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09/06/2009 |
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BRASILEIRÃO 2009
NOSSO SUCESSO DEPENDE DA DEFESA. ESTÁ NA HORA DE ACERTÁ-LA.
Passadas cinco rodadas, podemos afirmar que o Santos precisa acertar sua defesa para tentar chegar longe neste Brasileirão. Ironicamente, é o contrário do ano passado, quando nosso ataque penava quando Kléber Pereira estava pouco inspirado. Não deixa de ser uma evolução, uma vez que, em 2008, qualquer gol sofrido podia significar uma derrota. Este ano, mesmo cometendo a proeza de levar três gols do Goiás na Vila e mais três do Santo André no ABC, ainda conseguimos descolar um pontinho em cada jogo, graças ao nosso poder de fogo. Pois bem. Vagner Mancini encontrou uma formação ofensiva com três meias e apenas um atacante - e hoje dispõe de opções no banco para criar alternativas nos dois setores. Mas na defesa, ainda precisa gastar tutano para encontrar o equilíbrio. Fábio Costa, o capitão ilhado, já esteve em melhor fase este ano. A ausência de uma sombra dá uma perigosa tranquilidade para ele fazer o que bem quer com a camisa 1. Isso às vezes é bom, mas, em outras, é deveras complicado. Nas laterais, os "inhos" Luiz e Trigo finalmente devem ser fixados na reserva. Wagner Diniz vem para ser titular e Léo aos poucos vai retomando seu futebol e postura. Ainda vai levar tempo para que se entrosem e cheguem ao ápice da forma, mas devem solucionar este problema, sim. A ressalva é que se trata de uma solução temporária, no caso da lateral direita: Wagner tem prazo de validade e deve voltar ao São Paulo em janeiro. Foi assim também no ano passado, com Wendel, hoje devolvido ao Palmeiras. A diferença é que o ex-vascaíno é muito mais jogador - e a chance do Santos "recuperá-lo" para devolver de bandeja ao rival é grande. Enfim, é o que temos - e vamos assim. Por fim, temos o miolo defensivo. Fabão hoje é titular absoluto e teve méritos prá isso, recuperando a forma física e suas principais características: bons desarmes pelo chão, firmeza no jogo aéreo e potênica nas cobranças de falta. Mas Fabiano Eller precisa melhorar - e ser mais cobrado, sem melindres. Ou assume que sua impulsão não permite marcar atacantes mais altos - e deixa essa tarefa para Rodrigo Souto, por exemplo - ou vai acabar no banco. Domingos, Astorga e Paulo Henrique devem estar atentos a estas falhas e treinando como nunca. Vamos aguardar os próximos jogos. Sábado, diante do Botafogo no Engenhão, temos mais uma boa oportunidade de vencer fora de casa. O Botafogo está pressionado, o time não se encontra e a torcida já perdeu a paciência. A chance de forçarmos o jogo nos contra-ataques ensandecidos puxados por Madson é grande. E com Molina e Paulo Henrique valorizando a posse de bola e municiando Pereira, as redes do alvinegro carioca correm sérios riscos. É o tal negócio: que o ataque tem tudo para ir bem, ninguém duvida. Resta saber se a defesa vai cumprir seu papel.
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Escrito por Lúcio Nunes às 11h23.
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05/05/2009 |
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27/04/2009 |
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PAULISTÃO 2009
A VIRADA É POSSÍVEL, SIM. SOMOS O SANTOS FUTEBOL CLUBE.
A euforia do outro lado é compreensível. Hoje, lá está alguém cuja história é muito maior do que a do próprio clube.
Além disso, toda esta afetação que assola a imprensa "imparcial" escancara um "pacto" maior: a tentativa desesperada de apagar da memória esportiva brasileira a vergonhosa queda para a Série B. Então, aconteça o que acontecer, tudo é "épico"; tudo é "superação"; tudo é uma "demonstração de força da nação". Aquela pataquada.
É muita auto-afirmação para um complexo de inferioridade só.
Nem parecem ser os mesmos que permaneceram enfurnados em casa e "nem aí prá futebol" nos últimos dezoito meses.
Só que o campeonato não acabou.
E do lado de cá, está o Santos Futebol Clube.
Uma história que fala por si. Por suas glórias incontáveis, seus craques inacreditáveis. O time do "branco da paz e do negro da nobreza", tão vistos em outros uniformes - inclusive o deles - mas nunca tão bem representado como no solo sagrado de Vila Belmiro.
