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08/12/2008 |
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O MOTE é MUDANçA!
Sem comentários!
Não vou comentar o jogo de ontem. Primeiro, porque não vi. Segundo porque o resultado comenta por si: empatar em zero, com o Náutico, na Vila, e ficar fora da Sul-Americana – e a um ponto da zona do rebaixamento – é o fim da picada. Fim da picada, ou não. Pode ser o começo, também. O começo de uma nova trilha, de um novo caminho, de gente nova, gente pensante, mudança de pensamento. No último post, disse que havia grupos interessantes se formando e que, pelo bem do Santos, os torcedores que têm algum interesse na vida do clube deveriam procurar esses grupos e tentar fazer alguma coisa além de reclamar da vida. Pois bem. A partir da perspectiva de mudanças e do desejo de gente que quer ajudar o clube nasceu o Santos Total - um movimento que nasce da convergência de vontades de um grupo de torcedores, e que espera expandir-se com a adesão de todos aqueles que, de alguma forma, queiram unir esforços para aprimorar a instituição Santos FC. Não importa o tamanho ou a força política que o grupo possa vir a ter. O que importa, hoje, é fazer parte das discussões, do processo, de tudo, enfim, capaz de conduzir o clube ao seu devido lugar no cenário mundial. O mote é MUDANÇA! O ano foi um lixo, mas não adianta chorar sobre o leite derramado - os medíocres procuram culpados, os sábios procuram soluções. Vamos tentar ser sábios e cada um, com as habilidades que têm, que tome seu lugar no bonde da história! Por isso este blog está com o MOVIMENTO SANTOS TOTAL – Por um Santos de Todos nós! 
Participo desta blogagem coletiva com outros blogs que também acreditam no movimento: Blog da Neli - http://www.blogsantista.com.br/neli/index.php Blog do Alex Frutuoso - http://www.blogsantista.com.br/alex/index.php Blog do Jão - http://www.blogsantista.com.br/jao Blog do Luiz Caetano (Falando do Santos) - http://blogdoluizcaetano.zip.net/ Blog do Mauro Elias - http://maurobelias.blog.uol.com.br/ Blog do Renato - http://www.blogsantista.com.br/renato Blog Espírito Saaantos (Ministro Veiga) - http://espiritosantos.blogspot.com/ Fotolog SantosFC - http://www.fotolog.com/santosfc Blog do Amílcar - http://br.oleole.com/blogs/a-corneta 
BLOG MOVIMENTO SANTOS TOTAL – CONHEÇA NOSSO MANIFESTO E ACOMPANHE AS ATUALIZAÇÕES: http://santostotal.blogspot.com/
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Escrito por Gisele Berto às 16h19.
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02/12/2008 |
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O SANTOS E SEU FUTURO
Crime e castigo
Termino esse ano deprimida. Termino esse ano comemorando a permanência na série A. Torcendo pelo Inter para conseguirmos a ÚLTIMA vaga para a Sul-Americana. Termino esse ano querendo que, pelo menos, em um último suspiro de dignidade, o Santos ganhe do Náutico na Vila Belmiro. Termino esse ano lembrando que nossos adversários não foram os maiores clubes do futebol brasileiro. Pelo contrário. Foram os menores. Termino esse ano fazendo as contas de quantos jogos perdemos para times sem expressão, de quantos jogos fomos omissos, deprimentes, vazios. De quantas partidas assisti incrédula diante da passividade desses que hoje vestem o Manto mais pesado do mundo. Lembro de mim fazendo contas, tabela à mão, e imaginando o quanto Ipatinga, Náutico, Portuguesa e afins poderiam incomodar. Pior: termino esse ano sem esperança. Ouço falar em parceria, em planejamento, em estruturação, em base, em formar elenco. E sei que é tudo balela. Papinho pra enganar os incautos. A mim, não. Amigos discutem, à mesa do bar, sobre o que deu errado. Que tudo começou na saída de Luxemburgo, na demora na definição do novo técnico, na contratação de um técnico rival do anterior que mais se preocupou