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Nossa

25/04/2012 11h30

Olha, não está BLOQUEADO/CENSURADO...

 


EM DEFESA DA LEGALIDADE E DE UMA RESGATE FORTE E DEMOCRÁTICA

29/03/2012 09h56

Pessoal

Acho importante compartilhar este manifesto, o qual apoio integralmente.

 

 

EM DEFESA DA LEGALIDADE E DE UMA RESGATE FORTE E DEMOCRÁTICA
Fernando Silva


Companheiros Resgatistas,

O Conselho de Orientação da AMRS , do qual faço parte, decidiu recomendar à
Assembléia Geral o afastamento de nossa Diretoria eleita , com mandato até
2013.
Fui voto vencido. Em circunstâncias normais, não tornaria pública minha
divergência. Julgo crucial preservar a unidade de ação na Resgate, que é
condição para termos uma Resgate forte que é por sua vez a melhor garantia
de um Santos forte, democrático  e à serviço de seus sócios. Contudo, depois
da reunão e antes de qualquer tratativa sobre como encaminhar o tema no
interior da Resgate,  fui  surpreendido com uma comunicação “informal “ ,
desrespeitando frontalmente os ritos e prazos próprios da democracia interna
da Resgate. Como se não bastasse , fui novamente surpreendido com o
vazamento da reunião  para a imprensa , alimentando a fofoca e prejudicando
a Resgate.
Em face deste atropelo à prática democrática, considero meu dever explicar
meu ponto de vista sobre a recomendação do Conselho de Orientação da AMRS.

Primeiro, em defesa do princípio da legalidade. O afastamento de um órgão de
direção eleito , de qualquer associação,  só deve dar-se por razão fundada,
oriunda de fato grave que cause dano irreversível  à legitimidade da
direção. Não é o caso. A recomendação baseia-se em “ crise instalada“ na
Resgate. Não há crise administrativa ou operacional : a Resgate funciona,
seus associados aumentaram, há intensa atividade. Não estou julgando se a
atual Diretoria, Celso Pires à frente, faz boa ou má gestão. Estou
defendendo um princípio que  propor o afastamento da Diretoria da Resgate
não pode derivar da maneira como avaliamos a  gestão na Resgate. É
desnecessário insistir que é legítimo que muitos resgatistas , inclusive
aqueles que compõem o CO, tenham restrições “políticas” à atual gestão . O
núcleo da questão  é outro :   divergências políticas NÃO constituem motivo
para afastar uma direção eleita, no exercício regular do mandato. Aqueles
que não gostam da atual gestão  devem organizar-se para construir uma
alternativa para a próxima eleição; não contra o Celso que não mais será
candidato, mas apontando os erros da atual gestão e defendendo de maneira
franca e aberta que mudanças fariam . Mas, batalha a ser travada no processo
eleitoral, em momento oportuno, respeitada a legitimidade do atual mandato.

Segundo, por vislumbrar no debate uma tentativa de rebaixar o papel e as
tarefas da Resgate na vida do Santos. É este o risco central. Pretende-se
reduzir a Resgate a movimento eleitoral, que ressuscitaria 6 meses antes de
cada eleição. Minha convicção é totalmente diversa. Tenho imenso orgulho do
trabalho construído. Em 10 anos, organizamos a principal corrente política
do Santos Futebol Clube, que pôs fim à tirania,ao mandonismo, ao
personalismo,  ao compadrio, ao amadorismo, à irresponsabilidade financeira.
Devolvemos o Santos à soberania dos sócios. Assentamos as bases de um clube
forte, transparente, profissional, exemplar no trato de suas finanças e  que
presta contas aos seus sócios. Este movimento têm três pilares :  Resgate
forte, Conselho de Gestão forte, Conselho Deliberativo forte. Um Santos
sólido e vencedor requer a combinação destas forças, cada uma desempenhando
seu papel. Uma Resgate forte supõe atividade permanente. É onde discutiremos
de maneira aberta os temas centrais que influenciarão o debate no interior
do CG e no CD  : como aumentar nossa torcida, como ampliar a base de sócios,
como devemos nos relacionar com os sócios , que Arena queremos, qual deve
ser a relação do Santos com reguladores e com a mídia, qual deve ser a
relação do Santos com fundos de investimento, como devemos nos posicionar na
discussão de direitos federativos / econômicos , qual a alma do nosso time,
se devemos ser um time só de futebol de campo masculino, entre tantos
outros. Devemos fazê-lo sabedores que o CG poderá não concordar com as
idéias e propostas da Resgate. Por vezes, será por que o CG é fruto de uma
composição e portanto o programa a ser implantado terá que ser negociado ;
por vezes por que nossas propostas podem colidir com interesses táticos do
Clube ; talvez por que aqueles que têm a responsabilidade de administrar
tendem a ser mais conservadores. Não importa : a Resgate deve ser a chama ,
a energia, a força renovadora, a vontade de experimentar e mudar . Mais, a
Resgate deve ser a formadora de quadros para o CG e para o CD. É no interior
da Resgate, na sua atividade cotidiana, nas batalhas políticas  que devemos
buscar os futuros dirigentes do Santos Futebol Clube. É imperioso evitar o
“dedazo”, a ideia que nossos candidatos ao CG e ao CD venham
prioritariamente dos amigos , das dinastias familiares, dos famosos ou dos
financeiramente  bem sucedidos. Finalmente, é crucial manter uma Resgate
forte por que chegará o dia que perderemos um eleição : que faremos então se
tivermos uma Resgate fraca, figurativa, debilitada ?  na oposição, a Resgate
deve seguir filiando sócios, deve organizar nossa bancada no CD, deve manter
as comissões temáticas que funcionem como um “shadow cabinet “.