E quando a nossa torcida diz que acredita, é porque sabe do que somos capazes.
Para ficar só no passado recente: foi assim em 1995. foi assim em 2002 e 2004. Foi assim em 2007. Sim, 2007, afinal, o São Caetano já chegou a uma final de Libertadores e merece respeito. Outros nunca estiveram lá. Por tudo isso, posso lhes dizer, com absoluta convicção: a virada é possível, sim. E este texto é dedicado a todos aqueles alvinegros que hoje me procuraram para falar sobre a derrota de ontem, ávidos por respostas, por palavras de esperança: - ao Cleber Callejon, ao Lucas e ao Sérgio Boneka, que tenho certeza, no domingo vão transformar o inconformismo num grito ensurdecedor para a vitória; - à Telma Camarotti, que, como se me confidenciasse um segredo, lembrou que esta foi apenas a primeira batalha; - ao Marcelo Marques e ao Daniel Cristóvão, que já me deixaram claro que fariam das tripas coração para estar no Pacaembu - e estarão, mesmo que em pensamento; - ao incansável e indestrutível Jerry, que lá estará, certamente; - ao querido amigo Leonardo Garrido, deve estar esperando por este texto para se motivar lá na Suíça... e tantos outros santistas velhos de guerra com quem hoje não falei, mas que certamente se viram neste filme.
A verdade, meus amigos, é que se eu pudesse, antecipava o jogo prá amanhã, vestia uma camisa, distribuía as outras dez para vocês e nós mesmos, com nosso sangue, nosso suor, incorporaríamos a mística do Santos para buscar esta virada. Vontade não nos falta.
Felizmente, tenho certeza que vontade também não faltará em gente muito mais talentosa do que nós. Pois Fábio Costa fará o jogo da vida dele no Pacaembu; assim como o substituto de Fabão, seja ele Astorga ou Domingos, que será lembrado no pôster de campeão como o zagueiro que entrou na última hora e foi pé-quente, como foram Preto, em 2002 e Ávalos, em 2004. Roberto Brum, retornando com sua sagaz sabedoria, vai assentar o meio campo para que que o grande Madson e o cerebral Paulo Henrique tenham uma tarde inesquecível. E assim, Neymar dirá ao mundo - "Muito prazer", enquanto Kléber Pereira, de uma vez por todas, encontrará sua redenção. A virada é possível, sim. Cabe a nós conduzirmos estas camisas brancas com nossa paixão e fervor. E assim, faremos parte de mais uma conquista santista. Uma conquista daquelas que nosso adversário deste domingo nunca passou perto de protagonizar. Afinal, é só deste jeito que o Santos Futebol Clube sabe fazer sua história. E esse orgulho, nem todos podem ter.
Força, Santos! Nós acreditamos.
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Escrito por Lúcio Nunes às 23h34.
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13/04/2009 |
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PAULISTÃO 2009 - SANTOS 2 X 1 PALMEIRAS
COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ...
Esse time do Santos tem identidade. E está despertando o orgulho da torcida. Os últimos jogos, a arrancada rumo à classificação na bacia das almas, a vitória deste fim-de-semana... tudo vai semeando um clima de otimismo e confiança que pode nos levar a uma grande conquista. Uma conquista que todos os sabichões e adversários fizeram - e ainda fazem - questão de considerar como sumariamente impossível. Deixa estar. Tenho a certeza de que o desdém alheio só vai inflamar ainda mais a alma guerreira de nossos jogadores. Afinal, mesmo com a heróica vitória que nos deu a última vaga para a fase final, todo nosso mérito foi sutilmente minimizado. E fomos rotulados como "zebra", diante da folga com que se classificaram nossos demais adversários. Mas veio o jogo de ida na Vila Belmiro e eis que sapecamos o tal primeiro colocado da primeira fase. Nossos meninos mostraram talento: hoje temos um meia clássico esbanjando categoria e um atacante lépido e insinuante, que mesmo franzino, já deixa seus marcadores atônitos. E nossas figuras mais experientes resolveram: o centroavante artilheiro e Fábio Costa, com uma atuação monstruosa. A vitória com autoridade deixou desconcertado o técnico pernóstico e o supra-badalado elenco do adversário. No discurso fácil de entrevista pós-jogo, recorreram à soberba de sempre: na casa deles, a coisa é diferente. E vencer será uma coisa normal, natural... a simples presença deles em campo diante da própria torcida já definirá a vaga. Se a Federação quisesse, podia até cancelar o jogo e promovê-los automaticamente à fase seguinte. Deixa falar, deixa falar. Eu acredito muito nesse time do Santos. Um grupo que saiu de uma situação muito delicada ano passado, mas vai se reerguendo dentro de campo, com fibra, atrevimento e espírito coletivo. Estas características tornaram a vitória do último fim de semana ainda mais arrebatadora. E embalam cada vez mais nossa esperança. Força, Peixe! E que o dia de hoje, 25 de novembro de 2002, inspire a história alvinegra para sempre. Leia o Bagaceira: www.bagaceirablog.wordpress.com
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Escrito por Lúcio Nunes às 10h42.