com suas rixas pessoais do que em “assumir” o elenco. Elenco esse que decide sobre o futuro dos treinadores, que deixam ou tiram quem querem sob a anuência de uma diretoria fraca e pífia. E, terminando esse ano, eu penso: o que deu errado não deu. Tem dado. E há tempos. É um caminho que vem sendo trilhado, e do qual a saída não está próxima. Não há uma fórmula mágica. Não há varinha de condão. Não adianta – só – mandar todo mundo embora. A culpa não é do Kléber. Não é do Wesley. Não é do Fabão, do Domingos, do Adaílton. Nem do Fabiano, ou do Michael, ou do Kléber Pereira. Sequer do Fábio Costa, ou do Douglas. A culpa não é do Cuca. Não é do Márcio Fernandes. Não é do Leão. A culpa é nossa. A culpa é do status-quo. A culpa é do nosso fracasso em admitir que são necessárias mudanças. E a culpa, sobretudo, é da nossa covardia em propô-las. Somos culpados por omissão. Somos covardes e preguiçosos. Esperamos que a solução caia em nossos braços de bandeja e não nos damos conta de que – não! – devemos ser parte dela. Fomos omissos e a história nos cobrou seu preço. Ainda não sei se espero algo para 2009. Acho que não. Estou deprimida demais para pensar nisso. Mas uma coisa é certa: a tristeza, a melancolia e a depressão devem dar lugar à luta. A hora é de parar de reclamar da vida e tomar seu lugar na história. O Santos Futebol Clube, o grande Santos, depende de nós, que o amamos, que o respeitamos e que queremos que ele seja sempre o Glorioso Alvinegro Praiano. Quem quiser, que tome seu lugar no bonde. Já existem grupos de discussão – sérios – que prometem propostas concretas e viáveis. Junte-se a um deles. Se você, como eu, quer o fim da trilha, pense. Reflita. E aja!
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Escrito por Gisele Berto às 16h11.
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23/11/2008 |
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CORITIBA X SANTOS
Qual é a do Santos 2008?
Ainda estou na dúvida. Não consigo chegar a uma conclusão sobre qual é a do Santos 2008. É fato que esse time nasceu para quebrar tabus. Todos os recordes negativos estão sendo postos abaixo por uma equipe que, se não é maravilhosa, também não me parece absurdamente ridícula. Muitas vezes pensei que o problema do Santos seria panela, complô, jogador tirando o pé. No entanto, ontem cheguei a pensar que não: até que jogamos direitinho, mas simplesmente o Coritiba foi muito melhor. Cinco vezes melhor. Vendo o primeiro tempo do jogo de ontem, estava até feliz. O time perdia, mas se mexia bem, chegava com perigo e, não fosse o goleiro coxabranca, teríamos aberto o placar e ampliado. Não assisti ao segundo tempo, apenas ouvia meu marido falando "gol do Coritiba". Começou a me dar uma angústia... Enquanto tocava meus afazeres, pensava na tabela. Fazia contas de cabeça. Torcia pelo São Paulo contra o Vasco. Sim, amigos. Como bem disse meu amigo Ricardo, na comunidade do Santos no orkut, "nem a alegria de poder torcer contra o SP o Santos desse ano está me dando". Não sei qual é a verdade. Não sei se a tabela nos foi ruim nos últimos jogos, se o time não vence porque não tem vontade ou porque é ruim mesmo. Quando a coisa degringola a gente começa a pensar em todas as possibilidades, começa a confundir a cabeça... A única verdade é que eu quero que esse ano passe logo, mas que não seja esquecido, pelo contrário! É um ano a ser lembrado, especialmente pelos sócios-contribuintes. Que esse ano, ao menos, nos sirva de lição do que fazer e o que não fazer, para que os erros não se repitam. Continuo achando que o Santos não cai, mais por conta da incompetência dos adversários do que por competência própria. Mesmo porque o Santos 2008 está fazendo uma força danada para quebrar mais esse tabu...
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Escrito por Gisele Berto às 09h34.
