Marco Junio Bruto
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05/12/2009 
ELEIÇÕES 2009
O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO

A eleição no Santos FC apresenta um lado místico quanto à origem dos votos. Já se vem comentando há tempos que existe o fundado temor de que mortos votem no dia 5 de dezembro. Isso porque o clube aparentemente não dá baixa em seus registros quando algum associado falece. Ao contrário, parece que um indivíduo conhecido como “DINAMARQUÊS” recolhe carteiras de sócios falecidos, oferecendo em troca o perdão de mensalidades atrasados de seus parentes vivos. O pedágio se daria pela entrega de carteiras dos que se foram. 

Agora se descobriu outro verdadeiro milagre: o da multiplicação dos sócios aptos a votar. Como se sabe, a atual gestão entregou à chapa de oposição há algumas semanas uma lista dos sócios que teriam condições de votar. Essa lista é atualizada até o dia 30 de novembro e passa a ser a lista definitiva, daqueles que efetivamente votarão no dia 5. 

Ocorre que exercendo sua concepção esdrúxula de democracia, e monopolizando todos os dados da secretaria do clube, o grupo de Marcelo Teixeira descumpriu o estatuto ao não fixar na secretaria esta lista nos 3 dias que antecedem à eleição, e somente a entregou à chapa O SANTOS PODE MAIS hoje, 4  de dezembro, por força de ordem judicial. E ao examinar a nova lista de sócios aptos a votar, a definitiva, dela consta 341 nomes a mais que na lista original.

É um verdadeiro prodígio, já que há uma década os mesmos 3 mil sócios votam, e são sempre esses mesmos que acertam pendências atrasadas. Os novos sócios com direito a voto já estavam na lista entregue há semanas atrás. 

Aconteceu, pois, novo milagre: além da possibilidade sempre existente de mortos votarem, agora são os vivos, mas que não pagavam mensalidades há muitos anos, reapareceram, ou , pior, não reapareceram, mas suas carteirinhas sim, e suas mensalidades consideradas quitadas, com pagamento real ou não.  

AMENIDADES
Para não cansar demais os leitores com esses mistérios, falemos de amenidades e do passado. Há muitos anos, num reinado distante, havia um Rei malvado que dominava a tudo e a todos.  

O mais fiel escudeiro do Rei malvado, conhecido naquele distante reino como o “AUSTRÍACO”, vendo aproximar-se as eleições e temendo pela derrota do Monarca,  maléfico ( sim , havia eleições, pois se tratava de uma antiga e distante monarquia constitucionalista), resolveu utilizar o seguinte expediente: através de seus agentes recolheu a carteira de eleitores dos ducados do Paraná e Mato Grosso do Sul (sim, que coincidência, mas talvez essa seja a origem dos nomes de nossos Estados) e de alguns condados menores também.  

De posse das carteiras, o Austríaco as distribuiu a seus mais valentes cavaleiros, mediante a paga diária de 20 patacões (a moeda local) e mais lanche. Os fiéis cavaleiros pretendiam votar inúmeras vezes nos candidatos do Monarca do Mal, em urnas diferentes, em cada uma delas trajando vestes diferentes, e chapéus com plumas  de ricas e diferentes cores. Para disfarçar, inclusive, os fraudadores usariam até o fardamento da candidatura opositora.    



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Escrito por Marco Junio Bruto às 06h57.
05/05/2009 
TARJA PRETA
Impressões sobre o segundo jogo da final, no Pacaembu

LEXOTAN
Após consumir meu estoque de tarjas pretas, me sinto em condições de narrar minhas impressões sobre o jogo do Pacaembu. 

PORTÃO 22
Peguei minha mais antiga camisa da Torcida Jovem, que nem mais lembro de que década é, e fui ao portão 22, munido de ingresso adquirido na própria TJ. Foi muito mais fácil e barato do que entrar nas sociais no jogo da Vila. No setor em que ficamos confinados, entrada no Portão 22, embora lotada, havia lugares correspondentes ao número de ingressos. Ou seja: com o mando de campo do adversário, mas sem Teixeiristas para contrabandearem cupinchas e eleitores para as sociais e “sócio-cachorro”, a conta fechou: ingressos =número de lugares.

