Fábio Vasconcelos
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30/05/2010 
Cá ENTRE NóS, ERA PREVISíVEL...
Um time a beira de um ataque de nervos

Não vi o jogo. Envolvido em compromissos, não pude acompanhar sequer pelo rádio. Cheguei em casa há pouco, vi o resultado, uma merda, e li as notícias sobre o jogo. Gol sofrido a 1 minuto e outro 1 minuto depois de empatarmos, reclamações de impedimentos, penaltis, e as cada vez mais constantes reclamações dos jogadores contra o próprio treinador.

Por mais que me doa dizer, essa derrota era previsível. A qualidade do futebol do Santos decai vertiginosamente. Em lugar daquele futebol alegre, solidário e envolvente, estamos vendo um futebol marrento, individualista e mal-humorado. Nossos time deixou de contestar as verdades surradas do futebol, mostrando que futebol pode ser bonito e competitivo, e passou a se contestar, entrando em processo de implosão. Some a isso um rival doido para ir à forra, e temos o resultado de hoje. Éramos um time que jogava demais, hoje somos um time que fala demais, que se acha demais, mas que está jogando cada vez menos.

Se logo após a classificação para a final da Copa do Brasil tínhamos dúvidas se essa parada da Copa do Mundo seria benéfica para o Santos, hoje podemos ter quase certeza. Será benéfica. O time do Santos precisa de férias. Precisa colocar a cabeça em ordem. Precisa colocar seu futebol em ordem. Mais do que o físico, o que espanou no elenco e comissão técnica após uma série de decisões foi o psicológico. Se isso - a parada da Copa - vai custar 20% da bola que o time vinha jogando quando estava bem, não faz mal, pois isso é 100% melhor do que o futebol que o time vem jogando há um mês.

Sim, acho que até a comissão técnica espanou. Como eu disse, não vi o jogo. Mas tirar Pará para colocar Marcel e Dracena para colocar Zezinho, essa segunda substituição com 1x3 no placar, não é coisa de quem quer procurar empate, é coisa de quem quer levar uma goleada acachapante e arrumar uma desculpa. talvez até para sair, sei lá.

Fiquem à vontade para contestar a arbitragem nos comentários. Para mim tão previsível quanto a derrota era que o Sálvio teria participação efetiva nela. Esse árbitro, depois da absurda atuação na final do Paulista deveria estar afastado definitivamente de apitar jogos do Santos, mas nossa diretoria dormiu no ponto, se omitiu, e aí está. Espero que dessa vez vetem de vez esse nome nos nossos jogos.

O Santos inspira cuidados. Da mesma forma que impressionou como um time que saiu do nada para o céu, impressiona a velocidade como está se deteriorando. Não deve se tratar de caça as bruxas, como foi feito tristemente no episódio Mancha ou com o Fábio Costa, que está sendo tão desrespeitado quanto o Giovanni o foi pela antiga diretoria. Trata-se sim de colocar a cabeça no lugar, cada um entender que o nível de cobrança agora é outro, e cada um voltar a fazer a sua. Jogador jogar o que tem de melhor, treinador fazer o simples e diretoria trabalhar para reforçar um elenco que precisa sim de reforços.

PS: Ativei novemente a moderação nos comentários. Não quero deixar um espaço para nós santistas dialogarmos ser poluído por algum engraçadinho.



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Escrito por Fábio Vasconcelos às 20h33.
20/05/2010 
SANTOS 3X1 GRêMIO
Na final!

Foi difícil, foi suado, mas foi lindo. Aliás, ganhar é ótimo, ganhar de gaúcho falastrão é melhor ainda.

Agora, o Grêmio é quem sabe com quem estava lidando.

Agora, o treinador do Grêmio sabe a diferença entre a lendária Vila Belmiro e o Alfredo Jaconi.

Agora, os imbecis que tem conceitos tortos do que é futebol de verdade devem ter revisto suas idéias. Ou não, as vezes a mediocridade de pensamento é irremediável. Ah, como haviam dedos formigando para digitar textos enaltecendo a mediocridade do futebol truculento em detrimento do futebol bem jogado...

Enfim, nem sempre o freguês tem razão.

E aqui não é com surra de relho não. É com banho de bola, com golaços e futebol bem jogado.