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10/11/2008 |
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VASCO X SANTOS
O Santos e sua fantástica competência em estragar o que estava certo
Sim, estávamos na sombra. Já tínhamos pedido a cerveja e, enquanto esperávamos chegar, curtíamos aquele reggae básico, olhando as ondas. Pé fincado na areia, musiquinha rolando... e a gente esperando o tempo passar. Eis que chega o garçom! A cerveja está quente. Pergunta se queremos uma caipirinha, mas o dinheiro não dá. Como o guarda-sol é só para clientes consumindo, adeus sombra: vai pro sol, capiau. E sem cerveja pra consolar. Isso somos nós hoje no Campeonato Brasileiro. Tínhamos aberto uma bela vantagem da zona da degola, mas... ei-la de novo, cutucando nosso ombro. Companheiros, vamos combinar: fizemos de tudo para dar mais emoção ao campeonato... Depois de devolver o Palmeiras à briga, resolvemos apimentar a parte de baixo da tabela de novo. Não conseguimos marcar um único golzinho em uma das piores defesas do campeonato, a do tosquíssimo Vasco da Gama. E ainda nosso artilheiro resolve dar uma de juvenil e dizer, em frente às câmeras e para quem quiser ver e ouvir, aquelas verdades que só podem ser ditas nos vestiários, a portas trancadas. Para que botar mais pimenta na coisa? Estávamos (me inclua fora dessa, já diria o outro) tão felizinhos com uma vaga na sulamericana... e voltamos nós a flertar com o rebaixamento, de novo. O clima do elenco estava ótimo. Pessoal fazendo piadinhas, aquela coisa leve. Agora, enfiaram na cabeça que existe uma campanha de salvamento de cariocas a caminho, que vão nos ferrar, que é o Mundo contra o Santos. Deixem isso de lado... ‘bora, jogar bola. Se anularem um, façam dois. A pior coisa que podia acontecer com o Santos agora é um descompasso psicológico! Esse negócio de pensar em teorias da conspiração, por favor, deixem com a gente, torcedores. E, por favor, em boca fechada não entra mosca, não é verdade senhores Eller e Pereira?! O STJD punindo até pum dado fora de hora e o nosso artilheiro, principal alvo dos adversários, me dá uma bola fora dessas? Acho que ele não volta para o campeonato, não... Não está tão difícil – ainda. Perdemos Souto e Fábio Costa para o próximo jogo. Isso sem contar no Pereira, que deve ter o julgamento mais rápido da história do STJD. Mas precisamos de quatro pontos – temos seis em disputa em casa. É uma vitória e um empate. Só cai se quiser. E eu continuo afirmando que NÃO VAMOS CAIR.
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Escrito por Gisele Berto às 17h17.
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03/11/2008 |
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SANTOS 1 X 2 PALMEIRAS
Mais um campeonato nas mãos do São Paulo
O que dizer do jogo de ontem? Clássico... podia acontecer qualquer coisa. Até mesmo um time dominar e o outro sair vencedor. Foi o que aconteceu. O Santos dominou o Palmeiras até o meio do segundo tempo, quando Márcio Fernandes tirou o Molina. E, pior, colocou o encosto chamado Lima! O primeiro gol foi ridículo! Nem parecia que o lance estava valendo. Foi todo mundo parando, parando, parando... e a bola parou. No fundo do gol! De resto, foi um ótimo jogo - tirando as patadas dos palmeirenses. Ô, time pra dar porrada! O Alex Mineiro e o Kléber (sempre ele!) tinham que ter sido expulsos. Mas faz parte. Não culpo o árbitro, que até o lance do recuo de bola estava indo bem. Já o Kléber (deles)... o Kléber tinha que entrar em campo expulso! Impressionante como joga com o cotovelo! Todo lance é maldoso... Alex Mineiro deu um puxão descarada no uniforme de um jogador do Santos no primeiro tempo e quinze minutos depois entrou com um carrinho por trás. Tinha que ter tomado amarelo no primeiro e vermelho no segundo. Tomou só o amarelo do segundo. Mas... acontece. Clássico tem de tudo. Nosso problema foi a falta de competência para concluir. Até chegávamos, mas ficávamos saracoteando na frente da área. Quando o Molina resolvia chutar a gol, trazia perigo para o gol do bom goleiro Bruno. Mas não acho que isso vá ajudar muito na caminhada do Palmeiras, não... Porque, para mim, esse campeonato é do São Paulo e ninguém tasca. Não sei se o que os bambis têm é competência, sorte ou um misto dos dois. Impressionante como esse campeonato caiu nas mãos deles. Estavam 11 pontos atrás do líder! 11 pontos nessa fórmula da campeonato é MUITA COISA. E eles chegaram. Contando com a incompetência da concorrência, chegaram. Agora, acho, não tem quem tire... Luxerley vai ter que tirar alguns coelhos da cartola... E, quanto a nós... não nos prejudicamos muito com o resultado, já que não brigamos por nada que não seja a Sulamericana. Por isso, venha o Vasco!
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Escrito por Gisele Berto às 18h14.
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19/10/2008 |
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BOTAFOGO 0 X 1 SANTOS
Ouvindo picadinho...
