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05/02/2010 |
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FESTA? EU QUERO É GANHAR
Só 2,5 mil santistas? E daí? Tá no elenco tem que jogar!
Por FELIPE NORONHA Ele foi contratado. Ele está no elenco. Está em forma. E tem gente que acha que ele deve estrear em um jogo lotado de santistas, com festa... Discordo. Está no time, tem que jogar! Isso de festa não existe. Robson já vai ficar pouco tempo. Há muito dinheiro DESPEJADO nele. É obrigação colocá-lo em campo. Quem pensa que para ele jogar pela primeira vez o estádio deve ser de maioria santista - seja Urbano Caldeira, seja Pacaembu - está REDONDAMENTE enganado. Está, na verdade, pensando em algo ruim para o time. Eu discuto, sim o CARÁTER desse jogador. Mas já que está aí, seu futebol, jogado com GANA, é indiscutível. É um clássico. Devemos entrar para ARREBENTAR com o rival. Achar que ele pode ser poupado - e por consequência jogar menos em sua já curta passagem - é querer jogar ao vento dinheiro. Há de se colocar o camisa 7 em campo. Os dois. Tanto Neymar, como Robson. Como PH. Como André. Como todo mundo que faça os MENINOS DA VILA III existirem. E partir para cima do São Paulo. Festa? Só de aniversário. Aliás, parabéns G10. Parabéns Neymar.
Santistas que acessam nosso blog, curtem Copa do Mundo? então acessem um outro projeto deste que vos escreve: http://copa3x4.wordpress.com, o mundo das figurinhas da Copa!
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Escrito por Falando do Peixão às 10h55.
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03/02/2010 |
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DUAS MEDIDAS
Apresentação de Robinho traz à tona duas realidades
Por FELIPE NORONHA Sim, foi algo surpreendente. Foi diferente ver isso aqui, ao lado de nossas casas. Não era Europa. Era no bairro de Vila Belmiro, em Urbano Caldeira. Doze mil pessoas estiveram presentes na apresentação de Robson de Souza, o Robinho, em sua volta ao Santos, por seis meses. Mas por que só em dia de apresentação de um jogador que saiu da forma mais CONTURBADA possível do Santos anos atrás que o público sentiu vontade de aparecer? Por que não comparece aos jogos? Contra o Barueri, em um bom horário, 19h30, apenas cinco mil ESPECTADORES estavam lá. Detalhe: nos bares ao redor, outras centenas. Se pode ir ao bar e gastar dinheiro na CERVEJA, por que não pode ir ao jogo? Ninguém trabalha nessa cidade? Em plena segunda-feira a tarde, tudo isso não tinha o que fazer em casa? Me deprime. A noite ninguém faz nada. De dia no fim de semana ninguém faz nada. Mas não se esforçam para ver seu time. Ok, 2008 e 2009 foram traumatizantes. Mas e o apoio que esses MOLEQUES precisam? E também não digam que foi por causa da ajuda ao Haiti. Ninguém ali pensou nisso. Não sejam HIPÓCRITAS. Agora, o lado bom. A diretoria realizou o sonho da gestão anterior em 40 dias de mandato. A diretoria fez um espetáculo com o REI presente. Fez a VENTANIA do helicóptero refrescar os presentes. Trouxe uma banda famosa - ruim, ok, mas e daí? O povão gosta. Lembrou-me sim a Europa. Menor escala? Óbvio. Aqui não é primeiro mundo. Mas é o que é possível fazer. Todos os parabéns. Isso é uma AULA de marketing. Aula de como se dirigir decentemente um clube. É só o começo. Quando for para METER O PAU, o faremos. Mas, agora, além de ELOGIOS, nada há a se acrescentar em relação a LAOR e cia.
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Escrito por Falando do Peixão às 15h47.
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01/02/2010 |
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DISCUSSÕES...
