Falando do Peixão
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26/07/2010 
SENTIMENTO
Ansiedade total - como em 2002

Por FELIPE NORONHA

Eu tinha apenas 12 anos em 2002. Mas sei que o sentimento desse momento é igual ao da semana que antecedeu o dia 8 de dezembro daquele ano. A primeira partida da final do Brasileiro ocorreu naquele dia e eu quase morri do coração de tanta ansiedade.

Quando cheguei em casa hoje, após minha ida à Vila Belmiro, caiu a ficha. Nosso próximo jogo é a final da Copa do Brasil. Assim como em 2002 era a final do Brasileiro, um torneio que nunca havíamos ganho.

Estarei tanto na Vila como em Salvador, Manoel Barradas, Barradão. Queria poder dormir e acordar no horário do jogo. Não é possível. Pior, no dia da ida, tenho que acorar cedinho para ir até SP. Felizmente, estou de folga exatamente nessas 2 semanas. Infelizmente, estou e folga exatamente quando o ttrabalho me faria esquecer da vida, do jogo.

Quero parar de pensar. Quero deixar de ser doente por futebol.

Não consigo. Só penso em ser campeão.

Como em 2002. Como no dia mais feliz da minha vida.



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Escrito por Falando do Peixão às 00h57.
20/07/2010 
DIAGNOSTICO.
Sem medicação.

Fábio "Bio" Peres

 

O time do Santos corre. Demais. Desordenadamente.

Me lembra aqueles brigadores de rua que fecham os olhos e dão milhares de socos giratórios no que tiver na frente.

Quando esse cara pega alguém mais fraco que ele, acerta vários e fica com a imagem de valentão da rua.

Mas se pegar alguém com um pouquinho mais de técnica, estratégia, esquiva, ou até sorte... putz, é uma só, direto no queixo.

 

~

 

Esse, pra mim, é o diagnóstico. Não manjo tanto de futebol a ponto de sugerir algum remédio. Idéias?



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Escrito por Falando do Peixão às 02h36.
15/07/2010 
FINAL DA CB
Estaremos na Bahia

Por FELIPE NORONHA

 Não escrevemos asqui faz tempo. Cada um tem sua vida e elas tornam quase impossível escrevermos aqui. Porém achei um tempinho. Mas só quero, na verdade, comemorar o fato de que estaremos na Bahia. Assistiremos nosso Santos na final In Loco.

O Pedro vai não sei como, não conversamos direito. Eu vou com 2 amigos meus, o Dello, que estuda comigo na MEtodista e é o único santista na classe além de mim, e com o Tiago, que sempre vai à Vila e à SP comigo.

A Copa servia como antídoto para a ansiedade. Confesso que não estava nem ligando para o futebol nacional durante o mês de Copa. Copa é vida. E agora vem um vazio. 

Vazio esse que só será combatido no dia 28. A partida de ida. Seremos campeões. Sei disso. E, 4 de agosto, estarei na Bahia. Verei a taça ser levantada.

Mas hoje tem clássico. Confesso que não estou ligando muito, bizarro, não estou com vontade de ver futebol brasileiro. MAs é o Santos. Então vamos pra cima delas.



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Escrito por Falando do Peixão às 14h34.
26/04/2010 
UFA!
Pô, Dorival, quase te chamei de burro ontem. QUASE.

Por FELIPE NORONHA

Os três do blog não estavam juntos ontem. Cada um foi ver o jogo com outras pessoas, acho que o Bio nem pro estádio foi. Acontece. Mas eu estava lá no Pacaembu, setor amarelo, não muito próximo da Jovem, não totalmente no "povão". Mas claro que um corneta estava ao meu lado. Xinguei tanto o desgraçado que ele calou a boca, graças a Deus. Porém, meu medo era xingar o Dorival. E quase o fiz...

