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23/06/2008 |
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0X4
"Precisamos ter vergonha na cara", Rodrigo Souto
Não vi o jogo e lamento por aqueles que abdicaram duas horas de suas vidas para assistí-lo na TV. Meus pêsames aos que foram ao jogo. E bem-feito àqueles que achavam que a culpa era do ex-treinador. Qual a nova desculpa para não jogarem bola se a TV durante as refeições e as rodas de bobinho estão liberadas? A variedade de canais não é suficiente? O que há de errado com o novo treinador? Não gostaram dele? Amigão demais? Com a palavra, o capitão da equipe...
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Escrito por Beatriz Andrade às 13h29.
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13/06/2008 |
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BANALIZOU A 10
Qualquer um pode vestir a camisa do Rei
Desnecessário dizer que era partida para o Santos jogar com o terceiro uniforme, todo azul. Mas os conservadores preferem o Santos de Corinthians, totalmente descaracterizado. Isso sim, deveria ser proibido. Só que na velha falta do que fazer, os dinossauros que ainda circulam pela rua Princesa Isabel, número 77, resolveram encrencar com a camisa que agradou os torcedores... Ao invés de criar caso com isso, o conselho deveria propor, por exemplo, a aposentadoria da camisa 10. Se não a aposentadoria total, já que o regulamento de algumas competições não permite, que se crie algo como o Manchester United faz com sua camisa 7, permitindo que apenas os grandes jogadores a utilizem. E se não há nenhum grande jogador capaz de vestir a 10 do Santos, como hoje em dia não há, como bem sugeriu o meu pai, a 10 poderia ficar com o goleiro reserva, já que a possibilidade dele entrar em campo é remota. Dar a camisa 10 para Robson estrear é um desrespeito com a história do clube. Nada contra o menino, que até pode vir a ser importante para o Santos. Mas a camisa 10 é a maior preciosidade do clube. Foi o uniforme de trabalho do maior jogador de todos os tempos, durante 18 anos. Nenhum time do mundo teve esse privilégio. Tabata, André Belezinha, Antonio Carlos, Robson e muitos outros já tiveram o privilégio de vesti-la. Mas jogar de azul é o que realmente incomoda...
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Escrito por Beatriz Andrade às 09h38.
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30/05/2008 |
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SANTOS FC
Um time sem rumo e sem... ídolos
Curioso ver Fábio Costa descendo o verbo contra Leão, dizendo que o ex treinador não tem o direito de classificar o grupo como limitado, desmoralizando os jogadores. Após os primeiros jogos do time pelo Campeonato Paulista deste ano, o goleiro e capitão da equipe foi o primeiro a cobrar publicamente a diretoria por reforços. As declarações de Fábio Costa após a saída de Leão soam como um oportunismo barato na tentativa de provar alguma liderança. Ao meu ver, Fábio força a barra para ter a mesma importância, carinho e prestígio que Ceni e Marcos têm em seus respectivos clubes. E isso tinha tudo para existir, não fosse a decisão do goleiro de trocar o Santos pelo rival Corinthians. Não bastasse isso, saiu criticando a estrutura do Santos. Naquele momento, a paixão entre goleiro e torcida, explicitada na partida contra o Nacional do Uruguai, na Libertadores de 2003, acabou. É fato que Fábio Costa, quando não está em sua fase “acarajé” (fora do peso), faz partidas espetaculares e é muito importante para o time. No entanto, não convence como ídolo. E isso é triste, pois em pesquisas ele é apontado como o principal nome da equipe. Mas o fato de estar longe de ser uma unanimidade prova que o Santos está mal de ídolos. Nessa fase de carência, basta chegar um colombiano habilidoso, que se entrega em campo, para o santista se apaixonar. Não que Molina não mereça o carinho da torcida, mas para ser considerado um ídolo, precisa de muito mais. No Santos de hoje, infelizmente, não há nenhum John Terry, Marcos, Gerrard, Rogerio Ceni ou Raul... Sobre o novo treinador, como Muricy e Abel não são loucos de ir para o Santos, Cuca, apesar do nome, parece ser o bicho papão menos pior para o Santos. Mas se chegar Paulo Autuori, o “Oswaldo de Oliveira de voz grave”, o ano vai demorar pra terminar...
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Escrito por Beatriz Andrade às 14h16.
