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15/06/2010 |
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Só DISCURSO!
André vendido pelo troco do pão. E o santista é enganado mais uma vez!
O torcedor santista mais uma vez foi enganado. Feito de palhaço. Acreditou em promessas. Em um discurso que lhe encheu de esperanças de ver o seu clube sendo administrado da maneira que sonhava. Mas bastaram seis meses. Seis meses para a diretoria mostrar que não é tão diferente assim da anterior. Vendeu seu artilheiro pelo troco do pão. É. O troco do pão. O Santos ficou com 4 milhões de euros. Ou algo em torno de R$ 9 milhões. Pergunta: O que fará com isso? Servirá para fazer o que? NADA! Uma grana que é quase insignificante e não mudará a saúde financeira do clube. O Santos continua sem dinheiro no caixa e, agora, está mais fraco. Espera-se que André não tenha sido vendido para a contratação de Arouca. Porque uma coisa nada tem a ver com a outra. Por que não esperar o time vencer a Copa do Brasil e jogar a Libertadores e, assim, ter uma valorização maior ainda? Fala-se em Keirrison. Meu Deus! O que esperam desse jogador? O que continuam esperando de Marcel? Enquanto isso, não se tem notícia da reforma do estatuto que era para ser apresentada em março. O fundo de investimento de R$ 40 milhões, bandeira da campanha, se escafedeu. Agora, é a tal TEISA. Também não se sabe ao certo quem realmente paga o salário de Robinho. Tá na cara que é o Santos, pois não dá para engolir a história de que os tais parceiros não querem aparecer. Para quem dizia que era preciso vender o espetáculo e não o artista... A não ser que considerem Marcel o artista e André o bilheteiro do circo. Eu não considero. Desculpas Foi dito que o jogador pressionou. Tá. E daí? Dito que o jogador queria sua independência financeira. Aos 19 anos? Nada. Nada justifica a venda de André. Ainda mais pelo preço que foi. O contrato era com o Santos. Era do Santos a decisão. Um contrato que iria até 2014 e tinha multa de 50 milhões de euros! Grupo DIS/Sondas E o Grupo Sondas mais uma vez fez dinheiro com o Santos. O clube não iria desfazer a tal parceria? De uma hora para a outra a DIS virou a parceira ideal? Marcelo Teixeira Justificar a fatiação feita por Marcelo Teixeira no passe de André não dá. Sabia-se das dificuldades. Sabia-se que seria assim. A diretoria está aí justamente para fazer diferente. E não igual.
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Escrito por Leonardo Corrêa às 08h00.
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09/06/2010 |
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QUE MUDANçA!
Há um ano, Fábio Costa brigava com Madson e Neymar. Kleber Pereira dizia ter proposta de Dubai. Ufa, que alívio!
Há quase um ano, o noticiário sobre o Santos informava, vejam só!, que Fábio Costa havia se irritado com as brincadeiras de Madson e Neymar no treinamento. Reportagem do Terra dizia que: “Depois do coletivo, alguns jogadores ficaram treinando chutes a gol, com o goleiro Fábio Costa debaixo das traves. Entretanto, Neymar e Madson aproveitaram o fato e passaram a brincar com o arqueiro, que se irritou com os dois jogadores. Visivelmente irado, o camisa 1 se aproximou e atirou água na dupla”. O goleiro ainda chutaria uma bola para cima de Neymar e faria menção de agredi-lo, mas seria seguro pelo preparador de goleiros Eduardo Bahia. Fábio Costa não fará falta alguma. Como, aliás, não vinha fazendo mesmo. Parabéns à diretoria por consegui-lo emprestá-lo. Mais: de livrar de um ônus enorme para o clube. Primeiro ao diminuir o seu salário e, agora, a notícia de que o Atlético-MG pagará metade dos seus vencimentos. A “Muralha” (entre aspas mesmo) era o útimo daquela leva de jogadores caros e cujo custo-benefício era quase zero para o clube. Ou alguém tem saudades de Kleber Pereira, Adailton, Fabão e Rodrigo Souto? Este último, aliás, não demonstrava motivação alguma em jogar pelo Santos. No mesmo dia, aliás, Kleber Pereira – talvez um dos maiores individualistas que já vi jogar no Santos (não era capaz de comemorar um gol que não fosse o seu) – dizia que tinha uma ótima proposta de um time árabe, de Dubai. Ele está acertando com a Lusa, que coisa!, conforme informa o repórter Ademir Quintino. Ufa! Que alívio! Links: Fábio Costa se irrita com brincadeiras de Madson e Neymar http://esportes.terra.com.br/futebol/brasileiro/2009/interna/0,,OI3835120-EI13759,00.html Kleber Pereira diz que tem proposta de Dubai http://esportes.terra.com.br/futebol/brasileiro/2009/interna/0,,OI3834288-EI13759,00-Kleber+Pereira+diz+que+tem+proposta+de+Dubai.html
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Escrito por Leonardo Corrêa às 14h03.