Estava doida pra ver esse jogo. Mas agora me meti com um trabalho novo aí e - adivinha - tive que trabalhar ontem, assim como terei que trabalhar hoje, por isso estou atualizando o blog logo cedo. Ontem eu estava fazendo a cobertura de um evento aqui em SP. Tinha umas palestras para ver, umas entrevistas para fazer... O jeito foi levar o foninho do celular e, entre uma palestra e outra, quando sobrava um tempinho, plugar no jogo. O diabo é que nunca o locutor fala o resultado do jogo quando a gente precisa. Como eu só conseguia ouvir um minutinho de jogo, e tinha que desligar, tinha que torcer pro locutor fazer um mega resumo histórico do jogo em um minuto - e bem no minuto que eu estava escutando. E isso é uma aflição, ninguém merece. Enfim. Saí do evento às 22h, corri pro carro e botei na Band. Na hora, passava a entrevista do Fábio Costa, o repórter todo animado, e a Fera dando "graças a Deus" que tinha dado tudo certo. Estava saindo do trabalho, cansada feito burro de carga, com a sinusite atacada, dor de cabeça e os pés doendo - mas ouvir o Fábio dizer aquilo era um bálsamo que não se vende em farmácia. Ouvi os comentaristas dizendo que o Santos jogou bem. Ouvi o Adaílton falando sobre sua volta, e os comentaristas elogiando o retorno em grande estilo do zagueiro. Taí um cara em que eu boto a maior fé. Logo que chegou fez umas baita partidas boas, zagueiro de estilo. Passou uns períodos de ruindade absurda, em que eu - confesso - tinha medo quando ele entrava. Mas agora tomara que esteja voltando aos bons tempos. Será um grande substituto para o Eller que, pela "boa vontade" do STJD, deve tomar uns 120 dias de gancho... Resta saber quem substituirá o Domingos, de quem o tal do Paulinho do STJD quer a cabeça. A gente só se ferra com esse bandinho carioca, mesmo... Ouvi, também, o gol. Que delícia saber que o Molina bateu a falta. Quando ele chegou, divulgaram uns vídeos dele cobrando falta como quem coloca com a mão. Não sei porque tinha (tem) tão poucas chances de bater falta no Santos. Mas... enfim. Foi um resultado espetacular. Vitória fora de casa é sempre bom - ainda mais para quem estava achando que ia começar a sessão faroeste contra o Santos, com todo mundo tentando roubar o nosso ouro. Mas o juiz foi correto - pelo menos foi o que disseram na rádio - e não deu pra dizer que fomos roubados. Agora, é voltar pra casa e esperar o Figueirense. Time chatinho, mas acho que dá pra conseguir os 3 pontos. Conseguimos nos livrar do Mal e fixamos um lugar cativo na zona da Sul-Americana - aquela mesma que, no ano que vem, vamos pedir pra entrar com o time reserva pra não atrapalhar o Brasileiro, mas tudo bem. Pelo menos é um objetivo alcançado num ano pra se esquecer. O Santos arrumou a direção. Para o alto, e avante. Agora é torcer pro ano que vem chegar logo - e sem sobressaltos!
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Escrito por Gisele Berto às 10h13.
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06/10/2008 |
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SANTOS X BRISINHA – A SAPATADA
Passando o carro...
Eu juro que eu ia à Vila no sábado. Estava tudo certo pra eu ir. Mas os céus são testemunha do que eu disse ao meu marido: “acho que eu não vou, não. Não vai ter graça. O Santos vai passar o carro no ventinho”. Ele deu uma risadinha e acabamos não indo à Vila, mesmo, para desespero da minha irmã (aquela, sobre o qual eu falei em outra coluna), que queria porque queria ir. Detalhe: o último jogo que eu assisti ao lado dela na Vila contra o Atlético PR foi aquele fatídico da Libertadores. Achei melhor avisar bem em cima da hora que eu não ia, só pra não dar tempo dela ir sozinha... seguro morreu de velho =) Tenho uma certa bronca desse time aí do Paraná desde aquele Brasileiro em que eles fizeram relógio de contagem regressiva, estrelinhas e o escambau. Achava uma prepotência e uma falta de respeito. E comemorou mais quem comemorou na hora certa. Desde então, me dá prazer ver esse time perder, ainda que seja futebol de botão. Mas... o jogo. O jogo foi o que todo mundo viu. Kléber acordou decidido a jogar um pouco do que já jogou, Fabiano Eller fazendo uma grande partida, Molina marcando gol, Pereira guardando o seu habitual. Se eu tivesse coração, ficaria com dó da reação da torcida do Patético. Antes do jogo, a comunidade do “Furacão” no Orkut chamando uma goleada, vitória fácil... Na Vila, filhos, quem manda somos nós. E quem disse isso não fui eu, foi o Cuevas. Que, aliás, manda lembranças! Na Sul Americana nós já chegamos. Estamos bem afastados da primeira página da tabela, mas é questão de honra chegar lá. Só pra mostrar pra uns e outros aí que time grande não cai, se recupera! Temos uma pedreira e meia pela frente. Não vai ser fácil bater o Grêmio no Olímpico. Que o Márcio Fernandes não me leia, mas se viermos com um empate de lá eu já comemoro. Contra o Botafogo eu acho que dá pra trazer os três pontos, mas tem que jogar muito, como se estivesse na Vila lotada. A mesma Vila lotada que sábado empurrou o time e sufocou o Ventinho, que ruma a passos largos para tomar um lugar que juravam ser nosso.