PENSAMENTO POSITIVO
Aliás, não vi na arquibancada nenhum dos palmeirenses, são paulinos, portugueses santistas fanáticos que compõem parte substancial do grupo de apoio do MT. Deviam estar em suas casas secando o Santos (o que obviamente fazem na reserva de seus lares). Na 2ª feira voltaram a ostentar suas carteirinhas de conselheiros, sub-sub diretores, obviamente fazendo cara de consternados. Não se preocupem, queridos amigos do MT, pois seu chefe já esqueceu o Campeonato Paulista. Sua agenda de meio período já deve estar repleta de audiências com felizes e prósperos empresários de jogadores, e igualmente felizes e prósperos videntes, adivinhos, pais de santo, padres e gurus.

BANDO DE LOUCOS
De cara me chamou a atenção os grandes claros nas arquibancadas do Pacaembu, principalmente à direita do portal principal, setor oposto ao de nossa torcida e tobogã. Qualquer Santos e Juventus lotaria mais que a tal “fiel”. Não bastasse, com a bola rolando, ao menos de nosso setor mal se ouvia qualquer manifestação da corja de gambás, emudecida pela excelente atuação de Ganso, Mádson e Germano, que tomaram conta do meio de campo, e da impecável marcação de Domingos sobre o Gordo, aquele que renasceu por obra de São Fábio Costa. Após nosso gol, era possível visualizar o ar de espanto de gambás postados no tobogã. Pena PH Ganso não ter feito o segundo gol. Ali poderia ter se iniciado a virada tão temida pela mídia baba-ovos.

PALIÇADA
O jogo mudou quando os infames empataram numa jogada despretensiosa, que contou com falta de cobertura , falta de dividida e se não uma falha do “Muralha”, ao menos a ausência de seu decantado “crescimento” nas finais. Ali fica fácil ser “fiel”: com a virada praticamente abortada, qualquer torcidinha vibra e canta. 

DIFERENÇAS
Como é diferente ver nossa torcida inflamada, e mesmo em minoria empurrar o time como no Pacaembu, em contraste com a sonífera torcida que freqüenta as sociais da Vila e a arquibancada oposta. Fica difícil incendiar o time sem que o estádio inteiro participe e saiba entoar as mesmas músicas. É verdade que nos últimos anos, as torcidas organizadas do Santos F.C não primam por compor musicas ou gritos de guerra que contagiem, ainda cantamos o que já se ouvia na final do campeonato paulista de 1978 (inclusive o “time da virada”), mas se a Vila já é tida como um caldeirão, imaginemos como seria sem a apatia que normalmente se assiste na Vila.

MANCINI
Considero Mancini um bom técnico. Conseguiu trocar o pneu com o carro em movimento, e montou um time com sentido coletivo, disciplina tática, padrão de jogo e alguma garra, o que, convenhamos, é uma grande evolução em face da inacreditável incompetência da diretoria ao manter o medíocre Márcio Fernandes, cujo mercado tende a ser times sem nenhuma expressão. Foi mantido por razões obscuras, sendo que a única compreensível, mas igualmente deplorável, foi ter feito por alguns anos dobradinha com o atual diretor de futebol nas categorias de base. Juntos lideraram o pior período de nossa base, que coincidentemente também coincidiu com o auge dos “contratos de gaveta”, que permitiram que algumas dezenas de jogadores deixassem o clube sem render um centavo para nossos combalidos cofres. Péssimo para o clube, mas ótimo para tais jogadores e seus empresários.

VOLTANDO A MANCINI
Mas retomando, apesar dos méritos de montar uma equipe, Mancini parece ter dificuldade de definir estratégias para os campeonatos, o que ficou claro nos dois jogos contra o CSA, bem como de mexer no time durante o jogo. Em minha opinião, de regra substitui muito mal. No domingo, enterrou qualquer chance de reação, que já era difícil, ao tirar PH Ganso para colocar em campo o quase-jogador Robson.

O MONARCA
Como sempre, aquele que se acha dono do clube, e assim é tratado pelos seus conselheiros amestrados, não deu qualquer satisfação à torcida, o que é regra quando o clube não vence. Para que dar satisfações para esses milhões de estranhos que moram do lado errado do Rio Casqueiro ou mesmo para os milhares de estranhos que, embora morem do lado certo do Casqueiro, não lhe prestam vassalagem?