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07/06/2010 |
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SANTOS 4 X 0 VASCO
Uma vitória com autoridade
A conversa deu resultado. O Santos ganhou – e bem – do Vasco por 4 a 0. Com direito a dancinhas. Não importa se o adversário é sério candidato ao rebaixamento. O time fez aquilo que se espera dele. E venceu com sobras. André fez dois. Talvez porque Marcel não pudesse ser escalado por Dourival. Porque certamente no segundo tempo teria dado lugar ao horroroso reserva, que o treinador insiste em colocar no seu lugar. O Santos agora terá o tempo necessário para descansar e voltar a voar no segundo semestre. Para ultrapassar Corinthians e Ceará, os cavalos paraguaios desse começo de competição. Para isso, porém, é preciso manter a sua equipe. E isso passa pela permanência de Wesley. Não parece ser bom negócio a sua venda e o pedido de troca por Zé Roberto. O Santos lucraria bem mais se mantivesse o seu jovem curinga. Zé Roberto é ídolo, mas já tem 35 anos. A diretoria precisa é manter sua promessa de campanha. E não se desfazer de um dos destaques da equipe logo em seus primeiros seis meses de administração. Também precisa adquirir o passe de Arouca em definitivo. Se o clube tem ou não dinheiro, pouco importa para o torcedor. É dever dos diretores trabalharem para enfrentar os problemas. Foram eleitos para tal. “O Santos tem de vender o espetáculo e não os artistas” Foi essa a afirmação, tantas vezes repetidas pelo presidente Luis Álvaro, que tanto encheu de esperança a nação santista. Por causa dela e da promessa do fundo de investimentos de R$ 40 milhões que foi eleito. Giovanni Bem chato o desfecho do caso de Giovanni. Mais uma vez o Messias não teve do clube o tratamento que merece. Sejamos sinceros. A verdade é que tudo começou errado. O Santos jamais deveria ter proposto um novo contrato a Giovanni, que estava aposentado, em Belém. O correto seria um jogo festivo, uma despedida, que ele não havia tido com a administração passada. Só que no começo do ano, sem poder contratar ninguém de impacto, com o time sendo uma incógnita, essa foi a saída encontrada para se criar um factóide. O retorno de G10 só contribuiu para desgastar a sua imagem, criar um clima de mal-estar entre jogador, diretoria e comissão técnica. Era visível que não tinha mais condições de atuar profissionalmente. Isso já havia ficado claro no ano passado, quando defendeu o Mogi Mirim. Por outro lado, Dorival errou ao não lhe oferecer a oportunidade de ser relacionado para o jogo contra o Vasco. Não custava nada. Sem dizer que, mesmo com todas as limitações físicas da idade, Giovanni ainda está à frente de Marcel. Ou alguém tem dúvidas de que G10 colocaria para dentro aquela bola que, bisonhamente, Marcel acertou no travessão contra o Grêmio? A diretoria tinha o dever de forçar o aproveitamento de Giovanni contra o Vasco. Não fez. E errou. Como errou Marcelo Teixeira, há quatro anos.
