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24/08/2008 |
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SANTOS 2 X 0 CRUZEIRO
Aos poucos, o time vai melhorando. Espero que dê tempo
Meus amigos, torcer pra time agoniado pela zona de rebaixamento nos faz tomar atitudes que até nos mesmos estranhamos. Hoje, quando o Grêmio empatou com o Náutico aos 48 do segundo tempo, eu gritei gol e falei um palavrão. Quem diria. Atualmente, além de torcer pelo Santos precisamos secar adversários que estão em posição próxima. O gol do Grêmio ajudou bastante o Santos, que depois de muito tempo voltou a vencer: fez 2 a 0 no Cruzeiro, um dos times que estão no chamado G4, com uma apresentação segura. É nítida a evolução do time nas mãos de Márcio Fernandes, para desespero daqueles que cornetaram o jovem treinador sem ao menos conhecer a história do mesmo na base santista e sua capacidade de montar boas equipes. É claro que o Santos não vai ganhar todas até o final do campeonato. É claro que o Santos vai voltar a perder. Mas esse novo Santos dá mostras de que pode deixar a zona de rebaixamento se souber, principalmente, se impor jogando em casa. *** A volta do Rodrigo Souto ao meio campo, aliada ao fato de Roberto Brum estar jogando bem, deram estabilidade ao setor de criação da equipe, sem desguarnecer a defesa. O Wendel, de lateral, pode ser uma solução para um problema que há muito tempo parecia insolúvel. E o garoto Tiago Carleto, com um pouco de apoio por parte da torcida, pode se transformar numa ótima opção para o setor, principalmente pela má fase do titular Kléber. E ainda tem gente que pode evoluir e voltar a ser boa opção, como Molina, Adriano, Fábio Costa e Róbson. *** O próximo jogo, diante do São Paulo, tem de ser encarado como final de Mundial Interclubes por todos no Santos. Inclusive pela torcida. Lotar o setor reservada ao povo santista no Morumbi é nossa obrigação. Pode ser a arrancada definitiva para escapar do fantasma da segunda divisão.
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Escrito por Alex Frutuoso às 21h54.
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21/08/2008 |
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IPATINGA 1 X 1 SANTOS
Um minuto de alegria
Meus amigos, alegria de pobre dura pouco, como diz o ditado. Além de assisitir a um dos piores jogos de futebol da temporada, envolvendo justamente Santos e Ipatinga, os piores times do Brasileirão, ainda tivemos a efêmera alegria de sonhar com os três pontos por um mísero minuto. O gol de Cuevas, quase aos 39, parecia que levaria o Santos à vitória. Mas, logo depois, numa falha clamorosa de posicionamento da defesa, o lanterna empatou. E o Santos continua caminhando rumo à segundona. Os mais otimistas, aqueles com complexo de hiena, poderão dizer que o time melhorou, dominou e está evoluíndo. É, melhorou um pouco. Mas eu prefiro mil vezes jogar mal, tomando pressão, mas conseguindo ganhar o jogo (como foi diante do Inter) do que jogar bem e não vencer. Enquanto isso, o Santos vai vendo os concorrentes da zona da morte se recuperando. O Fluminense, do nosso amigo Cuca, ganhou a segunda seguida e está escapando. Ao Santos, além de vencer, cabe secar, mas secar mesmo, o Náutico, a Portuguesa e os dois Atléticos. Achop que esses são nossos concorrentes diretos. É isso. Até gostaria de escrever um pouco mais, mas já ficando chato fazer análise tática, individual, da arbitragens e todos esses componentes do jornalismo esportivo. Ultimamente parece mais fácil dar murro em ponta de faca. *** Recado aos bobos de plantão: não adianta deixar mensagem com palhaçada. Não vai pro ar. Nem perca seu tempo. Tome os remédios de tarja preta, prenda as correntes na cama e espere o enfermeiro passar amanhã cedo...
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Escrito por Alex Frutuoso às 00h20.
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17/08/2008 |
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SANTOS 2 X 2 FLAMENGO
Azar de rebaixado!