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06/04/2009 |
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PAULISTÃO 2009 - PONTE PRETA 2 X 3 SANTOS
POBRE DA MATEMÁTICA, DIANTE DE TANTA HISTÓRIA
Um domingo perfeito.
De perder o fôlego, de perder a voz. Lamento somente que nem o pay-per-view tenha transmitindo o jogo do Canindé. Devo ter perdido a cena em que o matemático Tristão Garcia entrou no gramado, com o jogo encerrado, rasgou seu diploma de Mãe Diná e atirou os pedaços para a torcida.
Eu mereço. Não bastasse o secador adversário, o secador da imprensa... agora o secador matemático? O cordão dos que tem que engolir o Santos e suas vitórias épicas cada vez aumenta mais. E haja chuva em Campinas prá acabar com tanta secagem.
Santos 3 x 2 Ponte Preta. Um triunfo para guardar na memória. A tensão levada ao limite, ora rebatida pelos vôos precisos de Fábio Costa, ora fazendo o nosso sangue ferver, diante da inacreditável frieza que só um matador como Kléber Pereira poderia ter, ao bater o pênalti crucial. Depois, a explosão de alegria.
Restam quatro batalhas em busca do objetivo maior. Que ecoe o grito alvinegro, para incendiar os brios de nossos jogadores rumo a mais uma conquista. Uma conquista que, diante de tantos percalços pelo caminho, só poderia ainda ser possível para o nosso Santos.
Nosso matemático e seus "seguidores" que o digam. Afinal, eu não esqueci: deitaram e rolaram em cima dos tais 77% de chances para a Portuguesa na penúltima rodada. E ainda insistiram em 58% na última, com mais 18% de lambuja pro Santo André.
Ah, que insuportável seria o futebol, fadado ao previsível e à superficialidade dos percentuais.
Felizmente, para o grande Santos, de tantas vitórias surradas, sofridas e milagrosas,uma única chance basta: a de entrar em campo. Pois é ali, naquele terreno sagrado onde as camisas brancas se agigantam, que as páginas de glória são realmente escritas.
E pobre da matemática, diante de tanta história.
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Escrito por Lúcio Nunes às 01h11.
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02/04/2009 |
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PAULISTÃO 2009
LONGE DOS OLHOS, PERTO DO CORAÇÃO... E RUMO À CLASSIFICAÇÃO
Não atualizo o blog desde o dia em que o nada saudoso Márcio Fernandes caiu. Além da correria de sempre, preferi esperar um pouco para avaliar o trabalho de Vagner Mancini à frente do Santos.
Hoje, duas horas antes da partida que define nossas chances no Paulista, cá estou para algumas impressões. É um bom alento para a estranha sensação de ver pela TV uma decisão na Vila Belmiro, às 15h45 de um dia útil. A frustração é grande. A indignação também.
Enfim, Mancini hoje põe em jogo um trabalho que classifico como bom até agora. Parece ter acabado com as paróquias que dividiam o elenco, botou ordem no coreto e deu um padrão de jogo ao time. Também tem sido hábil em dar confiança e ritmo de jogo para os ótimos Paulo Henrique e Neymar.
Em relação aos medalhões, coibiu Eller e Fábio Costa, teve peito de colocar Brum e Souto no banco e agora começa a sacar Kléber Pereira, que já deve boas apresentações há algum tempo. Aos poucos, como tem que ser, vai mostrando que entra em campo quem estiver melhor. E isso é o que se espera de um treinador sério.