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23/05/2008 |
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TRI ADIADO
O melhor do Santos
A pior das derrotas é perder para um time inferior na técnica e na vontade. Perder sem poder criticar Welsey, o vilão preferido dos santistas, que estava em todos os lugares do campo e conseguiu me cansar só em assistir sua correria. Pior é perder sem ter o que falar de Betão, que fingiu bem ser um lateral direito. Sem poder criticar Fabão e Marcelo, que fizeram de Fábio Costa uma figura inútil. É sempre difícil achar algo ruim para falar de Rodrigo Souto, mas e Marcinho Guerreiro? O que seus ferrenhos críticos vão dizer? Vão reclamar daquele carrinho “irresponsável” no meio campo, que refletia a vontade de qualquer santista? Pior é perder sem sequer poder contestar Molina, que mesmo bem marcado, fez o que podia e sempre levou perigo... Como dar o papel de vilão a Kleber Pereira? Se o gol no México não tivesse sido vergonhosamente anulado, ele seria o grande herói da classificação... Quais os argumentos para culpar Leão, que sem dinheiro e apoio, gostem ou não, montou um time que joga com uma vontade inexistente nos dois anos de Luxemburgo e sua abundância de recursos? Pior é, foi, e sempre será, perder para o “Sobrenatural de Almeida”, que contra o Santos entra em campo nas figuras de Armando Marques, Márcio Rezende, Héber Roberto Lopes, Simon, Héctor Baldassi, Jorge Larrionda... A tristeza está em saber que não classificou o melhor e quem, de fato, merecia. Essa mania de obrigar o torcedor a aplaudir no fim do jogo, mesmo após uma desclassificação, é o que torna a situação ainda mais difícil de digerir. Seria mais fácil poder acusar jogadores de corpo mole, pôr a culpa no frango do goleiro ou na festa antecipada. Mas isso é o pior e o melhor do Santos. Uma eliminação vexatória como a do Flamengo não combina com o time de Pelé e Robinho.
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Escrito por Beatriz Andrade às 14h41.
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21/05/2008 |
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FINAL DA UEFA
O time da torcida racista versus o “Joga feio”. Quem escolher?
Na quarta feira passada, durante um seminário com membros da UEFA, foram sorteados 5 ingressos entre os alunos do MBA Football Industries da Universidade de Liverpool, para a final da Copa da UEFA, que ocorreria horas mais tarde, em Manchester. Após o quarto nome sorteado eu já estava conformada com o destino que teria após as palestras: a biblioteca, para terminar um chatíssimo trabalho sobre Leis de combate a hooligans. Eis que aos 48 do segundo tempo, no último papel, ouço um “Beatriz Silva”. Silva porque aqui existe a mania de utilizarem o último nome. Talvez por isso eu ande me esquecendo que sou a Beatriz Andrade, jornalista, dona deste blog... Ingresso na mão e 75 libras mais pobre. Na TV, a notícia de que 100 mil torcedores do Rangers haviam invadido Manchester. Por um momento, cogitei fazer dinheiro com o ingresso. De brincadeira, claro! Afinal, não é todo dia que se tem a possibilidade de assistir a final da segunda competição de clubes mais importante da Europa. Céu azul, calor, transporte providenciado pela UEFA, a única dificuldade era escolher que time torcer: o escocês Rangers ou o russo Zenit? A alegria da torcida escocesa, dos homens vestindo kilt e enchendo a cara nos bares ao redor do estádio, ou os racistas russos, que não aceitam jogadores negros na equipe? Optei pela primeira opção. Afinal, sou brasileira e torcedora do time do Pelé. Os escoceses ocupam cerca de 80% do City of Manchester Stadium, estádio do Manchester City, time do Elano. Mas, depois dos 15 primeiros minutos de jogo, só se ouve a torcida do Zenit, contagiados pelo bom futebol do time, que havia eliminado um dos favoritos, Bayer de Munique, do ex-santista Zé Roberto, para chegar à final. O tempo passa e vejo que torcer para o Rangers é uma tarefa inútil. Pior do que isso, é irritante. Era nítido que os jogadores, cientes da falta de capacidade e talento para jogar futebol, entraram em campo para segurar o 0 a 0 e levar a decisão para os pênaltis. Com raiva do que via e sem poder simpatizar com o time que atuava de branco e jogava um futebol bonito, passei a torcer por uma decisão de pênaltis, que, pelo menos, é sempre emocionante. Mas a noite foi caindo em Manchester e, com ela, a temperatura. Manchester voltou a ficar fria como sempre e uma decisão por pênaltis significaria, no mínimo, mais 30 minutos de frio. O Rei do futebol que me perdoe, mas, quando me dei conta disso, passei a torcer pro Zenit liquidar de uma vez a partida... :/
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Escrito por Beatriz Andrade às 22h01.