Meus amigos, faz mais ou menos um mês que saiu no jornal A Tribuna, de Santos, uma reportagem com alguns místicos que garantiam: a partir de agosto, o Santos daria a volta por cima e escaparia do rebaixamento. Os videntes ainda merecem um voto de confiança, afinal, agosto não terminou. Mas será que eles viram em suas bolas de cristal que a equipe de Vila Belmiro viveria uma maré de azar tão desgraçada quanto a atual? Olha, o jogo contra o Flamengo foi um filme do Zé Caixão, como diz meu amigo Toni Vasconcelos. Depois de começar perdendo, o Santos conseguiu o mais difícil (apesar da campanha de marketing do clube) que foi virar o jogo. Nem me lembro quando foi a última vez que isso havia acontecido. Com os dois gols de Kléber Pereira, e com a expulsão de um jogador da equipe carioca, pensei que o Santos começaria o segundo turno com o pé direito, espantando as más vibrações. No entanto, o que vimos foi um time que talvez tenha acreditado demais na sorte e que permitiu ao adversário, com um a menos, "achar" um pênalti e empatar o jogo. Depois, faltou força para chegar ao terceiro gol e garantir três pontos. E quando eu falo em azar, digo isso porque o Santos jogou melhor que o Flamengo, teve mais chances (inclusive com finalizações que acertaram a trave), mas acabou pecando nos detalhes novamente. Mas o azar maior foi perder o garoto Maikon Leite. A revelação do Santos nesta temporada não joga mais em 2008. A foto que vi da contusão de Maikon na internet foi chocante. Tomara que o garoto se recupere. E tomara que o elenco se recupere da ausência do camisa 7. Maikon fará muita falta. Pois é, não dizem que há times que têm sorte de campeão. O Santos anda com azar de rebaixado. Vamos bater três vezes na madeira! Saravá! *** É de se imaginar que irão chover críticas ao técnico Márcio Fernandes, como já está acontecendo no Orkut. Só não consigo entender como as pessoas batem sempre em quem menos tem culpa na situação. Técnico de futebol não faz milagre. Salvo raríssimas excessões. Tem gente que não quer o Márcio. Acham que mais uma troca de técnico pode resolver. O Renato Gaúcho, que considero bom técnico, está na praça. Mas, estatisticamente falando, é provado que equipe rebaixadas trocam de técnico diversas vezes durante uma competição. Portanto, não sei se nova mudança resolveria algo. Vejam o caso do Cuca, por exemplo. Demorou 10 jogos para vencer no Santos. Na estréia comandando o Fluminense, já ganhou. Será que o problema realmente era o Cuca? E antes? Será que o problema era o Leão? Ou será que o problema não reside nos intocáveis do elenco santista, protegidos do presidente? Ou será que o problema não está na falta de planejamento adequado para essa temporada? Técnico, assim como qualquer profissional, erra. Mas errar, eventualmente, numa entidade que lhe dá plenas condições de trabalho, acabo sendo algo raro. Trabalhar num ambiente desorganizado e problemático faz elevar o indíce de erros de qualquer profissional. Experimente passar por isso no seu emprego... *** Ainda sobre o Márcio Fernandes, ele escalou o time certinho. Colocou Dionísio na direita (já que Apodi e Fabiano não acertam); montou a equipe com dois zagueiros; botou o Carleto na esquerda para deixar Kléber como terceiro volante e Michael encostando nos atacantes; e pôs pra jogar o Roberto Brum, que foi uma das melhores figuras da equipe. Nas substituições, ao perder Maikon Leite colocou Lima para ganhar uma referência na área, já que Kléber Pereira estava se movimentando bastante. Depois tentou Apodi e Wesley, buscando dar mais velocidade ao time. Infelizmente não deu certo. O técnico não tem culpa se o cara do Flamengo faz um gol de fliperama, com a bola batendo em todo mundo antes de entrar, e se acontece um pênalti, no mínimo duvidoso. Vamos parar de pegar no pé da pessoa errada. Estão computando na conta do Márcio até coisa que ele não fez. Esta semana, no Orkut, teve torcedor que disse que o Márcio, no sub-20, tinha deixado o Robinho na reserva do William. Quem fez isso foi o Sérgio Farias, o Márcio nem trabalhava no Santos. Daqui a pouco, se o Banco Central aumentar em 10% a taxa de juros vão dizer por aí que a culpa é do Márcio Fernandes... *** Informação: tem funcionário do Santos tentando "queimar" o Márcio Fernandes por meio de fofocas das mais rasteiras. Só gostaria de saber a mando de quem... *** Depois dizem que a gente é chato, que torce contra, entre outras idiotices. Mas o Santos conseguiu novamente avacalhar com o trabalho de um técnico que passou a semana inteira preparando a equipe com o distinto Bida entre os titulares. Eis que, em cima da hora, descobrem que havia um problema no contrato, e o cara fica de fora. É o fim da picada. Já tinham feito a mesma coisa com o Cuca, que trabalhou uma semana com o Apodi e na hora H o cidadão não estava inscrito. Continuem reclamando dos treinadores, continuem... *** E para fechar mais um capítulo da saga "o sofrimento santista continua", gostaria de saber qual o grande mistério que envolve o Departamento Médico do Santos. O Robinho, aquele do Mogi, ou Róbson, chegou no clube, jogou uma ou duas vezes, teve uma lesão e até agora não voltou. Qual o motivo? E o Fábio Costa? Ficou oito rodadas fora e foi liberado pelo DM para treinar esta semana. E, para minha surpresa, Fábio Costa se machucou de novo. Acaso ou erro na avaliação para a volta do atleta? E o Adriano? Era para operar o joelho. Quando viram que o time estava precisando de um volante, liberaram o rapaz mediante tratamento convencional. Treinou por uma semana e constataram: não dá para jogar mesmo, vai ter que operar. É por essas e outras que os últimos jogadores do Santos que tiveram lesões no joelho foram operados pelo corintiano Joaquim Grava. Acho que este será o mesmo destino do Maikon Leite.
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Escrito por Alex Frutuoso às 21h08.