Companheiros,

Qualquer tentativa de liquidar a Resgate deve ser vigorosamente combatida
por todos os resgatistas. Como falta coragem para propor de frente, aparecem
as propostas veladas, envergonhadas, dissimuladas. Mas, o objetivo é claro :
emascular a Resgate, fragilizando-a.
Devemos defender a atual diretoria por que legítimo é o mandato, conferido
pelos sócios e que não  pode ser truncado por disputa  política.
Mas, ainda mais crítico é defender a Resgate das idéias liquidacionistas.  A
defesa da Resgate como movimento central dos Santistas que querem um Santos
democrático, transparente, profissional, aberto será nosso teste de
maturidade democrática.
Peço a todos que levantem sua  voz e deixem claro e cristalino que a Resgate
é nosso movimento. A Resgate só está subordinada à Assembléia Geral , que
não se vergará à  pressão liquidacionista.


Fernando Silva
Fundador da Resgate, ex  candidato à Presidência do SFC em 2001, Sócio
Remido, Socio Rei e Conselheiro do SFC.


Transparência

01/12/2011 04h41

 

Pessoal

Depois de analisar os candaidatos da chapa Marcelo Eterno,cheguei a umas conclusões interessantes:

Apesar de não se dizerem ligados ao ex-presidente, é possível identificar um padrão na distribuição dos marcelistas. Vejam:

 

Dos 30 primeiros nomes, 16 são marcelistas.

Lá por volta do número 100, começa a aparecer um marcelista, depois 6 ou 7 neomarcelistas, daí aparece outro marcelista, e por aí vai.

No final da lista, temos 1 marcelista, 8 ou 9 neomarcelistas e depois outro marcelista.

Quando você compara a chapa inteira, de cada 5 candidatos, UM é marcelista. Se fosse por acaso, nos primeiros 30 nomes teríamos 6. Mas temos 16.

Alguém mais aí ainda tem dúvidas a respeito do pedigree deste pessoal?

 


Resposta ao Odir Cunha

20/11/2011 12h51

Pessoal

Segue abaixo o texto que postei no blog do Odir Cunha, acerca de seu comentário de que a "dívida aumentou":

Odir
A respeito de seus comentários, gostaria de fazer algumas considerações acerca de sua afirmação de que “a dívida aumentou”.
Nos últimos 10 anos (até mesmo quando o emetê era ‘unanimidade’, aventurei-me em abrir a verdadeira caixa preta que eram os números da gestão anterior).
No caso do Marcelo, posso dizer SIM que a dívida com ele aumentou, afinal ele entrou com uma dívida de 3,7MM em 2001 e saiu, em 2009, com 129MM.
A herança da gestão LAOR foi, então, de 129MM.
Quando você afirma, sem expor os números que “a dívida aumentou”, então deveríamos ter MAIS do que 129. Matemática básica.
Mas veja que interessante. O balanço semestral (aquele que o emetê nunca publicou, afinal não dava para pedir outra coisa para quem maquiava balanço, não é mesmo?) mostra um valor de 123MM.
Até que que se prove em contrário, 123 milhões é menos do que 129, certo?
Então, para o bem do bom jornalismo, aquele que checa as fontes e valores, é justo que digamos que a dívida CAIU ao invés de dizer que AUMENTOU, não é mesmo?