O futebol jovem e alegre do Santos é competitivo sim! É de qualidade e é capaz de vencer qualquer adversário.

 

Vamos continuar incomodando, até que aprendam a nos respeitar. O gigante acordou de vez.

 

Coloquem mais um degrau na nossa escalada, que vamos subir. Como diz a propaganda da Adidas, "Impossible is Nothing".



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Escrito por Fábio Vasconcelos às 01h54.
16/05/2010 
SANTOS 1X1 CEARá
Apático e preocupante

Em sua pior atuação no ano, demonstrando um futebol apático, o Santos contou com uma forcinha da arbitragem para empatar com o Ceará, em plena Vila Belmiro. Essa sentença, por si só, define o que foi a partida encerrada há pouco. Vimos um pouco de tudo de uma recente e preocupante queda de rendimento do Santos.

Soa repetitivo falar da já tradicional facilidade para sofrer gols, contagem que só ficou em um porque o árbitro anulou um gol legítimo dos cearenses.

Do meio pra frente, onde o Santos tem feito valer sua temporada e compensado a fraqueza da defesa, o jogo não fluiu. Na maioria das vezes a opção pela individualidade em detrimento do jogo coletivo do qual essa equipe é plenamente capaz. Numa dessas jogadas, Neymar invadiu a área e foi desarmado. O zagueiro adversário tocou primeiro na bola, e talvez só nela. Neymar desabou e convenceu o árbitro. Pênalti, paradinha dupla e gol. O jogo estava injustamente empatado, já que o árbitro influira diretamente no placar.

No segundo tempo a qualidade caiu ainda mais, e apesar da entrada de Mádson em lugar de Marquinhos, o futebol do Santos não acelerou. Para dar errado de vez, Dorival optou pelo pouco útil Marcel em lugar de André ou invés de tentar o Zé Eduardo. Não deu em muita coisa, somente numa falta arrumada na frente da área, desperdiçada pelo Ganso.

Parecia que o empate seria o resultado final, mas Neymar ainda tentou na individualidade, resolver. Deu grande drible no lateral cearense e foi derrubado. Penalti que o menino-craque tentou novamente cobrar com paradinha. O goleiro não caiu, o gol estreitou, e a bola foi pra fora. Acontece, não há porque derrubar o mundo na cabeça do garoto.

Mais do que um penalti perdido ou um jogo só empatado graças ao árbitro, preocupa um futebol tão apático exibido por 80% do time titular, às vésperas da decisão mais importante da temporada. Que tenha sido apenas uma tarde infeliz, causada até por falta de foco. Mas, pode ser que naquela substituição do Mancha, o Dorival tenha perdido a confiança do grupo, e aí...



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Escrito por Fábio Vasconcelos às 18h16.
13/05/2010 
GRêMIO 4X3 SANTOS
Não foi bom. Mas, podia ter sido pior? Ou melhor?

Com 70 minutos de futebol bem jogado e 20 minutos de futebol juvenil, saímos com um 4x3 contra do Olímpico. Em teoria, com base no regulamento da competição, um resultado que pode ser considerado bom, embora perder nunca o seja.

Analisando pelo placar que tivemos em mãos, 2x0 a favor até os 13 do segundo tempo, pode ser considerado péssimo.

Se pegarmos o fato que após o desastre Mancha x Dorival, ficamos 2x4 contra e com o adversário com a faca na nossa garganta, foi bom.

Fazendo a conta das grandes defesas do Felipe no primeiro tempo, inclusive com pênalti defendido, a coluna do bom resultado ganha alguns pontinhos.

Mas, ficou aquele gostinho de que dava para ter definido a classificação ontem. Até a substituição de Marquinhos por Mancha, o Santos era dono das ações, e tinha o jogo sob seu controle. Naquele momento, com quase 15 do segundo tempo, era compreensível, embora não natural para esse time do Santos, a entrada de um volante para truncar o meio-campo. Truncou só o nosso... Talvez uma orientação simples, um "bola pro mato, que o jogo é de campeonato" e o Mancha tivesse se limitado às suas limitações. Liçãozinha básica que o Mancha, com seu futebol curto, deveria ter aprendido desde a base. Reter a bola? Deixa isso para quem sabe.