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14/08/2008 |
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BLOG DO DASSLER
Entrevista com Marcelo Teixeira
Meus amigos, reproduzo aqui a entrevista que o jovem jornalista Dassler Marques, meu particular amigo, fez com o presidente do Santos, Marcelo Teixeira. O texto foi retirado do blog do Dassler: http://dassler.blogspot.com. A matéria completa está na revista Trivela deste mês de agosto. Presente na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro desde a quinta rodada, o Santos Futebol Clube é todo desespero. Após tentativas frustradas com Cuca e Emerson Leão, a efetivação de Márcio Fernandes e o chamado à Serginho Chulapa para auxiliar técnico é o típico recurso de quem está com a corda no pescoço. Não é só dentro de campo que o Santos vive essa situação. Após faturar valores na casa de 150 milhões de reais com a venda de uma geração premiada, o clube tem dívidas que não param de crescer e que são, na maioria dos casos, fruto de uma administração que não condiz com a era do profissionalismo no futebol. O último balanço financeiro, referente ao ano passado, registra um déficit na casa dos R$ 33 milhões de reais, ainda superior aos números de 2006. Só neste ano, obrigatoriamente, o clube precisa pagar R$ 48 milhões referentes à empréstimos bancários. Em crise no futebol, é difícil tirar recursos de negociações, e jogadores como Kléber e Rodrigo Souto, supostamente os mais valorizados, não têm penetração no mercado europeu. Em entrevista exclusiva para a edição de agosto da Revista Trivela, o presidente Marcelo Teixeira explica como o Santos chegou ao atual momento delicado, embora demonstre naturalidade e um suposto equilíbrio com relação à situação santista. O segundo turno no Campeonato Brasileiro pode agravar ainda mais a vida alvinegra. Há três anos, o Santos via entrar em caixa valores na casa dos 150 milhões de reais em razão da venda de alguns jogadores como Robinho e Elano. Como, em tão pouco tempo, a situação santista atingiu o patamar atual? Há um grande engano nestes períodos e nos números, pois não entraram em nosso caixa 150 milhões de reais há três anos atrás. Desde 2003, portanto há seis anos, temos tido o privilégio de utilizar bem a Lei Esportiva em vigência na hora de negociar atletas para garantirmos o retorno financeiro ao clube. Neste período, foram feitos muitos investimentos para mantermos a vanguarda e os projetos do clube. O principal é verificarmos que destes investimentos alcançamos glórias, títulos e aumento patrimonial, o que prova a nossa capacidade e competência em aplicarmos corretamente estes recursos. Venha conhecer o moderno e sofisticado Centro de Treinamento Rei Pelé e seu Complexo Modesto Roma, o Hotel cinco estrelas Recanto Alvinegro, o eficiente Centro de Treinamento Meninos da Vila, a reformada e maravilhosa Vila Belmiro e todos os seus modernos departamentos, o Memorial das Conquistas, um dos principais pontos turísticos da cidade, do estado e do país. Seria questionável ou reprovável se todos os investimentos destes anos fossem desperdiçados ou mal aplicados, mas provamos pelos excelentes atletas que defenderam nossas cores, pelos títulos e pelas obras e avanços de nossa estrutura que acertamos nas decisões. Caso contrário, não seríamos citados como modelo de gestão e vitoriosos nas urnas em eleições com nossos associados, com uma margem impressionante de 70% de preferência do quadro associativo. Em relação ao último balanço (2006), as dívidas santistas aumentaram bastante, os resultados em campo não vêm sendo bons e o patrimônio social, também, é cada dia mais baixo. Como a direção vê esse quadro, bastante preocupante? É muito interessante este assunto. Só analisam um período, quando planejamos investimentos nas mais diversas áreas que nitidamente alcançaram sucessos - quer no setor patrimonial, com obras e aquisições em equipamentos, aperfeiçoamento de nossos profissionais e conquistas de títulos com as equipes de futebol profissional e de base. Os resultados em campo foram ótimos, com o bicampeonato paulista, que não conquistávamos desde 1984, o vice-campeonato brasileiro e semifinalista da Libertadores de América. A direção está consciente e organizada em suas ações pretendendo manter a política de novos investimentos para mantermos equipes fortes e competitivas para bem representar o clube nas competições para orgulho e honra de nosso torcedor. Se quisermos recuperar os valores financeiros temos ativos suficientes em nosso elenco que a qualquer instante podem ser transacionados para obtermos novos recursos equacionando as dívidas do clube. O importante é que estamos seguindo rigorosamente os nossos planos, temos nossas contas em dia, todos os impostos e dívidas passadas quitadas ou em fase de liquidação com a Timemania com planos ambiciosos que estão sendo concretizados para os próximos anos. Segundo também o balanço de 2007, o Santos tem empréstimos a serem pagos com valores na casa dos 41 milhões de reais. Como a direção pretende resolver esse problema? São empréstimos naturais de um planejamento financeiro, uma vez que não são dívidas de curto prazo. Podem ser amortizadas com uma simples venda de um atleta ou encerrada com as próprias receitas em médio prazo. Neste ano, resolvemos programar ações que estão resultando em economias sem a perda da qualidade do trabalho. Qual avaliação a direção santista faz especificamente do legado deixado pelo Vanderlei Luxemburgo após dois anos à frente do comando