1. Público na Vila | 2. Questão do respeito
Por FELIPE NORONHA Quarta-feira, 19h30. Tem jogo do Santos em Urbano Caldeira. O adversário é o Barueri, mas isso pouco importa. Aliás, até ajuda. Brigas de torcidas não ocorrerão, o Barueri nem cidade certa tem, imagine torcida. Mas na cidade não PIPOCAM camisas peixeiras. A cidade está normal. Como se nada fosse acontecer de especial nos próximos minutos. O Santos humilhou o Barueri. 5 a 0, como há tempos não víamos. O time possui o melhor ataque do torneio. A melhor defesa. Apenas 5.294 TESTEMUNHAS viram isso ao vivo. Pífio. Ridículo. E não há desculpas. O horário é bom, ninguém chegará em casa muito tarde, nem se for de São Paulo e região. Em Santos, então, no máximo 20h15 você está em casa, deslocamento na cidade é tranquilo. Brigas, repito, inexistem em jogos desse porte. Qual a desculpa, meu povo? Espero que o futebol bonito, alegre, APRAZÍVEL de ser visto traga os santistas à sua casa. O Santos é do mundo, sim, mas manda seus jogos nessa ILHOTA (pois é pequena, não no sentido pejorativo!) com 400.000 habitantes. E dentre esses 400.000, 20.000 não poderiam se deslocar à Urbano Caldeira sempre? Cumpra seu dever, torcedor. Vá ao estádio. Busque a ROUQUIDÃO com seus gritos de apoio. Não se sinta envergonhado. Ali, ao seu lado, estará outro elemento sentindo o mesmo que você. E ignore o GOZADOR que gritar "SENTA, SENTA". Fique em pé. Garanto que é mais legal. *Escrevo isso antes da apresentação do Robinho. Essa merece um post próprio, tanto com críticas, como elogios.
Vejo ultimamente aqui nos Blogs Santistas muitos comentários desrespeitosos aos autores dos textos. Fica a pergunta: Qual o objetivo de quem faz isso? Se está lendo o blog, SUPÕE-SE que gosta de nosso trabalho. Trabalho que, em fato, é um PRAZER. Jamais ofendemos pessoalmente ou não alguém aqui. Espera-se o mesmo. Neste fim de semana, estive em São Paulo para um curso de Jornalismo Esportivo. Durante tal curso, ocorreu um palestra de Antero Greco, jornalista do Estadão e da ESPN. Ele disse: "Há leitores/telespectadores que ligam para nós e falam: `Você, seu merda...´. Corto na hora. Digo: `Merda é você, seu babaca´. E desligo. Respeito é para todos. Foi destratado, destrate de volta". Espero que isso jamais ocorra aqui. Mas quem usar palavras de baixo calão nos comentários terá resposta e, POSTERIORMENTE, seu comentário apagado.
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Escrito por Falando do Peixão às 11h57.
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29/01/2010 |
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O ROBINHO VOLTOU!
Euforia, a palavra da vez na Vila
Por PEDRO LOPES A euforia tomou conta dos torcedores do Santos nesta quinta-feira. Pela manhã, a atuação da molecada - em especial de Neymar - na partida contra o Barueri foi o destaque. O camisa 7 pedalou, distribuiu chapéus, marcou dois gols e ainda encontrou tempo para dar assistência. Em suma: quase fez com que a torcida pagasse outro ingresso para ver seu show. Fora o espetáculo de Neymar, as atuações de Zé Eduardo, André, Breitner e Marquinhos foram bem vistas. Além dos nomes aqui citados, vale a pena dar um destaque maior para dois atletas: Léo e Wesley. Não é novidade para ninguém que nosso camisa 3 passou por momentos difíceis no ano passado. Em decorrência de uma série de lesões, seu futebol passou a ser questionado pela torcida e pela imprensa. Assim sendo, ver o lateral-esquerdo fazendo uma jogada como a do primeiro gol traz uma imensa satisfação. O lance, além de abrir caminho para a nossa goleada, nos deu a esperança de que Léo ainda pode render muito mais com a camisa do Santos. O caso de Wesley, por sua vez, é outro. O jogador, apesar de todo o esforço dentro de campo na passagem anterior, saiu do Peixe como persona non grata, já que era constantemente criticado e vaiado. No Atlético-PR, encontrou seu futebol: fez gols, conquistou o Estadual e terminou o ano como uma das boas surpresas dos curitibanos. Na Vila, teve, até agora, que provar seu valor a todo instante. Retornou do empréstimo, ganhou a confiança de Dorival e tem se mostrado um jogador muito útil ao elenco. Atacante de origem, já atuou - bem - como meia e até como segundo volante, como na partida de quarta. O outro caso de recuperação - e com repercussão infinitamente maior - é o de Robinho. A negociação teve um desfecho feliz para todos nós: até a final da Copa do Brasil, marcada para o dia 4 de agosto, ele é nosso. Volta para recuperar seu futebol e para o lugar onde se sente bem. Robinho está em casa. Aqui, tem a confiança de todos, o que nos leva a crer que estará à vontade para desempenhar bem seu papel. Como já fiz recentemente um texto tratando do tema, prefiro não me estender. Num momento de euforia como agora, abordar todos os aspectos da volta de nosso ídolo seria chover no molhado. O que é certo é que Robinho trará, além de gols e pedaladas, muita mídia para o Peixe. A quinta-feira já foi uma boa amostra, uma vez que nosso presidente cansou de dar entrevistas para os canais esportivos e os programas repetiram exaustivamente os belos lances do jogador. Na contramão da euforia, o blogueiro faz uma ressalva importante: o time do Santos, a despeito do ótimo futebol apresentado até aqui e da contratação de Robinho, ainda deve oscilar bastante - como já tem sido até aqui, inclusive. A equipe é capaz de alternar momentos espetaculares com chances desperdiçadas e até instantes de desatenção dentro das quatro linhas. Mas, por enquanto, o momento é só de alegria. Afinal, como repetimos durante o dia inteiro, o Robinho vem aí e o bicho vai pegar!