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Escrito por Leonardo Corrêa às 10h57.
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04/06/2010 |
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COMANDO
Rainha Elizabeth?
“No futebol profissional só três pessoas falam. O presidente só avaliza". Declaração de Paulo Jamelli, gerente de futebol do Peixe. As três pessoas são ele, o diretor Pedro Luis Nunes Conceição e... Fernando Silva. Que, aliás, fechou o contrato com Zezinho.
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Escrito por Leonardo Corrêa às 20h56.
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03/06/2010 |
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CRUZEIRO 0 X 0 SANTOS
O Santos poderia ter vencido. Mas Dourival não deixou.
Não é perseguição. Mas Dourival Junior conseguiu aniquilar qualquer chance de vitória contra o Cruzeiro. O Santos não fazia uma brilhante exibição. Mas fazia uma boa partida. Até certo ponto inteligente. Vi os jogadores correndo, se entregando. A fim de jogo mesmo. O Santos claramente se poupou no primeiro tempo. O Mineirão é um campo grande demais. No segundo, o time adiantou a marcação e passou a jogar em cima da Raposa. Mas Dourival parece que vive num mundo à parte. Sacou Marquinhos, que vinha relativamente bem, para a entrada de Zezinho. Se tem coisa que não consigo engolir é a insistência com esse jogador. Que raios, afinal, tem esse Zezinho? Eu gostaria que alguém provasse que o homem é mais bola do que o Breitner e o Alan Patrick. Zezinho, pra variar, como em todas as vezes em que entrou no time, não acrescentou nada. Dourival ainda sacaria André, que estava apagado. Mas, oras, o homem é o centroavante. É assim mesmo. O artilheiro do time ao lado de Neymar na temporada. Só que Dourival não se importa muito com isso. E colocou o horroroso Marcel. Sim. Horroroso. Pode ter lá feito dois golzinhos nos últimos jogos, mas não deixa de ser horroroso. Marcel foi pateticamente expulso. Em seguida, Neymar sairiapara a entrada de Madson. Pela terceira partida consecutiva, Neymar também não fazia uma grande atuação. Mas estava buscando jogo. Foi bastante marcado. Sofreu inúmeras faltas. Não custa nada lembrar que é craque e pode decidir o jogo num lance isolado. Mas a sua manutenção em campo deveria ocorrer por uma simples razão: dar a confiança que tanto precisa neste momento. Dourival não fez nada disso. Hoje mostrou a todos mais uma vez como desmanchar com uma equipe. Assim fica difícil. E o homem, dizem, ganha US$ 250 mil. Desse jeito é melhor colocar, sei lá, o Chulapa. O Santos não precisa de um estrategista. Precisa de alguém que não atrapalhe. É só deixar a garotada jogar. No final das contas, porém, não deixou de ser um bom resultado. Rafael Felipe mereceu mesmo sair do time. Não dá pra falar muito de Rafael. É muito cedo. Mas pelo menos mostrou arrojo. Foi bem quando exigido. E pareceu mais tranquilo do que Felipe. Menos afoito. Tomara que o Peixe encontre nele a solução para a camisa 1.
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Escrito por Leonardo Corrêa às 00h03.