técnico do clube? Um excelente trabalho, com dois títulos paulistas, duas classificações à Taça Libertadores, um vice-campeonato brasileiro e ainda por um gol não fomos à final do principal torneio continental no ano passado. Apenas não negociamos atletas para melhorar nosso balanço financeiro. Dia a dia, a média de público santista vem caindo bastante. No último Campeonato Brasileiro, o Santos ficou atrás de praticamente todas as equipes da Série A. Como a direção enxerga essa situação? Isso é fruto da situação econômica do país. Quando jogamos fora de casa os estádios lotam, sempre foi uma característica de nossa torcida, mesmo nos tempos de ouro da década de 60 e da nova geração de Meninos da Vila neste novo milênio. Temos relatórios e pesquisas que atestam que somos líderes em pacotes de jogos por pay-per-view e televisão fechada, que comprovam o perfil de nosso torcedor. Manteremos as ações para atrair a torcida para a presença no estádio. A aproximação da Traffic neste momento, em que a situação financeira é bastante delicada, é a única saída para manter uma equipe de alto nível vestindo a camisa do Santos? Não, porque já temos uma equipe competitiva. Nossos investimentos são feitos internamente no clube e, em breve, teremos novas safras de jogadores oriundos das nossas equipes de base, que melhorarão e qualificarão nosso elenco. A aproximação com a Traffic é muito salutar, porque o J. Havilla é um homem sério, vitorioso e capaz de desenvolver um trabalho de apoio para os clubes, como tem feito com várias entidades no país. Pretendemos manter novas conversações para, quando surgir oportunidades de negócios de interesse entre as partes, concluirmos favoravelmente para o engrandecimento do futebol brasileiro. - Leia mais sobre o assunto na edição de agosto da Revista Trivela
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Escrito por Alex Frutuoso às 18h50.
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10/08/2008 |
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NáUTICO 1 X 0 SANTOS
Me irritei de novo com essa porcaria de time
Meus amigos, nós santistas não somos dignos dessa porcaria de time que a diretoria do Santos inventou para a temporada 2008. Meus Deus do céu! O jogo entre Náutico e Santos foi mais um teste de paciência. Foi mais uma derrota, desta vez por 1 a 0, para encerrar o final de semana no pior astral possível e começar mais uma semana de mau humor. Entra técnico, sai técnico, e os caras insistem com esse negócio de três zagueiros. O Márcio Fernandes é um cara que admiro, conheço-o pessoalmente, acho que ele merece a chance (se for para trazer Gallo e Geninho, deixa o Márcio mesmo, já disse isso), mas um time que não tem laterais que subam ao ataque com o mínimo de capacidade, e que joga com volantes que apenas marcam e não acertam um passe, não pode entrar em campo no 3-5-2. É a senha para chamar o adversário pra cima. O Náutico, que é outro time medonho, aproveitou o esquema ultra-defensivo do Santos, além da qualidade técnica sofrível de alguns jogadores, para pressionar até marcar. Este deve ter sido o pior jogo santista no campeonato. Pior até que as derrotas em casa. Se o senhores lembrarem, chance de gol o Santos teve três, e foram chances "mais ou menos". No primeiro tempo, um bizarro cruzamento do Carleto que o goleiro pernambucano quase colocou pra dentro. Depois, na segunda etapa, uma boa jogada de Michael que terminou nas mãos do arqueiro adversário, e uma cabeça do zagueiro Marcelo foram as oportunidades "criadas". De resto, não teve uma jogada trabalhada, um chute ao gol. Nada. Rigorosamente nada. Duvido que se com um time formado por Douglas, Dionísio (de lateral mesmo), Marcelo, Fabiano Eller e Michael, Adoniran, Hudson, Quiñonez (ele mesmo!!!) e Paulo Henrique, Tiago Luiz e Kléber Pereira, o Santos tivesse jogado tão mal. Essa é a minha mensagem para o Márcio, que será bem assessorado pelo Serginho Chulapa (que vai dar um jeito de colocar essa rapaziada pra correr, afinal, os próprios jogadores fizeram lobby em prol de Chulapa...) e pelo Nenê Belarmino (que é um sujeito que enxerga futebol): o Santos não pode ter medo de jogar. Mesmo no desespero, tem que ir pra cima, fazer o adversário se preocupar. Seja na Vila, ou fora de casa. Agora, o novo treinador terá uma semana para trabalhar até o jogo contra o Flamengo. Ele deverá contar com a volta do goleiro Fábio Costa (recuperado de contusão e com a situação de seu contrato, provavelmente resolvida), Kléber, Molina e Maikon Leite (que parece ter se machucado pouco antes do jogo desse domingo). Márcio deverá contar também com o zagueiro Júlio Cesar, que já jogou no Milan e no Real Madrid, e que tem 29 anos. Pior que o Domingos e o Marcelo ele não deve ser. Quem pode chegar também é o tal de Bida, do Vitória. Eu nunca vi esse sujeito jogar. Agora, se o Bida fosse bom mesmo, porque o Vitória iria liberá-lo? Deve ser coisa de empresários, os atuais "parceiros" do Santos Futebol Clube. *** Frase da procuradora de atletas, a advogada Gislaine Nunes, sobre o Santos tentar a redução salarial de jogadores como Fabão e Roberto Brum: "Isso vai dar problema, com certeza. É coisa de quem quer usar artifícios, coisa de trambiqueiro. É uma atitude de mau empregador, de má-fé. Isso mostra a desorganização em que se encontra o Santos". É isso que dá deixar as contratações do clube nas mãos de qualquer um, presidente! Os caras fazem besteira e a bomba estoura na suas costas. Aprenda a se cercar de pessoas mais competentes, presidente!