Não dá para falar mais em lições. Me parece que, da maneira como o trabalho está sendo conduzido, com a característica dos jogadores utilizados, o Santos manterá a vocação de fazer e sofrer gols com incrível facilidade. O problema é que parece que o ralo só aumenta. Só nos resta rezar para que o ataque continue produzindo, porque a defesa vai continuar entregando. Hora será o instável Felipe, hora serão os lentos Dracena e Durval, hora será um volante tosco que tropeçará duas vezes seguidas na bola.

A se destacar ontem as grandes atuações do Felipe, que pegou tudo e mais um pouco no primeiro tempo, e do genial Ganso. Se ele não cansa de gastar a bola, não podemos cansar de gastar o verbo para elogiá-lo. Que jogador! Os passes para André e Robinho deveriam computar-lhe um gol na artilharia, pois ele confeccionou no mínimo meio gol em cada um deles.

Os bolas murchas, evidentemente, foram Dorival e Mancha. O jogador porque não entrou ligado na partida, e quis fazer o que não sabe. E o treinador pela substituição absurda. Rifar o jogador publicamente é algo que pode custar-lhe mais caro do que o episódio do Ganso na final do Paulista.

No jogo de volta ficaremos sem Arouca. Eu testaria o Pará ao lado do Wesley e o Maranhão na LD contra o Ceará. Aliás, jogo para escalar os titulares e ganhar, e deixar o time no ponto para o jogo decisivo contra o Grêmio.

Se a classificação é possível? Completamente. Só não deve ser por 1x0.

Meu ingresso já está comprado. Setor Visa (fazer o quê?), pois está cada vez mais difícil, mesmo para sócio, arrumar lugar numa Vila cada vez menor. (isso ainda vai ser tema de post)



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Escrito por Fábio Vasconcelos às 13h51.
11/05/2010 
COERêNCIA OU TEIMOSIA
Ganso e Neymar fora da Copa? Azar da Copa...

Saiu hoje a tal lista de convocados para a Copa do Mundo da África do Sul. A coisa mais óbvia de todos os tempos foi tratada como um segredo de estado. Aliás, tudo envolvendo essa lista, seja do aparato para a divulgação, às justificativas do treineiro para suas escolhas, beira o rídiculo. Em certos momentos, não sabemos se estão falando de um torneio de futebol - Sim, o maior deles, mas um torneio de futebol -, ou da III Guerra Mundial.

Visão reforçada e deturpada por uma propaganda ruim de cerveja ruim. Deve ser mensagem subliminar, pois só com muita cerveja para aguentar essa infinidade de volantes da ação entre amigos que o anão transformou a seleção, outrora o ponto de encontro da nata do futebol nacional.

Em outros tempos, estar na seleção e ser convocado para uma Copa do Mundo tinha apenas um requisito; Ser craque e estar jogando o fino da bola no momento da convocação. Hoje, colocaram uma série de outros quesitos. Comprometimento, luta, disposição, como se o craque nada disso tivesse. Saber o que fazer com a bola nos pés virou quase um acessório.

Ganso e Neymar são artistas da bola, a tratam como você, dela são íntimos. Se o que vimos hoje foi a convocação para uma guerra, definitivamente não era o lugar dos nossos craques.



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Escrito por Fábio Vasconcelos às 19h01.
08/05/2010 
ADEUS EX-TRATEGISTA
Que semana!

Que semana essa do Peixe! Título no domingo, despachar o ex-trategista não só da Copa do Brasil como da vida do clube na quarta... só falta vencer o Botinha do Natalino, logo mais, para estrear com o pé direito no Brasieirão.

Antes de mais nada, peço desculpas pela falta de atualizações durante a semana. No meu trabalho vou constantemente a empresas clientes, e nem sempre o acesso para atualizar blogs é permitido. Essa situação irá durar mais algumas semanas, então o blog vai ficar um pouco intermitente, mas não abandonado.