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Escrito por Falando do Peixão às 05h24.
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27/01/2010 |
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MEMÓRIAS INÚTEIS
Contra o Barueri, um cachorro-quente de graça
Por FELIPE NORONHA Como às vezes canso de falar apenas das questões técnicas, AMOROSAS ou de forma muito séria neste blog, viajando em meus pensamentos lembrei do retrospecto de jogos do Santos contra o Barueri. E estive na maioria dos duelos presente no estádio. Foram 5 jogos, estive em 3, hoje vai para o de número 4 em 6. Em um desses jogos, especificamente no segundo duelo, o Santos sofreu sua ÚNICA derrota para o time sem cidade. Se passava o dia 31 de janeiro de 2008, e o Barueri nos bateu por 2 a 1. Em Urbano Caldeira, ainda era aquela BELÍSSIMA época na qual se permitia PERAMBULAR por todo o estádio durante o jogo. Assim, assisti ao primeiro tempo na arquibancada do placar, no intervalo permaneci no RETÃO e, por fim, no segundo tempo me localizei na arquibancada oposta ao placar. O primeiro tempo já virou 1 a 0 para os visitantes. Eu, com fome, me juntei a um amigo GAMBÁ, que estava lá à PAISANA com outros amigos dele, e, sem dinheiro, o fiz comprar um cachorro-quente para mim, prometendo pagar depois. Porém, logo no começo da segunda etapa... Pênalti para o Santos. Rodrigo Tabata na bola. Eu, LIGEIRO, logo pensei: "O Tabata não converte nem a pau. Vou apostar o cachorro-quente". Apostei que, se o Tabata errasse, eu não pagaria a IGUARIA tão saudável. Meu amigo topou, e apostou que o japonês faria o gol. Que irônico. Acertei. Tabata, claro, mula que é, errou. Comi de graça. Mas o time estava longe de ser um graça, com jogadores do naipe de ANDERSON SALLES, Kléber e Carletto jogando juntos mesmo sendo da mesma posição. No fim do jogo, o Barueri aumentaria para, aos 49, no APAGAR DAS LUZES, Tabata, AGORA SIM, diminuir o placar, provando que só aparece nos momentos inúteis. Nossa única derrota para o Barueri. Mas não que comer de graça tenha amenizado isso. É que o futebol, se levado muito a sério, perde a graça. Então, curta momentos idiotas como esse, sempre.
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Escrito por Falando do Peixão às 14h34.