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Escrito por Alex Frutuoso às 22h51.
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07/08/2008 |
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SANTOS 2 X 3 ATLéTICO-MG
Estão destruindo nossa paixão
Meus amigos, esta semana meu filho de 3 anos começou a ir para a escola. Todos os dias ele leva um brinquedo, e hoje quis levar sua Baleinha. Confesso que pensei duas vezes antes de deixá-lo levar o boneco, já que as outras crianças do colégio, algumas mais velhas, poderiam incomodá-lo, especialmente pelo momento que o Santos vive. Para um adulto, agüentar tiração de sarro é uma coisa. Para uma criança que ainda não entende os sentimentos que envolvem o futebol, alguma atitude agressiva poderia afastá-lo do interesse pelo esporte, e conseqüentemente pelo clube. Felizmente, nada disso aconteceu. Pelo menos ele não se queixou e a professora nada disse. Muito bem. Falo isso, porque estou fazendo o que posso para meu filho ser santista. Mostrar o jogo na TV, colocar o CD com o hino, assistir aos DVDs das conquistas do Santos, comprar bonecos e camisas, fazer festinha de aniversário. Só não sei se isso será suficente, caso o Santos caminhe para se tornar um Jabaquara da vida nos próximos anos. Aqueles que estão destruindo a nossa paixão, podem estar colaborando para que esse amor nem floresça nas novas gerações. Tive vontade de citar essa história, verdadeira, especialmente depois de acompanhar in loco, na Vila Belmiro, o vexame histórico que foi a derrota do Santos de virada para o Atlético-MG por 3 a 2. Quis o destino que, desta vez, ao invés de estar na arquibancada, estivesse na social, de onde testemunhei o show de horrores que aconteceu dentro de campo e o momento em que a ala "elitizada" da torcida santista se levantou e foi em direção ao presidente Marcelo Teixeira para protestar. A seguir, e por partes, cada capítulo desta triste noite. A CULPA DOS JOGADORES A verdade é que os jogadores são os menos culpados pela maior crise da história do Santos. Eles não pediram para estar no clube. Alguém os colocou lá. Pedir que Domingos, Marcelo, Apodi, Adoniran, Douglas, Hudson, Quiñonez e Cuevas façam algo diferente é difícil. Alguns podem até ser úteis, mas tratam-se de jogadores comuns. Entre os chamados medalhões, o Michael, ex-Palmeiras, chegou ao Santos dizendo que estava fácil chegar à Seleção Brasileira devido ao nível do futebol atual. Ele só esqueceu de comprovar isso com bola. Até agora, para mim, é uma das maiores decepções. O lateral Kléber, por incrível que pareça, começou bem o jogo, com garra, inclusive. Só que Kléber nasceu para ser coadjuvante. Não há neste jogador espírito de liderança que justifique o fato dele ser o capitão do Santos. Na hora em que a coisa aperta, Kléber não toma as rédeas da situação e comanda o time. Ele cai junto. Kléber Pereira também lutou. Fez um gol. Mas se complicou. Esse é outro que vai no embalo da equipe e nas oportunidades que os demais jogadores criam pra ele. Quanto aos meninos, Maikon Leite tem enorme potencial. Mas como andou resolvendo nos últimos jogos, começou a jogar sozinho. Faltou orientação. O meia Paulo Henrique, outro que tem talento, novamente entrou numa fria. Ainda bem que não estava em campo no segundo tempo. Poderiam tê-lo queimado definitivamente. Gostei, apenas do Fabiano Eller, especialmente por sua postura, apesar de reconhecer que as falhas do sistema defensivo devam ser creditadas a todos os jogadores. RAIO X DO JOGO Quem faz 1 a 0 com menos de cinco minutos e perde pelo menos quatro gols na seqüência precisa ficar esperto. O Santos não ficou. Deu sorte de ainda marcar o segundo. Mas, como que num passe de mágica, começou a se apavorar. Tomou um gol ainda no primeiro tempo e, depois do intervalo, voltou pior ainda. Um time completamente perdido, a ponto de Quiñonez realizar uma das mais bizarras jogadas da história da Vila Belmiro, dando de presente o terceiro gol mineiro. A CULPA DO TREINADOR Se os jogadores não têm o perfil necessário para comandar, Cuca deixou claro que também não tem. Treinador não tem de ser "amigo da galera". Tem de ser profissional e impor o seu pensamento. Cuca não fez isso no Santos. Jogadores contrariaram suas decisões. Cuca foi peitado mais de uma vez. Tentaram até agredí-lo. Mas ficou por isso mesmo. Suas mudanças, diante do Atlético, foram lamentáveis. E depois da partida ele pediu as contas. Dessa vez, a diretoria aceitou. Mesmo assim, é preciso que se diga: sai o técnico, mas a raiz do problema continua. Cuca foi um simples bode expiatório. Como foi Leão. E como poderá ser o futuro técnico, que há quem garanta, será Alexandre Gallo. PLANEJAMENTO AMADOR Todo mundo sabe que por onde Luxemburgo passa fica um rastro de destruição, apesar de suas efêmeras