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Escrito por Marco Junio Bruto às 06h21.
30/04/2009 
MTERNO
O desrespeito aos associados do Santos na própria Vila Belmiro

AINDA SOBRE O DOMINGO
Difícil achar algo de novo para escrever sobre o desastre de domingo na Vila Belmiro. Mas como o assunto ainda me incomoda, por remoer cada lance assistido ali pessoalmente, vou relatar algumas impressões 

POUCO LUGAR PRA MUITA GENTE
Aconteceu o que já havia ocorrido no jogo contra o Palmeiras. O local conhecido como “sócio cachorro”, destinado aos sócios que não têm cadeiras, estava abarrotado, sem lugar para mais ninguém, e sob as vistas do eterno MT, que, claro, não vai tomar nenhum providência para aumentar as acomodações dos sócios.  

POUCO LUGAR PRA MUITA GENTE 2
Nas sociais, a situação não era melhor. Tal como no jogo contra o Palmeiras, há muito mais gente nas cativas do que sócios donos de cativas. Explica-se: MT não destinada um único lugar a mais para os sócios, mas seus asseclas introduzem cupinchas fiéis no setor, mediante o mecanismo de autorizar a entrada mediante a exibição de uma carteira de sócio, sem direito a cadeira, mas acompanhada de uma filipeta com algum tipo de autorização. Com isso, o portador entra mesmo sem passar sua carteira pelo leitor de chip da catraca, pois o próprio monitor com colete do Santos F.C. passa uma carteira genérica.  

ATALHOS
Outro meio de introduzir sócios amigos nas sociais é autorizar sua entrada pelos elevadores, e de lá são franqueados às cadeiras. Isso não foi dito, mas presenciado por esse humilde escriba que nos jogos contra Porcolinos e Gambás encontrou distintos desconhecidos sentados nas suas cadeiras (pagas a duras penas, diga-se) que felizmente atenderam ao bom senso, e foram ocupar cadeiras alheias vizinhas. 

A QUEM BENEFICIA
Antes de acusarem esse humilde escriba de ser um abonado possuidor de cativas que quer defender “privilégios”, digo que o que realmente incomoda nessa situação é que seja no sócio-cachorro, seja nas cativas, se manifesta o completo desrespeito aos sócios, e demonstra a total incapacidade de receber filiações em massa. E pior: em ano de eleição, basta ter cara e focinho de eleitor do eterno ou ser amigo do dono das chaves da Vila Belmiro (isso mesmo, o inacreditável beneficiário pelo serviço de bares e venda de alimentos mais fuleiro dos estádios brasileiros).  

MEU OUVIDO NÃO É PENICO
No intervalo, com o time já perdendo de dois, a torcida ainda foi brindada, pelos auto-falantes do estádio com gritos de guerra da torcida do time da Marginal. Verdadeira agressão aos alvinegros, já irritados com a apatia do time em campo. A desculpa oficial foi a seguinte: as cheerleaders daquele time fariam uma apresentação, cujo fundo musical tinha aquele lixo que reverberava  pela Vila. O tormento durou alguns minutos, sem que a poluição sonora fosse tirada do ar. Não se estranha, pois alguns anos atrás, e já sob o reinado de MT, alguns galinhas pretas pisaram o gramado da Vila, e com sempre lembra a blogueira Neli de Faria, a diretoria é pródiga em homenagear bambis e torcedores de outros times. Compreensível, já que o grupo que apoia MT é um conglomerado de palmeirenses, bambis, gambás, portugueses santistas e ,admitamos, alguns santistas, cujo primeiro time é o Teixeira F.C. 

JÁ EM CAMPO
Na modesta opinião desse escriba, raça é um diferencial que permite a um time mais limitado que outro superar sua inferioridade. Como no caso o Santos não fica a dever ao elenco do gambá, um pouco de raça nos propiciaria uma vitória maiúscula. E raça não é apenas correr e lutar, como fizeram heróica e isoladamente Madson e Germano, mas ir com ganas de decidir para as bolas, como deveriam ter feito Kleber Pereira e Fábio Costa. O primeiro empurrando para dentro bolas fáceis que fatalmente iriam estufar as redes caso KP não se portasse quase com pouco caso ao concluir.