Voltando à nossa programação normal, comecei a semana descascando o verbo em cima da insistência do Dorival Júnior em tirar o André do time e não ver que o Marquinhos era a peça destoante na engrenagem. Então, agora elogio que ele tenha percebido isso a tempo, mudado o time contra o Atlético e conseguido que o Santos, mesmo cansado física e psicologicamente da final de domingo, tenha jogado bem. Então, parabéns Dorival. Vejo que você comete seus erros, como todo mundo comete, mas tem a grandeza de reconhecê-los e mudar quando necessário.

E o chilique do Luxerley, hein? Falou muita groselha, exagerou na dose de besteiras (Se doou ao clube? Ao custo de R$1 milhão ao mês? Como assim?) e no fim acabou nos dando uma notícia velha, recheada da velha inversão de valores, na qual se põe como alguém maior que a instituição. Declarou que não trabalha mais no Santos, como se isso fosse sua escolha. Não é, caro Luxerley. Sua relação com Santos acabou na eleição presidencial. E, para não restar dúvidas, a última pá de cal foi jogada no domingo passado. O Santos provou, para muitos que insistiam em diminuí-lo - o senhor inclusive-, que não precisa de sua presença e nem do ex-presidente para ser campeão. 

Por fim, a expectativa pelo campeonato que começa e pelo outro que se aproxima de seu final. A decisão do Dorival de poupar jogadores foi, ao meu ver, acertada. O Santos veio de uma carga fortíssima de jogos, pega um adversário muito forte na semis da Copa do Brasil, e precisa estar com as pernas em dia. Como apenas as semifinais do Copa BR serão disputadas antes da Copa do Mundo, essa situação se estende no máximo por mais 15 dias.

É isso, aí. Deixa eu ir, que o jogo está começando.



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Escrito por Fábio Vasconcelos às 18h24.
04/05/2010 
DESMARQUEI MEU CARDIOLOGISTA
O estoque já acabou, Dorival?

Passado o calor da conquista, o turbilhão de emoções ao qual fomos submetidos na tarde de Domingo, agora sim podemos analisar com mais clareza o que foi que aconteceu.

Fizemos a melhor campanha, vencemos e merecemos. PONTO!

Isso posto, temos de assimilar para aprender. O Santo André, na soma dos 180 minutos das finais, foi melhor. Foi mais coeso, mais organizado, mais fiel ao que se propôs durante todo o campeonato. E foi aí que o Santos, na figura do seu treinador Dorival Júnior, errou, e muito. Se antes das finais a pergunta que pairava era se alguém ia amarelar, o DJ ganhou o troféu. Amarelou geral, escalou errado nos dois jogos, substituiu pior ainda. Tirou o Santos de sua zona de conforto, onde atuava com segurança e dava show, e o transformou num time estranho, que venceu por seus talentos individuais, mas não como time.

Errou ao escalar o Santos com Neymar e Robinho no ataque, sem o André para escorar os zagueiros, coisa que o jovem centroavante faz muito bem. Repetiu o erro na segunda partida da final. Errou porque é evidente que o Santos nunca funcionou bem nessa formação. Após curtir boa fase, o experiente meia caiu muito de produção, e o treinador não teve a sensibilidade de perceber isso a tempo. O resultado foi a expulsão cretina no jogo de Domingo, que nos colocou no mato. Tivesse sacado o Marquinhos, trazido o Robinho um pouco mais para trás e, vá lá, pela suspensão do Wesley do jogo de ontem, escalado um volante ao lado do Arouca, e o problema estava resolvido. E sem que o time abdicasse do que tem de melhor.

Na única em que acertou, DJ o fez por falta de opções. Com a contusão do Neymar no primeiro jogo, a entrada do André era lógica. Porém, no mesmo segundo tempo do primeiro jogo, errou ao tirar o Pará para colocar o Mádson. Quem deveria sair era o Marquinhos, nulo no jogo. Essa alteração entregou a lateral-direita ao Santo André, e por lá eles marcaram o segundo gol, que quase nos custou muito caro.

Errou e vem errando na orientação e postura do time. Ontem, fragilizado por estar com jogador a menos diante um time de bom toque de bola, era evidente que o Santos tinha de cadenciar, atacar só na boa. E o que se via? Os atacantes tentando jogadas ousadas, como se o time estivesse com 11 jogadores. Assim saiu o contra-ataque que deu o terceiro gol ao Santo André, bem como outro, que quase resultou no quartou gol, não fosse o leão Arouca.