vitórias e conquistas. Com a saída de Luxemburgo, os dirigentes santistas trouxeram logo o único camarada que iria desfazer as poucas coisas boas que Vanderlei havia deixado: seu desafeto mortal, Emerson Leão. Por ser cascudo, Leão conseguiu, por um tempo, salvar o Santos de vexames piores. Mas, a diretoria comandada por Marcelo Teixeira achou que era o momento de um novo técnico. E veio Cuca. E vieram os reforços. Muitos deles. E com o tempo surgiram as notícias. Jogadores com vencimentos na casa de 300, 400, 500 mil reais. Uma folha de pagamento digna dos tempos de Luxemburgo. Então, eu pergunto: se era para "torrar" todo esse dinheiro, porque não deram o que Luxemburgo pediu? Aí é que entra a hesitação do presidente. O Santos está no buraco em termos financeiros. Teixeira quis, como quem coloca uma colher de leite instantâneo num copo d´água, criar uma terceira edição de Meninos da Vila com Leão no comando, e não deu certo. Os resultados foram péssimos e o desespero que o momento trouxe, obrigou o clube a gastar o que não podia, além de se transformar o time de futebol numa "barriga de aluguel", num "balcão de negócios" para diversos empresários. E aí eu faço outra pergunta, já que perguntar não ofende: tem agente Fifa trabalhando no Santos? Gostaria de um esclarecimento. O PROTESTO Acho que nunca, em toda a vida, Marcelo Teixeira sentiu tanto ódio e tanto medo como nesta quarta-feira, na Vila. De repente, um grupo de torcedores começou a subir as cadeiras em direção ao camarote do presidente com xingamentos e palavras de protesto. Protegido por seguranças, familiares, aliados e até por um dentista, Teixeira se calou. Quando a polícia chegou, ele se levantou e olhou com desdém para os manifestantes. E se foi. Foi embora, para aceitar a demissão de Cuca. Marcelo Teixeira pediu para que esse momento chegasse. Ele fez uma bela história no clube. Mas, como diz o sábio provérbio chinês, é preciso saber a hora certa de subir no bonde. E a hora certa de descer. Marcelo Teixeira não desceu do bonde. E agora terá de segurar o volante do clube ladeira abaixo, na maior queda livre da história santista, desde 1912. E só mais um detalhe: não adianta dizer que o protesto foi político, que foi coisa da oposição. Muita gente se levantou para cobrar a direção do clube. Jamais poderia ser a oposição. Afinal, ela cabe dentro de uma Kombi ou de um fusca. E ali, naquele momento, havia pelo menos uns 50 ônibus de reclamantes. O FUTURO Matematicamente, o Santos pode escapar. Mas não vejo em muitos desses jogadores o espírito para isso. Como não vejo na diretoria a capacidade de criar um plano de fuga bem sucedido. O Santos só irá escapar por obra divina. Pela força espiritual da torcida. Mas, se o Santos cair, que use o fato para se reestruturar. Talvez a queda seja a melhor forma de o Santos se reinventar. Como diz o ditado, "há males que vêm para o bem".
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Escrito por Alex Frutuoso às 01h58.
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03/08/2008 |
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SANTOS 1 X 3 CORITIBA
E o goleiro, hein?
Meus amigos, acabo de chegar da Vila Belmiro, onde novamente assisti ao jogo no bom e velho curvão, debaixo de chuva, e protegido apenas pela infame capa de plástico que em Urbano Caldeira custa módicos R$ 5,00. A derrota do Santos para o Coritiba por 3 a 1, a bem da verdade, me fez lamentar ainda mais os R$ 5,00 "investidos" na capa de chuva. Se o time tivesse ganho poderia até ter pago R$ 10,00 na peça. O sentimento seria outro. E o pior é que eu cheguei na Vila cedo pra caramba. Eram 16H30 e eu já estava lá, para escolher o melhor lugar do curvão. Afinal, fiz uma boa ação como santista: levei um dos meus estagiários da TV Primeira, o Felipe, que mora em Peruíbe, mas que por conta dos estudos está hospedado em São Vicente, um santista de 19 anos que nunca tinha visto um jogo do Santos na Vila. Infelizmente, a primeira experiência do futuro jornalista não foi das melhores. Logo no começo do jogo virei pra ele e disse que o Coritiba estava melhor, mais bem postado em campo. Então veio o primeiro gol. Depois de uma bola perdida lá na frente por Michael, nosso querido Domigão aprontou uma das suas e fez uma falta besta na entrada da área. O tal de Keirrison, que é um belo centroavante, chutou forte e abriu o placar. Na hora, achei a falta bem cobrada. Depois do jogo, vendo pela TV, acho que o distinto Douglas falhou, já que a cobrança, apesar de forte, não foi na gaveta, foi quase no meio do gol. Em seguida, entrou em campo o componente azar/ansiedade, nas chances desperdiçadas por Molina, Maikon Leite e Kléber Pereira. No segundo tempo, já com Wesley no lugar de Michael (desde a metade da primeira etapa) e com Quiñonez e Lima