizer é que os desafios dos próximos cem anos já estão sendo colocados neste momento em que preparamos a festa do primeiro centenário. O que quero dizer é que não há outra forma de participar da construção do clube dos nossos sonhos a não ser escolhendo bem seus dirigentes. Neste sábado, 3 de dezembro, a opção é clara: Chapa 2 de Luis Álvaro e Odílio Rodrigues, para o Santos continuar “crescendo 100 parar”.



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