Números da gestão. Os reais, não as mentiras.

18/11/2011 11h35

 

O pessoal parece que aprendeu algumas lições com o seu inspirador, o ex-presidente, afinal fazem como ele: martelam mentiras até acharem que elas vão colar.

Ou ninguém lembra das coisas do tipo "Robinho fica até a  olimpíada", "eu amo o Clube", etc etc.

Quando eram cobrados sobre os números falavam "Ah, o Clube não é banco, o que importa são títulos!".

Legal, a gestão LAOR conseguiu em 2 anos a mesma quantidade de títulos que o inspirador da atual chapa oposicionista em 10 anos.

Daí, eles  não querem mais usar isto como comparação, e começam a vomitar números de forma frenética, como se vomitar um número possa significar alguma coisa.

"A dívida aumentou", dizem as vozes do grupo apoiado por Marcelo Teixeira. "As despesas crescem sem parar", reclamam outros. "Não há transparência, ninguém sabe dos balanços". "quero me debruçar sobre os balanços para analisá-los".

Aparecem até emails apócrifos, que além das dezenas de erros gramaticais, também erra nos números.

Quanta bobagem. Os balanços são publicados frequentemente neste link. Ao contrário dos da antiga gestão, atual apoiadora da chapa "Marcelo sempre Marcelo" que chegou a esconder os balanços no banheiro, para ninguém ver o desatre em que o Clube estava.

E os números?

Melhoraram bastante. Tem muita coisa para melhorar, afinal 10 anos de inépcia e incompetência não se resolvem em 2, mas chega a ser surpeendente a evolução.

Até a herança deixada melhorou: as dívidas caíram. Vamos a alguns números:

 

Como podem ver a dívida entre o 1o semetre de 2010 e o 1o semestre de 2011 CAIU. Você pode até escolher qual indicador, que todos mostrarão que a dívida caiu. Engraçado dizerem que a "dívida aumentou"...

E as receitas, hein?  Cresceram em mais de 80%. Aliás, só a receita do 1o semestre deste ano conseguiu ser mais de 20% maior do que a receita DO ÚLTIMO ANO INTEIRO da antiga gestão. Sim, o Santos faturou em 6 meses mais do um ano inteiro da gestão anterior!

E os componentes da receita? Vamos aos 3 principais: TV, Publicidade e Bilheterias:

Aí é covardia. Em 2009 a antiga gestão, inspiradora e defendida pela atual chapa de "oposição" faturou com estes 3 ítens 55 milhões NO ANO INTEIRO.

Agora, tivemos mais de 68 milhões em 6 meses.

Se compararmos este semestre com o passado, temos um aumento de mais de 53%!

Se pudéssemos calcular o "lucro" da atividade esportiva, o chamado lucro bruto, teríamos tido um "lucro" no 1o semestre no valor de 13 milhões de reais, um crescimento de mais de 90% em relação ao ano de 2010.

OK, vocês querem saber como foi em 2009, não? Usando este indicador, tivemos um PREJUÍZO  de 7 milhões.

Vejam que não dá mais para comparar os números da gestão LAOR com o antigo dirigente. As diferenças são tão absurdas que nem usando metade do tempo como comparação, conseguimos igualá-los.

E de pensar que a chapa dita oposicionista é composta por vários ex-diretores daquela gestão, incluindo o ex-diretor de marketing.  Sacanagem com o atual titular, Armênio neto, querer comparar as duas gestões.

Vamos agora ao lucro da operação. Este é o resultado incluindo as despesas com pessoal da administração, SEM  os juros das dívidas imensas deixadas de herança pelo ex-dirigente:

 

Não, os números não estão errados. No 1o semestre de 2011 nosso resultado foi mais de 20x melhor do que o de 2010.