nos lugares de Apodi e Molina, o time ensaiou uma reação. Até o momento em que surgiu um buraco no meio de campo, que permitiu ao glorioso Rubens Cardoso avançar com tranqüilidade, chutar com a direita, que é a ruim, bem fraquinho, para o goleirão Douglas entregar outro presente para Keirrison. Nesse lance, no entanto, segundo o tira-teima, o atacante do Coritiba estava impedido. Ou seja, continuam metendo a mão no Santos, mesmo dentro da Vila. Quando a vaca parecia ter ido para o brejo, Maikon Leite fez jogada individual, arriscou, a bola desviou e o Santos diminuiu. A equipe cresceu, criou outras chances, até entregar definitivamente o jogo em mais uma falha de Douglas, que saiu catando borboleta enquanto Keirrison fazia mais um. A derrota, no final, foi uma banho de água fria numa reação que tinha tudo para embalar. Agora, voltamos a ficar no desespero. E aí eu pergunto: o coitado do Felipe (que pode estar indo para o São Paulo numa triangulação com o Milan, que compraria seus direitos federativos), um prata da casa, por muito menos, foi massacrado pela torcida, inclusive por alguns dos senhores que freqüentam este espaço. O que será que vão dizer do Douglas agora? *** Em relação ao comportamento tático da equipe, ficou claro que o Fabiano Eller fez uma falta monstruosa na defesa, especialmente no sentido de orientar os demais companheiros. E o esquema com três zagueiros fica inviável com o aparvalhado Apodi pela direita, sujeito que basicamente só corre (poderia até representar o Brasil nas Olimpíadas, nos 100 metros rasos) e com o Kléber "mortinho da silva" pela esquerda (segundo o Globoesporte.com, o jogador que mais erra passes no Campeonato Brasileiro). Cuca precisa simplificar quando joga em casa, apesar do garoto Vinícius não ter comprometido (só estava nervoso). Na direita, coloca o Fabiano ou Quiñonez mesmo, e mete o Carleto na esquerda. Faz um meio campo com dois volantes e dois meias, e outros dois na frente. Espero que quarta-feira, contra o Atlético-MG seja diferente. E que o Santos ganhe. *** E o que me deixa ainda mais chateado é que a rodada foi quase perfeita para o Santos. Com uma vitória, teríamos pulado para o meio da tabela. Agora, é correr atrás novamente.
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Escrito por Alex Frutuoso às 23h12.
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31/07/2008 |
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INTER 0 X 1 SANTOS
Uma noite fora da zona
Meus amigos, é claro que o título não faz referência a noites de amor nas conhecidas vias do centro de Santos, como a João Pessoa e a General Câmara. O título significa que Santos vai poder, depois de muito tempo, passar pelo menos algumas horas fora da maldita zona de rebaixamento. Com um pouco de sorte, que seria uma vitória do Atlético-MG diante do Vasco, no Rio de Janeiro (vai Gallo, vai Gaaaalo!!!), o Peixe fecha a rodada um pouco mais distante da segunda divisão. Esta será, certamente, uma noite mais bem dormida. A vitória sobre o Internacional por 1 a 0 foi construída com dedicação de todos e com muita inteligência tática. Sabendo de suas limitações, a equipe do técnico Cuca foi para o jogo bem fechada na defesa e explorando os contra-ataques. Não fosse uns três impedimentos mal assinalados pelo bandeira no primeiro tempo, talvez o Santos tivesse vencido até com mais facilidade. Mas como a tônica dessa temporada é a agonia, o melhor ficou para o segundo tempo. Percebendo que a pressão do Inter aumentava, Cuca usou a cuca (com o perdão do trocadilho infame), colocando Wesley e Adoniran no time. Adriano também já havia entrado no intervalo, no lugar de Michael, contundido. Dessa forma, a equipe conseguiu sair do sufoco, tocando melhor a bola e explorando a velocidade. Numa vacilada da defesa, o garoto Maikon Leite fez seu primeiro gol com a camisa do Santos e nos deu a primeira vitória fora de casa neste Campeonato Brasileiro. Dali pra frente o Santos sabia que precisava se segurar e fez isso com enorme competência, especialmente pelas brilhantes participações do nosso "panzer" Domingos, um autêntico tanque de guerra, e da dupla Marcelo e Fabiano Eller, perfeitos nos desarmes e nas antecipações. O que parecia impossível aconteceu antes do esperado e agora o Santos terá uma grande oportunidade de pular definitivamente para a zona intermediária do campeonato. Domingo temos o Coritiba, na Vila. No meio da próxima semana, novamente em casa, será a vez do Atlético-MG. Espero que a diretoria mantenha as promoções, com ingressos condizentes ao poder aquisitivo do torcedor, e que a galera empurre ainda mais a equipe. Vamos acreditar. Afinal, o Santos é o time da virada, o Santos é o time do amor.
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Escrito por Alex Frutuoso às 00h10.