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02/06/2010 |
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QUEDA DE RENDIMENTO
Ausência de Robinho não pode MESMO ser desculpa
Teve quem ficasse indignado quando escrevi que a ausência de Robinho, embora importante, não justificava a queda de rendimento da equipe. E que Robinho foi coadjuvante por seguidas partidas. Posso estar ruim de memória, mas creio que não. Quanto Robinho estreou contra o São Paulo, o Peixe já liderava o Paulista e as exibições já eram exaltadas pela mídia. Por isso, disse que a queda de rendimento não poderia ser desculpa. Na ocasião, Robinho chegava para se reabilitar e garantir o seu lugar na Copa. Daquele primeiro jogo, em que decidiu a favor do Santos, foram poucas as partidas em que Robinho foi realmente bem. Lembro dos 6 a 3 aplicados no Bragantino, os 10 a 0 contra o Naviraiense e, mais recentemente, a vitória de 3 a 1 contra o Grêmio – essa, aliás, sua melhor exibição. Robinho não fez nada nos dois jogos contra o Santo André. E nem nos dois contra o Atlético-MG. Na goleada por 9 a 1 contra o Ituano, não esteve em campo. Não acho, portanto, que esteja errado em afirmar que a sua ausência não pode servir como justificativa. E não pode mesmo. E tão pouco é errado dizer que o Rei das Pedaladas foi coadjuvante por seguidas partidas dessa equipe. O que não quer dizer que É coadjuvante do time. Basta saber interpretar o texto. O objetivo não foi diminuir a importância de Robinho. Mas mostrar que esse time é bom o suficiente para conquistar resultados expressivos e dar show. Como já fazia antes do retorno de Robinho à Vila.
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Escrito por Leonardo Corrêa às 14h43.
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01/06/2010 |
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HORA DE REFLETIR
Os problemas estão aí. Mas há tempo para resolvê-los.
A queda de rendimento da equipe até pode ser atribuída a um desgaste, mas está claro que não é preponderante. O Santos, ao menos momentaneamente, parece ter perdido a graça do seu jogo. Tem sido um time mais burocrático. O segredo desse Santos sempre foi a movimentação constante de seus jogadores. As rápidas trocas de passes. André, por exemplo, quase não tem sido acionado. Uma das jogadas mais eficientes da equipe sempre foi a aproximação de Ganso, Robinho e Neymar com André. Gols e inúmeras situações de perigo surgiram assim. As tabelinhas, com André de costas, segurando os zagueiros, não mais existiram. E a ausência de Robinho, apesar de importante, não pode ser desculpa. Porque Robinho foi coadjuvante desse time por seguidas partidas. Time que, vale lembrar, já brilhava e encantava sem o Rei das Pedaladas. O que nos leva a crer que a queda possa ter explicação no que acontece fora de campo. A diretoria exagerou na dose na punição a André, Ganso, Neymar e Madson. Tirá-los da partida contra o Atlético-GO foi um erro, pois, no final das contas, o Santos saiu prejudicado. A atitude também mostrou uma falta de tolerância com aqueles que carregaram o time nas costas e foram os principais responsáveis por tudo o que foi conseguido até aqui. O Santos não ganhou apenas o Paulistão e o direito de disputar um inédito título da Copa do Brasil. Ganhou vitrine. Admiração. Certamente ganhou novos torcedores. Não houve por parte da diretoria o mesmo rigor com os jogadores mais experientes, que colocaram o título estadual em risco com suas infantis expulsões – casos de Marquinhos, Léo e Roberto Brum. O afastamento e o empréstimo de Rodrigo Mancha por conta de seus erros contra o Grêmio no Olímpico também foi mal conduzido. Mancha era um jogador querido no grupo. E foi execrado. O elenco não gostou. Também não é comum jogadores virem a público contestar as atitudes do treinador. As declarações de Edu Dracena evidenciam o que já se suspeitava quando Ganso reclamou da concentração antecipada para os solteiros: Há um desgaste na relação elenco-treinador. Não é preciso fazer a cobertura do time no dia-a-dia para perceber isso. Se Dorival tem mérito na montagem da equipe, dando liberdade para os jogadores em campo, por outro lado tem cometido equívocos quando o time