Agora vamos ver o que a HERANÇA deixada pelo antigo diregente fez com os números. Vamos incluir o custo das dívidas deixadas. Aí a coisa fica ruim:

Vejam que reduzimos o déficit para 20% que que tínhamos em 2010. Ainda temos déficit, mas a gestão LAOR está conseguindo, com menos de 2 anos, recolocar a gestão do clube nos eixos. Basta ter competência e boa vontade.

E por fim:


 

(o pessoal da chapa neomarcelista, quando fala de balanço, deve se referir a isto)

 


Ah, esses números!

10/11/2011 11h07

Minha filhota começou a ler. Ela fica vários minutos olhando para as frases e falando baixinho as letras até fazer algum sentido.

Quando leio algumas análises (sic) a respeito dos números do Clube fico pensando “A Pietra está escrevendo isto?

 

(a imagem acima é uma pequena homenaem à capacidade analítica do pessoal que tem "analisado" os números da gestão LAOR)

Pessoal

Ainda com toneladas de trabalho sobre minhas costas, resolvi dar um tempinho nas coisas chatas e voltar a escrever para o site da Resgate.

Mesmo porque as eleições  estão aí, e começam a pipocar alguns “números” que mais parecem leitura de número da Loteria Federal.

Apareceram até alguns covardes que se escondem atrás de nomes engraçadinhos. Talvez para não se exporem a tanto ridículo.

Esse meu primeiro post é apenas introdutório, e pretendo nas próximas semanas me aprofundar nos números da atual Gestão.

Aviso também que nem sempre farei comparações coma a antiga gestão (sic) simplesmente porque é covardia. Não dá para, por exemplo, comparar a audiência da Santos TV com o que era antes. afinal, a antiga gestão usava a Santos TV para apresentar as noites da pizza da ex-primeira-dama e as missas em que o ex-presidente participava.

Já em outros casos, vamos comparar com a antiga gestão para ficar bem claro a diferença abissal da Gestão Resgate com a anterior.

Então vamos parar com o papo e ir direto aos números.

Hoje falarei de alguns números do jurídico. 

Argumento idiota número UM: “Ah, olha só, o Santos está gastando muito mais com adevogados (sic). Esses adevogados (sic) estão ganhando muito. “

As despesas teriam aumentado sim, se tivéssemos a mesma quantidade de advogados e a mesma quantidade de processos.

Mas aí o argumento idiota cai por terra. Vejamos:

Total de horas dedicadas antes: 74 horas semanais - apenas um efetivo, os outros eram regime de dedicação (sic) parcial.

Agora: 176 horas (são 4 advogados com dedicação exclusiva)

Diferença: 138%

Argumento Idiota número DOIS: “Viu só, antes o Clube só precisava de um, agora são 4,  é cabide”

Os advogados que atendiam a gestão anterior estão pedindo direitos trabalhistas ao Clube. Só o mais conhecido (não necessariamente pelos ganhos de causa, e mais pelo apelido) está pedindo mais de R$4.800.000 do Clube na Justiça.

É o modelo de gestão ceciliano, como o Marcão Fonseca comenta de maneira genial: os caras economizam na hora, mas esquecem do risco futuro. Verdadeiros gênios de gestão.

Quase esqueci, na antiga gestão havia DOZE escritórios terceirizados. E ainda vão comparar os salários de antes e de agora? Claro que os salários aumentaram!

E tem mais, o Santos contratava escritório terceirizado para receber os valores de cláusulas da FIFA. Pagava 20% da causa para este escritório. A Gestão atual contratou, através de licitação, escritório pagando 4% de comissão

Se formos avaliar somente os custos de salários+encargos, sem os custos de processos, ele é MENOR do que a antiga gestão. Em 2009 foi R$1,1 milhão, e em 2010, R$960 mil

E grande parte das custas foi gerada por conta de incompetência da antiga gestão, que a atual HERDOU: caso Ganso/DIS, processos trabalhistas, processos do ex-presidente (sic)

Esse post foi escrito rapidinho, só para aquecer as turbinas. Semana que vem estou de volta.

E MEU TWITTER AGORA É O sfc_fabiovianna. Segue lá!

 

 


Um primeiro ano acima das expectativas

24/03/2011 08h33


Mesmo recebendo um clube em sérias dificuldades financeiras, a gestão de Luis Álvaro conseguiu superar as melhores esperanças do torcedor santista

Imagens valem mais do que mil palavras.