Pará de titular eu até já acostumei, não tem comprometido, tá beleza. Mas ontem não. Ontem era dia de partir pra cima. E Dorival entrou com medo. Infelizmente, isso aocntece. O cara é humano. Mas quando olhei no telão e vi Pará no lugar do André, segurei uma palavra na garganta.

Porque foi burrice, Depois consertada. Mas não xinguei por um motivo. Olha o que esse cara fez desde janeiro. Há como criticá-lo? Não. Sou fã demais. Que continue por muito tempo em Urbano Caldeira.

Mas dorival, por favor, "Santo ANDRÉ", que nem diz a capa do Lance! de hoje, é titular. 4-3-3. Sempre. E rumo ao título, domingo que vem estarei no Pacaembu. Mas o jogo do Mineirão é mais importate. Bem mais.



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Escrito por Falando do Peixão às 11h58.
14/04/2010 
PARABéNS, SANTOS!
98 anos de Glórias.

Por Fábio "Bio" Peres
 
O Santos é muito mais que um time
É um gigante, uma instituição
Construída sob lágrimas e gritos
Glórias, lutas e superação.

Ao entrar no gramado extingue
Todos os problemas de uma nação
Falta de dinheiro, desemprego, gripe
Só o que importa é ver o peixão.

Sua torcida, privilegiada
Nunca desiste, nem desacredita
Conhece bem a história abençoada
Confia na camisa, reverenciada
Por tudo que conquistou e ainda conquista.

Não há derrota, tropeço, nada
Noite fria, nem madrugada
Que desanime nossos corações

Sabemos da força das cores
Que inspira tantos amores
É o campeão dos campeões.

Entre craques e cabeças de bagre
Poucas tragédias e muitos milagres
Há a história mais bonita que já se escreveu

Então vai pra cima deles, meu peixe
Vai conquistar novamente o mundo,
Porque ele sempre te pertenceu.
 
 


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Escrito por Falando do Peixão às 10h36.
05/04/2010 
ADVOGANDO PELO DIABO
O caso dos ovos de páscoa

Por Fábio "Bio" Peres 

Tardiamente, depois de muito pensar, vou abordar o “Caso dos Ovos de Páscoa”, já tanto falado entre os blogs do santistaroxo.

Fazer o papel de advogado do diabo nem sempre é fácil. Vou defender uma atitude que não tomaria e isso talvez soe até hipócrita, mas não é, partindo de dois princípios que temos que ter em mente sempre:

<!--1. A sua obrigação é não ser mau. Ser bom é opção de cada um.

<!--2. Fé não se contesta, não se discute.

Explico.

Amigo leitor, eu não posso dar um soco em você. Ainda que queira, não é um direito meu. Mas não tenho a menor obrigação de ajudá-lo caso você tome um. Ir em seu socorro ou não é uma escolha minha.

E agora, falando em fé. Muito se falou sobre a distorção dos ensinamentos cristãos que levou os atletas a não entrarem no Lar Espírita. Julgar um centro espírita - ou uma mesquita, ou uma capela - como morada do Diabo e lugar infrequentável pode ser um absurdo. Tão absurdo quanto não comer carne vermelha na páscoa. Tão absurdo quanto considerar que num pedaço de pão e num gole de vinho estão o corpo e o sangue do Messias. Não há questionamentos para a fé.

Se os atletas tivessem ido à porta da entidade a fim de pregar contra o espiritismo, daria toda a razão às críticas. Chegariam ao nível de crença de alguns muçulmanos extremistas que julgam que jogar um avião em um prédio é uma atitude que agrada ao seu Deus. Ou a católicos extremistas que instituíram a Santa Inquisição em nome de uma santidade que subjugava o diferente. Ficar dentro do ônibus é um direito. E respeitar esse direito é um dever nosso.

Por fim, fica para a reflexão: que direito temos nós de nos decepcionarmos com pessoas que sequer conhecemos? Como posso ficar chateado pelo Neymar não ter entregue ovos de páscoa se ele nunca me prometeu que faria isso?