Minha ressalva, por enquanto, restringe-se ao jogo diante da Marginal sem Número. Tirar Madson do time foi uma decisão errada. Por mais que defenda a adaptação ao adversário num clássico, Mancini não poderia ter se dado o luxo de abrir mão do bom meio para arriscar um novo desenho tático. E zerar neste jogo - em que claramente poderíamos ter tido sorte melhor - foi o que de pior aconteceu para nossas pretensões no Paulista. Mais do que o empate suado em Barueri, na minha opinião.
Enfim, são águas passadas para o Peixe. O que importa é que daqui a pouco vamos à campo - tomara, com uma Vila Belmiro tomada por jovens, mães, crianças e cabuladores de aula e emprego - em totais condições de vencer e buscar a classificação. Acho que o time aprendeu muito nesses últimos 40 dias, aprumou sua confiança e sabe que pode render muito mais.
No mais, é atitude do primeiro ao último minuto, porque o enredo já soa familiar: garotos de talento no time, gols anulados, adversário beneficiado pela arbitragem, luta pela última vaga... Perda de mando...
Perda de mando? Bom, para o clube, nem tanto. Mas para nós, habituados a frequentar o caldeirão da Vila Belmiro, sem dúvida.
Infelizmente, com o clube quebrado, temos que nos curvar aos caprichos da Federação Paulista e da tv do BBB mesmo.
Lá, pelo menos, não demora-se tanto para mandar um mau líder para o Paredão.
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Escrito por Lúcio Nunes às 14h16.
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13/02/2009 |
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MUDANDO DE ASSUNTO
OS ESCUDOS MAIS ESQUISITOS DO FUTEBOL BRASILEIRO
Bom, não vou falar do Santos hoje, porque o que aconteceu ontem foi o óbvio do óbvio. E os comentários anteriores estão logo aí abaixo... e mais atuais do que nunca.
Vamos esperar o novo técnico e o Guarani, depois batemos aquele papo.
Então, propondo uma esfriada momentânea de cabeça, convido vocês a acompanharem no meu blog de assuntos aleatórios, o Bagaceira, a série que estou fazendo sobre os escudos de futebol mais esquisitos do Brasil:
http://bagaceirablog.wordpress.com/tag/escudos Colaborações serão bem-vindas.
E que venham dias melhores para o Santos.
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Escrito por Lúcio Nunes às 17h14.
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09/02/2009 |
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PAULISTÃO 2009
QUEM É MAIS COVARDE? MARCIO FERNANDES OU QUEM O MANTÉM NO CARGO?
Robson jogou bem contra o São Caetano, é verdade. Bastou isso para que fosse alçado à condição de titular, em mais uma tentativa pífia do técnico Márcio Fernandes em desviar o foco do conjunto para a individualidade.
Pois bem. No tal jogo, Robson entrou no meio campo e, vindo de trás, fez dois gols. Mas Márcio Fernandes estava com medo do Palmeiras. E ao invés de sacar um meia para a entrada do novo titular, mandou Roni para o banco. E perdeu o jogo antes dele sequer começar.
Vou repetir: Márcio Fernandes estava com medo do Palmeiras.
Não vou nem entrar no mérito da qualidade técnica do Roni. Mas a falta de atitude do dito técnico jogou mais uma vez o time no mato, no primeiro teste verdadeiro de 2009. Não me venham com Portuguesa Santista, nem com Noroeste, São Caetano ou similares: o jogo de ontem era o indicado para tirarmos conclusões em relação aos rivais. E estas foram as piores possíveis.
Tenho dito em outros comentários e ainda sustento que o elenco do Santos tem lá sua qualidade. Mas sem técnico não dá. Um time como o Santos não pode entrar para jogar no Parque Antártica do jeito que entrou: um único atacante, absolutamente isolado; uma aposta escalada fora de posição; meias sem função tática definida; uma zaga fora de forma; e um goleiro preguiçoso, que não gosta muito de ser cobrado. Vamos ser francos: 4 a 1 ficou de bom tamanho.
Marcio Fernandes escancarou mais uma vez ontem que trata o Santos como o time pequeno. Um time pequeno que foi se defender para perder de pouco do Palmeiras. Até nisso falhou. Porque, até para se defender, um time tem que ter organização. Mas o apavorado Santos jogou desconjuntado, sem confiança e visivelmente desorientado.
Além disso, não podemos esquecer a crueldade do treinador, da comissão técnica e da diretoria em sacrificar Léo para tentar amenizar os comentários sobre a incompetência generalizada que paira sobre Vila Belmiro.