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26/01/2010 |
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NÃO DEU
Copinha: ficamos no quase
Por PEDRO LOPES Ver o Santos nesta Copa São Paulo foi como encarar velhos problemas e rever algumas qualidades - além, é claro, de fazer uma viagem a alguns jogos do passado. Aposto que milhares de santistas, na semifinal contra o Palmeiras, tiveram, ainda que por alguns instantes, a impressão de estar vivendo o mesmo drama da partida contra o Internacional, na edição de 2008. Na ocasião, o Santos também teve 3 a 1 no placar, cedeu o empate e perdeu nos pênaltis. No sábado, em jogo dramático, os meninos da base novamente fizeram o torcedor passar por fortes emoções. Saímos na frente, vimos nossa torcida decretar a eliminação palmeirense nas arquibancadas e, nos minutos finais, sofremos um empate inesperado. Um empate que só aconteceu porque os garotos não souberam administrar o placar, porque preferiram montar um verdadeiro ferrolho lá atrás. Em resumo: a equipe de Narciso repetiu os erros da partida contra o Rio Claro. Quando os alvinegros esperavam o pior, veio a surpresa: após o pênalti chorado de Tiago Alves, vimos Ramos, o camisa 10 do Palmeiras, desperdiçar sua cobrança. A classificação foi selada pouco depois, no pênalti seguinte, cobrado pelo zagueiro Renato. Depois de 26 anos, o Peixe voltava a uma decisão da Copinha e atestava - mais uma vez - que o que não falta na Vila são jovens talentosos e promissores. Talento que ficou nítido para os torcedores nas belíssimas defesas do goleiro Rafael, na luta e na emoção de Renan Mota, nos petardos de Nikão, na maestria de Alan Patrick e nas subidas de Crystian ao ataque. Contudo, o time teria, até então, que superar, somente quarenta horas depois, o cansaço - físico e mental - do jogo contra o Palmeiras e a consistência da equipe do São Paulo. Na segunda de manhã, o torcedor santista que foi ao Pacaembu - como é o caso deste escriba - logo percebeu que teríamos mais um obstáculo pela frente: o calor - que afeta o rendimento das duas equipes, sim, mas, considerando o tempo de recuperação, prejudicaria mais a equipe de Narciso. Na primeira etapa, domínio santista. Aos 18 minutos, Renan Mota, em jogada envolvente com Alan Patrick, levou a torcida ao delírio no tobogã. Com o São Paulo desorganizado, era a hora de matar o jogo. Tivemos as oportunidades e, mais uma vez, pecamos pelo baixo poder de decisão dos garotos - curiosamente, parece que o problema em questão também existe no time profissional, mas é mais conveniente deixar isso para um próximo texto. O Santos, assim como já havia feito em partidas anteriores e em edições recentes, recuou. Visivelmente cansado, os jogadores se limitavam a entregar a bola para Alan Patrick, que teria a missão de buscar os contra-ataques. Mesmo sendo muito pouco, em um deles, logo no começo do segundo tempo, tivemos a chance de definir o campeonato. Foi aí que conhecemos mais um - e talvez o principal - adversário na partida: Thiago Peixoto, o juiz. Quando o goleiro derrubou Renan Mota, só havia uma certeza no tobogã: ele seria expulso. Era a única alternativa, já que o garoto santista ia em direção ao gol e o são-paulino era o último homem. Peixoto preferiu dar somente o amarelo, provocando a ira da nossa torcida. O que se viu nos minutos seguintes foi um Santos acuado, algumas substituições equivocadas de Narciso e um São Paulo que aproveitava o cansaço alvinegro e buscava desesperadamente o empate, que veio aos 40 minutos em um chute que Ronieli nunca mais acertará em sua carreira. Narciso, desesperado, tenta intimidar o juiz de qualquer maneira. É impedido por um policial mal preparado e perde a cabeça. Parte para cima, empurra o escudo da PM e é contido pelos jogadores. Meninos de, no máximo, 18 anos que haviam passado por uma sobrecarga psicológica e física. Com os nervos em frangalhos, o Santos foi para a disputa por pênaltis. E todos sabem o que aconteceu. Um jogador que nem deveria estar em campo brilhou. Esquecendo o resultado - se é que é possível... -, podemos ter a certeza de que podemos contar com bons valores nos próximos anos - ou até meses. Além dos jogadores já citados pelo ótimo futebol, o lateral-esquerdo Wesley, o meia Felipe Anderson - que ainda nem completou 17 anos -, o volante Alan Santos e o atacante Tiago Alves também podem render bons frutos no futuro. É obrigação do blog constatar que o erro de Thiago Peixoto - ou o título do São Paulo, como queiram - vem em um momento delicado para as categorias de base de lá. Os métodos do tão badalado CT de Cotia passaram a ser questionados depois das batalhas judiciais de Oscar, Diogo e Lucas Piazon. Sem contar que a base são-paulina já não abastece mais o time profissional como antes, o que faz o clube perder dinheiro. Ou seja, a pressão por um bom resultado era enorme. Neste momento, fica difícil não suspeitar de alguma pressão em cima da Federação por parte dos dirigentes de nosso rival. Tirem sua conclusões. Voltando do Pacaembu, eu e o Noronha encontramos o ônibus que conduzia os garotos de volta a Santos. O desânimo era nítido. Alemão, com a taça do vice na mão, parecia procurar respostas para o que havia acontecido horas antes. A tristeza estava estampada no rosto de Nikão. Elivélton era mais um desolado. Percebendo o abatimento, resolvo, então, passar alguma mensagem de apoio aos garotos. Mostro o símbolo do Santos, bato algumas palmas. Eles respondem com alguns acenos. Esbarramos em condições adversas, erros nossos e na arbitragem. Ficamos no quase. Vida que segue.