E, por fim, ia errar novamente o sacar o craque Ganso, para colocar o ridículo Brum. A entrada do Brum, por si só, já era um erro, que viria a ser comprovado em minutos. Mas, abdicar totalmente de segurar bola, para ficar quase 20 minutos dando chutão, era o que se pode chamar de suicídio. Insubordinação, gesto do hombridade, maturidade, não importa. O Ganso disse: "Chega professor, o senhor já errou demais. Eu quero ser campeão e vou ficar em campo!".

A barra subiu, professor, e vai continuar subindo. Pare de inventar e enxergue o óbvio.

Curtas

Arbitragem: Muito jogo para pouco árbitro, como bem resumiu o Walter em seu blog. Foi um grande jogo APESAR da arbitragem catastrófica do sr.Sálvio. Se o PCO segurou os cartões no primeiro jogo, Sálvio adotou caminho oposto. Os distribuiu fartamente, e acabou com uma partida que tinha tudo para ser ainda mais épica. Errou para os dois lados, pois se anulou um gol deles, não deu um penalti para nós. E mesmo o Santo André, salvo exceções, reclamou pouco, pois parece saber que não foi competente quando teve todo o cenário pronto para ser campeão. Como reclamar de um árbitro que devastou o time grande, abrindo, escancarando as portas para que o time pequeno fosse Davi e derrotasse o Golias?

Defesa: Está mais ou menos no ponto em que estava a defesa que fritou o Vágner Mancini em 2009. Os motivos podem ser outros, mas que a sangria precisa ser estancada, precisa. Tomar um gol com 30 segundos em decisão de campeonato é absurdo.

Meio-campo: Wesley faz muita falta, como se pode ver ontem. Arouca e Ganso são inquestionáveis, fizeram Paulistão impecável. Marquinhos teve ótima fase semanas atrás, mas agora está em péssima fase, coroada com uma expulsão juvenil que comprometeu a atuação do Santos na decisão.

Ataque: Muitíssimo bem servido, obrigado. Os craques Robinho e Neymar elevaram o padrão do André e até do outrora desconhecido Zé Eduardo.

Banco: Esse time não se formou por acaso, e o Dorival tem muita participação nisso. Que se livre desse encosto que o possuiu nas finais, e volte a trabalhar corretamente. Teve atuação tão lamentável nas finais, que a percepção geral e injusta é que fomos campeões apesar dele, e não graças ao seu trabalho.



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Escrito por Fábio Vasconcelos às 01h08.
02/05/2010 
SANTOS CAMPEãO PAULISTA 2010
SANTOS CAMPEÃO!!!

Cara, que final! Que título!

Não deixa de ser curioso que um time que tenha se notabilizado por dar espetáculo, tenha ganho o título na raça, na base do coração.

Agora, ainda no calor da comemoração, não cabem análises táticas ou individuais. Vamos comemorar, pois merecemos!

Vamos comemorar os golaços do Neymar, a atuação de gala de Ganso, a atuação do múltiplo Arouca.

Aqui é SANTOS CAMPEÃO, pô!!!!

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Escrito por Fábio Vasconcelos às 20h49.
30/04/2010 
FINAL DO PAULISTãO
G10: Vai para o banco ou não vai?

O gol do Dracena (que jogada de Ganso e Zé Duda, putz!) ajudou a tornar a derrota no Mineirão bem mais palatável. Claro que dentro das circunstâncias do jogo, era possível um resultado melhor, mas também poderíamos ter saído com algo pior, então, no balanço, ficou dentro do aceitável.

Com essa decisão marcada para a próxima quarta, então o foco agora é a decisão de Domingo, que já gera acalorados debates. É desejo de boa parte da torcida do Santos ver o ídolo G10vanni participar da final e erguer a taça. Mas, já combinamos com o adversário? Não estaríamos contando com o ovo que ainda está dentro da galinha?

Nossa vantagem é grande? É, imensa. O título está próximo? Mais do que nunca. Está ganho? Não. Com o jogo sendo disputado na seriedade, a chance do Santo André nos vencer por 2 gols de diferença é remota. Mas, se transformarmos uma final de campeonato num mero "jogo das faixas", num circo, para ser mais claro, podemos aumentar consideravelmente a chance das coisas não acabarem bem.