Aos críticos: fiquem tranqüilos, pois Neymar e Paulo Henrique devem ter aprendido a lição. Não a lição da caridade e da boa ação. Mas a lição de que, ou você faz o que se espera de você - ainda que isso contrarie o que você acredita - ou a torcida que tanto te elogia, te devora em críticas e ofensas.

Saudações alvinegras.

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Escrito por Falando do Peixão às 09h45.
22/03/2010 
EMPOLGADO? DEMAIS. MAS NãO GOSTO DISSO...
Não vi 10 no estádio. Mas vi 9. Me perdôo.

Por FELIPE NORONHA

Para quem não sabe, as palavras lá em cima, antes do título, formam algo chamado de "Chapéu". Abaixo, como já disse, vem o título. Mas, hoje, não há essa divisão. Considerem dois títulos. Não sei separar esses dois assuntos, que se interligam.

Empolgado? E como! Mas odeio estar assim. Estou CALEJADO graças aos times de 2008 e 2009. Mas como não se animar com 60 - SESSENTA - gols em um ano? Ano? TRÊS MESES! Nem isso, o terceiro nem completo está! Imagina, vibramos já 60 vezes desde janeiro. Se bobear não vibramos isso o ano passado inteiro. E xingamos mais o Kléber Pereira em uma semana!

Não fui ao Pacaembu. É meio que tradição jogo em fim de semana eu subir a serra com alguns amigos para ver o Peixe. Mas, sinceramente, não estava animado dessa vez. Não pelo Santos. FRESCURAS. Perdi nove - NOVE - gols. Mas estava na Vila contra o Naviraiense, então vi dez - DEZ - gols. Não me arrependo. Fui com meu pai à padaria na qual ele sempre assiste jogos. Programa de pai e filho é sempre bacana. Recomendo.

O que importa é acordar no dia seguinte "TRABALHADO NA ALEGRIA", que nem fala uma garota que trabalha comigo aqui no IBGE. Feliz, sorrindo. E todos estamos assim. Com orgulho.



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Escrito por Falando do Peixão às 10h57.
19/03/2010 
COMO ASSIM "NÃO CONTAM"?
11.504 gols. E se marcar nos EUA tem que valer!

Por FELIPE NORONHA

Vejo nos portais de notícias, no site do Santos e também aqui no Santista Roxo notícias sobre o gol 11.500 do Santos. Sim, o maior ataque da história, o clube com mais gols no mundo. Porém, a conta está errada, e é por culpa do próprio Santos. Por favor, diretoria, que conte certo e não renegue nossa história!

Como não contar os eventuais gols contra o Red Bull, no jogo de amanhã em Nova York? Não contabilizar como gols oficiais é renegar a história do grande Santos de décadas passadas que jogava amistosos "quase todo dia" em terras internacionais. Se aqueles gols contam, esses devem contar também! Mas o pior não é isso...

O pior é nã contar os quatro gols da HISTÓRICA vitória sobre o Corinthians em 2005. 4 a 2, o jogo anulado. Anulado na tabela, não da história, não dos nossos corações e cabeças. Apagar o grandioso jogo de G10vanni? Como assim, meu Santos Futebol Clube?

Que consertem essa bizarrice. São 11.504 gols. Aqueles quatro do dia 31 de julho de 2005 são parte grande de nossas vidas santistas.



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Escrito por Falando do Peixão às 12h44.
13/03/2010 
SANTÁSTICO!
Irresponsabilidade, o segredo do sucesso santista

Por PEDRO LOPES

Na última semana, em coluna publicada na Folha de S. Paulo, Tostão discorreu sobre a previsibilidade tática de algumas equipes brasileiras. Segundo ele, certos esquemas tornam os times fáceis de serem marcados.

Em contrapartida, citou a movimentação constante e o posicionamento dos jogadores do Santos dentro de campo. “Difícil é saber quais são as posições de Neymar, Wesley e outros. Eles estão em todos os lugares. Confundem a todos”, publicou.