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Escrito por Falando do Peixão às 02h23.
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23/01/2010 |
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LONGE DO SANTOS, MOLEQUE
Robinho de volta? TOTALMENTE contra!
Por FELIPE NORONHA O blog é formado por três elementos (por mais que um esteja afastado). Então, nada faz com que os três tenham as mesmas opiniões. Portanto, vou discordar inteiramente do post anterior, do Pedro, sobre o Robinho. E podem "meter o pau", não retiro nada do que direi. Sou TOTALMENTE contra a volta desse elemento. Ídolo? Jamais. Eu não sou cego. Ele traiu meu time. Ele abandonou POR UM MÊS os treinamentos para forçar sua saída. Mal orientado? Que se dane, é adulto, papo para boi dormir! Dizem que alguém que realizou grandes feitos jamais deixará de ser ídolo, jamais manchará sua história. Discordo! Uma ação, só uma que seja, pode apagar tudo. E o que esse moleque fez apagou. Criança. Não tem cabeça. O que fez aqui, fez no Real Madrid. E está fazendo no Manchester City. Só pensa em dinheiro. Não liga para o Santos. Não liga para nada além do que se encontra a menos de meio palmo do seu nariz. Não pode dizer que é santista fanático, pois todos sabemos que era gambá quando criança. Não que isso influencia em algo, mas nem identificado por amor com nosso clube ele é. Quer vir para cá jogar até o meio do ano. Mas não é a realidade. Se vir, joga até o início dos treinamento para a Copa. Que é em junho. Ou seja, em maio ele já sai. E não volta. A Copa do Brasil será decididia esse ano só em agosto. E aí? Ele fica até lá? Não! Vem para quê, só para servir como trampolim? Meu time é grande, não é trampolim. Se vir, fica de uma vez. Não quer isso? SOME! Moleque, não venha. Porque você é, apenas, um traíra.
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Escrito por Falando do Peixão às 18h12.
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22/01/2010 |
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VOLTA PRA CASA, ÍDOLO!
Robinho: por que não tentar?
Por PEDRO LOPES Robinho deixou o Santos para ganhar o mundo. Não é novidade para ninguém que, em 2005, quando partiu para o Real Madrid, seu objetivo era ser o melhor jogador do planeta. Anos depois, o quadro é bem diferente. Assim como fez por aqui, o atacante forçou sua saída no clube espanhol e partiu para a cinzenta cidade de Manchester. Conseguiu um brilhareco no início, mas, hoje, sua situação é bem incômoda. Sua relação com o ex-técnico, Mark Hughes, era conturbada, o que o levou muitas vezes a amargar o banco de reservas. A ida do italiano Roberto Mancini para o City poderia renovar as esperanças de Robinho. Mesmo sabendo que a concorrência seria forte - os Citizens têm Adebayor, Tevez e Bellamy -, era a hora de deslanchar. Poucos jogos depois, Robinho parece não ter acordado. Em partida recente contra o rival Manchester United, ele viu Tevez sair exausto - e aplaudido - de campo. Seria natural sua entrada, certo? Não para Mancini, que preferiu colocar o zimbabuano Benjani. Além disso, estamos a cinco meses da Copa do Mundo. O ex-santista tem muito crédito com Dunga, já que foi um dos responsáveis por ter garantido o treinador em seu cargo no ano de 2007. No entanto, se continuar jogando assim, ele continuará como titular absoluto da Seleção? Como publicou Valdomiro Neto, editor do Lance!, podemos notar o encolhimento de um craque. E sabemos que Robinho não desaprendeu a jogar o futebol que tanto nos encantou anos atrás. Levando isso em conta, podemos partir para o segundo ponto que deve ser observado: o aspecto pessoal do jogador. Não há como não comparar o quadro vivido pelo nosso eterno camisa 7 com o de Adriano no ano passado. As trajetórias dos dois atacantes são muito semelhantes: o gosto pelas noitadas, escândalos, casos de polícia e o desejo de estar perto do ambiente em que cresceram. Quem conhece o jogador garante que sua vontade é voltar. No primeiro semestre do ano passado, Evandro, funcionário