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27/07/2008 |
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SANTOS 5 X 2 VASCO
Cobertor de solteiro
Meus amigos, vocês conhecem aquela história do cobertor de solteiro, não conhecem? Ou seja, quando cobre os pés, descobre a cabeça, e vice-versa. Muito bem, o time do Santos parece viver esse dilema quando o assunto é encontrar equilíbrio entre o ataque e a defesa. Nos últimos três jogos, nossa linha de frente marcou oito vezes, mas a defesa levou seis. Neste domingo, contra o Vasco, na bela vitória por 5 a 2, novamente levamos um gol por cima, em razão de uma bola parada. O ataque, por sua vez, parece que se achou. Kléber Pereira é goleador, ninguém discute. Aproveitou bem os três pênaltis que Maikon Leite lhe deu de presente e virou artilheiro do Campeonato Brasileiro. E o colombiano Molina, outro bom jogador do time santista, fez mais dois e fechou a conta. Mas, como já foi dito, o menino Maikon Leite foi, sem dúvida, o destaque da equipe, participando diretamente de quatro gols. Interessante a sorte que deu, nesse caso, o técnico Cuca. Se o paraguaio Cuevas não tivesse se machucado em cima da hora, o rapaz talvez tivesse ficado no banco, e aí ninguém pode imaginar como seria a história de Santos e Vasco. A missão do Peixe na próxima rodada será bem mais complicada: encarar o Internacional, vindo de derrota para o lanterna Ipatinga, em Porto Alegre. Como terá dois jogos na Vila, logo na seqüência, se conseguir uma milagrosa vitória fora de casa, o Santos poderá até sonhar em terminar o turno fora da zona de rebaixamento. *** Mas, para isso, não adianta só resolver os problemas dentro de campo. Fora das quatro linhas, mesmo com a vitória, a situação ainda é delicada. Recomendo, para quem não leu, dar uma olhada no post anterior, onde reproduzo a coluna do jornalista Sérgio Luiz Corrêa, na qual é possível se ter uma idéia do clima nos bastidores. São informações que batem com as que tenho divulgado aqui no blog e que me deixam com algumas certezas. Cuca e o presidente Marcelo Teixeira estão esperando propostas da Europa para, até 20 de agosto, se livrarem de alguns "pesos" do elenco santista. E ainda com um dinheiro envolvido. Depois disso, quem sabe, os fantasmas do passado comecem a se afastar e o Santos possa, finalmente, seguir sua vida com mais tranqüilidade para escapar de vez das últimas colocações.
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Escrito por Alex Frutuoso às 22h48.
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27/07/2008 |
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COLUNA DO SéRGIO LUIZ CORRêA
Santos: bagunça e falta de comando
Meus amigos, reproduzo a coluna do competente Sérgio Luiz Corrêa, na edição deste final de semana do Jornal da Orla, de Santos: Uma defesa de um time de várzea não teria feito papel mais feio do que a zaga santista no clássico contra o Palmeiras. Mas ela é apenas a síntese de uma crise que se instalou no Santos muito antes dessa derrota de 4 a 2 construída sobre erros grotescos de um time desorganizado do ponto de vista tático e sem comando. Pois é isso mesmo. Circulam na Vila Belmiro comentários dando conta de que parte do elenco não respeita mais o treinador e dá pouca importância ao que ele fala nos treinos e nas preleções. Rebeldia que, segundo uma pessoa muito próxima da diretoria, é “comandada pelos mais velhos”. Pois é, primeiro a birra era com Leão e suas esquisitices, agora é com o Cuca. Coincidência ou não, ele já prometeu dar chances a jogadores mais jovens contra o Vasco. Essa mesma fonte lembrou de um fato ocorrido no intervalo do jogo contra o Sport que pouca gente deve ter percebido. Enquanto Cuca caminhava para o vestiário, os jogadores permaneceram no campo por alguns minutos discutindo algo. Contra o Palmeiras, um repórter de TV informou durante a transmissão que o lateral Kleber não deu ouvidos - ou fingiu que não escutou - a uma instrução que lhe estava sendo passada pelo treinador na margem do campo. Kleber teria virado as costas e deixado o técnico falando sozinho. O Santos pode não ter no momento um time de alto padrão para brigar pelo título ou até figurar no G4, mas não seria exagero afirmar que ele tem um time para não freqüentar há nove rodadas a zona de rebaixamento. Em tese, poderia estar perfeitamente ocupando a zona intermediária na tabela, de olho talvez na Copa Sul-Americana. Mas não assim do jeito que está, como um indigente, embora seus jogadores tenham toda a estrutura necessária à disposição e recebam salários até incompatíveis com a realidade do clube. A coluna tem defendido Cuca por entender que ele é o menos culpado pela situação e por achar que ele chegou à Vila pegando o bonde andando. A diretoria sabe disso, mas será difícil ela sustentar o treinador no cargo se o ambiente continuar nessa bagunça. O jogo deste domingo (26) contra o Vasco na Vila Belmiro vale “seis pontos” e poderá a ser o canto do cisne para o treinador. Conhecendo Marcelo Teixeira, como este que vos fala conhece, ele não vai colocar o seu prestígio pessoal e político em xeque como o presidente que rebaixou o Santos pela primeira vez em 96 anos de história. Se existe banda podre no elenco cabe à diretoria apurar, mas é útil destacar que há influências negativas no grupo vindas de fora para dentro. E quem for um pouquinho esperto mata a charada.
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Escrito por Alex Frutuoso às 10h47.
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