Pela condição física do jogador vista nos dois jogos, está claro que o retorno dele foi antecipado para preservar alguém. E já está claro que o desapontamento de nosso lateral existe. E esta atitude ridícula de jogá-lo na fogueira pode, sim, ter comprometido seu retorno no Santos.
Bem, pensando em tudo isso, vem a pergunta: quem é mais covarde? Márcio Fernandes ou aquele que o mantém no cargo?
O páreo é duro. Se o técnico fosse somente fraco, seria mais fácil decidir. Mas acontece que ele cai na besteira de usar do mesmo discurso vazio de seu patrão, aquele que menospreza a inteligência do torcedor e se vangloria de “feitos” e méritos prá lá de duvidosos. Ontem mesmo, levou um baile e teve a pachorra de dizer: "Futebol é assim mesmo, num dia você é gênio, no outro, tem a cabeça a prêmio". Além de perder o jogo, perdeu uma grande chance de ficar calado. Bom, mesmo com estas e outras, para mim o principal responsável ainda é aquele que “planejou” para 2009 contar com um técnico que fez figuração, enquanto o time se livrava da série B na base do abafa. Já passou do insuportável o que Marcelo Teixeira está fazendo com o clube do qual se apoderou, amparado por sua tchurma.
E podem apostar: vai nos submeter ainda a outros vexames, antes de dar o braço a torcer e assumir que mais uma vez iniciou o ano cometendo erros grosseiros. Afinal, o Santos “é dele” e esse tipo de coisa não fica bem para a imagem. Ainda mais em ano de eleição.
Com Márcio Fernandes não chegaremos a lugar nenhum.
E com Marcelo "Desamparado por Luxemburgo" Teixeira, novamente corremos o sério risco de terminar o ano no sufoco, à beira do abismo.
Azar daqueles que estão por perto. Já começaram a ser empurrados para o sacrifício.
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Escrito por Lúcio Nunes às 10h40.
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01/02/2009 |
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PAULISTÃO 2009
NÃO LAMENTO AS SEIS NA TRAVE. SÓ AS DUAS NA REDE.
Seis bolas na trave não valem como bônus para anular dois gols do adversário. Principalmente se os gols do adversário forem conseqüência de um time bagunçado em campo. Márcio "100%" Fernandes não conseguiu e nem conseguirá dar um padrão de jogo ao time. Não vai encaixar as peças que recebeu e vai continuar fazendo seu arroz com feijão muito do mal temperado. É pouco, muito pouco para o Santos Futebol Clube. Mas é típico, muito típico de nossa diretoria "cobertor de pobre". Aquela que cobre de um lado - e descobre do outro. Hoje, para Márcio Fernandes dar certo - e isso significa disputar títulos - seria preciso que os onze jogadores e mais os sete do banco tivessem a entrega de um Madson, de um Luizinho ou de um Rodrigo Souto. Mas isso é praticamente impossível - e por isso existe a figura do técnico. Para isso ele foi inventado. Mais do que esquemas geniais ou substituições mirabolantes - e isso não inclui atirar o pobre Madson na lateral-esquerda, como já havia sido feito na atrapalhada virada contra o Noroeste - o bom técnico sabe tirar de cada jogador seu melhor, respeitando suas características, técnicas, táticas e até mesmo de atitude. É o caso de Lúcio Flávio, que já padece por seguir a cartilha do treinador, que o posiciona de forma equivocada desde a estréia. Aliás, por falar em posicionamento... Alguém pode me dizer até quando vai durar a titularidade absoluta de Roberto Brum? Será que é por que ele dá entrevistas divertidas? Imagino que sim, porque pelo jeito que ele vem marcando os meias adversários, certamente não é. Rodrigo Souto joga pelos dois, tanto defendendo quanto atacando. E hoje não foi diferente. Por várias vezes a zaga não teve a cobertura de Brum... sem contar as que ele desistiu no meio do caminho. Está na hora de dar uma chance à Adriano ou Germano. Mas será que nosso treinador tem peito para colocar o volante no banco? Aliás, que tal também cobrar um pouco mais de empenho ao Fábio Costa? Fabão e Adaílton foram mal, sim. Mas jogaram descobertos. Assistam os melhores momentos e vejam quanta liberdade os meias do Ituano tiveram para acionar os atacantes em cima dos nossos laterais e zagueiros. E comprovem. -x- Apesar de tudo, volto a afirmar: temos hoje um bom elenco. Mas nem mesmo bons elencos tem sucesso quando são sub-aproveitados e mal-dirigidos. O Santos não é lugar para experiências. O Santos não devia considerar a consolação do não-rebaixamento como referência para o trabalho do ano seguinte. O Santos é muito maior do que isso. Vamos ver quanto tempo a sempre ágil diretoria do Santos vai levar para chegar a esta conclusão. -x- Ah, já ia me esquecendo... Para os que vão me perguntar quais são as soluções possíveis que existem por aí, recomendo o teipe de Santo André 2, São Paulo 0, hoje no Morumbi. Se alguém notar um time bem armado, motivado e confiante no que o treinador propõe, me avise, por favor. VISITE O NOVO BAGACEIRA wwww.bagaceirablog.wordpress.com
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Escrito por Lúcio Nunes às 23h26.