do atacante, deu a seguinte declaração: "O desejo do Robinho é voltar ao Santos, mas agora é meio impossível". Entretanto, fica fácil afirmar que, pelos motivos aqui expostos, a negociação não é mais impossível. Sérgio Xavier Filho e Ricardo Perrone, jornalistas da Placar, também percebem que sua volta é iminente: "As derrapadas fora de campo podem ser perdoadas por torcedores e dirigentes. Desde que eles sejam recompensados com gols e boas atuações. Ronaldo ensinou a Robinho e Adriano que, no Brasil, diante de adversários menos qualificados, essa missão fica bem mais fácil". Bancar seu salário é tarefa complicada, sim. Mas imagino que podemos contar com a ajuda de investidores e, claro, das tão comentadas ações de marketing. Diante de tudo isso e até mesmo da vontade de nosso presidente em contar com nosso eterno camisa 7, não há como não clamar por sua volta. Deixo, por fim, trecho de um texto publicado pelo brilhante José Roberto Torero na Folha de São Paulo, alguns anos atrás. "Volte, Róbson, que é tempo, volte a sorrir, a ouvir a torcida gritando seu nome, volte para o Santos, volte a ser Robinho!
Por que você não volta para nós? Eu sei que você está infeliz nesta sua vida. Volta. Eu vou lhe receber de braços abertos. Sim, você me abandonou, me trocou por outro mais rico, mais bonito, mas eu não tenho mágoa. Eu não quero dignidade, só quero você de volta. Só quero que você me faça chorar de vez em quando. O que adianta você ficar aí na sua mansão, com seu carro importado, se você está triste? O que adianta ficar longe de mim se você não faz o que gosta, se não faz mais o que eu gostaria que você fizesse? Deixa de bobagem e volta para casa. Venha para o Santos, para os santistas, para os brasileiros. Sim, eu sei, você vai ter que se contentar com um salário menor, mas dá para viver com R$ 500 mil - eu imagino. É claro que nas europas você ganha mais que o dobro, mas e daí? Você nunca vai conseguir gastar tudo mesmo. Aqui você foi campeão, foi levantado nos ombros da torcida, enrolou-se na bandeira do time, foi um deus. Aí, foi reserva. Um deus não pode se sentar no banco de reserva, mesmo que ele seja coberto com couro de antílope e forrado com penas de ganso. O seu lugar é correndo pelo gramado. Você foi para Madri porque queria ser o melhor do mundo. Aqui o pessoal já acha você o melhor do universo. Volta, Róbson, volta a ser Robinho!".
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Escrito por Falando do Peixão às 01h04.
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21/01/2010 |
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PAULISTãO 2010
Centroavante: provada a necessidade
Por F. NORONHA Tabelas, toques de primeira, velocidade, habilidade. Sem chute. Falta de conclusões. Essa foi a sina do Santos, ontem, no empate contra a Ponte Preta. O time soube pressionar, soube se manter no ataque e evitar os contragolpes pontepretanos, mas... Ao abrir 1 a 0, o time sofreu do mal que já acomete o clube desde 2007: preguiça. Parou de jogar, achando que o resultado simples era definitivo. Não o foi, e pode fazer falta. Lembrou-me muito os famosos jogos em que começávamos vencendo e sofríamos empate ou derrotas ano passado. O time se satisfaz com pouco. E agora não podemos dizer que é por causa da panela de velhos, só temos praticamente moleques jogando. E molecada por costume tem vontade. Faltou. E faltou também um centroavante. Indiferente à prreguiça, se houvesse um matador postado na grande área fatalmente o resultado seria outro. Como disse no início, o time tem toques rápidos, tabela, mas não chuta. Faltou o cara para finalizar a tabela. Se um 9 for contratado, isso acaba. Senão, sofreremos com isso durante o ano inteiro. André ou G10 não são os homens que irão resolver isso. André não tem "cancha" ainda para ser o definidor de um elenco. E G10 não está ainda em forma e, quando estiver, é mais para entrar no segundo tempo, não ser titular. É urgente a necessidade de contratação de um 9. Que não seja feita com atraso.