Apesar de saber que o pessoal da antiga gestão tem chilique de ver números, vou resumir abaixo o resultado do primeiro ano de gestão ética e profissional do Santos, comparado com a gestão (sic) anterior.
Sei que a comparação é ruim, pois a gestão (sic) anterior foi tão pífia que qualquer comparação é covardia. Mas ao menos serve para percebermos o quanto nosso Santos saltou em qualidade em apenas um ano.
Vamos inicialmente analisar o caixa do clube. Lembrando que caixa é o que efetivamente o Clube recebeu de dinheiro e pagou de despesas:
 
Mesmo sem vender Robinhos, a gestão atual conseguiu investir mais de três vezes o valor investido no último ano da antiga gestão.
Além disso, foi capaz de reduzir o grande endividamento deixado pela antiga diretoria em mais de R$10 milhões.
A gestão eficiente de caixa pode ser indicada pelo que os jogadores falam do Clube, de que nunca trabalharam em um lugar onde recebem o salário em dia.
E quanto às receitas/despesas? Vamos a elas.
As receitas globais aumentaram em mais de 65% em relação ao ano de 2009. Saímos de pouco mais de 70 milhões de faturamento anual para mais de 116 milhões. Aliás, as receitas advindas de publicidade, TV, bilheteria e mensalidades dos sócios em 2010 foram as maiores desde 2001.
Vejam, notando entre parêntese a diferença em relação ao maior valor obtido pela antiga gestão, e reparem  o quanto a situação melhorou com Luis Álvaro e companheiros.


Dizer que a gestão não herdou nada da antiga é irreal. Na verdade herdou menos do que nada.

15/03/2011 18h40


Dez anos de poder e deixaram rigorosamente nada. Se vendermos tudo que pertence ao Santos para pagar dívidas, ainda faltará dinheiro.

Imagine a situação, você, caro amigo, que gosta de números.

Pressionado por sua esposa, seus filhos, sua sogra, seus amigos e até seu cachorro, você resolve comprar vários itens para a casa e fazer gastos para manter um determinado padrão de vida. Você não tem muito dinheiro, mas cede à emoção de gastar. Entra no cheque especial, faz um consignado, pede vários cartões de crédito, pede dinheiro emprestado às irmãs.
Gasta muito. Gastos totalmente supérfluos e com produtos/serviços de má qualidade. Pedem seu extrato bancário e você dá uma maquiada nele, para não deixar as coisas parecerem tão ruins. E as dívidas vão crescendo: juros, multas...
Um dia, você descobre que tem tanta dívida, mas tanta dívida, que se vender carro, casa, televisão, geladeira, sofá e até a comida na despensa não dá para pagar as dívidas. Isso tem um nome: passivo a descoberto ou patrimônio líquido negativo.
Foi exatamente isso o que a gestão Laor encontrou no início de 2010: um clube tão endividado que, se liquidasse rigorosamente tudo (tudo mesmo, sem exceção), ainda sim estaria devendo dinheiro.
Em dez anos de gestão Rumo Certo/Santos Sempre Santos, conseguiram a façanha de jogar as finanças do clube no buraco. Pior é ter passado dez anos se preocupando em maquiar os números e não em tomar atitudes no sentido de melhorá-los. Além de demonstrar falta de respeito perante os sócios, foram incompetentes e irresponsáveis. Colocaram a sobrevivência do clube em risco.
Vejam (os valores estão em R$ milhões):


 

Em um ano, Resgate consegue mais do que nos dez de rumo incerto

02/03/2011 08h49

O ex-presidente adjetivo gosta de dizer que deixou o clube em situação econômica equilibrada. Não é o que os números dizem

Incrível como tem gente que não gosta de números. Chega a ser irritante você ler/ouvir o ex-presidente falando que deixou o clube em situação equilibrada. Só que o indivíduo é incapaz de apresentar um número apenas, nem que seja o número 7!
A gestão (sic) anterior chegou a fazer algumas gambiarras para mascarar os péssimos resultados obtidos na administração do Clube. Os números abaixo mostram os resultados sem as gambiarras (aliás, corrigidas pela atual gestão). Apenas para falarmos a mesma língua, superávits/deficits resultam da seguinte operação: receitas menos despesas.
Superávit não é dinheiro que entrou ou saiu. É apenas o lucro. É como você fazer seu orçamento e tirar do seu salário as suas despesas, mesmo aquelas que ainda não foram pagas ou que estão sendo pagas a prazo. Quando a conta dá negativo, aí é déficit.
Vamos ao gráfico (todos os valores em R$ milhões):