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26/01/2009 |
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PAULISTÃO 2009
O PERFIL DE UM TIME CAMPEÃO PASSA PELO TREINADOR
Eis-me aqui após merecidas férias. Afinal, o time de 2008 ultrapassou os limites da tolerância. Originalmente, eu abriria este post dizendo que "voltei para ficar", mas.. como cometeram o sacrilégio de surrupiar a música do Rei para fins de menor estirpe, abandonei a idéia. Bem... estava lendo aqui o último texto de 2008, o que está logo abaixo. E percebi que desde a melancólica despedida do Brasileirão do ano passado, até que alguma coisa mudou no Santos. Mas um outro tanto muito maior de coisas continua do mesmo jeito. Temos um elenco mais qualificado, sim. Com a volta de Eller e a entrada de Bolaños e Léo no time titular, a coisa deve andar. Triguinho e Roni não vem correspondendo e devem ir para o banco, logo, logo. Por outro lado, as demais contratações etiquetadas para o time titular - Luizinho, Madson e Lúcio Flávio - tendem a se entender e, pelo visto, vão conquistar a confiança da torcida. Porém, vendo as duas primeiras partidas do Paulistão, para mim continua claro o nosso principal problema, futebolisticamente falando: Márcio Fernandes não tem e não terá cacife prá bancar este time quando os campeonatos afunilarem. Segue hesitante, indeciso e sem voz ativa à beira do gramado, principalemente diante dos "medalhões". Igualzinho ano passado. Pois bem: Santos e Guaratinguetá. O Santos joga bem até os 20 do primeiro tempo. Faz 2 a 0 e depois passa a cair de rendimento. No segundo tempo, tem dificuldades em prender a bola no ataque e o preparo físico pesa. E eis que a primeira alteração é... a entrada de Adriano no lugar de Roni. Com todo respeito ao adversário.. três volantes prá segurar um resultado de dois gols na Vila... contra o Guaratinguetá? Ontem, Santos e Noroeste. O Santos leva um gol com 1 minuto de jogo e não se encontra nos 45 minutos seguintes. Intervalo. Domingos precisa ser substituído, ok. Mas ainda restam duas alterações. Mas Márcio troca um zagueiro pelo outro e permanece estático, vendo o time sem conseguir criar até os 20 do segundo tempo. Sua demora em tomar a decisão de adiantar o time quase leva a vaca pro brejo, já que o Noroeste teve chance de matar o jogo em 2 a 0. Por sorte, num lance de bola parada, o Santos empatou e aí se impôs pela experiência de alguns jogadores e a vontade dos mais novos para conseguir a virada. Claro, o Noroeste sentiu a pressão. Bastou o Santos arrumar um jeito de se comportar como deveria. Se o técnico não foi incisivo o suficiente prá resolver isso, a coisa se resolveu em campo, na marra mesmo. Resumindo: se agarrar aos seis pontos em dois jogos para encontrar mérito na atuação do treinador diante dos temíveis Guaratinguetá e Noroeste, prá mim, é piada. Tão boa quanto aquela do presidente que ficou surpreso com o tamanho da torcida do Santos no Pacaembu e que, depois de dez anos, "descobriu" que pode se dar bem ao levar outros jogos para a Capital... VISITE O NOVO BAGACEIRA: WWW.BAGACEIRABLOG.WORDPRESS.COM
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Escrito por Lúcio Nunes às 14h18.
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