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Escrito por Gisele Berto às 18h43.
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29/09/2008 |
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SANTOS 1 X 1 PORTUGUESA SANTISTA
Agora, é correr atrás do prejuízo...
O jogo de ontem foi um marco. Não apenas pelo mau futebol apresentado pelas duas equipes - tinha hora que dava pena da bola... mas pelo vazio que se via atrás das placas publicitárias. "Nossa geral" não existe mais. O retão, de costume, sentado. A Jovem, de costume, entoando cantos sobre ela própria. E o resto do povo, aquele que ficava na geral, espalhado por aí... Bom, vamos ordenar as coisas... primeiro, falar do jogo. Tivemos um primeiro tempo bem ruim, com a Lusa jogando como estivesse no Canindé. Tomamos alguns sustos, demos outros poucos. Terminou o primeiro tempo com aquela sensação de "até que enfim". Márcio Fernandes podia ser um pouco mais corajoso... Estávamos jogando em casa, com três volantes... não dá pra entender. No segundo tempo foi que a coisa deu uma melhorada. Algumas faltas perigosas na entrada da área da Lusa poderiam ter garantido nossos três pontos, não fosse a displicência do lateral de seleção. Dá raiva, sério. Teve uma falta que era a cara do Kléber nos bons tempos. Meio-gol. Até comentei "poxa, velho, tu não faz nada, mesmo, pelo menos marca esse... aí pode continuar se arrastando no resto do jogo". Que! Nem isso... O Fabiano Eller deu uma furada fenomenal, tão fenomenal que na hora eu lembrei do Renatinho, e minha vontade era chamá-lo (o Eller, não o Renatinho...) de FabiAsno! Mas graças a Deus - e ao Douglas - não deu em nada. Não deu muito tempo, KP recebe na entrada da área, dribla o zagueiro e mete pra dentro. Sem mistério, sem dúvida: se tem gol no Santos, não precisa nem perguntar quem marcou. Ainda comemorava quando vi o Douglas, aparvalhado, se batendo com o Souto na entrada da área e o Athirson (!!) tocando. A bola quicando, quicando... e entrando. Um minuto, entre um lance e outro. Mancada do Douglas? Sim, feia. Mas... acontece. Ele já tinha salvo a gente em lances perigosos. Acho que ainda estava comemorando o gol e deu um branco no menino... Depois disso, ainda vi um lance de voleio do Kléber Pereira que - por Deus! - tinha que ter entrado! Mais algumas faltas na entrada da área, todas categoricamente desperdiçadas. Temos mais um jogo em casa, contra o Paranaense, e depois duas pedreiras fora de casa. Estamos perigosamente a três pontos da zona da degola. Precisávamos ter feito esses três pontos... Agora, mais do que nunca, precisamos fazer os próximos três! Não temos escolha! Agora, vou contar uma história rápida. Tenho duas irmãs. Ambas sempre falaram que eram santistas, mais por costume do que por paixão. No entanto, há cerca de dois anos a mais jovem resolveu me acompanhar ao campo. Foi apresentada à Vila Belmiro. Ficávamos na geral. Foi lá, na geral, que eu vi Robinho humilhar Tevez. Que eu vi o Santos conseguir heróicas classificações na Libertadores. Que eu vi Giovanni entortar os adversários. Mas... voltando à minha irmã: a geral a encantava. Ela gritava, xingava, liberava todos os seus demônios na baixa arquibancada da Vila. Passou a ir aos jogos sozinha. Não precisava mais da irmã. Tinha virado santista por si só. Virou sócia, mas continuava na geral. Ontem ela foi à Vila. Eu não. E ela voltou cabisbaixa. Decepcionada. "Gi, perdemos nosso canto. Perdemos nosso lugar. No retão não dá pra ficar, eles não levantam nem pra comemorar gol. Na Jovem, eles ficam cantando aquelas músicas enormes e que só falam dela. Quem não é "Jovem do Santos" não tem o que gritar... Passei o jogo sem ter grade onde grudar, sem ter como xingar ninguém. A Leões da Fabulosa gritava mais que a gente". Minha