 
Note que o superávit estimado em 2010 só é superado pelo superávit gerado em 2005. Ganha um doce quem adivinhar o que aconteceu em 2005 :) .
Todos sabemos que atualmente os clubes só conseguem se manter com a venda de alguns jogadores, e que isso deveria ser suficiente para equilibrar as contas.
Mas a gestão (sic) anterior do Santos não podia apenas vender jogadores regularmente; ela precisou liquidar Robinho, Diego e Renato (este saiu de graça)...
É como se vendêssemos o Ganso para o curintias (atendendo ao desejo de ex-diretor do Clube) e a grana fosse toda usada para cobrir despesas correntes.
Porque alegar que a grana das joias foi usada em investimento é mentira, como vocês puderam ver no meu primeiro post. Lá vemos que o investimento em dez anos foi uma merreca em relação ao que entrou dos jogadores.
E aquele dinheiro todo foi usado no quê? Despesas e mais despesas. Pensem em Fabão, WL, Márcio Santos, Rincón, Marcelinho, Jean e tantos outros. A resposta está aí.
Se somarmos os resultados dos dez anos de Marcelo Teixeira e compararmos com o primeiro ano do Luis Alvaro, teremos o seguinte (o ano de 2010 é estimado a partir dos primeiros 9 meses, que tiveram mais de R$4,8 MM):

Em dez anos, a antiga gestão conseguiu a proeza e gastar mais de R$ 100 milhões além do que arrecadou. Maravilha de gestão

Ganso dá mais retorno do que tráfico de drogas

22/02/2011 18h33


O ex-presidente adjetivo diz que fez excelente negócio ao vender 25% do Ganso para Delcir Sonda. Esqueceu de dizer para quem o negócio foi bom


Em finanças, aprendemos que risco e retorno estão diretamente relacionados. Quanto maior o risco, maior o retorno, e vice-versa. Vamos a um exemplo: se você for comprar um pacote de cocaína na Colômbia, pagará US$ 2 mil. Ao vendê-lo na Europa, receberá US$ 40 mil pela mercadoria.
Isso dá um lucro de 1.900%. Afinal, o risco de você dar de cara com um Urutu e dez fuzileiros lhe apontando suas FAL é grande. Bem maior do que se você depositasse o dinheiro na poupança. É claro que não estou sugerindo a ninguém investir em drogas, ok? Estou apenas fazendo uma ilustração.
Investir na Bolsa de Valores também é mais arriscado do que na poupança. Então, é justo que você também tenha um retorno maior. E assim é com todos os ativos.
O ex-presidente (aquele que se ofereceu para depor em favor do dono de supermercado em processo contra o Santos FC) explica que vendeu uma “pequena parte de alguns jogadores”, “para segurar os jogadores mais tempo no pais”. Ele colocou no pacote um jogador chamado Ganso.
A desculpa dada por ele é a mesma: queria segurar o Ganso por mais tempo.
Legal, então ele já tinha visto que o Ganso era um atleta diferenciado e daí segurou o jogador vendendo uma “pequena parte” para o supermercadista.
Pergunto aos leitores: nesse ponto, você consideraria o Ganso um investimento de risco alto, médio ou baixo? Lembremos que o ex-presidente vendeu 25% do Ganso para evitar que ele fosse para a Europa.
O gráfico abaixo mostra a rentabilidade do supermercadista (aquele, que o ex-presidente quer defender na Justiça) com esse investimento, comparado com investimentos diversos:
 
 
Vai piorar. Agora, antes de irem em frente, pensem e respondam mentalmente a outra pergunta: “Um traficante de drogas tem mais ou menos rentabilidade do que a DIS, ao comprar o passe do Ganso de Marcelo Teixeira?” Eis a resposta:

E ainda temos que ouvir o ex-presidente elogiar a parceria, garantir que o negócio foi bom para o Santos e se colocar à disposição da Justiça, para depor em favor da DIS no litígio com o clube. E ainda afirmar, com todas as letras: “A TEISA é a mesma coisa que a DIS”. Na cabeça de quem só pensa em adjetivos, sim. Nos números, definitivamente, não!

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