A MURALHA
Quanto a Costa, que alguns chamam de “a Muralha” (o que mostra como um jogo de 2002 ainda lhe rende créditos), sua necessidade patológica de demonstrar “virilidade”, ou seja, aplicar tesouras, voadoras e carrinhos contra atacantes adversários, acaba levando a que jogue desnecessariamente adiantado (pois no caso da tão desejada dividida, chegará a tempo de rachar o atacante).

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Escrito por Marco Junio Bruto às 08h39.
25/03/2009 
ESTREIA
No episódio do Pacaembu, MT pensou somente em seus interesses eleitorais

No começo do ano e após o desastroso 2008, ano símbolo da incompetência da atual diretoria, MT insultou os torcedores do Santos moradores na Capital e Grande São Paulo: marcou para o Pacaembu, após longa ausência, um amistoso do Santos F.C com a Portuguesa Santista, o chamado "clássico das praias", que só é clássico ou tem algum interesse para os tacanhos provincianos que querem se eternizar com o Santos.

Ocorre que a torcida do Santos mostrou seu amor incondicional pelo clube e respondeu  à altura:  mais de 20 mil santistas foram ao Pacaembu, para surpresa de MT, que, ao que parece é o único a desconhecer a força da torcida do o Santos . Como 2009 é ano eleitoral, MT vislumbrou a possibilidade de melhorar sua popularidade com os sócios da capital, não sujeitos à sua política de clientelismo e pressões. Fingindo "prestigiar" os santistas da Capital e Grande SP, realizou mais dois jogos no Pacaembu em evidente atitude eleitoreira. Não se tratou de medida planejada, fruto da reflexão e organização, pois do contrário, os santistas já saberiam hoje quais jogos seriam jogados na Vila Belmiro, em São Paulo ou no Interior. Mera medida demagógica  que parece ter enganado apenas os autores do boletim bajulatório produzido na subsede do Marcelismo em São Paulo.

E nesse domingo, mais uma cena patética. Após se esconder  durante a semana que antecedeu o jogo contra o time da Marginal, após atirar - por omissão - nossa torcida a espaço mínimo num dos cantos do Pacaembu,  mantendo-se  inerte  a ponto do presidente do Bambi  F.C ter sido mais atuante contra a distribuição de apenas 6% dos ingressos do que a diretoria do Santos F.C, eis que MT e seus acólitos mais uma vez enxolhavam o nome do Santos F.C, protagonizando cena bizarra, fazendo trejeitos e gestos obcenos para torcedores do time da marginal ( como já fizera no ano passado para torcedores do Santos que o vaiavam).  Detalhe: não se trata de invenção de imprensa"gambá"  ou coisa que o valha, mas do que santistas que estavam nas cadeiras viram no local e em tempo real.

Ciente do espetáculo ridículo, MT veio a público nessa 2ª feira dizer que não disse, declarar que não fez o que fez, e , pior tentando sair como herói do picadeiro que criou para si próprio. Enganou alguns, mas não a opinião pública santista. Ao contrário do que alguns alvinegros concluíram nesse episódio,  MT fez a única coisa que efetivamente sabe fazer: defender seus próprios interesses. Querendo mostrar como é valente ou coisa que o valha(ou seja: sempre pensando em si próprio) MT não estava pensando no clube.

Um presidente que pensa no Santos F.C. enfrenta os adversários montando um time que em campo lhes imponha derrotas acachapantes, e não jogando copos de água em torcedores adversários. Um presidente que pensa no Santos F.C luta para que a torcida do clube tenha espaço nas arquibancadas e não se esconda durante a semana . Um presidente que pensa no Santos F.C  defende os interesses do clube todos os dias, e não promete vinganças após o fato consumado. Um presidente de verdade não perderia tempo vindo a público justificar seus gestos tresloucados, tentar livrar sua própria cara, mas uniria a torcida alvinegra exigindo tratamento digno e de clube grande ao Santos.

Não, santistas, MT não pensou no SANTOS F.C em nenhum momento durante essa semana, no domingo ou na sua vexatória entrevista de hoje. Como sempre pensou em si mesmo e  nos seus interesses eleitorais.

 



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Escrito por Marco Junio Bruto às 13h00.
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