Um exemplozinho? Em 2008 o Flamengo surrou o América-MEX no jogo de ida, em pleno Estádio Azteca, por 4x2. Classificação garantida, então decidiram montar um circo para a despedida do Natalino, que ia treinar a África do Sul. Quem morreu de rir no final foi o América, do gordinho Cabañas, que meteu 3x0 e despachou os cariocas, diante de um incrédulo e lotado Maracanã.

A presença do Giovanni no banco poderia ter a mesma conotação, a ponto de até motivar o adversário? Talvez. Problema maior é se na cabeça dos jogadores do Santos, a taça já estiver no Memorial das Conquistas. Não me parece que nem Dorival e nem os jogadores tenham essa tendência, o que me deixa mais tranquilo.

Lugar para colocar o Giovanni no banco tem. Com a ausência do Wesley, ainda é incerto o que o DJ fará para montar o time. Acho que vai assim:

Felipe; Pará, Dracena, Durval e Léo; Arouca, Marquinhos e Ganso; Neymar, Robinho e André.

Banco: Vladimir, Maranhão, Bruno Aguiar, Mancha, Mádson e Zé Eduardo. Reparem que o banco tem 6 jogadores. O Giovanni poderia ser o sétimo, ou seria mais útil ter Brum ou Germano no banco? Já temos goleiro, zagueiro, lateral, volante, meia e atacante.

Tenho uma outra sugestão, que visa um meio-campo mais leve, porém mais marcador, sobrando nesse caso para o Marquinhos. Seria:

Felipe; Maranhão, Dracena, Durval e Léo; Arouca, Pará, Ganso; Neymar, Robinho e André.

Nesse caso, o banco seria: Vladimir, Bruno Aguiar, Mancha, Mádson, Marquinhos e Zé Eduardo. Igualmente seis jogadores no banco. Ao lado das opções citadas acima (Germano, Brum), seria mais prudente levar um lateral de ofício, George Lucas, ou o Giovanni para o banco? Nessa hipótese, temos opções para praticamente todos os setores, menos lateral.

Minha opinião: O Giovanni, em seu íntimo, já deve estar satisfeitíssimo em participar disso tudo. Para quem estava aposentado e fora tão maltratado em sua última passagem pelo clube, nem em seus sonhos ele imaginava ser campeão paulista pelo Santos, muito menos estando em campo e ainda erguendo a taça. Se for possível colocá-lo no banco e ainda deixá-lo participar do jogo, ótimo. Se não for, podem ter certeza de que o Messias sorrirá da mesma forma. E sua carreira poderá se encerrar de forma brilhante e justa, coroada com o título.



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Escrito por Fábio Vasconcelos às 11h50.
30/04/2010 
REPERCUTINDO
Será que fez diferença?

Assistindo o jogo contra o Atlético-MG achei que o jogo do Santos estava "curto" para as dimensões do gramado do Mineirão. Não, não estou dizendo que um gramado de grandes dimensões seja um problema para o Santos mostrar seu futebol, mas a falta de costume com essas dimensões, talvez tenha atrapalhado um pouco. O que eu vi foram muitos passes nossos serem interceptados por adversários, e nosso time deixando espaços consideráveis em diversos setores da marcação.

Para tentar corroborar minha impressão, dei uma rápida googlada para chegar às dimensões dos principais gramados nos quais o Santos atuou esse ano, que são as seguintes:

Vila Belmiro - 105,8 x 70,3

Pacaembu - 104 x 68

Morumbi - 110 x 75

Mineirão - 110 x 75

Se só pela metragem não parece muita coisa, afinal o que são 5 metros para lá ou para cá, veja a diferença em metragem quadrada. O gramado da Vila Belmiro tem 7435m2, o do Mineirão tem 8250m2. Um time que atua nessas dimensões de uma ou duas vezes por semana poderia utilizar esse melhor conhecimento contra um time que atuou nas mesmas dimensões apenas uma vez na temporada?

Será que faz diferença, ou é apenas uma teoria boba que pairou na minha cabeça para digerir a derrota de quarta-feira?



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Escrito por Fábio Vasconcelos às 10h10.
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