precisa do seu dedo para mudar os rumos de uma partida. Talvez Dorival tenha sido também iludido com todo o oba-oba que foi feito com os garotos e o time do Santos. Afinal, se Neymar, Ganso, André e Wesley foram bastante elogiados, o treinador santista também foi. “O técnico que saiu da mesmice”. “Que coloca o time no ataque mesmo com a vitória garantida”. Talvez esses elogios tenham influenciado nas alterações que têm feito. Contra o Corinthians, as substituições poderiam ter feito o Santos passar por novo vexame. Não se trata de cornetar. Nem de colocar por terra todo o trabalho desenvolvido até o momento. Mas não dá para ignorar o que vem acontecendo. Não dá para ignorar também que, enquanto os concorrentes se reforçaram, até o momento ninguém foi contratado. E olha que as posições carentes são conhecidas há tempos. O Santos precisa urgentemente de um novo companheiro para Dracena. E de alguém ao lado de Arouca. Para que, com a saída de Robinho, Wesley seja adiantado. Mas que venham resolver e não com o discurso de somar. Creio que uma boa lavagem de roupa-suja, pelo perfil dos jogadores que aí estão, ajudaria. Internamente, é claro. Hora em que cada um pudesse externar a sua insatisfação. Hora de se pedir desculpas. De fazer uma auto-avaliação. Fosse há tempos atrás, com Fábio Costa, Kleber Pereira e tantos outros, certamente isso não resolveria a questão. A boa notícia é que, mesmo abaixo do que pode render, o time ainda é melhor do que 95% das equipes que disputam o Brasileirão. E, por isso mesmo, continua sendo o grande favorito ao título nacional.
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Escrito por Leonardo Corrêa às 07h47.
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30/05/2010 |
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SANTOS 2 X 4 CORINTHIANS
Um time em queda. E um treinador que ganha demais para o que faz
O clássico contra o Corinthians poderia mostrar se, de fato, as recentes más atuações do Peixe eram apenas desgaste e falta de interesse depois de tantas decisões recentemente disputadas. Afinal, depois do título Paulista e jogos desgastantes contra Atlético-MG e Grêmio, pela Copa do Brasil, seria natural que o time tirasse o pé do acelerador contra Botafogo, Ceará, Atlético-GO e Guarani. O mais fanático poderá até atribuir a derrota ao erro do árbitro, que invalidou o gol legal de Marquinhos ainda no primeiro tempo. Mas a partida mostrou mesmo que o time santista caiu de rendimento. Logo de cara, o gol corintiano. Felipe, sabe-se lá por que (talvez porque seja fraco mesmo, como muitos falam), espalmou uma bola relativamente fácil e Jorge Henrique aproveitou o cochilo de Durval – pra variar – para fazer 1 a 0. Depois disso,o baixinho Jorge Henrique ainda acertaria a trave, ganhando disputa de cabeça com Durval. A cada jogo, aliás, o beque mostra por que a zaga do Sport foi a mais vazada no Brasileiro do ano passado. Apesar de depois ter a posse de bola e o domínio do jogo, a verdade é que o Santos não foi nem de longe a equipe que tanto encheu os olhos do Brasil. A velocidade, os passes de bola rápidos não existiram. Faltava movimentação, como o próprio Dorival Junior disse no intervalo. E continuou faltando na segunda etapa. A bola passava demais pelos pés de Marquinhos, que até jogou bem. Só que, com isso, Paulo Henrique não participava do jogo. A partida contra o Corinthians deixou mais uma vez evidente que o setor defensivo é mesmo fraco. O segundo gol veio em nova falha, dessa vez de Pará. O lateral ficou perdido no lance e ainda virou as costas no chute de Bruno Cesar. Mostrou também que o Santos gasta demais com um treinador capaz de fazer substituições que nem técnico de várzea faz. As alterações de Pará por Marcel e depois de Edu Dracena por Zezinho foram de uma imbecilidade só. O Peixe correu sério risco de levar outra sonora goleada por pura incompetência de seu treinador. O terceiro e o quarto gols podem ser atribuídos a ele. O time ficou completamente aberto. O Santos precisa de reforços para a sequência do Brasileiro. Está claro. A diretoria precisa se mexer. Porque a hora que a empolgação abaixar – e está abaixando – verá que nem tudo são flores. E a cobrança virá.