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Escrito por Falando do Peixão às 10h00.
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18/01/2010 |
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PAULISTÃO 2010
Reencontros
Por PEDRO LOPES Ontem, 17 de janeiro, foi um dia de reencontros para o torcedor santista. Durante quase um mês e meio, os domingos foram estranhos, diferentes para os alvinegros. Foram, acima de tudo, vazios. Faltava o Santos para preencher aquele espaço desocupado, desabitado. Faltava sentir o coração batendo mais forte quando o Peixe entra em campo, a bola rola e a torcida exalta o orgulho que nem todos podem ter. Os torcedores, após toda essa espera, puderam ver o Santos em um palco especial, o Pacaembu. Como já é de costume, as horas que antecedem o prélio são marcadas pela confraternização: é a hora da cerveja na frente do estádio, de um relatar para o outro as expectativas com o time em 2010 e até de comemorar o gol marcado por Alan Patrick na Copinha. A desconfiança, elemento tão presente nos anos anteriores, ainda existe. No Pacaembu, pouca gente ousava cravar que, neste ano, um caneco seria levantado. A esperança, no entanto, se renovava quando os assuntos eram a nova administração, os garotos do elenco atual e um certo personagem que será citado algumas linhas abaixo. Já dentro do estádio, o reencontro com o gol não demorou muito: foram precisos apenas dois minutos para Paulo Henrique balançar as redes em um belo chute de fora da área. Antes dos 20 minutos, o clima já era de festa: Neymar, depois de bela troca de passes, chutou com firmeza para o gol. No segundo tempo, veio o momento que todos esperavam. Foram quatro anos de espera para ver Giovanni novamente com a camisa do time que o fez crescer. Sua última partida com a camisa do Santos havia sido em um empate contra o São Bento, em Sorocaba. O jogo contra o Rio Branco foi a reparação oficial de um erro cometido anos atrás. Ídolo de toda uma geração de santistas, ele, em 2006, passou horas esperando para ter seu contrato rescindido. Saiu pela porta dos fundos. Magoado, sequer apareceu na Vila Belmiro para receber seu salário de janeiro. Dorival Jr., pouco antes dos 15 minutos da segunda etapa, sinaliza para os jogadores reservas. Quando Giovanni corre até a linha lateral, a torcida explode nas arquibancadas do Pacaembu. Ele voltaria a jogar com a camisa alvinegra no palco onde provou que, para o Santos, nada é impossível. Apenas alguns minutos foram necessários para ele provar que sua categoria ainda é a mesma (alguém ainda tinha dúvidas disso depois do gol do amistoso?). Com poucos toques na bola, G10 deixou Paulo Henrique na cara do gol para marcar o terceiro. Diferentemente do que geralmente acontece, a comemoração foi mais especial para quem deu a assistência do que para quem fez o gol. Assim, Giovanni foi o alvo de todos os abraços dos companheiros. Quando a torcida já parecia satisfeita, Neymar, sem querer, fez o quarto. Era o reencontro do Santos com o bom futebol, com o futebol moleque, como destacou a imprensa nos jornais de hoje. Um futebol bonito, sim, mas disputado com a seriedade de Bruno Rodrigo e Bruno Aguiar, que passaram segurança com boas antecipações e muita luta na zaga. Em um dia de reencontros, é seguro afirmar que, ontem, voltamos a saber o que é esperança. Mais fácil ainda é dizer que o santista não tinha uma segunda-feira tão agradável e tranqüila há tempos... *** O blog lamenta a postura adotada pela diretoria do Rio Branco nas semanas que antecederam a partida contra o Santos. Ao perceber que o Décio Vitta não poderia ser utilizado, o clube de Americana logo se animou com a possibilidade de fazer algum dinheiro com o jogo. Para não ser importunada pela imprensa local, a diretoria anunciou que a partida havia sido vendida para um empresário que ficaria responsável por decidir o local da estréia. Assim, soltaram para os jornalistas de Americana que Araraquara e São José do Rio Preto estavam na briga, quando, na verdade, a intenção já era levar o jogo para o Pacaembu, até porque não havia empresário nenhum na negociação. No fim das contas, o Rio Branco voltou para casa com quatro gols sofridos e uma renda bruta de quase 330 mil reais, um dinheiro que garante uma certa estabilidade nos cofres durante boa parte do Paulistão.
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Escrito por Falando do Peixão às 18h30.
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