irmã levou ontem à Vila um casal de amigos, que queriam porque queriam conhecer o Caldeirão. De tanto que a minha irmã falava, da pressão, de estar "ao lado" do campo... Saíram decepcionados. Pensaram que ficariam mais perto do gramado. E vai explicar que, sim, ficávamos mais perto do gramado... Não fui à Vila desde que começaram as obras. Tenho até medo de ir. Sou favorável à modernização, não à construção de puxadinhos. Não sou contra o setor Visa, só sou contra o lugar que escolheram. Desse jeito, a Vila perdeu parte da sua alma, da sua tradição, da pressão, do carisma. O adversário, claro, agradece.
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Escrito por Gisele Berto às 11h09.
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25/09/2008 |
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SáBIO, EçA DE QUEIRóZ
Frase do ano
Remexendo arquivos antigos, encontrei uma frase do célebre escritor de Os Maias e Primo Basílio que se encaixa perfeitamente no momento atual. E estou falando tanto do Santos quanto do Brasil... «Os políticos e as fraldas devem ser mudados freqüentemente e pela mesma razão»
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Escrito por Gisele Berto às 11h07.
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21/09/2008 |
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OUTRA CHACOALHADA... DE NOVO PARA O GOIáS!
Cada um tem a asa negra que merece...
Começo a pegar raiva desse time enjoado do Goiás... Assim como o Sport para o Palmeiras, o Goiás é o nosso karma. Nossa cruz a carregar. O Santos tem "mania" de eleger um ou outro pra servir de asa negra. Goiás, Paulista de Jundiaí e Portuguesa Santista são os que me vêm mais facilmente à lembrança. Eu, pelo menos, não me lembro de ter assistido a nenhuma vitória do Santos contra o Paulista. Sempre que eu assisto, é sapatada. E das grandes... Contra o Goiás, virou mania perder de quatro... Só espero que não aconteça agora o que aconteceu depois da traulitada que tomamos dos esmeraldinos na Vila... Depois daquela surra, o time - que já não era grande coisa - desestabilizou de um jeito que eu realmente pensei na possibilidade do rebaixamento. Agora, não é pra tanto. O time vinha acertado, uma derrota fora de casa contra o melhor do turno não é nenhum pesadelo. Mas não precisava ser de quatro... O bom é que esse jogo deu pra tirar pelo menos duas conclusões: 1) Meu avô, que operou o fêmur e tem 85 anos, é mais zagueiro que o Fabão. Coloca-lo em campo só pode ser para justificar o salário absurdo a que tem direito, já que o combinado não é caro... 2) Parem as máquinas e prestem atenção: vocês não estão alucinando. Pela primeira vez na vida, sim, eu admito: o Domingos fez falta. E não foi daquelas perto da área, às quais ele está acostumado. Fez falta, mesmo. De verdade. Por vezes achei que estava sentindo saudades dele. Nessas horas eu saía pra tomar uma água, porque eu só podia estar com falta de oxigênio no sangue! Quanto ao resto, revivi momentos de tensão ao ver em campo o mesmo time que eu tinha me acostumado a ver no meio do primeiro turno: medroso e apático, desanimado e incompetente, sem capacidade de trocar um passe certeiro. Mas vou dar um desconto. Afinal, deu quase tudo certo na rodada e, se não ganhamos, os que disputam a zona da morte com a gente também não ganharam. Agora, as duas próximas são na Vila. E não vou dar desconto nem se empatarmos. A vitória é obrigação, não tem escolha. E quem está achando que a pressão é muita, que pegue o boné e suma. Porque não somos nem o Goiás, nem o Paulista, nem a Briosa. Apesar de estar cada vez mais comum sucumbirmos a eles...
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Escrito por Gisele Berto às 22h02.
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