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20/05/2008 |
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17/04/2008 |
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LIBERTADORES
O time da virada
FRIGIR DAS BOLAS - texto de Mauro Beting Trípodi não é jogador para guardar nos olhos.
Mas o gol que marcou aos 43min, depois de um cruzamento-chute de Kléber Pereira que explodiu no travessão, e sobrou para o esforçado argentino acertar uma finalização que ele não parecia capaz de marcar, é para ficar para sempre na alma de quem suou e sofreu na Vila Belmiro, de quem parecia não mais acreditar no limitado time de Leão por todo o Brasil.
Por todo o Santos.
Com o respeito devido aos que sangraram como Molina, que chutaram todas as bolas como Kléber Pereira, a vitória de virada foi o sucesso santista secular. Foi uma classificação de um Santos iluminado, de um Santos que é vencedor por DNA.
Libertadores, com qualquer Santos, merece respeito. Qualquer que seja a equipe santista. Não à toa aqueles rostos levados nas bandeiras alvinegras de glórias passadas ainda pesam contra os rivais. Atrás da meta do placar havia a bandeira santista com o rosto de Pepe. O canhão da Vila deve ter iluminado a pancada do modesto Trípodi. Para não dizer que inspirou uma virada improvável.
Mas o Santos, amigos, não são apenas 11 camisas suando e sangrando nos jogos de hoje. São aquelas bandeiras brancas desfraldadas dos tantos jogos de ontem. Daquelas partidas que time algum do mundo conseguia jogar e ganhar. Só o Santos.
Devem ser elas que fazem qualquer Santos maior.
http://lancenet.com.br/blogs_colunistas/mauro/default.asp
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Escrito por Beatriz Andrade às 09h48.
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14/04/2008 |
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11/04/2008 |
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LIBERTADORES
Entre trocar 6 por meia dúzia, prefiro confiar na força da torcida
Muito já se falou sobre a derrota contra o Chivas. Para a maioria dos torcedores e blogueiros aqui do Portal, o grande culpado foi Emerson Leão. A atuação do time no primeiro tempo foi realmente um desastre. Pela diferença de fuso, tive que dormir após o primeiro tempo e achei que acordaria com a triste notícia de uma goleada, o que, felizmente, não aconteceu. Não acho que o pecado capital do Santos (e de Leão), tenha sido o esquema com três zagueiros. Vale lembrar que o São Paulo ganhou tudo nos últimos anos jogando no 3-5-2. Mas se, na lateral esquerda, Kléber ainda deve o futebol que lhe deu o status de um dos melhores do país, ou se o lateral direito, além de ingrato e em litígio com o clube, é inoperante, e na zaga dois zagueiros se chocam bizonhamente, não há muito a fazer. A lista de jogadores inscritos para a primeira fase da Libertadores foi uma loteria, feita às pressas, digna de um belo planejamento. Ou será que Leão gostaria mesmo de ter que utilizar Evaldo, Quinhones ou o “novo Messi”, Thiago Luis? Não quero ser a advogada do diabo, ops, do Leão. Adoraria pensar que a solução para os problemas do clube é a simples troca de comandante. Mas, sinceramente, não acho que algum outro treinador vá colocar ordem na casa. A horrorosa partida contra o Chivas me lembrou o primeiro jogo contra o Grêmio, na Libertadores do ano passado. Jogando no Olímpico, o time de Luxemburgo não viu a cor da bola. No jogo de volta, muito em função da torcida, a classificação que parecia uma missão impossível, ficou por um triz. Por isso é hora da torcida do Santos, que nas médias de público se mostra tão descomprometida, dar as caras. Porque na hora em que o time mais precisa, ela sabe (como poucas) carregar o time nas costas.
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Escrito por Beatriz Andrade às 15h18.
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06/04/2008 |
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DE SANTISTA DESDE 1983
Para santista desde 1955
Esse post é para você, santista desde 1955, que evocou Chico Buarque, Dante e, finalmente, Odair José (como resistir ao clássico sertanejo imortalizado por Leandro e Leonardo?rs). Só hoje li seus comentários! Não estava nos meus planos atualizar, mas era o mínimo que poderia fazer para agradecer sua “preocupação”...rs Minha ausência tem uma explicação: meus pais vieram me visitar e fui viajar com eles. Sem computador e Internet, impossível escrever e acessar o blog! Durante esses dias, meus amigos me informavam sobre as notícias do Santos, como a vitória contra o Corinthians, os 7x0 no San José ou a saída do Pinto... Mas agora estou de volta e não ficarei tanto tempo sem atualizar! Muito obrigada e até breve! ;) Beatriz
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Escrito por Beatriz Andrade às 19h05.
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