Tostão não deixa de ter razão. É só observar as jogadas da equipe nos últimos jogos. Contra o Naviraiense (que passeio!), o time parecia flutuar em campo. Robinho aparecia ora pela direita, ora pela esquerda. Diferentemente do que acontecia na Inglaterra, parecia solto no gramado. Neymar, por sua vez, hoje tem a liberdade e a confiança para sair costurando defensores pelo campo.

O mérito, é importante ressaltar, pode ser atribuído a Dorival. “Até aí, nenhuma novidade”, deve estar pensando o leitor. Explico: dia desses, tive a oportunidade de bater um papo com o Neymar na praia de Santos. Perguntei sobre as diferenças de trabalho entre Luxemburgo e Dorival. A resposta foi a seguinte: “O Luxemburgo gosta de tudo certinho. Com ele, o jogador parece um robozinho. O Dorival conversa mais, nos dá mais liberdade”.

Em grande fase, Robinho é outro que passou pela mesma situação. Em Manchester, Roberto Mancini, seu ex-técnico, destacava que o atacante deveria participar da marcação. Aqui, o panorama é outro, inclusive na relação entre comandante e comandado. “Qual é o melhor esquema tático para o Robinho jogar? É só colocá-lo no time e deixá-lo ir para cima dos adversários”, diz Dorival.

Lendo tal declaração do treinador do Peixe, é impossível não associar com os brilhantes anos 60, com a maior linha de frente já vista até hoje no futebol. O Santos atual contraria tudo que é pregado por comentaristas e técnicos. Nada de esquemas táticos e ferrolhos, só futebol. Futebol bonito, extremamente ofensivo, até um pouco irresponsável.

Na segunda etapa do último jogo, isso ficou bem claro. Dos onze santistas em campo, apenas Felipe, Durval e Arouca – que sabe sair jogando – eram jogadores defensivos.

Exceção feita ao Cruzeiro, as equipes brasileiras têm um futebol totalmente diferente do apresentado pelo Santos. Com tanta admiração dos rivais, é até seguro afirmar que, hoje, parar o Peixe é uma tarefa quase impossível. Será que alguém consegue?



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Escrito por Falando do Peixão às 09h05.
05/03/2010 
UM MONTE DE COISA INÚTIL
Só queria lembrar do preço de domingo passado...

Por FELIPE NORONHA

...do Pará, que é ridículo, e que o Santos é líder, com 9 vitória seguidas no Paulista e dez no ano.

Gosto muito de cornetar, amo. Mas eu grito que nem louco na arquibancada, então posso. Fiz isso domingo. Fiquei bem rouco. Mas não cornetei. Não havia o que cornetar.

O que é bom. Mas por que então citei o Pará ali acima? Porque ele fez a melhor atuação com a camisa do Santos. Ou interrogação? Não sei. Só sei que não precisei xingá-lo. Porque ele não tocou na bola. Ok, teve aquele lance em que chutou de forma ridícula, quando podia ter tocado para o livre Marquinhos. Pronto, já apareceu fazendo besteira. Mas no resto ficou sumido, aí não atrapalha e a gente esquece que ele existe.

E eu não paguei 80 reais para ver o Pará. Ele não merece nem 1 real, claro. E se esse preço é pra ver espetáculo, avisem que devia ser proibido então escalá-lo. Errou, Luis Álvaro. E errou feio.

Não pelo Pará, claro. Porque esse preço, no Brasil, nem para ver, sei lá, Zidane. Já se aposentou, mas ninguém hoje joga que nem ele jogava há pouco tempo, vai ele mesmo.

Bom, meu time venceu as últimas 10 partidas. Não via isso há algum tempo. Estou feliz, muito feliz. E eu paguei 40 no jogo. Não me arrependo. Mas não quero fazer de novo.



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Escrito por Falando do Peixão às 22h49.
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