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Escrito por Leonardo Corrêa às 18h29.
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24/05/2010 |
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DESPRESTíGIO
Na vitória contra o Atlético-GO, faltou Alan Patrick
Ontem era jogo para ele. O substituto natural de Paulo Henrique Ganso num futuro próximo. Alan Patrick. Partida ideal para ganhar experiência e confiança. Sem muita responsabilidade, contra um time fraco. Mas o mundo do futebol é mesmo surpreendente. Jogou Zezinho. Mais novo, de 18 anos. Patrick tem 19. Zezinho chegou ao Santos por empréstimo de dois anos. Tem gente cascuda por trás do jogador. Seria por isso a sua escalação? A lógica diz que o jogador do clube deve ter prioridade. Ainda mais um com o talento de Alan Patrick. É claro que o menino deve ter ficado desmotivado ao ver que está sendo preterido por alguém mais novo e menos talentoso. Pior. Largar o elenco profissional para jogar a Copa BH é um retrocesso. Coincidência ou não, Alan Patrick foi expulso na vitória contra o Botafogo por 2 a 1, ontem, na estreia do torneio.
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Escrito por Leonardo Corrêa às 09h56.
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21/05/2010 |
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VOLTA POR CIMA
Edu Dracena. Nos momentos decisivos, ele foi o xerife!
Ele tem futebol pra ser jogador de seleção brasileira. E não é exagero. Quem lembra de suas atuações no Cruzeiro concorda. Mas Edu Dracena começou o ano muito mal. Pesadão, nitidamente fora de forma, teve atuações péssimas. Mas o zagueiro deu a volta por cima. E é preciso reconhecer isso. Edu Dracena jogou demais quando justamente o Santos precisou mais dele. Foi assim contra o Santo André, no segundo jogo da decisão. Foi assim contra o Grêmio, na quarta-feira. Dracena foi o xerife que o Santos tanto precisava. No segundo tempo, a primeira chance de gol foi originada com ele, quando em um carrinho rouba a bola do adversário e, na sequencia da jogada, Robinho chuta para Vitor espalmar. Foi o lance que originou o sufoco que o Peixe daria nos gaúchos. Ele também se adiantou ao passe de Douglas e fez o lançamento para Robinho tabelar com André e encobrir Vitor, no segundo gol. O Santos toma muitos gols, dirão alguns. E é verdade. Mas a zaga fica exposta por conta da ofensividade do time. Para defender o seu setor, Edu lembra do time da Era Pelé. E tem razão. Mauro e Calvet eram ótimos zagueiros, de seleção. O primeiro, então, uma lenda. Ainda assim o Santos levava muitos gols. Porque nenhum zagueiro, por melhor que seja, vai conseguir levar vantagem no mano a mano com o atacante. O problema da zaga, hoje, é Durval. Esse, sim. Começou bem quando foi contratado, mas teve uma queda espantosa. Sempre mal posicionado. Dá a impressão que vive num universo paralelo. Os gols sofridos contra o Atlético-MG, no Mineirão, quando quis adivinhar o que o adversário faria e deu todo o corredor para Tardelli marcar, e o contra o Ceará, quando ficou observando Washington cabecear, são exemplos. E mesmo o sofrido contra o Grêmio, na quarta. Felipe falhou é verdade. Mas a bola viaja a área santista sem que Ganso e Durval saiam do chão. O raio é que Bruno Rodrigo segue se recuperando de lesão. Esse, ao que parece, deveria jogar no seu lugar pelos poucos jogos que atuou. Caso contrário, o Santos precisa encontrar um outro zagueiro. Alguém que faça, ao lado de Dracena, uma zaga mais forte.
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Escrito por Leonardo Corrêa às 12h16.
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